Nossa Senhora da Saude no Padrão


Teem lugar tambem este fim de semana as festas em louvor de Nossa Senhora da Saude, na nossa vizinha  aldeia do Padrão,
que tão belas recordações me traz, como por exemplo quando a Banda de Bogas vinha abrilhantar esta romaria onde  eu me integrava, Depois e  ainda os amigos que por lá grangeei e os clientes que tive  nos meus tempos de caixeiro viajante
o

No terreiro desta capela diverti me com familiares e amigos em dias de festa e quando integrado na banda de Bogas de Baixo actuavamos na  arruada,  na procissão e no coreto
No final do dia a comissão da festa oferecia nos uma duzia de foguetes e quando chegavamos a Bogas eram estoirados á Portela iniciando de seguida a nossa tradicional arruada a assinalar mais um regresso de uma romaria onde actuámos
muita gente de Bogas e não só se recordarão certamente
Ouviam se os romeiros percorrendo a pé os caminhos que nos levavam até ao Padrão, numa alegre caminhada cantorolando as musicas tradicionais á nossa Senhora da Saude


Os  devotos a Santinha, bem guardada na capela, atravessam muitos deles vales e planícies para lá chegar. Garrafão e merenda ao ombro ou a cabeça lá vai toda a família, comer sentados por ali no campo, e dançar a tarde toda. Em romaria saiam de casa, e para casa voltam em romaria, Onde vais?  repondia com alegria...Vou prá festa!!! Donde vens? a resposta era mais triste ..Venho da Festa….


Este ano o tempo não está  a ajudar porque chove em toda  a Beira Baixa embora haja sinais que melhore durante a tarde
E então os Romeiros poderão dar azo á sua alegria  vendo e ouvindo o grande Quim Barreiros cuja presença e  actuação está agendada para este serão

Nossa Senhora de Mércoles e Nossa Senhora do Almortão

No próximo  fim de semana 10, 11, 12 de Abril realizam se duas das maiores romarias do distrito de Castelo Branco, sendo que Nossa Senhora de Mércoles realiza se em Castelo Branco enquanto nossa Senhora do Almortão se  realiza em Idanha a Nova



O dia da Festa Religiosa de  Nossa Senhora de Mércoles é  dia 10 terminando no dia 12 terça feira feriado  municipal para  a romaria ao feijão frade que vai ser devorado com fartura no terreiro da festa
Esta é a  principal festa da cidade de Castelo Branco e  a sua Ermida situa se  a mais ou menos 5 Kms  de distancia



è com algumas fotos de anteriores festejos  que  ilustramos  esta mensagem

Estas festas  conjugam os ritmos das romarias portuguesas com os das novas formas de lazer e diversão. pois  aqui aparece todo o tipo de barracas de venda dos produtos mais variados Mas o essencial da Festa centra-se na Senhora, Mãe de Deus, invocada aqui como Nossa Senhora de Mércoles e albergada na antiquíssima Ermida com o mesmo nome.


Uma visão colossal captada do ar sobre o terreiro de Nossa Senhora de Mércoles onde podemos comprovar realmente a afluencia de milhares de romeiros e peregrinos a esta grandiosa festa
Uma tradição popular que se perpétua, igual a muitas outras que ocorrem pelo país, de um povo que mantém de mãos dadas o fervor da sua fé e a esperança de melhores dias, que teimam em não vir.

NOSSA SENHORA DO ALMORTÃO


A Ermida de Nossa Senhora do Almortão situa-se nos campos de Idanha-a-Nova, tem um estilo simples e harmonioso. Em 1229 D. Sancho II, no foral dado a Idanha-a-Velha mencionava a Santcam Mariam Almortam, quando demarcava os limites da Egitania.



A capela-mór e o altar são revestidos de azulejos do sec. XVIII. O alpendre é formado por três arcos de granito. Esta capela foi construída porque, como diz a lenda, um dia de madrugada uns pastores atravessavam o campo pelo sítio "Agua Murta" e notaram que havia algo de estranho por traz das murteiras grandes.



