segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Pelas Serras da Pampilhosa

Continuando a recordar velhos percursos por lugares quase desconhecidos  mas muito lindos na altura, mais que hoje e sabem porquê? embora as estardas fossem caminhos  e com mais dificuldades nos acessos, era um tempo em que tinhamos outras regalias,

 As pessoas saudavam se na rua, as paisagens muito mais belas que hoje, pois era raro arder um pinheiro, não havia crminosos incendiários
Toda a gente nos oferecia do que tinha em casa, comida  bebida e boa disposição


Nas minhas lides profissionais lá andava eu a calcorrear as ruas da aldeia, e desta vez Saí da Sancha Moura e fui até Sobral Valado, pois embora poucas, sempre se iam construindo umas casitas e  já havia quem não caiasse  e preferisse as minhas tintas para pintar
Numa altura em que trabalhava com as Industrias 1001 do Porto esta fazia muita publicidade a um produto que  fazia milagres  contras as infiltrações, por isso havia vários pequenos construtores e mesmo particulares que mostraram interesse nese produto. Foi então que dediquei alguns anos  a calcorrear estas serras e vales com o intuito de satisfazer estas pessoas na esperança que as infiltrações acabassem




Sobral Valado


Situa-se quase no cimo de quatro colinas a mais ou menos 700 metros de altura, com  o casario virado para o sul, numa localização maravilhosa do ponto de vista panorâmico.  Esta  aldeia estava cercada pelos montes do Moinho, que é  o mais alto , Corvos, dos Lameiros e do Outeiro, qu é o mais baixo, que entre si formam uma espécie de concha, que a abrigam das intempéries e é banhada pelo Sol desde manhã até à noite. Dista da Pampilhosa da Serra, cerca de seis quilómetros, fazendo parte da sua freguesia e à qual sempre esteve muito ligado. .

Ouvia falar nessa altura na capela de São Lourenço, padroeiro da aldeia, que não existe, lindíssima que ela era. Em 1951, alguns naturais venderam na para construção de uma residência particular. Já em 1949 se tinha construído uma nova igreja, ampla, arejada, em local mais vistoso e é hoje o orgulho e a menina dos olhos dos sobralvaladenses, no entanto, muitos afirmam que elas poderiam existir as duas, assim todos quisessem!



Pescanseco Fundeiro


normalmente ia a Praçais uma outra aldeia paredes meias com Pescanseco Cimeiro mas faço a descrição ao contrário pois havia também Pescanseco do Meio e Pescanseco Fundeiro
Esta aldeia  que me traz belas recordações, não tinha muitas regalias para as suas gentes, mas hoje
já dispõe de um chafariz, uma Casa de Convívio e uma ponte na entrada da aldeia sobre a ribeira de Pescanseco, que dasagua na ribeira de Praçais. Dispunha de uma escola primária, há muito desactivada e em adiantado estado de degradação, 1 alambique (destruído , um lagar (desactivado), e e vários fornos onde cozoa  belo e gostoso pão de milho e trigo cultivado nas margens da Ribeira  de Praçais e Pescanseco  infelizmente  também deativados

 
A semelhança do que ia fazer a Pescanseco Fundeiro era para os mesmos fins que passava por  Pescanseco do meio e depois para o Cimeiro
Aldeias semelhantes entre si as mesmas gentes praticamente os mesmos usos e costumes a boa vontade do seu povo pela forma como recebe os seus visitantes e sempre com vontade que aceiremos im copo e um naco de presunto nas suas pequenas adegas

                                                              Pescanseco Cimeiro

Na próxima mensagem  vou escrever sobre uma outra viajem  pelo Armadouro Vale Grande Cabril  seguindo depois para Fajão
Estas serras da Pampilhosa onde incluo a Serra do Açor, foram por mim vatias vezes percorridas  mesmo no tempo em que os carros patinavam nas estradas e  muitas vezes ficavam atolados na lama

( algumas fotos  foram pesquisadas no Google)

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