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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

As familias fazem destas coisas


Não sendo natural de Bogas de Baixo, mas por  ter casado com um boguense de gema que por acaso é o autor deste blogue, fiquei a amar esta aldeia desde a 1ª vez que a visitei. Até  tenho uma pequena história que guardo há 44 anos na minha viagem de nupcias que nessa altura não tinha as vaidades que hoje existem, passei alguns dias em Bogas, em Casa da Tia Maria Rosa, que aliás como todos os tios e tias era uma pessoa admirável.
Afinal o meu marido não sendo rico teve a sorte de ter nascido no seio de uma belissima familia Hoje toda a familia do meu marido é a  minha familia e todos os seus amigos meus amigos são Abraços e beijos para os familiares e amigos de Bogas de Baixo

A vendedora de cebolas

LENDAS e MITOS QUE O POVO CONTA
A rapariga tinha sido mandada à feira pela madrasta para vender um cesto de cebolas e uma giga de ovos. Saíra de casa com o cesto à cabeça ainda o sol não tinha nascido. Por várias vezes, ao longo do caminho, os socos derraparam nas pedras escorregadias pela geada. Salvou-a da queda o bom equilíbrio que sempre teve. Deixasse cair o cesto e era certa a tareia da madrasta. Tanto mais que não se vendem cebolas maçadas e ovos muito menos e ela tinha de entregar em casa o dinheiro certinho.
Chegou à feira já o sol ia alto. Quanto mais cedo se chegasse, melhor negócio se fazia. Os preços começavam a baixar com o arrastar da manhã e os mercadores acabavam por vender os últimos produtos a menos de metade do preço, para não terem de regressar a casa com eles. Passou ao lado da tenda do mercador de caldeirões e corou quando o viu a falar com uma velha que apontava para um caldeirão. Ele era tão bonito, que a rapariga gostava de passar ali só para o ver. O jovem mercador nem para ela olhava. E como poderia ele olhar para uma rapariga tão feia e tão miseravelmente vestida? Mas ela não se importava. A lembrança dele nos dias duros de trabalho e nas noites frias aquecia-lhe o peito e isso bastava-lhe.
Poisou o cesto – ninguém ali à volta se oferecera para a ajudar a descê-lo da cabeça, nem mesmo as conhecidas de outros dias de feira que ao lado apregoavam os produtos – e sentiu-se derreada. No dia anterior, a madrasta tinha-a mandado retirar o estrume do curral, trabalho que lhe ocupou grande parte do dia. Já na cozinha, quando tinha mais vontade de comer e ir para a cama do que fazer o que quer que fosse, a madrasta ainda a obrigou a fazer a ceia e a preparar o cesto para a feira. Enquanto picava uma cebola para o refogado, chorou e o pai, que acabava de chegar de uma lavrada, perguntou-lhe: – Por que choras, minha filha? E ela disse-lhe que por causa da cebola. O pai acreditou e sentou-se junto à lareira a tirar as botas antes de pôr os pés ao fogo. A madrasta, ao lado, cosia uns fundilhos e ali estiveram a fazer sala à espera que o manjar estivesse pronto, enquanto os dois miúdos, seus meio-irmãos, por ali andavam a arranhar-se com gritos e correrias. Foi muito tarde que a rapariga se foi deitar no quarto das traseiras, depois de ter lavado a loiça, preparar o avental, a saia e a blusa que no dia seguinte vestiria para a feira. Mesmo assim, aos olhos de quem passava, não parecia mais do que uma mendiga, tão remendada estava a saia, tão gasto o avental e tão puída a blusa.
