A Caminho da Covilhã

Estando eu em Manteigas e querendo ir até á Covilhã não me resta outra melhor opção do que regressar pela estrada que me trouxe até aqui e ao mesmo tempo fazer um percurso que fiz dezenas ou talvez centenas de vezes durante vários anos em que trabalhei na H. Vaultier -Covilhã e nas Industrias 1001 do Porto.
Quando esta localidade era um potente polo da Industria de Lanificios vinha semanalmente ver as faltas de material que os meus clientes tinham.
E posto isto subi até á Nave de Santo António, voltei á esquerda em direção ás Penhas da Saude, de onde se começa a ver um panorama de rara beleza.
Passei aqui ao lado da Barragem do Viriato que abastece de água a cidade da Covilhã. e ao passar aqui ao lado da Estalagem O Pastor vieram me á memória tempos passados quando ainda não existia muita diversidade de cafés e restaurantes aqui nas Penhas da Saúde, 
, vinhamos da Covilhã para passar aqui bons serões bem animados.
hoje as Penhas da Saúde está bem apetrechada de tudo o que qualquer viajante  em passeio ou para fazer férias nescessita no seu dia a dia, Hoteis, Parques de Campismo, piscinas, restaurantes e cafés, casas tipicas. bem perto a estancia de esqui Vodafone, com telecadeiras para comodidade dos praticantes,

O local possui um clima mediterrânico continentalizado, com verões amenos e invernos frios e com ocorrências de neve, por vezes abundantes. Há uma curta estação seca no Verão, mas o clima na localidade é bastante húmido.
 O mês mais quente é Agosto, com uma temperatura média de 16,5 °C, enquanto o mês mais frio é Janeiro, com média de 1,6, com neve  por todos os cantos em alguns locais de acesso muito dificil, mas de rara beleza
Ao deixar as Penhas da Saúde deparo me com esta paisagem incomparável que só aqui podemos apreciar. A Cova da Beira com a sua magnifica Serra da Gardunha.
Ao longe vislumbro a minha cidade, a bela e airosa cidade do Fundão, terra bem conhecida mundialmente não só pelo clima e pelas cerejas que são o seu ex-libris, mas tambem pela sua população composta de gente maravilhosa com uma grande capacidade de receber os seus visitantes de braços abertos e muita hospitalidade.
Antes de iniciarmos esta acentuada descida até á Cidade convenm ter atenção á velocidade, devemos descer muito devagar não só para apreciar a paisagem mas também para pouparmos os travões e o motor  do pópó

Continuando a descida em direção á cidade acabamos por passar ao lado do antigo Sanatório das Penhas da Saude, um pouco mais abaixo por este grande complexo turistico a Varanda dos Carqueijais.

Para os praticantes do campismo e caravanismo temos logo ao passar da esquina o Parque de Campismo do Cabeço do Pião. de onde se pode apreciar magnificas paisagens e aspirar o aroma da flora desta linda Serra.
Entro na Covilhã passando ao lado do Parque de Jogos onde joga o Sporting da Covilhã, desço em direção da rua Rui Faleiro que vai desembocar diretamente á Praça do Municipio
Nesta Praça é onde outrora e  concerteza ainda hoje se poderia considerar a fina flor da cidade
Com as instalações principais da Camara Municipal, ao seu lado pude ver o que resta do Montalto, e do Cine Teatro da Covilhã
Em baixo a Igreja da Misericórdia que tem sofrido alterações ao longo dos anos  bem como esta rua aqui por baixo do gradeamento, 
 Rua Capitão Alves Roçadas onde se situava  o estabelecimento da H. Valtier quando comecei a traballhar nessa firma, algum tepo depois do 25 de abril deflagrou um grande incêndio destruindo grande parte dos prédios desta rua até ao Neve hotel que nessa altura era propriedade da Organização Hoteleira Almeida Campos cujo fundador e familia eram oriundos de Fajão nas Serras da Pampilhosa
Aqui ao lado na esquina da Rua Direita com a Praça do Municipio existe a Montiel, a minha pastelaria preferida onde adorava  tomar o pequeno almoço e lanchar e ao mesmo tempo comprar bolos para levar para casa pois a miudagem adorava comer guloseimas


