terça-feira, 31 de maio de 2011

Jornal do Fundão - Desporto - Nem o Sporting consegue travar o Fundão

Uma noticia que deixa todos os Fundanenses e não só, radiantes de alegria pelo trabalho que esta equipa da Associação Desportiva do Fundão tem desenvolvido na categoria de FUTSAL

O céu é o limite para a fantástica equipa da Desportiva do Fundão, que este sábado deu mais uma demonstração de classe ao derrotar o Sporting (2-1) no primeiro jogo das meias-finais do "playoff" da I Divisão Nacional de futsal.


A equipa comandada por Joel Rocha entrou praticamente a perder, após o golo de Marcelinho, mas nunca se desequilibrou emocionalmente e ainda na primeira parte conseguiu equilibrar e criar problemas aos leões.

Na segunda metade, logo a abrir Buiu fez o empate e colocou em delírio o pavilhão municipal, completamente cheio. Pouco tempo depois, uma grande penalidade sobre Esteves permitiu que Jander colocasse os fundanenses na frente.

Nos últimos dez minutos, o Sporting, campeão nacional e vice-campeão europeu, tentou tudo para evitar a derrota, chegou a jogar com o guarda-redes avançado, mas não conseguiu voltar a bater Diego.

O Fundão está agora a uma vitória da final. O próximo jogo realiza-se em Loures, na sexta-feira, dia 3, às 21 horas. Se os fundanenses vencerem fica tudo decidido. Se o triunfo sorrir ao Sporting haverá um terceiro jogo no dia seguinte, às 17 horas, outra vez em Loures.


Leia toda a reportagem da espectacular vitória sobre o Fundão na edição semanal.

Por: Filipe Sanches









Jornal do Fundão - Desporto - Nem o Sporting consegue travar o Fundão

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Construção do Lar Nossa Senhora das Dores


O Centro Social e Cultural de Bogas de Baixo, organiza no próximo dia 29 de Maio um grande evento de carácter religioso com o obejectivo de angariar fundos para a ajuda na construção do Lar
(Clique sobre a imagem para ver tamanho real)

Construção do Lar Nossa Senhora das Dores
Bogas de Baixo

Organização: Centro Social e Cultural de Bogas de Baixo

Dia 29 de Maio de 2011 – Domingo - às 12 horas
Missa Cantada
Na Igreja Paroquial de Bogas de Baixo

Celebrante: Rev. Padre Gilberto Joaquim Roque Antunes
Grupo Coral de Proença-a-Nova
Maestro: Carlos Gama
Soprano: Beatriz Jorge
Orquestra: Órgão, flauta, 2 violinos e violoncelo

Programa

- Regina coeli (Rainha dos Céus, alegria-vos) – Carlos Gama
- Missa “Mater Amabilis”-Pe. Bernardino Senna Penafort – Sec. XIX
(Era cantada e tocada pela Filarmónica de Bogas de Baixo, dirigida por: Pe. José Maria Nogeira,
Aníbal Martins Gama e João Dias das Neves.)
· Kyrie – (Senhor, tende piedade de nós...)
· Glória – (Glória a Deus nas alturas…)
· Credo – (Creio em Deus Pai todo poderoso…)
· Sanctus – (Santo, Santo, é o senhor…)
· Agnus Dei – (Cordeiro de Deus...)

Ofertório: Ave-Maria – Arcadelt-Sec. XVI – Maestro da Basílica de S. Pedro - Roma

Comunhão: Ó Anjos Cantai Comigo - Pe. Joaquim Parente – de Alpedrinha
Ave, Verum Corpus – (Ave, verdadeiro corpo…)
……….