Apesar de todas as desgraças, o negócio corria-lhe bem e no final da manhã tinha vendido quase todos os ovos e boa parte das cebolas. Estava com tanta fome que se atreveu a pegar numa cebola, das mais pequenas. Tirou-lhe as várias camadas de casca e começou a comê-la com um pedacito de pão duro que guardara no bolso do avental. Estava ela de boca cheia, sentindo a acidez da cebola a picar-lhe a língua, quando se aproximou a velha que ela tinha visto a conversar com o jovem mercador. Trazia um caldeirão na mão, parou junto ao cesto e perguntou-lhe pelo preço das cebolas. A rapariga disse-lhe que, como eram as últimas, lhas dava por metade do preço. A velha apalpou uma e comentou
A rapariga não sabia dizer. As bruxas são más, toda a gente sabe, e se assim fosse, a madrasta era uma bruxa. Mas a rapariga também sabia que as bruxas eram velhas e feias. E então a madrasta já não podia ser bruxa. Foi por ser nova e bonita que o pai, quando ficou viúvo, casou com ela. Mas não sabia explicar como sabia a madrasta o dinheiro que a rapariga lhe deveria entregar. – Não me parece que durem todo o Inverno. Têm a casca mole. Piscou o olho direito e acrescentou: – Se mas deres por metade do preço dessa metade que dizes, talvez as leve. – Não posso, tiazinha – respondeu a rapariga. – A minha madrasta recomendou-me que não descesse o preço mais do que o justo. Se não lhe entregar o dinheiro certo, ela castiga-me. – E como sabe ela qual é o dinheiro certo antes de a feira acabar? – perguntou a velha piscando desta vez o olho esquerdo. – É por acaso bruxa? – Talvez – sugeriu a velha – ela não saiba, mas diz que sabe para tu ficares com medo e não te deixares enganar pelos clientes ou não gastares o dinheiro mal gasto. E pôs-se a matutar. Bem que as cebolas valiam o dinheiro que a rapariga pedia. Mas ela não tinha moedas suficientes. Foi então que lhe surgiu uma ideia: – Dás-me as cebolas pelo meu preço e não precisarás mais de te preocupar com a tua madrasta, que deve ser uma mulher bem mais malvada do que eu. A rapariga não percebeu bem a fala da velha do caldeirão. Mas porque lhe pareceu que a velha era atrasadinha, coitada, deu-lhe as cebolas ao preço que ela estava disposta a pagar. A velha meteu as cebolas no caldeirão e foi-se embora muito satisfeita depois de ter dito como despedida: Eu te fado bem fadada
Para que sejas bem casada. A rapariga guardou as moedas no bolso do avental, acabou de comer a cebola e o pão, ajeitou o cesto na cabeça, agora bem mais leve e preparou-se para abandonar a feira. Passou na tenda do mercador dos caldeirões e, como sempre fazia, olhou para lá de relance. Estava estranhamente abandonada, com os caldeirões brilhando ao sol sem ninguém que os guardasse. A rapariga aproximou-se, poisou o cesto e pôs-se a observar a tenda. Ali perto havia um charco e ela ouviu um coaxar. Junto à água estava um enorme sapo, tão grande como ela nunca vira. A maneira como o bicho coaxava parecia dizer: Beija-me, beija-me, mas dito pelo nariz. Ela pôs-lhe a mão e sentiu-lhe o dorso viscoso. Se fosse outra, sentiria nojo e fugiria dali a cuspir. Mas a rapariga estava habituada a coisas bem mais nojentas que a madrasta a obrigava a fazer.
– Estás aqui sozinho? Coitadinho! – disse ela. E o sapo coaxava: Beija-me, beija-me. Ela pegou nele em ambas as mãos, como se pegasse numa flor, passou-lhe os lábios pela cabecita sem pescoço e, sem que ela percebesse como, viu-se ao colo do jovem mercador de caldeirões. Ele sorriu e retribuiu-lhe o beijo. Depois disse:
– És a rapariga mais bela deste reino. E porque me salvaste, farei de ti a rainha dos caldeirões. -Posted on 06/18/2010 by contosdeadormecer