Aproximaram-se e viram uma linda imagem da Virgem. Ficaram parados de joelhos a rezar, mas depois resolveram levar a imagem para a Igreja de Monsanto. Mas ela desapareceu e foi encontrada outra vez no mesmo lugar da aparição no murtão. Respeitando a vontade da Senhora, os habitantes da vila construíram a capela



A procissão em honra de Nossa Senhora do Almortão atrai todos os anos milhares de visitantes a Idanha-a-Nova. Depois da missa, os mordomos transportam o andor com a imagem da santa ao som de adufes e cantigas tradicionais


Após as cerimónias segue-se o almoço, convívio entre famílias e amigos. Então o povo canta as várias quadras á Senhora entre elas estas que dizem os historiadores que traduzia o sentimento das pessoas em serem libertadas do domínio dos espanhóis.

Senhora do Almortão
ó minha linda raiana
virai costas a Castela
não queirais ser castelhana

Senhora do Almortão
a vossa capela cheira
cheira a cravos, cheira a rosas
cheira a flor de laranjeira

senhora do Almortão
eu pró ano não prometo
que me morreu o amor
ando vestida de preto

Festa em honra de Nossa Senhora do Fastio

Acabámos de atravessar o periodo da Quaresma culminando com a celebração da Páscoa  que traduz a ressurreição de Jesus ocorrida três dias depois da sua crucificação no Calvário,
É isto que nos ensina o Novo Testamento

É a partir da Páscoa que começam a celebrar se as principais festas e romarias em Portugal e muito especialmente no nosso concelho Fundão

NOSSA SENHORA DO INCENSO --- PENAMACOR

 A Romaria de Nossa  Senhora do Incenso realiza-se  logo na Segunda Feira de Páscoa. O santuário localiza-se a cerca de 2 km da vila de Penamacor, a poente, junto à estrada Fundão/Covilhã.


NOSSA SENHORA DO FASTIO E NOSSA SENHORA DO BOM PARTO

O padroeiro da aldeia de Enxames, concelho do Fundão, é São João Baptista. Contudo a celebração religiosa mais relevante é em honra a Nossa Senhora do Fastio, sendo a sua celebração efectuada no Domingo seguinte à Páscoa. que este ano tem lugar neste fim de semana 2, 3 e 4 de Abril


O título Nossa Senhora do Fastio, soa para nós como nome muito estranho! Esta invocação, no entanto, consta em várias obras, tais como:

A grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira

Nossa Senhora na Arquidiocese de Braga

Portugal Antigo e Moderno

Em cada ano, realizam-se estas tradicionais festas em honra da Nossa Senhora do Fastio.  no lugar denominado Enxames. Tem capela própria, guardiã das mais tradicionais festas da Região.
Em Lisboa, no Museu Etnológico dedicado a estudos da cultura de povos naturais, encontra-se uma estampa da Nossa Senhora do Fastio. Desconhecemos a origem dessa invocação mas diz-se que teria sido criado por pessoas aborrecidas ou desgostosas com os acontecimentos que lhe diziam respeito.
Mas podemos sempre consultar Memória Portuguesa

Imagens recolhidas no Google  cujos autores desconheço mas  espero que tenham em consideração que este Blogue tem apenas a função de  divulgar as nossas raizes  , usos , tradições e  as suas gentes



Na nossa próxima postagem, vamos referir e relembrar as Festas  de Nossa Senhora do Bom Sucesso entre Penamacor e  a fronteira com  Espanha  e também sobre a festa e Romaria  de Nossa Senhora da Póvoa

Tradições nas nossas aldeias em tempo de Quaresma





A Páscoa está á porta e  nós vamos com muita alegria deixa la entrar
No período que antecede a Páscoa celebra se  a Quaresma mais ou menos em todas as nossas aldeias vilas e cidades variando um pouco em cada sitio conforme o uso e costumes da terra.




