Por terras da Beira....sempre

Acabo de sair de Serpins e o meu destino é Espariz na estrada da beira onde penso pernoitar
entretanto durante o dia  visitei varias localidades para cumprimentar clientes e  amigos~
Vou descrevendo algo sobre elas á medida dos meus conhecimentos

                                                                  VILA NOVA DO CEIRA
A freguesia pertence ao concelho de Góis
A localidade é atravessada por dois importantes cursos de água, o rio Ceira (afluente do Mondego), e o rio Sotam, afluente do Ceira. Os dois rios confluem na localidade de Murtinheira, um pouco antes de um dos locais de maior beleza da povoação, o Cerro da Candosa, na base do qual o rio Ceira passa num apertado desfiladeiro (Cabril).

Vila Nova do Ceira é nome moderno desta freguesia que até 1927 era chamada “Várzea Grande de Góis”.Aliás, a designação popular do povoado ainda hoje é Várzea, o que também dá uma ideia da sua geografia.

A freguesia é composta por várias povoações: Várzea Grande - onde se situa a Igreja Matriz e a sede da junta de freguesia - e Várzea Pequena, Inviando, Murtinheira, Monteira, Sacões, Carapinhal, Juncal, Telhada, Campelo, Passô, Linteiro, Casal da Ribeira, Terras, Picarotos, Covas do Barro, Chão dos Santos, Cabril, Topa, Chapinheira, Cerejal, Formiga, Vergada, Bolsas, Cruzinhas, Oliveirinhas, Vale de Oleiros, Val de Egas, Caracol, Rojão, Fonte de Soito, Santo Velho e Farroiba
Igreja Matriz
Ermida de Nossa Senhora da Candosa
Praia fluvial das Canaveias
Cerro da Candosa

                                                                  POMBEIRO DA BEIRA

Esta localidade  faz já parte do concelho de Arganil,
Foi vila e sede de concelho entre 1513 e 1836. Era constituído pelas freguesias de Pombeiro e São Martinho da Cortiça.
Igreja Matriz de Pombeiro da Beira, incluindo dois túmulos existentes na parede e no pavimento da capela-mor.
Capela da Póvoa da Rainha Santa ou Capela da Rainha Santa
Pelourinho de Pombeiro da Beira
Capela do Bom Jesus

O rio alva percorre um caminho sinuoso entre as encostas da serra da Estrela e da serra do Açor, onde escavou o seu leito. Várias localidades cresceram nas suas margens como São Gião, por exemplo, assim como, apresenta muitas praias fluviais como São Gião, Avô, Côja, Secarias, Caldas de São Paulo a praia fluvial da aldeia de Sandomil e a zona de lazer das Fronhas junto a Barragem das Fronhas.



                                                            S. MARTINHO DA CORTIÇA



é uma freguesia portuguesa do concelho de Arganil
Com os seus 1319 habitantes e uma área de cerca 35 quilómetros quadrados, a freguesia de S. Martinho da Cortiça é a terceira mais populosa do concelho de Arganil Está situada no seu extremo noroeste, a 13 quilómetros de Arganil, e faz fronteira a sudoeste com o concelho de Vila Nova de Poiares, a noroeste com o de Penacova e a nordeste com o de Tábua.


                                                                     

                                                                      MOITA DA SERRA




A freguesia é rasgada ao meio pela EN 17., conhecida por estrada da Beira, que tem a sua origem na antiga via romana que ligava Coimbra a Salamanca, passando pela vizinha Bobadela. Desde períodos anteriores à fundação da Nacionalidade que contribui para o aparecimento de povoações à sua beira.Também passa pela freguesia o IC6. junto a Catraia dos Poços a 3 Km de São Martinho da Cortiça

Capelas de Nossa Senhora do Rosário, de S. Nicolau e da Senhora da Guia
Fragmentos do pelourinho de Sanguinheda
Igreja Matriz de São Martinho