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Lendas e Mitos que o povo conta

“Atiro a porta mãe!?” Vivia um menino pobre, com sua mãe, nas últimas casas de uma aldeia. A mãe ia trabalhar, todos os dias, deixando o menino sozinho. Antes de sair recomendava-lhe: – Não abras a porta a ninguém, nem mostres as nossas verónicas! O menino respondia-lhe que fosse descansada, porque ele faria conforme ela lhe estava a recomendar. Mas, certo dia, uns homens, que pareciam boas pessoas bateram à porta e perguntaram ao rapazinho se lá em casa haveria alguma coisa bonita que ele lhes pudesse mostrar. O menino correu a buscar as verónicas, que a mãe guardava na cómoda do quarto. Os ladrões – porque era isso que eles eram – pegando no saco, imediatamente se foram embora. Pouco depois, chegou a mãe. O menino estava triste e confessou-lhe o que se tinha passado. A pobre mulher, vendo-se sem o seu tesouro, lançou mãos à cabeça e começou a correr estrada abaixo, pelo caminho que os ladrões tinham seguido. Entretanto, gritava para o menino que a queria acompanhar: Fecha a po…o…orta…!!! Levo a porta, mãe…e…e? – respondia-lhe o menino. Fecha a po…o…o…orta…!!! Levo a porta, mãe…e…e? Sem entender o que a mãe lhe gritava, cada vez mais distante dele, levantou a porta e começou a correr, com ela às costas, ao encontro da sua mãe. Já muito longe de casa, muito cansados e sem verem o caminho, porque, entretanto, o sol já se tinha posto, mãe e filho resolveram passar a noite em cima de uma azinheira, carregando, também, a porta. A altas horas, sentem passos… conversas… por entre as árvores do montado. E, qual não foi o seu espanto quando, precisamente debaixo da árvore em que eles estavam, se vieram sentar, discutindo, dois homens carregados de sacos e outros objectos. Eram os ladrões, que se preparavam para dividir, entre si, o que tinham roubado. Então começaram: Pataca a ti… pataca a mim… Pataca a ti… pataca a mim… A mulherzinha e o filho, em cima da árvore, nem respiravam. A criança na sua imprudência, murmurava à mãe: Atiro a porta, mãe? A mãe, com um gesto, tapava-lhe os lábios, gelada de medo. O menino continuava: Atiro a porta, mãe? E atirou! Os ladrões, pensando que era o céu que lhes caía em cima, puseram-se em fuga e não mais voltaram. Foi assim que mãe e filho puderam recuperar não só as suas verónicas, como também, ganhar muitas outras riquezas que os ladrões abandonaram no chão, debaixo da azinheira. Posted on 07/21/2010 by contosdeadormecer

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Lendas e Mitos que o povo conta

UMA LENDA DA SERRA DA ESTRELA Esta é a história de um pastor pobre que vivia numa aldeia triste e tinha por única companhia um cão. Este pastor fitava o horizonte e o seu coração enchia-se de esperança de um dia viajar para além das montanhas que envolviam a sua aldeia. Uma noite de luar em que o pastor olhava o céu estrelado, desceu até ele uma estrela pequenina com um rosto de criança que lhe falou do seu desejo. Estava ali por vontade de Deus, para guiar o pastor para onde este desejasse ir. A partir de então, a estrela nunca mais abandonou o pastor, sorrindo-lhe do céu noite após noite. Até que veio o dia em que o pastor tomou a decisão de partir e chamou a estrela. Os velhos da aldeia abanaram as suas sábias cabeças a tamanha loucura. O pastor partiu e caminhou durante intermináveis anos. O seu cão não aguentou a dura jornada e ficou pelo caminho, marcado por um sinal de pedra. O pastor chorou e continuou em busca do seu destino, envelhecendo junto com a estrela até que um dia chegaram ao seu destino, à serra mais alta, a que ficava mais perto do céu e ali ficaram juntos. O rei da região mandou-lhe emissários com promessas de poder e fortuna em troca da estrela. O pastor respondeu-lhe que a estrela não era dele mas do céu e que nunca a abandonaria. A lenda diz que ainda hoje da serra da Estrela é possível ver uma estrela que brilha mais do que as outras, de saudade e de amor por um pastor.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O Rio Zêzere e a nossa terra