· Panis Angelis (Pão dos anjos, feito pão dos homens…) -Cesar Franck – Sec. XIX
· Fica Nesta Real Moradia – Anónimo – (Ensaiado por José Martins Gama)
· Requiem – Intróito – (Dai-lhes Senhor o eterno descanso) – Carlos Gama
· Ó Piedosa – (oração à Sra. das Dores) Mús. - Pietro Mascagni; Versos: Pe. Carmo Marti
· Halleluiah – da Oratória “O Messias” – Haendel – Sec. XVIII
(O Senhor omnipotente reinará para sempre. Rei dos reis e senhor dos senhores.)

Á saída da Missa, poderão contribuir para ajuda das despesas da Construção do Lar.
· Agradecemos desde já a vossa generosidade.






LUIS ROQUE disse...
Ola amigos BOGUENSES,venho por este meio formalizar o meu agradecimento pessoal a todo o coro presente em especial ao MAESTRO CARLOS GAMA que nos proporcionou aos presentes um momento unico e exclusivo na nossa aldeia.Lembro o desafio feito pelo prof para uma nova visita a BB com o orfeao mais la para frente.Porque nao? Agradeço ainda todo o trabalho realizado por funcionarios e membros da direcçao para a realizaçao deste evendo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

A notícia em redor da nossa aldeia

Segundo o Jornal do Fundão, este ano o nosso Distrito não vai poder contar com alguns importantes meios aéreos para o combate a incêndios, pelo que é mais uma forte razão para que todos tomemos os nescessários cuidados para que esta calamidade seja reduzida.


Vamos apenas poder contar com três helicópteros, dois ligeiros e um médio que ficarão instalados em Castelo Branco, Proença a Nova e Covilhã.


Vai realizar se um Encontro Nacional de Caminheiros (Passeios pela Gardunha),que segundo o Presidente da Direcção dos Caminheiros da Gardunha Eduardo Saraiva, vão participar neste evento que se realiza dia 22 de Maio, caminheiros de Guimarães, Santarem, Tomar, Oeiras, Porto, Coimbra e Castelo Branco. Um Passeio pelos cerejais


Neste evento que tem um programa aliciante vão participar pessoas dos 20 aos 60 anos. A caminhada começa na serra do cavalinho, passa pelo Vale do Alcambar seguindo depois pelos montes de S. Gens e de S Roque terminando na Senhora do Souto nas - Donas onde se realizará um almoço convivio.
A Cova da Beira exporta cerejas para o Brasil e Finlândia.
As cerejas da Cova da Beira fazem há 3 anos as delicias nas mesas dos Holandeses, Finlandeses e Brasileiros


Um pouco por toda a região as cerejas são produzidas em maior ou menos escala.
Em muitos locais da Serra da Gardunha onde antes só havia pinhal, mato e silvados, as cerejeiras multiplicam se em centenas de hectares
Nas suas encostas entre a Enxabarda e o Açor, a produção desta deliciosa de fruta tem vindo a crescer considerávelmente pela atração de novos produtores atraidos por um negócio que é dos mais importantes na economia regional.

A Cova da Beira torna se ainda mais vistosa e apetecida no tempo que decorre entre a floração das cerejeiras até á apanha vermelhinhas em cima das arvores.

Realizaram se no ultimo fim de semana no Alcaide as festas em honra de S Macário tambem ele com a sua capela rodeada de grandes pomares de cereja. Abrilhantou a festa a Banda Filarmónica de Aldeia Nova do Cabo. Realiza se sempre anualmente uma linda procissão desde a aldeia do Alcaide até ao cabeço de S Macário onde se situa a sua capela.

No dia 8 deste mês de Maio, realizou se em Oleiros a 6ª Mostra de Sopas Tradicionais do Mosteiro e em simultaneo realizou se tambem o 4º Festival de acordeons promovido pelo Grupo Maltez de Mosteiro. Neste evento foi cabeça de cartaz a nossa conterrânea Eugénia Lima que com a sua bonita idade (85 anos) ainda faz falar o acordeão

Nasceu em Castelo Branco, em Abril de 1926. Diplomada com o Curso Superior de Acordeão na categoria de Professora pelo Conservatório de Acordeão de Paris.
Iniciou-se no Teatro Vaz Preto, em Castelo Branco, aos quatro anos de idade. O ciclo de actuações por toda a Beira Baixa valeu-lhe o epíteto de "Miúda de Castelo Branco".