A freguesia da Carapinha localiza-se na meia encosta da Serra da Moita, no extremo ocidental do concelho de Tábua e faz fronteira com os concelhos de Arganil e Penacova. Confina com as freguesias de Mouronho e com a União de freguesias Ázere e Covelo (concelho de Tábua), São Martinho da Cortiça (concelho de Arganil e União de freguesias São Paio do Mondego e São Pedro de Alva (concelho de Penacova

                                                                     ESPARIZ

é uma antiga freguesia portuguesa do concelho de Tábua, Em 2013, no âmbito da reforma administrativa foi anexada à freguesia de Sinde, criando-se a União de Freguesias de Espariz e Sinde.
 Era nesta confortavel residencial na altura muito bem gerid por uma familia de Gouveia, que eu fazia meu quartel general durante os dias que percorria toda esta região
                                             Residencial e Motel Tabriz
estradas que davam uma sensação de conforto e paz ao percorre las pelo meio de arvoredo muito belo

Dos eu património cultural  merecem especial destaque a Igreja Matriz de honra a Nossa Senhora da Anunciação, construção de granito com portal dos séculos XV e XVI e tectos lindíssimos pintados com motivos setecentistas, as capelas de Santo António e do Santíssimo Sacramento e a da Nossa Senhora da Conceição, e ainda a casa Ferreirinhas com Arco de entrada junto da capela.


Tambem pode visitar um monimento natural a Cache está situada num afloramento rochoso e é mais conhecido por GRETA, podem chegar até ele a pé, de bicicleta e de jipe, de carro aconselho a deixar junto à estrada, depois só tem que andar 300m a pé.

A população da freguesia de Espariz ocupa-se essencialmente da agricultura, e da industria, da olivicultura e do pequeno comércio; antigamente o azeite era produzido nos lagares existentes na freguesia, que actualmente mantém viva na memória a tradição desta actividade.

E já está feito por hoje, a próxima postagem ou postagens vão ser sem duvida sobre as minhas andanças aqui pela zona d Arganil e Coja onde entra em cena a belissima serra do Açor

A Beira Interior é isto e muito mais(continuação)

Como havia prometido cá vamos nós até Serpins  e o percurso desde Góis até Serpins é feito sempre muito próximo do rio Ceira por aldeias algumas delas bem conhecidas das gentes das Beitas

                                                          AIVÉM

Logo á saida de Góis temos o prazer de passar por uma aldeia muito bela como é Aivem uma das mais de meia centena de aldeias pertencentes á freguesia de Góis.. Lembro me de ter comido aqui saborosas cerejas

                                                      ALEGRIA

Aqui neste local já tinha ficado pra trás Alegria, um nome  bem sugestivo para uma aldeia onde é sempre uma alegria conviver com as suas gentes

                                                PONTE DO SÓTÃO


Esta localidade era antigamente , uma terra bastante industrial especialmente no ramo do papel que visitei algumas vezes há mais de 20 anos
 Reza  a história que  a Companhia de Papel de Góis, foi fundada em 1912 na localidade de Ponte de Sótão pela mão de Francisco Inácio Dias Nogueira, político e empresário com direito a busto no Largo Francisco Inácio Dias Nogueira, claro está.
Dando continuidade ao ramo do papel já existente na região e explorando a preciosa água do Sotão (afluente do Ceira que, por sua vez, o é do Mondego), esta fábrica ajudou a consolidar esta indústria. Foi também muito importante para o desenvolvimento tecnológico na Região visto que foi necessário construir a Central Hidroelétrica de Monte Redondo, o que permitiu que Góis fosse possuidora de iluminação elétrica pública antes mesmo de Coimbra (capital de distrito).

De acordo com o que por aí dizem, esta fábrica fez prosperar a pequena localidade onde se fixou  empregando mais de 300 trabalhadores, terá fechado "há mais de duas décadas" dando origem a um drama social local. "Falta de visão" terá sido o problema desta gigante adormecida entre as serras e junto ao rio...


