Recomende este blog

São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




quarta-feira, 29 de maio de 2013

E o Maxial aqui tão perto !!!

Ecos da Aldeia tem por função principal, mostrar e partilhar com todo o mundo as nossas raizes o nosso sítio onde nascemos e fomos criados, embora muitos tivessem que abandonar para procurar outras formas de vida mais promissoras, já que as nossas aldeias, tirando o pouco trabalho agricola não tem mais nada de onde possa ir buscar se o dinheiro para fazer face ás despesas familiares.

Deste largo á  entrada do Maxial saiem varias ruas 

Cruzeiro
Em 2012 já tinha publicado aqui no blogue algumas imagens do Maxial, hoje vou continuar a percorrer as ruas desta linda aldeia. aqui tão perto de nós
Um velho engenho que continua a servir para tirar agua com a força do vento

Pelo que me contaram há anos ,no tempo do meu avô,  dizam que o nome da aldeia vinha de uns senhores que andavam montados em “Machos”, (animal do sexo masculino, proveniente do cruzamento de burro com égua ou de cavalo com burra) todos os Domingos era costume ir a missa a Janeiro de Baixo,e o padre antes de começar a Missa perguntava:

 "Ainda não estão cá os dos Machinhos?"
 O Padre esperava pelos “dos Machinhos” antes de começar a Missa.

Daqui desta rotunda podemos sair para Castelo Branco passando pela Ladeira. para Bogas de 
Baixo, ou para o Fundão via Descoberto , Malhada Velha

 Diz-se que o Nome veio daí. Começou por se chamar “Maxial da Serra” depois passou a “Maxial da Ladeira”porque muito próximo se encontra uma outra povoação de nome Ladeira e ambas se situam numa ladeira do cabeço sobreiro na serra da gardunha.

Em Agosto ainda se faz festa em honra da Nª Sra. Da Saúde, dura em média 3 dias, entre outros tem a presença forte dos emigrantes que além da ajuda indispensável, também fazem força para que nem todas as tradições da Aldeia desapareçam.

Uma das ruas onde se notam algumas pequenas ornamentações para a festa


As videiritas encontram se espalhadas por toda aldeia para que em Setembro se possa fazer a vindima e fabricar um pouco de vinho para consumo próprio


O Cemitério da aldeia



Ruas pitorescas do Maxial de onde sobresaem o xisto e as flores

quarta-feira, 22 de maio de 2013

As nossas diversões antigamente

Quem não se lembra daqueles belos momentos quando jogávamos ao pião???
aquele que conseguia apara-lo para a mão e aguentar o maior tempo com ele a rodar na palma da mão era o melhor jogador
Este jogo que nós praticávamos quase diariamente  no recinto da escola  num intervalo  da aula ou depois de sair ou entrar na escola, tinha que se saltar por cima dos companheiros  tocando neles apenas com as mãos
no meu tempo aproveitavam se os pneus velhos para fazer botas para homem trabalhar no campo e os aros dos pneus serviam nos de rodas para jogarmos
Os jogadores percorriam um percurso previamente estabelecido, procurando controlar o arco com o gancho de arame e realizar o menor tempo possível.
Saltar á corda era um ótimo jogo de ginástica mas mais praticado pelas raparigas

Velhos tempos

ENGRAXADOR1

Existiam os engraxadores na rua e tinhamos oportunidade de por o sapatinho a brilhar

domingo, 19 de maio de 2013

Pelas ruas da minha aldeia




Éramos mais alegres e felizes, nos meus tempos de juventude
 havia moinhos, junto á ribeira que estavam sempre a funcionar
lembro me de entrar algumas vezes  e olhar o moleiro todo enfarinhado de branco
A Ribeira de Bogas tinha sempre água e no verão era uma beleza podermos
dar uns saltos e banharmo nos ali no poço caldeireiro
Hoje  só se vê agua correndo no inverno
Tinhamos fontes onde podiamos beber e levar agua para casa  com que
se confecionavam os alimentos etc etc
Hoje quase todas as casas teem agua canalizada mas temos de comprar a água para beber,
porque não confiamos na agua da torneira, como nesse tempo confiavamos na agua da fonte