Em Idanha a Nova vai  ter lugar um espetáculo Cultural de cantos quaresmais no Forum Cultural da Cidade pela IX vez e  com entrada livre ás 21.30 deste sábado dia 19 onde podem apreciar as representações do Grupo de Trajes e cantares de Cambra (na foto)  Vouzela  Beira Alta, Grupo de Alcains  Castelo Branco Beira Baixa, Grupo de Lavacolhos  Fundão, Grupo de Idanha a Nova e  Adufeiras de Monsanto.



Nestes dias celebra se tambem no Fundão  Os Sabores da Páscoa iniciativa da Quadragéssima ( Ciclo de Tradições da Quaresma e Semana Santa entre  hoje dia 18 e o dia 27 de Março.
Até ao fim do mês poderão deliciar se  com os sabores autenticos da nossa gastronomia  associada á quadra pascal  apreciando pratos tradicionais associados  a  este periodo do ano.



Neste evento participam 16  restaurantes e 5 pastelarias do nosso concelho
São eles  As Tilias, o Boguinhas, Cantinho dos Grelhados, Herminia, Marisqueira Bela Vista, O Alambique de Ouro,o Parque, o Telhas e o Snak Bar Sitio do Vale, (todos na cidade do Fundão) Depois  temos o Restaurante O Fiado em Janeiro de Cima, o Hotel Rural Casa da Eira em Peroviseu, O Mário no cruzamento de Alcaria, Papas e Migas em Alcaria, O Cerejal em Alpedrinha, O Pipo no Souto da Casa e o Francês no Telhado.. As Pastelarias são  a Laranjinha, Arte e Doce, Formiga, Paris  e  Salgados da Ana todas no Fundão.


No Souto da  Casa realiza se a  Feira de doces e bolos tradicionais da Páscoa no proximo dia 20 de Março enquadrada  na Quadragéssima  no concelho. A Feira terá o seu inicio a partir das 15 horas no Largo de São Gonçalo e será organizada pelas Coletividades do Souto da Casa.



Estamos em tempo de Quaresma


No Concelho do  Fundão todas as aldeias mantêm a tradição de celebrar a Quaresma
Mas é muito especialmente na sede do concelho  Fundão que estas celebrações teem mais impacto tanto a nivel local como regional

É uma época muito importante para o Fundão por isso é lhe dado o devido destaque valorizando a tradição religiosa e cultural. Manter e celebrar as tradições do concelho do Fundão é um dos grandes objetivos, das Entidades Civis e Religiosas ao mesmo tempo que se promove  a região enquanto local ideal para experienciar estas tradições com uma oferta turística de qualidade»,Esta é tambem o desejo se  Paulo Fernandes, presidente da Câmara do Fundão.

Tivemos inclusivè a informação através do Jornal do Fundão da existencia de uma Padaria em Valverde que de há 2 anos  a esta parte se dedicou a confeccionar um pão especial chamado de pão da Quadragéssima





Durante este período tem lugar na nossa cidade a Quadragésima,  festival que se realiza entre 10 de Fevereiro a 27 de Março. Simultaneamente decorre o festival gastronómico «Fundão, Aqui Come-se Bem», sendo que o destaque nos restaurantes e pastelarias aderentes serão os sabores da Páscoa.










Na Semana Santa e na Páscoa, destacam-se em quase todas as aldeias do Concelho, as “Encomendações das Almas”, os “Cânticos dos Martírios”, as “Ladainhas” e os percursos de “Regrar dos Passos”. Já na aldeia de Lavacolhos ocorre a singular “Procissão dos Penitentes”, e na Barroca, Aldeia do Xisto, decorre a “Procissão das Pinhas”. No Fundão salienta-se a “Procissão dos Santos Passos”, a “Procissão do Senhor da Cana Verde”, com a passagem pelas “Ermidas” e a “Procissão do Enterro do Senhor”.