                                                 EIRA BARRENTA


por  aqui já se notava bem que estariamos a penetrar já na serra da Lousã. pois eram bem visiveis os melhoramentos e traços de xisto nas suas por aqui muito vastas, Evidentemente que a Serra da Lousã será porventura a rainha do xisto

                                                                     Pedras Grandes


                                                   AVESSADA
Esta pequena aldeia tal como a aldeia da Valada estão já muito pertinho da Vila de Serpins e quase que se confundem já  com a própria Vila pois ao longo da estrada  o casario é quase continuo


                                                     VALADA
Evidentemente que são duas aldeias que se destinguem muito bem já que as suas casas pitorescas  misturadas com o xisto nos dão essa impressão
Por esta estrada que vemos abaixo dava um enorme prazer circular com o cheirinho a flores de mimosas que não sei se hoje ainda por lá existem ou foram simplesmente devoradas pelos incendios



                                                     SERPINS

E eis nos em Serpins situada nas margens do rio Ceira, a cerca de 9 quilómetros da vila da Lousã, a freguesia de Serpins é um dos mais antigos aglomerados populacionais do Concelho. Apesar de, no início da nacionalidade a paróquia de Santa Maria de Serpins integrar o Mosteiro de Lorvão, o povoamento da freguesia parece ser bem anterior a essa data (século XII). Já em 943 Serpins (topónimo antroponímico) é referida como "villa" rústica no território do Castelo de Arouce, pertencendo então metade dela a Zoleiman Abaiub (Salomão). A outra parte da "villa" de Serpins pertencia, muito possivelmente, aos antepassados do notável conde Gonçalo Monis.



Quero destacar as duas pontes existentes ....ima delas onde passa o combóio,  salvo erro im projedto de gustave Eiffel e a Ponte Nova, do século XVII, como são conhecidas na região. A Ponte Velha é formada pelos restos dos pilares da ponte medieval, que ainda hoje se conservam, que podem eventualmente remontar ao período luso-romano. Por seu turno, a Ponte Nova, a jusante da anterior mas atravessando igualmente o rio Ceira, tem três amplos arcos e 75 metros de comprimento. Foi construída em 1661, conforme uma inscrição ainda legível, havendo também referência a 1674, possivelmente de carácter religioso. As Capelas da Nossa Senhora da Graça, da Nossa Senhora da Saúde e de S. Pedro, constituem igualmente bons motivos para uma visita a Serpins.

Serpins tem ainda a felicidade de ser banhada pelo rio Ceira em cuja margem existiu uma grande fábrica de papel


A Igreja paroquial está localizada no Cabeço da Igreja no centro da freguesia, e sofreu grandes obras de remodelação nos anos 60 do séc. XX, mas a sua origem mais recente remonta ao séc. XVIII. A Padroeira da Paróquia é Nossa Senhora do Socorro, cuja festa é celebrada anualmente no primeiro fim de semana de Agosto.

O acontecimento que marcou definitivamente a vida de Serpins foi o surgimento do caminho-de-ferro. O Ramal da Lousã, projectado inicialmente para servir concelhos vizinhos, chegou a Serpins numa segunda fase e proporcionou o desenvolvimento de algumas indústrias na freguesia. Foi exemplo desse desenvolvimento a Fábrica de Papel do Boque, que entrou em decadência nos anos 80/90 do século XX e onde funcionou a primeira máquina de fazer papel contínuo que houve em Portugal.

Foi uma localidade que visitei muitas vezes anos atrás , Tinha  amigos que hoje já não consigo nem saber os nomes .Lembro me que nim dos comercios pertendente a um amigo e cliente comprei o melhor cinto que até hoje encontrei.. Gostava muito de visitar a sede da sua Banda Filármónica e o seu rancho folclórico Flores de Serpins que algumas vezes convidou o rancho folclórico do Fundão do qual eu fazia parte a vir actuar á Vila de Serpins

A Beira Interior é isto e muito mais

Recordando as minhas andanças por estas terras da Beira e como tinha dito na postagem anterior, hoje seguimos estrada fora undo até Cadafaz

Esta belossima aldeia do concelho de Góis pertenceu ao concelho de Seia, até 1852 quando passou a fazer parte do concelho de Arganil até integrar o actual município de Góis.