A parte central de Portugal tem um rico património cultural, gastronómico e natural. Para actividades de férias há as praias fluviais do interior, campos de ténis nas aldeias, sinalizada percursos pedestres e de bicicleta, passeios de barco, e até mesmo passeios de 4x4. Os escritórios de turismo locais oferecem informações sobre onde praticar esportes náuticos, e sobre as rotas turísticas, visitas, restaurantes e parques naturais. Primeiro ponto da Serra de interesse diz respeito à rede de Aldeias do Xisto históricos. Saiba mais na página oficial Eles são 24 aldeias tradicionais, que estão espalhadas nas laterais da montanha e vales, e todos eles são notáveis. Eles são únicos no sentido de que tanto eles oferecem produtos tradicionais ou serviços, ou que fizeram as maravilhas naturais em sua herança cultural. Um rio torna-se rota de canoa, uma floresta se transforma em trilhas para caminhadas, uma antiga tradição é feita em um único evento cultural Há praias fluviais wih água pura, monumentos, castelos e museus para visitar com certeza. Toda a área é um convite para conhecer os locais e partilhar as suas tradições, artesanato e história. Você pode seguir os percursos marcados, ou empreendimento em torno de acordo com sua inspiração. A área é uma paisagem montanhosa, com formações rochosas, principalmente schistic. como a Serra da Lousã e do Açor, é atravessada por vários rios, como Alva, Ceira, Zêzere. A área não é densamente povoada, flora é dominada por eucaliptos, carvalhos, pinheiros e castanheiros. Rio Zêzere é um dos rios que correm para baixo da Serra da Estrela. Ela brota lá com uma altitude de cerca de 1900 m, e seu fluxo segue um vale idade do gelo. É um afluente do rio Tejo, e suas águas fundem-se na confluência Constância, após um curso de 200 km. Rio Zêzere e Rio Mondego (que desagua no oceano em Figueira da Foz) são os dois únicos rios no país que são inteiramente português. Janeiro de Baixo é uma das 24 aldeias de xisto na rede histórica. Sua Igreja Paroquial vale a pena visitar pela sua retábulos de madeira bonita. Existem várias capelas da vila, e azenhas. Desportos aquáticos estão disponíveis, bem como uma série de atividades ao ar livre como escalada ou rappel. Você pode tomar um descanso na praia junto ao rio ou visitar a barragem de Santa Luzia, que foi construída de 1930-1942 para produzir energia elétrica, e que tem um lago artificial 246 hectare. Muitas fotos de Bogas de baixo http://www.google.pt/search?q=Bogas+de+baixo%2Bfotos&hl=pt-PT&rlz=1W1SKPB_pt-PT&biw=1271&bih=504&prmd=ivns&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=DzpNTri8J4PIhAeameTRBg&sqi=2&ved=0CBsQsAQ %%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%% Onde eu nasci passa um rio/ Que passa no igual sem fim/ Igual, sem fim, minha terra/ Passava dentro de mim/ Passava como se o tempo/ Nada pudesse mudar/ Passava como se o rio/ Não desaguasse no mar/ O rio deságua no mar/ Já tanta coisa aprendi/ Mas o que é mais meu cantar/ É isso que eu canto aqui/ Hoje eu sei que o mundo é grande/ E o mar de ondas se faz/ Mas nasceu junto com o rio/ O canto que eu canto mais/ O rio só chega no mar/ Depois de andar pelo chão/ O rio da minha terra/ Deságua em meu coração

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Alguem me dá uma ajuda?

Meus carissimos amigos/as e conterrâneos Sei que muitos Boguenses passam por aqui pelo menos para, ver o que há de novo e tambem para matar saudades, lendo algo que diga respeito á nossa terra. O Blogue teve o seu inicio em 2007 pelo que completará 5 anos de existência no proximo mês de Junho. <> O meu propósito é continuar a divulgar as nossas raizes o nosso cantinho Até há pouco tempo atraz podiamos ver na coluna direita, o elenco da Junta e Assembleia da Freguesia Retirei porque estava desactualizada. Através de uma mensagem pedi á nossa Presidente de Junta se podia facultar me o elenco completo para repor no local apropriado os nomes e se possivel fotos dos nossos autarcas. Até hoje não obtive resposta, pelo que me sirvo deste espaço para vos pedir que isso me possa ser facultado. E já agora aproveito para pedir tambem os elementos que fazem parte das comissões das Festas em honra de Nossa Sehora das Dores e Jesus Adolescente para este ano de 2012. Õbrigado

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O que é nosso é realmente bom

Não podia ter feito um titulo mais adequado que este para os produtos que produzimos na Beira Baixa. A Beira Baixa faz parte da transição das montanhas para a planicie Alentejana e é aqui que se produzem muitos e variados produtos de grande qualidade que nós Portugueses deveriamos consumir exclusivamente, rejeitando outros artigos que eu diria que são genéricos vindos do estrangeiro. Temos as melhores carnes, o melhor fumeiro, queijos que nos deixam sempre com vontade de comer mais. Os vinhos são dos melhores do mundo, fruta variadissima que vai da cereja á maçã,não esquecendo o pessego o melão a melancia e tantos outros. O meu blogue defende as tardições da minha terra o meu blogue defende igualmente os excelentes produtos confecionados na nossa Beira Baixa, destacando se a Cova da Beira e o concelho do Fundão
A nossa região da Cova da Beira e toda a Beira Interior estiveram sempre presentes na História de Portugal. Ficaram por cá muitos vestigios Celtas Uma região com muitos "castros" - e é nesta zona que em 25 a.C. foi fundada, pelos Romanos, a Lusitânia, seguindo-se, durante o séc. V da nossa era, invasões de Vândalos, Suevos e Alanos. Já nese tempo se produzia bom vinho nas nossas terras, e hoje podemos vangloriar nos porque as gentes mais recentes souberam continuar e aprefeiçoar este gostoso nectar
Vinhos tintos: Aragonez (Tinta Roriz), Baga, Bastardo, Jaen, Marufo, Moreto, Castelão (Periquita)1, Rufete, Tinta Carvalha, Touriga Nacional e Trincadeira (Tinta Amarela), no conjunto ou em separado, com um mínimo de 80%, e Alfrocheiro. Vinhos Brancos: Alicante Branco, Arinto (Pedernã), Bical, Fonte Cal, Malvasia Fina, Malvasia Rei, Rabo de Ovelha e Síria (Roupeiro), no conjunto ou em separado, com um mínimo de 80%, e Tamarez.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Tradições da Beira

