quarta-feira, 13 de novembro de 2013

aldeias de trás de serra


Esta mensagem faz me recuar aos anos 80 quando calcorreava estas estradas estreitas e sinuosas da serra
Saía do Fundão e entrava no concelho da Pampilhosa da Serra e adorava conversar com estas gentes  que para além de honestas e trabalhadoras, recebiam com carinho os que as visitavam.

hoje vou especialmente recordar uma pequena aldeia situada nas margens da barragem de Santa Luzia  que teve melhor sorte que o Vidual  submerso nas águas da barragem

Malhada do Rei é uma pequena aldeia situada a poucos kms da sede de freguesia, que é Unhais-o-Velho e a 5 km de Vidual de Cima.
.A 25 km a norte da sede de concelho, Pampilhosa da Serra, entre montes, serras (Rocha e Picoto) e ao cimo da Barragem de Santa Luzia, o que lhe dá uma beleza incomparável.
 Como quase todas as aldeias a norte do concelho é das mais pobres.

Da sua origem pouco se sabe, mas consta que nasceu de uma pequena quinta chamada Aziral,não se sabe ao certo há quantos anos.
 Há documentos que confirmam que em 1783, nesta pequena quinta, constituída por apenas sete famílias que viviam em pequenas casas construídas de pedra e barro (o cimento da época), com telhados de xisto, quase coladas umas às outras, com o fim de se abrigarem dos invernos frios e chuvosos,
 Havia uma capela que tinha como padroeira Nossa Senhora dos Remédios
(tradição mais antiga que se consegue apurar e que se mantém ainda hoje,
 no dia 21 de Novembro dia santo na aldeia).
Os malhadenses foram sempre gente muito alegre e divertida. Todos os momentos eram oportunos
 para se fazer uma festa. Na malha do centeio e do trigo na eira, na desfolhada ou estona do milho
 dentro do palheiro, nas debulhas, tudo dava direito a requintadas merendas, onde nunca faltava a broa,
 as filhos, sempre acompanhadas de uma boa pinga. Bem comidos e bebidos tocavam-se e cantavam-se
 as cantigas daquele tempo. Havia famílias com doze irmãos, todos sabiam tocar e cantar o fado,
 que facilmente proporcionavam um bailarico. Estavam sempre bem ensaiados para as tradicionais festas.

à semelhança do que acontece um pouco por todas as aldeias da região, é no  início  de Agosto que se realiza a festa. e visita-se de porta em porta, todos os malhadenses para recolher as suas ofertas para a quermesse, a tocar e a cantar, a comer e a beber para regar as gargantas.




(informações recolhidas nos sites Memoria Portuguesa e da própria aldeia )

2 comentários:

Anónimo disse...

Olá
Fiquei extasiado ao percorrer esta sua página.
É cá longe que damos valor a estas coisas
Quantas saudades !!!!!!!!
Sou beirão e tenho nisso um enorme orgulho, gente nobre e hospitaleira.
obrigado amigo e continue a brindar nos com essas recordações que nos enchem a alma
A.R. M.

Anónimo disse...

Amigo Luis
você trazer nos estas belas mensagens e eu aqui na luta com a sementeira das terras ainda sou um dos teimosos cá da serra
estou a escrever este comentário e alembrarme de um saudoso amigo que já partiu e que dizia.
A agricultura na nossa terra é a arte de empobrecer alegremente.
Mas como gosto de mecher a terra ando sempre alegre e bem disposto
e á noite bebem se uns copos cá na adega com os amigos.
obrigado e
um grande abraço.