A freguesia de Cadafaz englobava também várias povoações, nomeadamente: Cabreira, Corterredor, Tarrastal, Candosa, Capelo, Sandinha, Mêstras e Relvas.
Com a sua bela Igreja de Nossa Senhora das Neves (matriz)  tem ainda a Capela da Senhora da Boa Morte e de Santa Luzia

CABREIRA
Cadafaz deixou de ser a sede da freguesia  quando com a Reforma Administrativa passou a denominar se  União das Freguesias de Cadafaz e Colmeal da qual é a sede
Depois de ter passado por Cabreira aldeia cuja história nos conta , que a povoação da Cabreira nos tempos dos seus fundadores se chamava “Velha Pastora”
Esta aldeia possui ainda um longo historial que não consigo publicar na integra

                                                                       Tarrastal

Passando tambem por esta pitoresca aldeia de Tarrastal de onde a paisagem é um sonho
fui até ao
                                                       Carvalhal Miudo


            foto de António Martins (Lavadouro de Carvalhal-Miúdo, Setembro de 2007
E se auiserem conhecer mais aprofundadamente a história desta aldeia  podem abrir esta PÁGINA

Deixei o Carvalhal Miudo para trás e sigo para
                                                                        Esporão
Dizem que  Esporão é uma luz cintilante no firmamento do concelho de Góis e eu estou completamente de acordo, Uma aldeia onde comecei a passar muito cedo visitando o seu comércio muito especialmente este que existia á beirinha da estrada nacional N2

Tudo muito boa gente tratavam os seus visitantes com muita simpatia, Aqui costumava almoçar muitas vezes  e  até abastecer o carro com o combustivel da firma Alves Bandeira neste posto de abastecimento

Já  soube  através de pesquisas que fiz na net que quando cá voltar poderei visitar um belissimo e simpático Espaço Museológico.
Na sala principal, dedicada à terra, pode-se admirar peças ligadas ao quotidiano, bem como fotografias antigas e objetos de alguma raridade.
Existe também uma sala de exposições temporárias onde, atualmente, é possível ver a exposição espmuseologicoesporão1"NÃO TE ESQUEÇAS DE ESCREVER" - Memórias e Objetos da época da Guerra do Ultramar-1961 a 1974 creio que esta exposição já não está acessivel mesmo aassim se quiserem visitar este espaço podem contatar a

Comissão de Melhoramentos do Esporão
Presidente: Dr. Avelino
Tel.: 965 751 117

E Depois disto vou diretamente para
                                                                   Góis

Com mais de oito séculos de existência, a Vila de Góis está situada a cerca de 40Km de Coimbra, num vale estreito e profundo, o Vale do Ceira, encravado entre as serras do Carvalhal e do Rabadão.

Cinco freguesias, dispostas em dois conjuntos geográficos distintos, compõem o concelho de Góis. O primeiro, TumulodeD.LuisdaSilveiraformado pelas freguesias do Colmeal, Vila Nova do Ceira, Góis e Cadafaz, tem no Rio Ceira o seu elemento unificador. A freguesia de Alvares constitui, por seu turno, uma realidade diferente, onde podemos encontrar duas ribeiras, Mega e Sinhel.

As montanhas do Penedo de Góis, com os seus 1043 m de altura, são palco privileCentralhidroelectricagiado para a prática de atividades de natureza, desportos aventura e motorizados e da caça e pesca. Com várias concessões de pesca no concelho, a espécie mais procurada é a truta

Os seus rios, de águas puras e cristalinas, oferecem variadas praias e piscinas fluviais onde poderá refrescar-se e contemplar a paz e beleza circundante

E para quem gosta de grandes passeios pedestres ou em viaturas todo o terreno tem ainda que visitar Os Penedos de Góis (1040m), escarpados, junto à Aldeia do Xisto de Pena, formam desníveis únicos, com quedas de água e ribeiras impetuosas.
É um local deslumbrante com miradouros sobre a paisagem beirã, podendo daí avistar-se a Serra da Estrela, a Serra do Açor e o Trevim (Santo António da Neve).Existem ipossibilidades de escalada.

