quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Alguém conhece o Tripeiro? e o Mourelo?

Hoje vamos ter uma viajem um pouco mais longa, mas recheada de paisagens de deixar uma grande vontade de ficar por aqui

Como estávamos nos Boxinos subi ao Alto do Açor e voltei á direita seguindo o percurso do Parque Eólico até ali ao cimo da Panegral
daquele ponto da serra foi possivel admirar a beleza desta região carregada de verdes e tons dourados a fazer sobressair o branco das habitações das muitas pequenas aldeias que daqui se podem avistar. Desci, sempre por estrada de terra batida até Ribeira de Eiras
Passagem pelas Rochas de Cima
Passei pela aldeia onde ainda muito jovem pernoitei na casa dos Morgados, uma vez que mais um primo viemos visitar o seu irmão que aqui trabalhava para esta Familia.
Segui por Rochas de Cima de onde pude admirar a beleza de uma pequenina aldeia situada lá no alto do Cabeço Zibreiro  O INGARNAL terra do meu pai
Violeiro
Violeiro
Uns minutos depois estava no Violeiro, lembro me de quando ainda garoto por aqui pasei com o meu pai, porque na altura vivia aqui um familiar e estivemos a conversar com pessoas do nosso apelido Antunes   e  Baratas, pelo que devem existir por aqui alguns Baratas e  Antunes, 
e seguindo para a esquerda fui até á Partida, uma linda aldeia pertencente á freguesia de São Vicente da Beira.
Partida
Aqui também tive varios clientes em duas das empresas onde trabalhei, na área dos produtos alimentares e na da materiais para a construção civil e metalomecanica
Chegámos ainda agora á Partida e já estamos de partida em direção ao Mourelo pequena aldeia perdida neste vale no sopé da Gardunha com as suas ruelas estreitas e quase desprovida de habitantes,


Em direção ao Mourelo
Mourelo
Igreja do Mourelo
, como todas as outras aldeias desta zona do País esta tambem não escapou á partida dos seus habitantes na nescessidade de procurarem outras oportunidades.
Por estas estradinhas municipais fomos andando e chegámos ao Tripeiro, aldeia situada numa pequena encosta vendo correr a agua da ribeira como seu nome, que a partir daqui vai engrossando o seu caudal até á Ocreza.
                                                                                      Tripeiro
                                                                               Tripeiro
                                                                           Tripeiro
Já são varias as praias fluviais que podemos encontrar ao longo desta ribeira
Segimos  estrada fora , passámos pelo Sobral do Campo e fomos parar no Ninho do Açor.
Aqui a palavra Açor  derivará da ave de rapina diurna que por estas bandas se aninhava nas altas árvores que em tempos idos existiam nesta freguesia.
                                                      Ninho do Açor      Piscina
                                                         Largo da feira e Centro de saude
                                                                                  Rua principal
                                                   Local para se beber uma bica
Freguesia que hoje reparte os seus dominios com a de Sobral do Campo, sendo hoje a União de Freguesias de Sobral do Campo e Ninho do Açor
Da sua gastronomia destacamos o Folar da Páscoa, Cabrito assado no forno, Broas de mel, Enchidos, Queijos, Miga de Batata com Tomate, Tigelada, Broa de Mel, Biscoitos, Filhós Fritas 
Por aqui muito perto existem a barragem da Marateca Sata Águeda ou a barragem do Pisco
                                                           Barragem de Santa Águeda
Muito mais havia para descrever estas pequenas aldeias situadas nesta zona de Transição das Beiras para o Alentejo mas haverá certamente gente muito mais capacitada para o fazer
De qualquer maneira espero ter contribuido embora minimamente para recordarem estas paragens
Qualquer dia voltamos á estrada com novas aldeias e outras gentes

sábado, 22 de fevereiro de 2014

De volta á estrada vamos até aos Boxinos

Saimos da Barroca pela mesma estrada a N 238 até ao czuzamento para Bogas de Cima . Tomámos a direção dessa aldeia de onde tinhamos saido há 2 dias e dirigimo nos diretamente á Malhada Velha.

