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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




quarta-feira, 30 de abril de 2014

Por caminhos da Idanha (Toulões)

 Aproveitando a estadia por terras da Idanha, vou seguir  viajem  fazer me á estrada e procurar outros sitios  outros lugares
 Por estradas já muitas vezes calcorreadas mesmo quando ainda faltava algum asfalto vinha mos muitas vezes  eu e outros amigos praticar um dos nossos desportos favoritos, a pesca . E para isso existiam aqui na zona varias barragens de pequena e média dimensão onde o achigã abundava

Esta é a  estrada que liga Alcafozes á Zebreira, entroncando aqui com a N 240 que nos levaria até Termas de Monfortinho e depois Espanha, ou a Segura uma fronteira já muito antiga entre a Beira Baixa  e a Provincia de Cáceres em Espanha




Um pouco depois  de Alcafozes encontramos o cruzamento para Toulões e  eis que voltando á esquerda me dirijo a essa localidade., onde moravam amigos meus alguns temporariamente em Castelo Branco e me deslocava com eles até  aqui para assistir a uma grande festa em honra de Santo António

 em torno da sua imagem, gerou uma narrativa (ou lenda) muito antiga, passada no ano de 1844. Reza a história que nos campos de Toulões existia um enorme lobo que devorava os rebanhos e atacava os pastores. Toda a povoação estava aterrorizada, fizeram-se várias montarias e ciladas mas, todas resultaram em vão. Perante tamanha situação, pediram e rezaram a Santo António que se este salvasse a terra do lobo, ofereciam, anualmente, uma grande festa em sua homenagem. Alguns dias mais tarde, apareceram mortos três grandes lobos, regressando a paz à aldeia.

Hoje em dia, a festa de Santo António continua a realizar-se e constitui um dos momentos altos e de alegria para toda a população e Carriçal, um simpático lugar anexo.
 Esta é uma rua pitoresca de uma das suas anexas vizinha povoação da Torre
Por aqui encontramos belas hortas, a chamada pequena agricultura caseira, em que os produtos colhidos são geralmente utilizados para os gastos de casa
Um aspeto da rua onde está situada a Igreja
Quem como eu conhece os campos alentejanos, ao passar por aqui traz nos á lembrança os terrenos de sobreiros perfilados em quase toda a planicie alentejana


Esta é a rua principal de Toulões que depois de atravessar a povoação nos colocas diretamente na estrada que nos vai levar até Monfortinho e Penha Garcia

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A caminho de Idanha (Alcafozes)



Seguindo estrada fora pelas planicies da Idanha eis nos chegados  a  Alcafozes, uma aldeia de gente laboriosa e muito hospitaleira.
Muitas vezes por  aqui parei para um dedo de conversa ali no café ou petiscar com amigos quando nos nossos passeios de fim de semana vinhamos aqui para o Monte Marrocos na estrada que segue para Zebreira, pescar achigã  nas suas barragens.
Á saida da localidade existe um grande recinto de festas onde podemos venerar a Nossa Senhora do Loreto.

Reza a  história e os mais idosos contam a lenda de Loreto.
dizem que a casa onde habitaram Jesus, Maria e José, em Nazaré, foi durante treze séculos, local de peregrinação. Até que o Emir Alá-el-Din Taibar, assolou a região, devastando-a. Surge então o milagre quando na iminência da destruição da casa de Nazaré esta ter sido transportada pelos anjos até Loreto, em Itália, em 1294, tendo sido assim salva do vandalismo iminente.
A 24 de Março de 1920,  o mensageiro de Nazaré - Papa Bento XV, acedendo ao desejo do Clero, declarou a Santíssima Virgem do Loreto, Padroeira Universal da Aviação .

 Aqui em Alcafozes onde se situa  a sua capela  cuja festa se realiza habitualmente no último fim de semana de Agosto, ou primeiro de Setembro, com a participação da Força Aérea, das companhias aéreas nacionais e da população de Alcafozes e arredores.Durante séculos a devoção a N. S. de Loreto desenvolveu-se a partir de uma história que, embora fantástica em alguns aspectos, era propagada, relatada e chegou até nós.
A história é longa mas basta saber que a  Santa ficou sediada em Portugal aqui na localidade de Alcafozes que foi sede  de uma freguesia até 2013 e desde então  no âmbito da conhecida reforma administrativa nacional, para, em conjunto com Idanha-a-Nova, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Idanha-a-Nova e Alcafozes com a sede em Idanha-a-Nova

Nas cerimónias religiosas de Nossa  Senhora do Loreto, fazem se  representar normalmente, as companhias de aviação civil e a aviação militar do País.
No recinto de festas do Santuário encontra-se um avião Cessna T-37, oferecido pelas Forças Armadas, pertencente à Patrulha Acrobática dos Asas de Portugal
Nestes festejos em honra de Nossa Senhora do Loreto Padroeira Universal da Aviação, para além das varias entidades ligadas á aviação e de milhares de populares que todos os anos participam nas festividades, esteve presente no ultimo evento, o Comandante do Pessoal da Força Aérea, Tenente General Carlos Tia.


