sexta-feira, 27 de março de 2015

Enxabarda e Açor na Maúnça

Depois de Lavacolhos e seguindo o percurso pelas abas da Serra da Gardunha, chegamos á Enxabarda.
Na estrada que liga Lavacolhos ao Fundão mesmo á entrada do Castelejo viramos á direita por uma estrada municipal e 4 kms  depois encontramos a Enxabarda.
Uma aldeia situada ao fundo da serra da Maúnça uma extensão da  Gardunha
Na aldeia existe alguma Industria e Comércio para além do cultivo da cereja
Esta localidade tem como seu padroeiro e protetor, pois conta se entre os mais idosos que na primeira invasão francesa, a aldeia de Enxabarda, no concelho do Fundão, encontrava-se na rota das tropas francesas que iam deixando um rastro de pilhagem pelos locais onde passavam.
Não havia homens na aldeia, porque andavam envolvidos na guerrilha, deixando as mulheres e as crianças  desprotegidos.
Reunidas na igreja pediram proteção a Santo António e, de forma inexplicável, as águas das duas ribeiras que cercam a aldeia começaram a subir, impedindo a passagem dos franceses.
Santo António é ainda hoje o protetor da aldeia.

Logo na entrada da aldeia temos o cruzamento com a estrada que vai ligar o Açor e muitas outras aldeias espalhadas na serra. Encontramos uma capela e voltamos á direita
subindo pela encosta por estrada sinuosa cheia de curvas e de largura reduzida, vamos apreciando a linda paisagem com alguns cerejais espalhados pela encosta até que chegamos ao inicio do Parque eólico da Gardunha ali mesmo num local chamado Souto Altinho

Vista desle local a paisagem circundante é uma autentica maravilha, para um lado os picos da serra com as suas Grandes ventoinhas eólicas e do outro o vale do Zezere  que corre lentamente por terras como Barco, Ourondo , Silvares, Barroca do Zezere , Janeiro de Cima  e Janeiro de Baixo, encontrando ao longo do seu percurso belas e apetitosas no Verão, Praias fluviais, para além de reviver o passado espreitando e pesquisando moinhos antigos que as aguas do rio faziam mover moendo a farinha que iria ser empregue na confeção do centeio e da broa para alimentação destas gentes. Costumes que ainda hoje podemos observar em alguns locais.
descemos então até ao Açor términus da nossa visita á serra da Maúnça
Aldeia carregada de tradições algumas delas ancestrais, teima em não deixar cair no esquecimento muitas delas, Desde há varios anos a  esta data realiza se um grande evento que atrai milhares de forasteiros, Mostra de Artes e Sabores da Maunça, e como se realiza em Novembro altura da castanha,

Esta mostra de artes e sabores, em pleno coração da Serra da Maúnça, celebra a chegada da castanha apelando aos sentidos e valorizando a gastronomia, as tradições e o artesanato local.
Os meus amigos Manuel João e  esposa a Dona Maria são uns verdadeiros artistas na confeção dos gostosos licores á base de frutas variadas e dos doces regionais destacando as belas filhoses que a Dona Maria tão bem sabe confeccionar
Os maranhos, os “miaus” (bolos típicos), o coelho em azeite, a chanfana, o feijão com couve fazem deste festival gastronómico um evento único, onde ao calor das lareiras, as pessoas se reúnem provando a aguardente de medronho ou o pão acabado de fazer no forno comunitário.
Aqui tenho muitos amigos, participei com eles na prova de muitos destes produtos, assisti á confeção de filhóses, bolos e licores. Comi boa Chanfana  e apreciei e degustei os saborosos queijos de cabra frescos  acabados de de ser confecionados pelas mãos de mulheres conhecedoras do seu fabrico.
Participei em muitos magustos familiares com o acompanhamento de alguns amigos onde a confraternização era o principal ingrediente
e Sobre o Açor escreve melhor  quem convive diariamente com as suas gentes ora vejam aqui https://www.facebook.com/maunca
e ficamos por aqui por hoje mas voltaremos brevemente

2 comentários:

Felismina Valente disse...

Obrigada, adorei! Gostava de colaborar num aprofundamento. Eternamente grata. Tenho orgulho em a minha mãe se ter deslocado à sua terra - Enxabarda - para eu, sua primeira filha lá nascer.

Luantes Luis Antunes disse...

Amiga partilhe conosco as suas recordações
quem sabe se não viriam a dar uma boa postagem sobre elas
Os meus amigos e visitantes devem sentir se um pouco sensibilizados para uma entreajuda nestas histórias