Esta aldeia traz me grandes e boas recordações de bons momentos aqui passados com amigos
Á noite é um sossego, uma paz   enorme só se ouvindo de vez enquando o latir de um dos poucos cães que há cá na aldeia.
O serão é passado á lareira sentado á mesa onde acabámos de Jantar. Depois a hora de ir para a cama  aqui chega cedo. Dorme se que nem um anjo acordando de manha ao som das baladas do sino da torre a  assinalar as 7 da manhã.
São horas de ir tratar das cabrinhas de dar um pulo á horta buscar as couves para o almoço  e mais este ou aquele serviço que é de rotina diária.
O Dia passamo lo em amena cavaqueira com gentes da aldeia e damos pequenos passeios pelas redondezas, á beira da ribeira ou mesmo pela montanha de onde podemos avistar o enorme parque eólico existente ao longo de toda a serra da Gardunha.
Aqui temos o prazer de comer tudo á base de produtos biológicos semeados e colhidos nas hortas á beira da ribeira
Azeite, hortaliça , pão, etc etc é produzido e tratado por mãos que sabem que teem o dom de saber fazer comida com sabores magnificos e genuinos cá da terra
Quero aqui deixar um grande obrigado aos meus amigos da Malhada  eles sabem a quem me dirijo, pelos bons momentos que me fizeram passar na sua companhia.
 Um dia espero voltar

Daqui dei um saltinho ali ao Descoberto onde quando chove cresce a ribeira de Bogas.

 Nesta pequena aldeia perdida nestas encostas da Gardunha tenho bons amigos  e só por ter sido a terra da minha tia merece que a gente venha de vez enquando matar recordações ao mesmo tempo que seguimos o crescimento da aldeia. Embora com menos habitantes como todas as outras, tem crescido no que toca a novas habitações, mandadas construir ou construidas por varios emigrantes que tiveram que sair daqui para procurarem novas oportunidades.
O Descoberto já há alguns anos que tem ligação á capital de Distrito por uma estrada municipal que atravessa a ribeira de Bogas e passa pelo Maxial. Ladeira indo entroncar na estrada  N  112 no lugar da Ribeira da Volta onde pode descansar e beber agua fresca da fonte e se levar um farnel tem aqui um ótimo local para dar cabo dele

Do Descoberto voltei atrás e subi até á aldeia de Boxinos,
 Quase no cume da montanha, lembro me muito bem que na decada de 70 a aldeia era bastante povoada tendo ao serviço do povo varios comércios os quais foram todos meus clientes, já que nessa altura vendia produtos alimentares da firma Pereira Nunes do Fundão.
Vinha normalmente ao fim de semana entregar a mercadoria vendida dias antes e como não havia estradas asfaltadas nestas aldeias muitas vezes tive que pedir socorro para me tirarem dos atoleiros de lama que havia nos caminhos da serra..O carro patinava e dali não queria sair.
Boxinos possui hoje um Clube Associação Cultural Recreativa e Desportiva, que já tem levado a efeito alguns eventos como por exemplo os torneios de sueca que são um êxito a nivel de camaradagem e gastronomia, para além dos belissimos prémios para os primeiros classificados.

Hoje terminamos aqui a pequena viajem pelas vertentes da Serra da Gardunha, prometendo voltar muito brevemente






quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Um saltinho até á Barroca

Já em 2012 no dia 15 de Outubro dediquei uma postagem  á Barroca, sobretudo recordando algum historial da aldeia  
.Barroca do Zezere