No final da missa campal, no terreiro onde as cerimónias se relizaram, teve lugar teve lugar a  habitual procissão, sobrevoada por aviões militares e civis sendo o andor de Nossa Senhora do Loreto transportado por cadetes da Força Aérea
Em 1810, no dia 1 de Agosto, travou-se uma batalha em Alcafozes entre tropas portuguesas e francesas na sequência das Invasões Napoleónicas. O facto está gravado numa lápide na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e foi romanceado pelo escritor António Rolo, no livro "Amantes da Lua Negra

                                                Um aspeto da Igreja Matriz  de Alcafozes
                                                             Capela de São Marcos

sexta-feira, 25 de abril de 2014

A caminho da Idanha

Hoje  não vou á pesca  como costumava ir há alguns anos com varios amigos para a barragem da Idanha
Hoje  vou apenas recordar e  matar saudades, e quero partilhar com todos os meus amigos especialmente aqueles que acompanham a evolução desta página, estas imagens  bem bonitas de uma pequena parcela da nossa Beira Baixa  que é a Idanha

 Começo com esta belissima paisagem do rio Ponsul quase no seu começo na Barragem Marechal Carmonha e que daqui vai até ao Tejo  ali prós lados de Vila Velha de Ródão
 
A experiência saudável de se envolver numa paisagem de rara beleza é aquilo que podemos encontrar neste recanto de Idanha a Nova  Percorrer caminhos atravessando extensas planícies, é uma sugestão que devemos ter sempre em mente e po la em pr´atica sempre que possivel
subir  montes através de estradas já antigas ou o prazer de fazer umas caminhadas pelos seus trilhos e ao mesmo tempo encontarr  e conviver com os gestos  a espontaneidade e usos de outras gentes . São algumas sugestões para passar  um dia sempre diferente… mais muito bom
 Esta é a capela que podemos ver um pouco abaixo da Idanha, Senhora da Graça de seu nome logo depois de atravessarmos a ponte de tempos remotos que atravessa o rio Ponsul
 implantada soberbamente no alto deste monte,  Idanha-a-Nova é uma vila portuguesa no distrito de Castelo Branco, um dos maiores  de Portugal
 Barragem Marechal Carmona mais conhecida  por Barragem da Idanha por aqui na região
 Se vier á Idanha  experimente passar umas boas horas em locais como este  bem no coração da Vila
onde encontra tambem restaurantes, hoteis e tudo o mais que nescessitar para passar aqui bons momentos
 Continuamos a admirar a barragem a partir das suas margens, aqui podemos dar otimos mergulhos e pernoitar no parque de campismo aqui situado . Podemos ainda passar horas  a praticar o desporto da pesca e a barragem era  em tempos muito abundante em peixe especialmente carpa  e onde se realizavam grandes provas de pesca desportiva
para além do mais que conhecido Hotel Idanha Caça que se situa  entre o Ladoeiro e a Ponte do Aravil na estrada  Castelo Branco para Monfortinho e Espanha, pode ainda desfrutar da comodidade  deste que vemos na imgem dentro da vila de Idanha
quem percorrer a estrada N354 entre a Sra da Graça e Alcafozes, localidade pertencente ao concelho de Idanha, onde se realiza anualmente uma grande festa em honra de Nossa Senhora do Loreto padroeira da Aviação, pode parar neste pequeno parque de merendas e  mais á frente poderá virar então á esquerda em direção á barragem e parque de campismo.
se entretanto pretender fazer uma visita á capela de Nossa Senhora do Almortão, local onde se realiza uma das maiores romarias da Beira Baixa, basta voltar á estrada e um pouco mais adiante encontrará mais um cruzamento e vira á direita.
A barragem da Idanha destinava-se ao aproveitamento das águas para a agricultura e para a produção hidroelétrica, contando para isso com um grupo gerador com uma turbina Francis, que num ano médio produz 4.5 Gwh de electricidade. Hoje em dia, a sua albufeira é um local de grande atração turística.
entretanto a caminho da barragem podemos parar por breves instantes para a beleza do campo e da vila da Idanha imponentemente situada no cimo do monte
O rio Pônsul que abastece do precioso liquido a barragem , atravessa os concelhos de Idanha-a-Nova (onde nasce) e Castelo Branco. É um afluente da margem direita do rio Tejo. Desagua em Malpica do Tejo, traçando a fronteira entre os concelhos de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão..