O nosso estabelecimento ficou tambem irreparável e valeu nos este Armazém que tinhamos aqui na rua Peso da Lã ao lado do Clube dos Industriais, fizemos algumas alterações e passámos para aqui o estabelecimento até á completa extinção da H Vaultier.
Da Covilhã nada mais  tenho para escrever, todo o mundo conhece esta cidade.
Caros amigos e visitantes, fiquem bem, comentem se quiserem e até á proxima viajem próxima corrida que irei partilhar com a promessa de ser muito brevemente e a mudança de ares, outras terras outras gentes

A serra da Estrela é um espetáculo

Continuamos nesta extraordinaria paisagem da serra da Estrela
agora iniciando a descida desde a torre até Manteigas
 Ao sairmos da zona da Torre mais precisamente do marco geodésico que prefaz os 2.000 metros de altitude da serra, e  retomarmos a N 339 passamos á beira da imagem de Nossa Senhora da Estrela esculpida numa das muitas rochas existentes na serra
 A partir daqui a descida é ingreme e temos toda uma paisagem deslumbrante  onde podemos avistar á nossa direita toda aquela imensa Cova da Beira com pano de fundo a 2ª maior serra  portuguesa  a serra da gardunha.
Aqui mesmo por baixo de nós avistamos a barragem do Padre Alfredo e mais abaixo as Cortes do Meio e Unhais da  Serra
 Entretanto estamos na zona da Nave de  Santo António e já avistamos o Centro do Limpa Neves da Serra da Estrela aqui mesmo no cruzamento das estradas 339 para a Covilhã e a 338 para Manteigas
A Nave de Santo António é um planalto situado a 1550m de altitude coberto de herbáceas 
.
 Na descida da Nave  de Santo António, vamos entrar no Vale do Zêzere o maior  Vale Glaciário da Europa com 13 Kms de extensão
O enorme comprimento deste Vale deve se muito especialmente, por ter sido alimentado pelas grandes porções  de Gelo da Nave  de Santo António, Covão da Ametade onde passaremos daqui a instantes, e tambem da Candeeira e dos Covões
 A estrada como podemos ver é sinuosa, não é muito larga, mas podem cruzar se 2 camiões com relativamente algum cuidado


Ao passar no Covão da Ametade fizemos uma pequena paragem e entramos dentro da área do Covão propriamente dita  e reparámos que as condições para se fazerem piqueniques é excelente, possui casas de banho e zona para lavar a loiça da cozinha para além de varios assadores para se poder assar carne ou peixe.
Aqui neste local nasce o rio Zezere a cerca de 1900 m de altitude, junto ao Cântaro Magro que podemos avistar como pano de fundo da imagem, O rio Zêzere é o segundo maior rio exclusivamente português, depois do rio Mondego que tambem nasce na serra da Estrela e  a poucos Kms de distancia junto ás Penhas Douradas, Os grandes desníveis, aliados ao volume de água (por vezes superior a 10.000 m³/s.), representam uma notável riqueza hidroeléctrica, aproveitada em três barragens (Bouçã, Cabril e Castelo de Bode), que produzem anualmente 700 milhões de kWh.

 quando estamos a atravessar este Vale sentimos que o clima é frio e nevoso,  vindo á nossa lembrança o tempo da abundancia de pastoreio cuja adversidade maior era  o lobo com a qual os pastores serranos tinham de contar. Os  abrigos de pastores ainda existentes  no Vale do Zêzere, revela muito do engenho humano e da harmonia homem-natureza. Estas coisas deveriam ter uma vida eterna ficando sempre com a sua traça primitiva
Aqui já muito perto da cidade de Manteigas, deparámonos com uma seta que nos indicava o caminho para o Poço do Inferno,  um dos ex-libris da Serra da Estrela. É uma cascata com cerca de dez metros, localizada num local apertado pela ribeira de Leandros. No Inverno, a cascata fica toda branca, cheia de colunas de gelo, proporcionando uma paisagem fenomenal.