MATANÇA DO PORCO
Como é do conhecimento geral, a matança do porco era uma festa familiar e reforçava a despensa para o próximo ano. Depois de trazido o porco da furda que em alguns casos situava se ao lado da casa e ainda me recordo de serem guardados na loja por baixo da habitação, normalmente ficava fora da povoação, mas nunca muito longe de casa. O porco era agarrado com garra por quatro ou cinco homens que o deitavam em cima da banca de madeira. Depois de bem seguro, o matador ata-lhe o focinho, não vá ele morder e espeta-lhe a faca. Normalmente uma mulher com um alguidar de barro apanha o sangue onde mistura um pouco de sal e vai mexendo-o com a mão para não coagular. Seguidamente a mulher coze-lhe o golpe feito pela faca do matador e começa-se a chamuscar o porco com chamuscas de giestas secas e mais recentemente com maçaricos a gás muito mais eficientes.
Depois de bem chamuscado, esfrega-se e lava-se bem lavado e dependura-se com a ajuda de uma corda e do chambaril na parede exterior na casa ou no sobrado do sótão para se poder abrir e retirar as tripas. Nesta operação é preciso muito cuidado para que se não rebente o fel, que iria causar mau sabor nas carnes. Depois desta operação as mulheres partem para o ribeiro para lavarem as tripas com água, sal e laranjas, que posteriormente vão servir para fazer os chouriços, farinheiras, morcelas, etc.
Os homens pesam o porco com auxílio de uma balança manual de pendurar “Romana” e seguidamente continuam a desmanchar e separar as carnes que as mulheres irão mais tarde utilizar para os diferentes tipos de enchido ou pratos que irão ser confeccionados. Os toucinhos e presuntos vão para a salgadeira onde serão conservados durante o ano. Se for lua nova não se mexe em carnes. Fevereiro é ainda um optimo mês para a matança, já que esta tradição acontecia nos meses de Inverno, com temperaturas negativas, altura ideal para conservar as carnes. Quando era jovem muitas vezes assisti á matança do porco, numa altura em que só existia o sal para conservar as carnes Hoje qualquer altura pode ser boa para este trabalho já que as carnes são todas guardadas nas arcas congeladoras.
Mas será que a tradição da matança do porco desapareceu nas nossas aldeias? É fácil que a maioria das familias já não o façam, dado as possibilidades de comprar todos os dias carnes frescas no talho lá da aldeia ou do bairro

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Bogas de Baixo ficou mais pobre

E Bogas de Baixo vai ficando mais vazia com a partida para a eternidade os seus filhos que ao longo dos anos aqui labutaram e tornaram Bogas cada vez mais próspera Foi o caso do nosso amigo Luis Simão que faleceu ontem tendo sido realizado o seu funeral hoje ás 16 horas para o cemitério local. No meu caso muito particularmente deixa me um certo vazio porque era um dos boguenses , mesu amigos Sempre que ia a Bogas eu adorava cumprimentar o Luis e conversar com ele , bem como com os seus irmãos José e Aurélio Até aqui viamo nos muitas vezes Passamos vilas e cidades, rios e ribeiros, bosques e florestas... Não faltaram os grandes obstáculos. Freqüentes foram as cercas, ajudando a transpor abismos... As subidas e descidas foram realidade sempre presente. Juntos, percorremos na vida apoiando nos nas curvas, descobrimos cidades... Chegou o momento de cada um seguir viagem sozinho... Que as experiências compartilhadas no percurso até aqui sejam a alavanca para alcançarmos a alegria de chegar ao destino projetado. A nossa saudade e a nossa esperança de um reencontro aos que, por vários motivos, nos deixaram, seguindo outros caminhos. Houve sempre aquele apoio nos bons e nos maus momentos. Uma despedida é necessária antes de podermos nos encontrar outra vez. Que nossas despedidas sejam um eterno reencontro. Paz á tua alma Luis Simão

