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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




sábado, 7 de janeiro de 2012

Filarmonica Boguense

É sempre bom recordar E esta recordação traz me sempre muitas saudades A Banda Filarmónica de Bogas de Baixo teve os seus tempos de ouro quando as pessoas se fixavam na aldeia Perdeu muito com a debandada das gentes para terras estrangeiras procurando novas oportunidades e a partir da da década de 60 ficaram apenas as recordações Esta uma homenagem ao Padre José Maria Lopes Nogueira englobando nela tambem os maestros que se seguiram Como O Sr Anibal Martins Gama, e o Sr João Dias das Neves (que á muito pouco tempo faleceu) não esquecendo a colaboração esporádica na regencia da nossa Banda, os Srs Alfredo Gama e Carlos Gama Deixo aqui alguns breves apontamentos sobre a nossa extinta Banda de Bogas de Baixo
Lá atrás e da esquerda para a direita: Ti zé maria, julio Fernandes,,joaquim d. gama, aníbal gama, joaquim gomes, manuel belchior,manuel fernandes, manuel francisco, júlio d gama, abel roque, antónio marques(sapateiro), joão d'ascensão, josé martins, ( ? ) na fila do meio da direita para a esq.: artur simão, manuel alves, luís simão, júlio fernandes, joaquim francisco, manuel simão, sebastião marques, manuel antónio, manuel gomes. À frente: sebastião simão. Ps: penso serem estes os nomes d0os elementos que figuram na foto
Nesta outra foto bem mais nova que a primeira e já próximo da sua extinção muitos elementos alguns ainda entre nós e com quem eu ainda fiz parte da banda à esquerda o maestro João Dias das Neves á frente Joaquim Tomás. António Santos Sebastião Tomás a seguir António Alves, Américo Santos e ti Zé Maria da caixa depois Joaquim Pantaleão, Manuel Silvestre, António Tomás e Luis Santos (os outros não me lembro do nome) mas fizeram ainda parte dela daqueles que em lembro O Daniel, o Aurélio Simão, o Ti Sebastião Marques, o ti Manuel Tomás, O joão Abilio etc etc Filarmónica Boguense começou a ser fundada por volta de 1915,tendo como seu fundador o Padre José Maria Lopes Nogueira que então paroquiava as Freguesias de Bogas de Baixo e Janeiro de Cima. Muito conhecedor e entusiasta da arte musical, o Padre Zé Maria, a partir de um grupo de bombos, característico da nossa beira e que davam voltas à aldeia (Parece que se juntavam no cabeço do moinho de vento) desafiou-os e com outros homens e rapazes da aldeia começou a incutir-lhes os conhecimentos básicos para a formação da Filarmónica. Os ensaios eram no sótão da casa do Sr. João Martins. Foram adquiridos com muitas dificuldades económicas, os instrumentos necessários para que esta pudesse vir a actuar, o que, passados cerca de dois anos, aconteceu, começando, com bastante brilho, a actuar em festas e romarias levando o nome da nossa terra, bem longe. Para os ensinar a marchar convenientemente, levava-os até ao local conhecido por “relveiro” e era aí que os ensinava, comentando ao mesmo tempo: “isto é que é uma música, isto é que é uma música!!!) A dedicação do Padre Zé Maria à Filarmónica, era de tal modo fervorosa, que ele, para além de a reger, fazia questão que esta actuasse nos mais variados actos Litúrgicos na nossa aldeia, independentemente de haver Festa ou não. Assim, no mês de Maio, celebrava o chamado Mês de Maria, com a participação da Filarmónica que se encontrava no coro da Igreja. O seu entusiasmo era tão grande que, nos intervalos da reza, se deslocava do altar ao coro da Igreja, onde em conjunto, tocava brilhantemente, violino. Naquele tempo todo o povo vibrava e enchia a Igreja de rosas, o que dava a esta, um perfume e uma beleza inesquecíveis. O Padre Zé Maria, acompanhou a Filarmónica até cerca de 1924,data em que deixou de paroquiar a Freguesia, passando esta a ser regida por um filho da terra, Aníbal Gama, até ao ano de 1956, data em que outro filho da terra, João Dias das Neves, passou a ocupar a sua regência. Por volta do ano de 1962, devido à emigração de quase todos os componentes da Filarmónica, esta começou a declinar, até à sua completa extinção para grande desgosto, não só da população de Bogas de Baixo, como de todos os povos por onde ela actuou e deixou muitas e boas recordações.

5 comentários:

Rui Barata disse...

Em casa dos meus pais também existe a 2.ª fotografia. Penso que o de óculos escuros é o meu pai, Luís Barata.

Cumprimentos

António Rui Barata

Luis Antunes disse...

Luis Barata Conheço 2 em Bogas
um vive lá o outro vive prós lados de Lisboa.
Deve estar a referir se ao Luis Barata genro do ti Sebastião Dias será?

Anónimo disse...

Peço desculpa por só hoje ler o seu comentário. De facto, é esse o meu pai. Vive em Bogas e o meu avô materno chamava-se Sebastião Dias.

nildevajao disse...

ver uma foto com tanta familia incloindo meu pai fico feliz

nildevajao disse...

quanto ao meu primo Ventura não pude ir mas foi o meu irmão Armindo Neves desejolhe todas as felicidades do mundo