Algumas destas noticias teem a assinatura da nossa conterrânea Lucia Reis no Jornal do Fundão

terça-feira, 17 de maio de 2011

Minha aldeia Bogas de Baixo


A minha aldeia não tem idade! Perdida na noite dos tempos, não se sabe quando nasceu! Velha, mas alterada pela evolução dos tempos com a ajuda da mão humana, ali está erguida num pequeno Vale indolente e melancólico a desafiar a diversidade do clima, que é por vezes rigoroso mas carregado de ar puro e saudável.

Dividida ao centro pelo Chafariz o qual domina aquele agrupamento de habitações separadas por ruas pavimentadas com pedra xistosa da nossa região pardacenta gasta, numa esquadria quase inexistente, ruas estreitas mas bem conservadas.




Adormecida entre eiras e jeiras, olhando o vale pelo qual serpenteia a ribeira com pontes e pontões sobre as quais se cruzam estradas de terra batida que descem e sobem ladeiras até Bogas de Baixo.


Por cima da copa das oliveiras observa-se a cúpula da velha igreja, branca e rutilante


A paisagem está coberta de pinhais,de ervideiros e de oliveiras que de um perene verde-escuro lhe emprestam o perfume agreste do campo


Rodeada de pequenos lugares de rara beleza. Por vezes visito esses lugares, passo por ali, propositadamente, quando me é possível, geralmente, em momentos de retiro e lazer, sendo um dos segredos míticos da minha adolescência. Ir a esses lugares faz-me sentir simultaneamente misterioso e fraternal


Ali toda a vida se renova e volto a ser criança naqueles breves instantes de contemplação e saudade.
Os habitantes da minha aldeia,geralmente, passam o tempo, numa luta com a memória, lembrando a sua juventude, contemplando um mundo novo que já não é o seu..., e inventavam lamechas para arranjar um pretexto para assim darem dois dedos de conversa. sinal dos tempos. As aldeias como Bogas de Baixo estão cada vez mais sós onde a população residente já chegou á terceira idade
O meu pai foi um mouro de trabalho no campo destacando se no fabrico de carvão muito artesanalmente, arrancando as torgas e fazendo grandes covas no chão daquelas encostas onde queimava as torgas e as cobria de terra de onde depois extraia o carvão.


Não, eu nunca iria seguir meu pai pelas encostras com o sacho e a picareta aos ombros, ou ainda atraz do burro pachorrento, puxando o arado que sulcava as sementes que ele lançava, com gestos de oração, como se escutasse salmos de vida a sair das entranhas rasgadas da terra.

Bogas de Baixo lá está no mesmo sitio, hoje com traços arquitectónicos mais recentes, mas será sempre Bogas de Baixo a terra onde eu nasci

sexta-feira, 13 de maio de 2011

A minha juventude á rasca



Era complicado.
Foi minha Professora a D. Ilda Natércia Serra e Silva,
no entanto na 3ª classse lecionei com a Professora D. Suzete
Eramos realmente muitos alunos a frequentar a escola da minha aldeia Bogas de Baixo
O exame da 4ª classe era realizado na sede do concelho Fundão
Ainda me lembro do meu e dos professores que nos examinavam na altura
Tinhamos que pernoitar no Fundão e era na quinta conhecida pela quinta
do Zé Maria das Máquinas e que pertenceu ao Padre Zé Maria.

