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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




terça-feira, 26 de novembro de 2013

Calcorreando a serra

É o regresso a casa e a partir daqui subo as encostas da Gardunha. e deparo me como habitualmente com lugares de uma paisagem deslumbrante misturada de casario, terras de cultivo e muito arvoredo com tons de rara beleza, onde impera o pinheiro, o castanheiro, o ervideiro, e muitas outras arvores sejam elas selvagens ou de fruto. Pelos montes da zona poente da Serra,o cenário é encantador

.

 Fala se e escreve se muito sobre a Gardunha mas quase sempre das suas saidas a norte pelo Fundão ou a Sul por Alpedrinha, esquecem se da sua saida por Silvares onde a gardunha tem um encanto maior por ser uma zona de pinhal e bem povoada 
Temos o caso das aldeias de  Malhada Velha, Bogas do Meio , Ladeira e Descoberto indo mesmo até á Panegral



 agora abandonada Em todas estas aldeias há um património rico que muita gente desconhece Venham passar um fim de semana de carro Jipe ou mesmo de bicicleta e sintam o quanto é bela esta encosta da serra.
 Partilho com todos vós algumas imagens que nos mostram como esta região é bela e calma onde podemos respirar ainda algum ar puro e estarmos em permanente contacto com a natureza



A Ladeira de Nossa Senhora do Carmo é um pequeno lugar a fazer nos lembrar de outros lugares espalhados pela serra da Lousã como por exemplo as pequenas aldeias de xisto espalhadas por toda a serra. A Ladeira foi uma aldeia isolada mas hoje possui uma estrada de qualidade que a liga ao resto do mundo, para além de possuir algumas infraestruturas para benificio da sua população
esta pequena aldeia que ha pouco tempo era anexa da Freguesia de Bogas de Baixo, pertence agora á união de freguesias de Janeiro de Cima e Bogas de Baixo


Descoberto

Sai da Ladeira passei ao Lado do Maxial e entro nesta pitoresca aldeia da serra , com um casario bastante recuperado muito por causa da emigração que não vivendo cá teem muito gosto e prazer em ter uma casa condigna para virem passar alguns dias durante o ano principalmente em Agosto e no Natal.
Os poucos habitantes que ainda por cá estão são pessoas humildes  de uma simpatia extraordinaria , oferecendo o que teem de melhor a quem os visita.



Seguindo caminho para a Malhada Velha deparamo nos com uma outra aldeia  situada  na margem da Ribeira de Bogas   e  a qual é uma das Bogas que deu nome á ribeira
Trata de Bogas do Meio onde passei muitas vezes na minha juventude possuindo por cá muitos amigos



E eis me chegado á Malhada Velha, uma localidade que me é muito querida, onde tenho grandes amigos do peito.
Por  aqui andei ainda nos tempos em que não havia estradas e muitas vezes era nescessário pedir ajuda  aos Malhadenses que com as suas juntas de bois me tiravam dos atoleiros onde o carro se atascava



A serra aqui tem outro encanto, na Primavera é uma mistura de cores amarelas verdes e vermelhas que nos deixam com vontade de ficar por ali a contempla la. Por outro lado no outono as cores são igualmente de uma beleza rara com os seus tons acastanhados, folhas amarelecidas a contrastar 
com o solo que é verde



Tambem esta linda aldeia tem a correr a seu lado as  aguas cristalinas da ribeira de Bogas cuja nascente não fica muito distante daqui


e cujas águas servem para regar s hortas no verão e  moverem as maquinas do Lagar de Azeite  moderno que existe na aldeia.
Fiquei por  aqui, aceitei o convite de um grande amigo para passar o fim de semana na aldeia, e fiquei aqui como um rei.
 Gente boa , muito hospitaleira e trabalhadora com quem dá gosto conviver

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