Havia sempre gente na rua, sempre alguém com quem conversar.
hoje as ruas estão mais desertas, a juventude abalou depois de terem emigrado para a estranja os seus pais
depois Bogas não tem grandes espaços para convivio
existe o café do Alfredo onde as pessoas ainda se vão encontrando para
tomar uma bebida e por a conversa em dia
mas nem todos sentem a aldeia como sua, pois estão de passagem para outras paragens

no meio disso tudo há sempre alguém que  diz enquanto aponta para a rua
aqui é o meu sítio. As minhas memórias estão espalhadas por estas ruas
Bogas de Baixo está cada vez mais parada depois de começar tudo a abalar para outras terras.
Esse parece ser o destino da maior parte dos jovens de Bogas, impedidos de se fixar na aldeia devido à
falta de trabalho, a não ser na pequena agricultura caseira
Fecharam se escolas, Jardim de Infancia, fecharam as tavernas e as lojas de comércio que antigamente existitam
nas ruas da minha aldeia, muitas casas estão vazias. As portas e janelas estão fechadas
 Muitas pessoas já morreram e as casas foram morrendo também.
 De algumas só ficaram pedras.
Os idosos que restam na nossa aldeia teem mesmo assim a sorte de haver um Centro de Dia onde podem passar o tempo almoçar, lanchar e jantar ao mesmo tempo que fazem alguns trabalhos
artesanais e conversam sobre o antigamente e a realidade do presente como forma de passar o tempo

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Casal da Lapa - Barragem de Santa Luzia



Casal da Lapa é uma simpática localidade situada nas margens da barragem de Santa Luzia na freguesia de Janeiro de Baixo e concelho da Pampilhosa da Serra
Uma aldeia de grtandes tradições com gentes que conseguiram elevar até bem alto o nome desta povoação
Caso do ti Zé Nunes, homem empreendedor lançou se na vida comercial aqui mesmo no local e deixou trabalho relevante para ser seguido pelos descendentes.
A sua antiga Casa é hoje o prestigiado Restaurante das Beiras, aqui paredes meias com o belissimo jardim de Casal da Lapa
deixou inclusivamente o seu nome ligado a esta avenida  que é ao mesmo tempo a Estrada Nacional 344
Muitas vezes convivi com este homem bonacheirão que estava sempre pronto para dois dedos de conversa, faz me até lembrar o amigo tambem, já desaparecido Antonio Brito Cardoso de Janeiro de Cima
O meu amigo Martins de Dornelas com o seu café e casa de materiais de construção aqui na estrada Nacional em Casal da Lapa era pessoa que eu visitava variadissimas vezes, muitas em visitas de trabalho
Casal da Lapa para além disso  é ainda uma aldeia de serradores
Aqui existiu e não sei se ainda existe uma serração propriedade dos Cunhas que passou a sua sede para o Orvalho onde hoje se situa a Pinorval
O jardim do Casal da Lapa

Espaço com altas árvores e mesas e bancos em madeira onde pode merendar.




A Barragem de Santa Luzia junto à pequena localidade de Casal da Lapa. Foi construída sobre o leito do rio Unhais que nasce a 8km mais a norte, nas Meãs, no pé do "Picoto de Cebola" sobre uma estreita garganta quartzítica e tem aproveitamento hidroeléctrico.
Tem hoje grandes potencialidaes turisticas pela sua otima localização uma piscina fluvial em plena bacia hidrográfica, Paisagens maravilhosas ao redor e  onde se pode apreciar uma suculenta gastronomia á moda das Beiras

 Foi inaugurada em 1942, tendo levado onze anos a ser edificada. Recebe Água da Barragem do Alto Ceira, canalizada através de um túnel de derivação com 6.945 metros de comprimento. Os trabalhos da Barragem terminaram em 1942 com o fecho das comportas em Novembro desse ano, pela Companhia Eléctrica das Beiras.
O nome dado à barragem proveio da Ermida de Santa Luzia existente nos penedos, no lado contrario , no limite das freguesias de Vidual e Cabril. Esta pequena capela foi mandada erigir em 1930, pelo particular Francisco Pedro Simões, natural da Malhada do Rei, em cumprimento de uma promessa.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Manique do Intendente