Estes professores com os quais começámos a aprender a ser alguém,.eram rigorosos
tanto no ensino como na disciplina. Levei algumas vezes e com razão.
Lembro-me perfeitamente de um facto com a D. Suzete, a minha professora da 3ª
classe. Por qualquer motivo ela deve ter me perguntado algo que eu não sabia
e devo ter me zangado ao ponto de lhe chamar nomes feios
Ela chamou lá o meu avô á escola porque nessa altura vivia com o meu avô
Eh pá, levei tantas que até me levantou pelas orelhas e me colocou em cima da secretária
Reconheceram que teria havido algum exagero mas não vergaram e diziam que todas,
foram poucas as que levei
Era completamente diferente nda escola de hoje. mas era bom e nós aprendíamos.
Eu quando saí da escola, com a quarta classe, sabia a matéria toda. Depois ingressei
no Seminário onde não me aguentei muito tempo não sendo aquela a forma d e vida que sonhava


O pouco tempo livre que tínhamos, quando éramos novos, passávamos na
brincadeira e, às vezes, até a fazer tropelias. indo inclusivamente roubar fruta
por aquelas hortas que todos sabiamos a quem pertenciam. Os meus pais por exemplo,
tinham algumas hortas com fruta , mas íamos roubar ao vizinho porque a do vizinho era
melhor que a nossa. Enfim, era outra maneira d e viver e de estar na vida
Quando nos tornámos mais crescidos já rapazotes, procuravamos todos os lugares
onde sabiamos que ia haver bailarico, principalmente aos fins-de-semana.
No nosso tempo o fim d e semana era só o Domingo porque no Sábado
trabalhava-se de manhã à noite como nos outros dias
Já se comia peixe lá na aldeia, mas para o comermos tinhamos que esperar pelo peixeiro
que com as caixas de sardinha em cima do seu burro tinha que percorrer grandes distancias a pé
Lembro me de um peixeiro natural do Armadouro que nunca nos deixava ficar sem podermos
comer ao menos uma sardinha por semana (verdade)
Havia no entanto aqueles saborosos peixinhos que iamos pescar na ribeira de Bogas
e esses sim eram um manjar
Quanto á carne a gente tinha sempre alguma na salgadeira proviniente da matança do porquito.
A matança do porquito era dia de festa, dia de alegria.Com todos os familiares reunidos

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Tempo de Festas e Romarias I


Nossa Senhora de Mercoles
Nossa Senhora de Mércoles tem o previlégio de ser a mais popular das festas da cidade de Castelo Branco.
Terá o seu inicio no proximo domingo dia 8 de Maio e prolonga-se até à terça-feira seguinte que é feriado municipal.



A romaria decorre junto à sua capela , situada mais ou menos a 5 Kms da cidade tendo no seu percurso tambem a capela de Santana.
A origem desta festa terá a ver com um voto de agradecimento a Nossa Senhora por a cidade ter ficado livre da peste e outras pragas. O culto remonta ao século XVI.
Santuário de Nossa Senhora de Almortão - Castelo Branco | Hola Portugal | 7 - Región Centro

Nossa Senhora do Almortão
A procissão em honra de Nossa Senhora do Almortão atrai todos os anos milhares de visitantes a Idanha-a-Nova. Depois da missa, os mordomos transportam o andor com a imagem da santa ao som de adufes e cantigas tradicionais
A festa realiza se na Proxima segunda feira dia 9 de Maio, mas no Domingo já o recinto se enconta repleto de visitantes.
Senhora do Almortão
Ó minha linda raiana
Virai costas a Castela
Não queirais ser castelhana

Senhora do Almortão
A vossa capela cheira
Cheira a cravos cheira a rosas
Cheira a flôr de laranjeira




É uma festa com muitas tradições a que muita gente das redondezas e mesmo de locais mais longinquos não faltam, afim de assistir á missa e procissão e ao mesmo tempo para se divertirem assistindo a uma grande largada d e fogo de artificio no monte sobranceiro ao recinto das festas


Tambem no proximo domingo se realizarão as festas em honra de Nossa Senhora da Saude no Padrão freguesia da Almaceda e em Oleiros, concelho nosso vizinho e pertencente tambem ao distrito de Castelo Branco