Este Post que é simples mas com sentido de fazer chegar ao mundo exteriod  ao nosso concelho as nossas tradições espera ter atingido os fins para esse efeito
É ilustrada com muitas fotos da SANTA CASA DA MISERICÓRDIA 
DO FUNDÃO

A Procisssão dos Passos teve lugar no passado Domingo dia 21 de Fevereiro

Noticias do nosso sitio

OLEIROS
É uma Vila sede de concelho, limitado a norte pelo nosso Concelho do Fundão

A vila de Oleiros é, sem dúvida, o núcleo central que polariza a actividade económica e administrativa do concelho, como também e mais significativo número de equipamentos colectivos e de apoio à actividade sócio-económica. A sua capacidade de atracção sobre o resto do concelho é manifestamente superior aos restantes aglomerados, porque detém uma posição chave na estrutura posicional de oferta e acesso a bens e serviços, Paralelamente, é o aglomerado de maior volume populacional e urbanístico.

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O prato regional mais famoso de Oleiros é o cabrito estonado à moda de Oleiros. havendo agora um outro produto de grande relevo, que é o Vinho Callum


O vinho Callum cultivado nalgumas freguesias de Oleiros, em particular no Mosteiro, ao longo das margens da ribeira da Sertã é bastante reputado e merece uma referência especial. Trata-se dum vinho branco, muito ligeiro, de baixo teor alcoólico que por vezes se compara com o vinho verde.
 A sua produção é no entanto muito reduzida, mas  sabe se já que estão a  caminho actividades da Camara e dos produtores para que chegue rapidamente aos circuitos de comercialização.


Domingos Teodósio e Sérgio Nunes são dois jovens a procurarem dinamizar a casta Callum e conseguir um vinho de qualidade com uma identidade especial e unica
É tambem seu desafio a sua certificação e a criação da Associação do Vinho Callum
As videiras Callum resistiram à filoxera, a grande praga que invadiu a Europa no século XIX e por isso o Callum é considerado um vinho histórico


Covém referir no entanto que o pinheiro é hoje ainda a principal árvore do concelho, sendo incalculável o seu valor económico tanto no que respeita a madeiras como a resina e seus derivados, de tão grande aplicação e consumo nos nossos dias.


 A nível industrial verifica-se a existência de algumas unidades (indústria de madeiras, metalomecânica, mármores, agro-industrial) na maior parte das freguesias, registando-se uma maior expressão em Oleiros.

Houve Festa na Freguesia



Como todos os portugueses sabem , houve  em 2013, .encomendado pelos então governantes uma reorganização das freguesias  tendo a nossa aldeia ficado agregada á freguesia de Janeiro de Cima  com a sigla de União de freguesias de Janeiro de Cima e Bogas de Baixo, no concelho do Fundão.
É sobre a aldeia sede de freguesia que vamos divagar. Esta  aldeia muito conhecida a nivel Nacional e até internacional derivado ás suas tradições, usos e costumes para além do seu casario na maior parte recuperado com Xisto, Situada á beira do rio Zezere com uma excelente praia fluvial é local de visita obrigatória
No passado dia 20 de Janeiro realizou se uma vez mais o cumprimento da tradição do Bodo de S Sebastião e  com a ajuda preciosa da página http://aldeiasdoxisto.pt/ transcrevo na integra  o que reza a história sobre este evento

Reza a lenda que em meados do século XVIII, a população de Janeiro de Cima foi assolada por uma forte epidemia que causou inúmeras vítimas.

Os habitantes de Janeiro de Cima pediram emprestada a imagem de S. Sebastião, advogado das fomes, pestes e guerras, a Janeiro de Baixo. Os moradores desta aldeia, com receio de contágio, não permitiram a aproximação dos habitantes de Janeiro de Cima, mas na madrugada do dia seguinte atravessaram a imagem do seu santo numa barca e depositaram-na na outra margem do Zêzere regressando rapidamente à sua aldeia.