Hoje vou recordar alguns bons momentos que passei nesta bela localidade
situada numa vasta região agricola de velhas tradições e gentes muito
participativas.
Em tempos aqui tive dois clientes amigos com quem convivi varias vezes
tendo apreciado a gastronomia da terra e da região

O maior interesse das pessoas que visitam Manique do Intendente, é apreciar
e visitar o Palácio de Pina Maqnique, um ambicioso projeto do intendente
 Diogo de Pina Manique, que viveu entre 1733 e 1805 e resolveu uma majestosa
povoação neoclassica que fosse sede de concelho neste descampado do interior

Irónicamente a morte não o deixou levar a cabo o seu sonho, mas o que ainda
lá existe documenta bema grandiosidade do projeto
na grande praça circular erguem se ao centro um interessante pelourinho
e num dos topos o grande edificio brasonado da casa da camara de cunho classico


Aqui começam as pomposas ruas de César, de Justiniano, de Augusto, de Trajano
 e de Sertório. arruamentos que já na altura prometiam ser extensos
Não longe daqui foi edificada uma grande Igreja ladeada por dois corpos
de um palácio monumental inacabado que porventura se distinaria á redidencia
Intendente Pina Manique


Celebram se normalmente em Agosto as festas em honra de São Pedro
a que tive o previlégio de assistir algumas vezes, bem como a festa das tasquinhas
 que me lembro de ter apreciado nesta festa a boa gastronomia da terra
Não sei se ainda se realizam mas era normalmente na quinta feira da espiga

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Isolamento das nossas aldeias


Percorri varias vezes  a Serra do Açor por aldeias pertencentes a 3 concelhos no minimo
Oliveira do Hospital, Arganil e Pampilhosa da Serra
Ainda me lembro há muitos anos, sentir e ver nestas aldeias uma enorme azáfama nas suas gentes pelos caminhos da serra de enxada ao ombro, e as suas 4 cabritas á frente em direção ás suas  pequenas propriedades, que eram o seu orgulho tendo as sempre tratadas com esmero.


 Aqui e  ali, ia observando as  mulheres que cortavam erva que enfiavam depois em sacos,
para levarem para o curral dos animais para a  sua alimentação suplementar dos mesmos
 .Outra  transportava lenha à cabeça por entre aquelas veredas na serra em direção a casa e era com esta lenha que se iria acender o lume onde o jantar iria ser confecionado dentro daquelas enormes panelas de ferro de onde a comida saía com o seu sabor genuíno
Era tempo saudável, embora a vida fosse muito árdua, as pessoas conviviam entre si com muita alegria.
Toda a gente se conhecia e não se passava ao lado de ninguém que não fosse saudado, Olá ti Manel, Que Deus a guarde ti Maria, Boa tarde, Vá com Deus etc etc

Hoje raramente as pessoas se  saudam a não ser mesmo os mais antigos
Encontra se uma pessoa aqui e ali. e quando metemos conversa com ela, vamos querendo saber como é o modo de vida na aldeia, se há muita gente, etc
O Burrito ainda hoje existe, mas nessa altura era o braço direito destas gentes, servindo para lavrar a terra  e transportar de tudo para as pequenas fazendas  e ao voltar á noite para casa vinham com os seus carros carregados de erva, lenha, mato etcetc

Olá  ti Joaquim como é que corre a vida por estas bandas?
Olhe  meu caro amigo partiu tudo, para a estranja, França, Alemanha, Suiça e até para muitas cidades portuguesas especialmente para Lisboa.
 Qualquer dia já não vive aqui ninguém.
Os velhotes vão morrendo e os novos não querem viver por estes sitios, mas ainda vai passando por  aí muita gente ao menos para poder respirar o ar puro da nossa serra


(algumas fotos de pesquisa google)