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Roteiro fotográfico II

O meu roteiro de hoje vai ser em redor do cabeço de Zibreiro Um monte que faz ainda parte da Gardunha possuindo um grande Parque Éólico no seu cume . E nas suas encostas situam se as aldeias do Maxial, Ladeira, Descoberto,no concelho do Fundão Ingarnal, no concelho de Castelo Branco, Adgiraldo, Foz do Giraldo, e Casas da Zebreira no concelho de Oleiros Freguesia de Orvalho Começo então pelo Maxial uma das mais belas aldeias da Beira Interior distante dos pricipais meios urbanos deste Distrito, Castelo Branco e Fundão, aproximadamente 45 Kms
Panoramica geral da localidade de MAXIAL Agora vamos para uma outra aldeia que eu não me canso de recordar, A Ladeira De Nossa Senhora do Carmo Uma aldeia com muitas semelhanças com a aldeia de Talasnal na serra da Lousã mas esquecida pelos administradores da Pinus Verde por não a terem proposto como aldeia de Xisto
Imagens da Ladeira
Panorâmica da aldeia
Uma adega particular onde os amigos se reunem para beber um copo e por a conversa em dia
Ao lado da adega os potes de azeite puro da oliveira Subimos ao cume do Monte e deparamo nos com uma grande extensão ocupada por grandes ventoinhas Eólicas
De um lado temos ainda a aldeia do Decoberto tambem bastante desertificada por causa da emigração, mas onde no VErão se junta muita gente que vem matar saudades
No lado contrário temos o Ingarnal a minha aldeia do coração já que foi aqui que fui concebido na terra do meu pai
e daqui não podia deixar de lembrar tambem a Adgiraldo e a Foz do Giraldo, bem como Casas da Zebreira aldeias perdidas na serra que hoje em dia vão conhecendo mais popularidade pelas gentes que passam de Castelo Branco para o Orvalho e Bogas de Baixo
Voltarei em breve para partilhar mais imagens em redor da Gardunha

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

NAS ABAS DA MONTANHA - Roteiro Fotográfico

Iniciando este roteiro bem cá pelo extremo oeste do concelho do Fundão, mostro-vos uma imagem da entrada na minha aldeia Bogas de Baixo e uma panoramica parcial da aldeia
Subindo pela margem do rio Zêzere com recantos de rara beleza, eis nos chegados a Janeiro de Cima, com as suas barcas que embora agora não sirvam para mais que um simples passeio pelo rio, antigamente eram nestas barcas que as nossas gentes atravessavam o rio, tanto aqui como tambem em Janeiro de Baixo
Em seguida uma das pitorescas ruas da aldeia de Xisto Janeiro de Cima
Começamos a subir e avistamos o Penedo do Barroco, de um lado situam se as aldeias de Bogas de Meio e Bogas de Cima e do Outro o Zêzere e as aldeias do Carregal e Porto de Vacas do concelho da Pampilhosa da Serra bem como o Alqueidão freguesia da Barroca concelho do Fundão
Depois na Malhada Velha outra aldeia de Xisto podemos visitar a casa do Cogumelo as ruinas do antigo lagar de azeite a sua capela, assistir á descamisa do milho, saborear um bom naco de pão acabado de cozer e muito mais
E esta paisagem magnífica da aldeia da Ladeira de Nossa Senhora do Carmo? situada na encosta do Cabeço Zibreiro?
Aqui nas nossas aldeias do sopé da serra como já deu para verificar, ainda se cozem grandes fornadas de pão que alimentam durante uma semana ou mais várias familias, embora seja na altura das festas das aldeias que os fornos tenham mais serventia
Depois utilizam se ainda aquelas panelas de ferro com tres pernas onde se confecciona boa comida, como eu me lembro da belissima e gostosa sopa que a minha mãe fazia....
E para terminar como estamos a atravessar uma fase de frio intenso neste inverno, embora com pouca chuva e neve, deixo vos algumas imagens de 2011 em Bogas de Baixo, no Maxial e na Malhada Velha
Fiquem bem e esperem pela próxima postagem que será muito em breve