Como o santo terá ouvido as preces e afastado a epidemia, Janeiro de Cima cumpriu a sua promessa edificando-lhe uma capela com imagem. Este agradecimento perpetua-se anualmente com a Festa do Bodo, a 20 de janeiro. Na celebração, os mordomos contribuem para um bodo, de pão e vinho, que após ter simbolicamente percorrido em procissão as ruas da aldeia e subido ao monte da capela do santo, ali é servido a toda a comunidade.

Minas da Panasqueira


Fui descendo mais uma vez até ás margens do Zêzere, esta é a ponte que liga o concelho da Covilhã
ao concelho do Fundão no sitio chamado  Lavagem do Rio. Era para aqui que eram transportadas as areias
 das minhas através de caldeiros suspensos em cabos de aço e aqui eram lavadas para extrair o mineral.



Aldeia de S Francisco de Assis


Nos anos de 1864 a 1890 estava anexada à freguesia de Barroca, do concelho do Fundão.
 Foi anexada à freguesia de Ourondo, do concelho da Covilhã, por decreto de 07/09/1895,
 aparecendo nestas condições no censo de 1900. Foi desanexada por decreto de 19/07/1901,
 passando a constituir freguesia independente com a designação de Bodelhão.
 Pelo decreto nº 15.868, de 15/8/1928, passou a denominar-se de Aldeia de S. Francisco de Assi
Alinhadas em socalcos abundam tratadas, pequenas hortas que expressam tempos remotos e um esforçado
 aproveitamento para uma agricultura de subsistência, que com o pastoreio, a caça e a pesca, eram
as actividades das quais dependeram noutros tempos as suas gentes.
Com efeito, são famosas hoje, em todo o País, as minas da Panasqueira, consideradas umas das mais
 importantes da Europa e mesmo do mundo, pela grande quantidade de volfrâmio que detém. A Panasqueira
 representa cerca de 96% da produção nacional e é exportado para países como a Inglaterra,
 os Estados Unidos e o Japão. Outros minerais, como blenda, apatite, topázio, fluorite, mica,
 marcasite, triplite e outros, são também muito importantes nestas minas, que chegam a produzir
dez toneladas por ano. Uma homenagem ao mineiro, nestas terras que a esse nobre profissional tanto deve,
nunca será demais.







A história da mina da Panasqueira remonta aos finais do século XIX.
A partir de 1910 as Minas da Panasqueira foram exploradas pela empresa Wolfram Mining & Smelting Co. Ltd. Esta exploração durou até 1928, data em que foi criada Beralt Tin & Wolfram Limited que explorou as minas até 1973 em que com a incorporação de capitais nacionais passou a designar-se por Beralt Tin & Wolfram Portugal, S.A.
Pode-se considerar que o apogeu das minas foi durante a segunda guerra mundial, em que a procura do Volfrâmio era grande devido à sua utilidade como endurecedor de ligas metálicas para a construção de armas. Dai para cá a sua importância tem vindo a diminuir, porém, mais recentemente com a crise do urânio empobrecido, que estava a substituir o volfrâmio as minas ganharam novo alento.
Mas a utilidade do volfrâmio não se resume à indústria de armamento. Uma das suas utilizações mais nobres é na indústria eléctrica. Os filamentos das lâmpadas que nos iluminam são de volfrâmio.

Com a diminuição do trabalho mineiro, quase todas as aldeias nesta região ficaram bastante afetadas pelo desemprego, já aqui trabalhavam muitos trabalhadores que com o rendimento do seu trabalho ainda que duramente continuavam a manter uma vida estável em casa ao ponto de até terem dado aos seus filhos já nessa altura a possibilidade de se formarem em escolas superiores