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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




domingo, 19 de maio de 2013

Pelas ruas da minha aldeia




Éramos mais alegres e felizes, nos meus tempos de juventude
 havia moinhos, junto á ribeira que estavam sempre a funcionar
lembro me de entrar algumas vezes  e olhar o moleiro todo enfarinhado de branco
A Ribeira de Bogas tinha sempre água e no verão era uma beleza podermos
dar uns saltos e banharmo nos ali no poço caldeireiro
Hoje  só se vê agua correndo no inverno
Tinhamos fontes onde podiamos beber e levar agua para casa  com que
se confecionavam os alimentos etc etc
Hoje quase todas as casas teem agua canalizada mas temos de comprar a água para beber,
porque não confiamos na agua da torneira, como nesse tempo confiavamos na agua da fonte

Havia sempre gente na rua, sempre alguém com quem conversar.
hoje as ruas estão mais desertas, a juventude abalou depois de terem emigrado para a estranja os seus pais
depois Bogas não tem grandes espaços para convivio
existe o café do Alfredo onde as pessoas ainda se vão encontrando para
tomar uma bebida e por a conversa em dia
mas nem todos sentem a aldeia como sua, pois estão de passagem para outras paragens

no meio disso tudo há sempre alguém que  diz enquanto aponta para a rua
aqui é o meu sítio. As minhas memórias estão espalhadas por estas ruas
Bogas de Baixo está cada vez mais parada depois de começar tudo a abalar para outras terras.
Esse parece ser o destino da maior parte dos jovens de Bogas, impedidos de se fixar na aldeia devido à
falta de trabalho, a não ser na pequena agricultura caseira
Fecharam se escolas, Jardim de Infancia, fecharam as tavernas e as lojas de comércio que antigamente existitam
nas ruas da minha aldeia, muitas casas estão vazias. As portas e janelas estão fechadas
 Muitas pessoas já morreram e as casas foram morrendo também.
 De algumas só ficaram pedras.
Os idosos que restam na nossa aldeia teem mesmo assim a sorte de haver um Centro de Dia onde podem passar o tempo almoçar, lanchar e jantar ao mesmo tempo que fazem alguns trabalhos
artesanais e conversam sobre o antigamente e a realidade do presente como forma de passar o tempo

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