E eis nos a entrar na cidade de Manteigas onde pudemos ver os grandes viveiros de Trutas aqui mesmo á entrada de Manteigas provar a agua a sair quente da terra  e com enorme sabor a enxofre,muito perto do Hotel e onde tambem existe uma Industria de engarrafamento de aguas minerais GLACIAR
,
Manteigas rodeada por grandiosas paisagens. como tivemos oportunidade de constatar,pertencente ao Distrito da Guarda, região Centro e sub-região da Beira Interior Norte
 A extensão do município por onde andei há anos na minha profissão  visitando a então poderosa industria textil aqui existente que infelizmente foi desaparecendo, passou a ser de 125 km². É também no concelho de Manteigas que fica localizada a formação geológica das Penhas Douradas, que se trata  também de uma localidade situada nas imediações.

Manteigas faz me recuar no tempo e relembro as minhas peripácias por aqui passadas e uma em especial quando um dia tentei atravessar a serra emdireção á Covilhã num dia de mau tempo fiquei bloqueado pela neve um pouco acima do Covão da Ametade mas consegui calcorrear a distancia que me separava do Centro de Limpa Neves para pedir ajuda tendo sido accionado um grupo com dois carros limpa neves e fomos encontrar o carrinho completamente coberto pela neve. Outras semelhantes aconteceram mas a mensagem já vai longa pelo que um dia talvez haja oportunidade de relembrar.
Fico me por aqui e amanhã ou outro dia continuarei viajem


Calcorreando por terras da Beira

Estou de volta á estrada
Para recordar lugares de grande beleza escondidos por estas serras e vales das Beiras Baixa e  Alta.
Acabei a ultima viajem em Loriga e hoje vou seguir estrada subindo a Montanha, a grande e majestosa Serra da Estrela
Igreja Velha- Valezim ( vista das Palheiras)
Aqui podemos ver um promenor da aldeia de Valezim a sua antiga Igreja
Sem passar por Seia segui por outros caminhos, Valezim, Lapa dos Dinheiros, Senhora do Desterro,  e pela Estrada Municipal 513 cheguei á aldeia do Sabugueiro, visitei a Pousada que há muitos anos atrás foi pintada e isolada contra o frio e humidades por produtos fornecidos por mim.



A Pousada pertencia á familia Martinho

depois já na Nacional 339
Esta aldeia situada na rota turistica á serra da Estrela vive essencialmente do pastoreio e do comércio
Aqui podemos encontrar de tudo o que a serra produz para além de vestuario de peles e lã muito quentinhos para colmatar o frio que no inverno a serra nos faz sentir

Deixamos para traz o Sabugueiro e continuamos a subir em direção á Lagoa Comprida.


No entanto neste percurso serra acima passámos ainda pelaAlbufeira da Barragem  lagoa do Curral de onde se pode avistar uma paisagem magnifica, aliás como devem compreender toda a serra é um manancial de paisagens exóticas, tanto no Inverno como no Verão

Vista do interior do paredão da lagoa compridaAo chegarmos ao local deparamo nos com uma autentica feira de vesturaio, queijos, enchidos mel e muitos outros produtos regionais.
Voltando ao asfalto sempre pela Nacional 339 fomos subindo subindo muito devagar para poder desfrutar da paisagem magnifica, vendo se á nossa direita uma grande região da Beira Alta que vai desde Seia até Viseu.
Lagoas da Serra da Estrela 8
Reparando no entanto que ali muito pertinho de nós existem uma série de pequenas barragens de onde podemos destacar a barragem do Serrano e a lagoa escura com as suas águas de um azul carregado e cristalinas

Passámos aqui mesmo á beira da estancia de esqui embora na altura sem neve, neste momento deve estar uma delicia com neve até dizer chega

Mas foi mesmo aqui no Alto da Torre que os vendedores de produtos serranos se aglomeraram em maior quantidade. havendo até já algumas construções que embora rudimentares já dão para abrigar vendedores e compradores em tempo de chuva e neve
E é daqui do Alto da Serra da Estrela  a 2.000 metros de altitude que podemos igualmente deslumbrar nos com esta enorme extensão da Beira Baixa que é a nossa bela e riquissima Cova da Beira.

Bem e depois disto não vamos poder ficar para sempre aqui neste belo recanto de Portugal, teremos que descer a serra até Manteigas ou até á Covilhã, mas essas peripécias irei expo las aqui para todos vós numa outra mensagem que prometo ser breve

Esta é uma historia sobre a aldeia de Telhado


Uma das aldeias pré-históricas mais antigas da Beira Interior, datada de há seis ou sete mil anos, foi descoberta na freguesia do Telhado, localizada na zona de Souto do Senhor e Casal de Santa Maria, no Freixial, e remonta à época do Neolítico.