Aqui me fico por hoje prometendo que na próxima postagem irei até á grande Vila de Serpins de onde guardo muitas e belas recordações

Voltando ás Serras da Pampilhosa

Evidentemente que não passa de recordações  mas é  sempre bom recordar, faz nos parecer mais jovens  e eu calcorreei muitas vezes serpenteando estas serras de terra  em terra

Hoje começo em Alvares
Uma aldeia  pertencente ao concelho de Gois
 Foi vila e sede de concelho até 1855.Era constituído pelas freguesias de Alvares e de Portela do Fojo


Embora não tenha mudado muito tem hoje algums regalias que nas viajens do meu tempo eu não via. Como por exemplo esta ótima praia fluvial ,mas o ribeiro do Sinhal já lá existia

A partir de Alvares costumava descer á Telhada que na altura nos oferecia a oportunidade de ver grandes paisagens em tons verdes  amarelas e castanhos
tem uma linda capela que é a residencia oficial de Nossa Senhora da Boa Viajem (a foto é do Victor Santos)


Tinha varias casas rústicas completamente construidas em pedra e havia um que se destacava por ter 32 degraus para chegar até ela

Passava ainda por Pessegueiro, uma freguesia  do concelho de Pampilhosa da Serra, e tambem por Coelhal, Ramalheira , Carvoeiro etc. pertencentes á mesma freguesia

No alto da serra onde o vento por vezes soprava forte  e em dias de chuva  havia ainda por vezes muito nevoeiro, mas nem sempre isso acontecia e  aí sim podia desfrutar de paisagens de grande beleza


e onde  podiamos descansar e tratar do estômago.. Havia por aqui algumas tavernas que embora muito isoladas eram um alivio para quem por  aqui viajava


este é o entroncamento com a estrada que vem da Pampilhosa a N112 para quem como eu vinha de Pessegueiro de Cima



E logo adiante  aproveitava para respirar um pouco enquanto  olhava para esta mancha verde de pinhal  neste local que se chamava Catraia do Pépio

Prosseguindo o meu caminho chegava ao terminus da estrada N112 e passava a  ser N2 e daqui onde  como em todos os outros lugares por onde passava olhava o horizonte e era só beleza e ar puro para encher os pulmões, lá em baixo no meio da serra existe esta aldeia chamada Simantorta Existe uma história sobre o nome da povoação que pertence ao concelho de Góis


 esta povoação de Simantorta que antes se chamava Simão-Torta, foi fundada, tal como a maioria das povoações da freguesia de Alvares, por pessoas que trabalhavam na herdade de Alvarinhos, depois Alvares, por conta do Mosteiro de Folques. As pessoas trabalhavam na agricultura e dedicavam-se à plantação de castanheiros, que a partir de Alvares se fez nas ribeiras de Roda e de Simantorta. Com o crescimento, os castanheiros começaram a dar trabalho quase todo o ano, o que levou as pessoas a fixarem-se nos vales mais produtivos. O primeiro homem que se fixou na actual Simantorta chamava-se Simão e a sua companheira era conhecida pela Torta, daí que a pessoa que recebia os dízimos, se referisse aos produtos recebidos daquele casal como sendo do Simão e da Torta. A relação dos nomes que constavam na dizimaria serviram naquele tempo para identificar as localidades e, assim, aquele vale ficou conhecido como Simão-Torta.