aqui podemos ver a escadaria existente á entrada do recinto da capela de N Sra do Almortão, que nos dias de festa fica a abarrotar de gente e tendas de vendedores ambulantes onde se pode comprar quase de tudo para além das lembranças alusivas á Santa.  e aproveito ainda para vos informar que a grandiosa romaria de Nossa Senhora do Almortão se realiza no fim de semana de 3, 4 e 5 de Maio  próximo
aqui vos deixo mais esta imagem do HOTEL ESTRELA DA IDANHA um nome a fixar pelos turistas que tenham o bom gosto de percorrer esta magnifica parcela de um País á beira mar plantado


domingo, 13 de abril de 2014

Festejar a Páscoa

Embora muita gente não possa infelizmente festejar a Páscoa com pompa e circunstancia, há ainda na região das Beiras muita gente a manter as tradições gastronómicas da Páscoa, porque a Páscoa se festeja também á mesa com a familia reunida á sua volta.
Na região das Beiras, os fornos particulares ou comunitários  não param na semana que antecede o Domingo de Páscoa, com as nossas boas profissionais na confeção do folar a coser estes belos e saborosos bolos de Páscoa a que nós aqui na região chamamos o bolo de azeite


Este belo exemplar posso garantir vos que estava uma delicia pois foi consumido cá em casa na Pascoa anterior.
mas a  Beira Baixa tem fama de ser uma região onde se confecionam os melhores bolos de Páscoa

Para além do bolo , não pode faltar na mesa o tradicional Cabrito assado no forno, cuja preparação requer alguma técnica e  conhecimentos
O cabrito é normalmente temperado no dia anterior com um pouco de picante, alho e pimenta, sal e folha de louro,sem esquecer o colorau. e voltar de 2 em 2 horas dentro da assadeira de barro e por ultimo já no dia seguinte  será  necessário vira-lo novamente e depois colocar as batatas na assadeira na marinada e colocar ao forno com uma folha de aluminio sobre a assadeira.

Deve-se abrir o forno 20 minutos depois para virar e tirar as folhas de aluminio e volta-se a fechar o forno. Nesta altura deve-se colocar numa travessa de barro com o arroz já previamente feito e ainda encruado, (em opção podemos regar com o molho do cabrito) e esperar que seque, fique tostado por cima.

Depois deve-se abrir o forno passados 35 minutos para voltar a virar, rectificar os temperos, observe a cozedura e volte a colocar no forno se necessário, até ficar assado por dentro e lourinho por fora.

Há muita gente que troca o cabrito pelo borrego nas aldeias espalhadas pela serra da Gardunha , estou por exemplo a lembrar me do Souto da Casa, Castelejo, Lavacolhos, Malhada Velha; Boxinos ou no Açor
Mas a Páscoa não é só para satisfação do corpo, é tambem para satisfazer a alma.

 Reza o evangelho que Jesus já naquele tempo disse a  Moisés para preparar a Páscoa com o cabrito ou cordeiro por estarem sem mácula e então Moisés chamou os mais velhos e disse lhes:  Escolhei e tomai os cordeiros para as vossas familias, sacrificando a Páscoa , palavras de Jesus e é talvez por isso que a tradição se mantém em muitas familias especialmente aquelas que podem que ainda têm algum dinheiro.
Porque infelizmente cada vez mais familias estão privadas de festejar a Páscoa


Com ou sem cabrito, com mais ou menos bolos mas ao menos com saude e alegria desejo a todos uma Santa Páscoa


sábado, 12 de abril de 2014

Penamacor

Das diversas vezes que tenho passado em Penamacor tem ficado sempre algo para recordar, o seu historial é riquissimo, havendo sempre algum pequeno recanto que nos esquecemos de visitar

 Os  vestígios  mais   remotos da  ocupação do  território  apontam  para  horizontes  pré-históricos (Neolítico final) e proto-histórico ( Idade do Bronze e Idade do Ferro) dispersos por vários locais da actual área do concelho
 Por aqui terão cruzado celtas e túrdulos nas suas deslocações para diversos locais da Peninsula, respectivamente, em tempos proto-históricos. Quando as legiões romanas chegaram, depararam com a resistência dos lusitanos, tribos aguerridas que viviam essencialmente da pastorícia                     
                                        
 Penamacor foi elevada a vila em 1199.