 Hoje  e já que ando aqui pela zona, vou dar um pulo até lá e subir á Nossa Senhora da Rocha e daí avistar e e regalar a vista com aquela paisagem maravilhosa que nos leva até ao Cabeço do Pião e aos aterros da areia que era extraida nas minas da Panasqueira transportada para aqui através de caldeiros que rolavam por cabos de aço até aqui, onde era lavada,  retirado o minério e depois deixada aqui em grandes quantidades.
Alguma dessa areia a que chamávamos Charrisca serviu e serve ainda hoje para quando misturada com alcatrão, asfaltar muitas das estradas da região e até do País.
Para aqueles que ainda não sabem, a Barroca é sede das lojas das aldeias de xisto,  Casa Grande da Barroca,  Centro de Interpretação de Arte Rupestre do Poço do Caldeirão Instalado num antigo solar setecentista, o espólio deste espaço museológico incide sobre representações e elementos informativos e de interpretação das manifestações de arte rupestre no Poço do Caldeirão, nas margens do rio Zêzere, e relaciona-as com as realidades ancestrais e atuais que caracterizam o território específico do Pinhal Interior. Pertence à Rede das Aldeias do Xisto.
Esta aldeia é hoje servida por uma ótima estrada Nacional 238 que a liga ao Fundão sede de concelho,ou  a Coimbra. depois existe  ainda M 545 que a liga á outra banda do Zêzere como Dornelas ou Barragem de Santa Luzia
 Fora do perímetro da aldeia, as construções dedicadas aos trabalhos do campo pontuam caminhos de terra batida, entre as pequenas propriedades disseminadas pelas encostas.
Quem visitar a Barroca e queira ter tempo para admirar todo o património e as belas paisagens para além das pinturas rupestres nas margens do Zezere, poderá usufruir de uma boa noite de repouso na


  • Pousada de Juventude da Mina
  • Cabeço do Pião
  • 6230-631 Silvares
  • Para comer tem uma enorme variedade de sugestões que lhe servirão para ficar a conhecer ainda melhor esta magnifica região do País tanto na ida como no regresso do almoço
  • Aqui mesmo na aldeia tem a
  • Esplanada
  • Estrada Nacional 238, 2-A, Barroca, Fundão
  • 6230-137 Barroca
  •  
  • Se quiser dar um salto até Janeiro de Cima sugerimos o 
  • Fiado Restaurante
  • Rua do Espírito Santo, nº 5 - Janeiro de Cima, Fundão
  • 6185-114 Janeiro de Cima
  • se por outro lado for até Silvares vai ter oportunidade de usufruir de belas paisagens a partir do alto de Silvares e comer na 
  • A Pedra do Lagar
  • Estrada Nacional 238, Silvares, Fundão
  • 6230-670 Silvares
  • (+351) 275 662 305

  • no que respeita a gastronomia para além dos Maranhos pode comer se Cabrito,  Bacalhau à Lagareiro ou Bacalhau à Brás
Se vier no Verão vai encontrar enormes espaços verdes  repletos de zonas refrescantes e um povo acolhedor que transformarão uma simples visita em momentos que desejará repetir

  •    
  • .
  • Depois temos as Praias Fluviais  Não só a água pura, fresca e límpida se fazem famosos estes locais, também os belos espaços envolventes e as diversas desculpas para o lazer e para o passeio, são mais que motivos para visitar e passar momentos inesquecíveis.
  • È tambem em Agosto que se realizam na aldeia as festas de verão em honra de Nossa Senhora da Rocha
  • normalmente no dia 15 de Agosto.

  • Desta romaria lembro me de quando era ainda rapazote virmos em grupos desde Bogas de Baixo para assistir á festa e descansávamos á sombra de um grande pinheiro manso que existia na altura onde hoje existe o cruzamento da estrada N238 com o acesso ao cabeço da Senhora da Rocha e a estrada para Alqueidão e Dornelas. Certamente que as pesoas mais idosas se lembrarão desse grande pinheiro que era tambem um ponto de referencia para a Barroca
  • Saimos da Barroca sem contudo a ter explorado melhor  já que a Barroca é hoje uma aldeia com grande projeção a nivel das terras de xisto e uma aldeia lendária povoada por gente simpática generosa e hospitaleira. Um outro dia voltaremos certamente

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Por entre pinhais e eucaliptos