Visitava ainda outras aldeias tais como Amieiros, Barroca da Fonte do Sapo etc etc.  Daqui podia já avistar parte da serra da Lousã


E daqui seguia para Cerdeira, Cantoneiros, Esporão e outras aldeias, seguindo depois para Góis. Mas desta outra viajem darei conta numa próxima publicação..
Até lá fiquem bem e divirtam se revivendo o passado como  eu se por aqui passaram

Antigos artesãos das nossas aldeias

Nas aldeias por onde passei especialmente na região que compõe a nossa Beira Interior, antigamente existiram várias profissões que foram desaparecendo ao longo do tempo, mas tive ainda a oportunudade de ver e conversar com muitos dos verdadeiros artesãos que fizerm diso o seu ganha pão
                                                            O FERREIRO
É assim que eu via o Ferreiro, aliás com quem lidei alguns anos  o meu tio era ferreiro e eu ajudava na forja e ia ajudar a vender peças fabricadas a outras terras vizinhas
O ferreiro é uma pessoa que cria objetos de ferro ou aço por "forjar" o metal, ou seja, através da utilização de ferramentas como fole, bigorna, martelo, dobra e corta, e de outra forma moldá-la na sua forma não-líquida.

Geralmente o metal é aquecido até que brilhe vermelho ou laranja, como parte do processo de forjamento. Ferreiros produzem coisas como portões de ferro forjado, grelhadores, grades, lustres, luminárias, mobiliário, esculturas, ferramentas, implementos agrícolas, religiosos e objectos decorativos, utensílios de cozinha, e armas.
Várias religiões antigas possuíam deuses dos ferreiros. Na mitologia grega, Hefesto era considerado o primeiro a trabalhar com ferro

História
Acredita-se que a profissão de ferreiro exista deste quando o homem aprendeu a manipular e moldar os metais (em torno de 2000 a.C.), sem grandes distinções até os tempos atuais.
Durante a idade média era comum a imagem do ferreiro da aldeia, responsável por praticamente toda a metalurgia do feudo ou povoado. Sendo que muitas vezes, nestes tempos, o ferreiro se tornara sinônimo de forjador de armas, já que era função dele fabricar as armas (espadas, lanças, machados, etc) utilizados pelos soldados da época.

Com a revolução industrial, a partir do século XVII, o oficio de ferreiro foi gradualmente sendo substituído pelas indústrias metalúrgicas, sendo que a profissão sobrevive até hoje apenas em regiões menos desenvolvidas e/ou para a forja de objetos com finalidade principalmente decorativa.
Também é conhecido como o homem dos metais pois ele trabalha principalmente com os metais apesar de trabalhar com outros materiais como o barro e a mirra.


                                                                   O SAPATEIRO



O sapateiro é uma das profissões antigas que conseguiram evoluir com os tempos, apesar de muitos terem desaparecido com o alargamento da indústria do calçado e a compra dos sapatos no sistema de pronto a vestir.

 Assim, o sapateiro actualmente deixou de ter a função de fabricar o calçado mantendo-se somente como reparador de sapatos e botas em pequenas oficinas

                                                                     O BARBEIRO


O exercício do ofício de Barbeiro remonta à Antiguidade. Nesta época o Barbeiro era, simultaneamente, médico, cirurgião, dentista, cabeleireiro, quer de homens quer de mulheres, e amolador. Eram actividades que garantiam a independência económica e a consideração social de quem as exercia
Ainda existem hoje mais com nomes mais pomposos como cabeleireiros

                                                             O ALMOCREVE


Hoje completamente extinta, esta foi uma profissão muito comum nas Beiras e era quase diariamente que o víamos a calcorrear a serra pois nessa época de comunicações limitadas, os almocreves eram essenciais como agentes de comunicação intercomunitária (além de serem indispensáveis ao abastecimento de bens às vilas e cidades). De entre as rotas de abastecimento mais importantes, destaque para as que levavam os almocreves a transportar peixe do litoral para o interior e, no sentido inverso, cereais. Não confundir almocreves com mercadores, pois que na maior parte das vezes os bens que transportavam não eram propriedade sua, embora fosse comum um almocreve ser também mercador.