Só a partir do reinado de D. Sancho I é que a história de Penamacor se define com alguma clareza. Dizem alguns ter sido esta vila pátria de Vamba, o famoso rei dos Godos que governou a península desde 672 até 682. D. Sancho I, conquistou Penamacor aos Mouros e reconstruiu-a. Deu-lhe foral em 1189 e entregou-a aos Templários na figura do mestre D. Gualdim Pais, que a fortificou.
 Normalmente as localidades devem os seus nomes a lendas que correm nas bocas do povo
E esta não iria fugir á regra.  O nome desta vila, segundo uma das lendas, terá origem num célebre bandido, que aqui terá habitado, de nome Macôr. Segundo dizem, este salteador vivia numa caverna a que davam o nome de Penha. Com o passar dos tempos, o nome adulterou-se e passou a chamar-se Pena, ficando assim a terra a ser conhecida por Penha de Macôr ou Pena Macôr.
 Segundo outra versão uma luta feroz entre os seus habitantes e salteadores originou tanto derramamento de sangue e de tão má cor, que a vila ficou a ser conhecida por Penha de má cor. Ainda outra refere, que nesta zona existiam duas povoações, ambas localizadas em montes, Pena de Garcia e Pena Maior. Com a adulteração da pronúncia Castelhana, Magor passou a ser Macor, dando origem a Pena Macor. Seja qual for a origem do nome, o certo é que representa uma das vilas mais bonitas e castiças do País.
Os pratos tradicionais de Penamacor andam naturalmente associados “ao que a terra dá”, isto é, aos produtos locais. As sopas à base de batata, couve, feijão e grão-de-bico pautavam a alimentação quotidiana, intercalada da conserva de salmoura do porco criado na pocilga, bem como dos enchidos, uma e outros rigorosamente doseados para durarem o ano inteiro. As carnes frescas, de aves, cabra ou cabrito, ovelha ou borrego, mais raramente de vaca, assadas no forno a lenha, estufadas ou guisadas em panelas de ferro, ao lume, eram habitualmente reservadas para algum acontecimento extraordinário ou para as épocas festivas. Isto, é claro, para a maioria do povo.
O queijo, azeitonas de conserva, o toucinho, os enchidos, mais raramente o presunto, serviam para acompanhar o pão, tradicionalmente cozido nos fornos comunitários.
Os doces giravam essencialmente à volta do leite, o ingrediente mais à mão, com o qual se faziam os bolos de leite, o arroz-doce, as papas-de-milho.
Por cima dos telhados de Penamacor podemos avistar a Serra da Malcata uma zona protegida habitat do Lince Ibérico especialmente mas tambem de outros animais e aves selvagens
Aqui podemos admirar a frente da capela da Misericórdia de Penamacor
As muralhas da vila
Nossa Senhora do Incenso
Realiza-se na Segunda Feira de Páscoa. O santuário localiza-se a cerca de 2 km da vila de Penamacor, a poente, junto à estrada Fundão/Covilhã.
esta será concerteza uma das maiores romarias a par da Senhora da Póvoa que se realizam no concelho de Penamacor, celebram se outras como Nossa Senhora da Quebrada   no 6º Domingo depois da Páscoa, em Benquerença. tambem    Nossa Senhora do Bom Sucesso   O santuário situa-se a cerca de 12 km de Penamacor, seguindo pela estrada de Espanha.
depois podem ainda assistir por todo o concelho a diversas festas religiosas tais como,,,
 na localidade de Aguas
Festa de S. Marcos - 25 de Abril;
Aldeia de João Pires
Festa da Senhora da Graça - 8 de Setembro;
Festa de S. Miguel - 29 de Setembro;
Aldeia do Bispo
Festa de S. Bartolomeu - 24 de Agosto;
Aranhas
Festa de Nossa Senhora do Bom Sucesso - 3º Domingo de Agosto;
Bemposta
Festa de Nossa Senhora da Silva - 15 de Agosto;
Benquerença
Festa de Nossa Senhora das Neves - 5 de Agosto;
Anascer
Benquerença: Festa de Nª Senhora da Saúde - 15 de Agosto;
Meimão
Festa de Stº António - 2º Domingo de Agosto;
Meimoa
Festa de S. Domingos - 2º Domingo de Agosto;
Penamacor
Festa de Stº António - 13 de Junho;
Festa de S. João - 24 de Junho;
Festa de S. Pedro - 28 de Junho;
Salvador
Festa de Santa Sofia - 1º Domingo de Setembro;
Vale da Sª da Póvoa
Festa de S. Tiago - 2º Domingo de Agosto.


informações recolhidas em http://www.cm-penamacor.pt/cmp/