                                                                                                                                                                              Deixamos Janeiro de Cima  e lá vamos nós serra acima á procura da N 238 que nos leva até ao Penedo do Barroco. assámos pelas chafurdas e fomos avistando ao longo de todo este percurso lá no fundo o rio Zezere numa rota sinuosa nesta parte em que os montes lhe fazem mudar de rumo sendo obrigado a fazer inumeras curvas para que as suas águas deslizem com facilidade até á primeira barragem a Bouça e depois Castelo de Bode.
Chegados ao Penedo do Barroco desviamos a vista para o nosso lado direito e avistamos uma enorme mancha de pinheiros e eucaliptos que ainda contribuem em muito para o sustento destas gentes que habitam as abas da serra.
Lá no fundo avistamos  a aldeia de Bogas do Meio, situada no vale nas margens da ribeira de Bogas.
Aldeia anexa á freguesia de Bogas de Cima é conhecida não só por serem daqui naturais  os homens que nesta região abasteciam as diversas industrias de madeira e não só
Mas tambem conhecida por ser uma aldeia com grandes tradições na preparação do linho que se plantava ao longo da ribeira
Há teares  em muitas casas da aldeia pois voltaram a acentuar se os trabalhos artesanais da confeção do linho. A antiga escola foi transformada em Industria de Tecelagem.
Como não podia faltar aqui temos um nicho ou capelinha que alguém por este ou aquele motivo mandou edificar
As gentes da aldeia muito    com a ajuda da Pinus Verde tudo tem feito para atenuar a desertificação destas gentes. Como em todas as aldeias da região tambem aqui deixaram de existir nascimentos , estando as pessoas que habitam a aldeia a ficar mais idosas. foi terra de serradores que venceram  a luta das serras a abriri grandes troncos que transformavam em tábuas com que construiam as suas habitações
hoje Bogas do Meio parece uma terra simpática com habitações bem construidas e modernas.
 
Ao sairmos em direção a Bogas de Cima e para comprovar a prática da industria de madeiras deparámo nos com um grande camião a ser carregado de eucaliptos certamente para alguma Celulose nacional ou estrangeira

Agora Bogas de  Cima, daqui da ponte  até lá acima ao largo principal  é quase penoso subir a rua do Castelo. Aqui logo na entrada, antigamente  o fundo povo acho que existia um comercio que foi meu cliente durante anos.
 Era se não estou em erro o ti Augusto, mas tinha varios clientes nesta aldeia já que nesse tempo existiam aqui varios comércios de produtos alimentares de  panos e roupas e algumas tavernas.
Tenho grandes e belas recordações deste local, subi até lá ao alto junto á capela de pois voltei a descer aquela rua cheia de tradições , o seu casario  de construção rural e as suas paredes de xisto, passei ao  lado da Igreja e novamente chegámos á ponte sobre a ribeira de Bogas .
Aqui á saida para Bogas do Meio existe mais um nicho comum ao resto destas aldeias
 aqui ao lado podemos ver o lagar onde quase todos os anos o pessoal cá da terra tem a possibilidade de comer grandes tibórnas  As Lagaradas de Bogas de Cima

Esta aldeia é hoje mais conhecida a nivel local e nacional por ser o local que a Pinus Verde escolheu para assentar arraiais e cuja direção tudo tem feito para colocar estas aldeias de xisto no lugar que merecem
Bogas de Cima é hoje uma aldeia bem consolidada com algumas Instituições que covém manter vivas                                                                                                                                                                                                                                                
                                                                                                                                                                                   Bogas de Cima fica para trás , e em vez de irmos para a Malhada Velha, Descoberto e Boxinos, damos um saltinho á Barroca e depois iremos então até á Malhada Velha
Com a aldeia já distante deparamo nos com mais uma Industria de Madeiras  atestando assim o valor que a floresta tem nestes sitios .          
                                                                                                                                                                            e mais uma linda imagem cá do sitio onde existem muitas casas como esta em adiantado estado de abandono onde outrora as gentes guardavam os utensílios para transformar a terra  e até deixavam os animais resguardados durante a noite