Foram encontrados indícios de cerâmica, machados de pedra polida e moinhos de cereais do Neolítico1 .
A freguesia do foi um priorado da apresentação da Sé da Guarda, tendo o prior um rendimento anual de 150 mil réis. A 13 de Janeiro de 1898 foi anexado o lugar de Freixial, que pertencia à freguesia de Souto da Casa, desde 21 de Maio de 1896.

Chegou a constituir uma freguesia, tendo sido um curato da invocação de S. Sebastião, anexo à paróquia de Souto da Casa. Por esse motivo, a freguesia de Telhado também foi designada, por muitos, de Telhado e Freixial.



A povoação de Telhado teve, em tempos, um nome diferente do actual, e a sua localização era também diversa da que agora lhe conhecemos. Pelos inícios do século XIV chamava-se ainda Carantonha, nome que aparece na Carta de D. Dinis de Agosto de 1314, pela qual o monarca ordena que se façam nesse lugar inquirições nesse lugar da Carantonha e em mais oito povoações do actual concelho do Fundão. Pelos fins do século XIX, Joaquim Paulo Nunes, nascido em Telhado a 14 de Agosto de 1865, escreveu um excelente trabalho sobre o concelho do Fundão. Este ilustre Telhadense, que se formou em direito no ano de 1888, exerceu a advocacia na comarca do Fundão, e foi administrador do concelho, disse, sobre a sua terra natal o seguinte: "é povoação muito antiga foi o seu primitivo assento no vale da Carantonha, tendo então a denominação de Nossa Senhora da Carantonha, e os seus habitantes parece que se viriam obrigados a desamparar estes sítios por causa das formigas,~

 que sobremaneira os perseguiam e lhes causavam grave dano nas sementeiras e nessa terra memorável, porque, segundo vi uma cópia de um antigo manuscrito encontrado no arquivo da junta da Paróquia do Telhado floresceu aqui São Dâmaso, de quem se diz foi prior de Nossa Senhora da Carantonha, bispo de Roma - lá se dizia igualmente que daqueles arredores corriam muitos vizinhos a cumprir suas obrigações de paroquianos à igreja de Nossa Senhora da Carantonha, especialmente das povoações de Peroviseu e do casal de Santa Maria, e dalguns outros casais que já desapareceram, como o chamado da Póvoa e o da Momenta Redonda, que era junto ao rio Zêzere".


Tudo isto é realmente notável para a história desta freguesia. Sabe-se que S. Dâmaso nasceu em Guimarães, e daí tivesse vindo para as imediações do actual Telhado exercer o seu mister de sacerdote, atendendo a que, não muito longe, na poderosa cidade de Egitânia, existia a mais opulenta diocese do mundo visigótico.
Esta freguesia do Telhado teve em tempos uma intensa actividade mineira e mais tarde a olaria até meados do século XX. No seu termo foram exploradas uma mina de chumbo e uma de volfrâmio e estanho.
Também foram exploradas mas imperfeitamente as águas sulfúreas da nascente denominada Fonte das Virtudes.

As coisas que o povo sabe e partilha

 Ano Novo, Histórias velhas, pois o Ecos da Aldeia vai continuar no ritmo do ano passado partilhando , viajens , histórias, lendas, usos e costumes das nossas gentes

E Hoje para começar vamos contar a lenda da
Aparição da Nossa Senhora da Serra

O facto da aparição da Nossa Senhora da Serra é muito antigo. Conta a tradição que, numa tarde, uma mulher, que diziam ser de Alcongosta, com uma filha pequenita, foi à serra da Gardunha apanhar chamiços para o lume, ao mesmo tempo que levou duas cabras para pastarem. De repente, começou a aparecer um nevoeiro, puxado pelo vento, serra acima. A menina começou a brincar com uma pedritas e afastou-se da mãe, para detrás de uma giestas. A mãe, não vendo a filha, começou a clamar por ela, com gritos de aflição. O nevoeiro cresceu e fez-se um pouco escuro.

A mãe, sempre gritando pela filha, andou pela serra, no local, à sua procura, rezando sempre a Nossa Senhora. Muito pesarosa, voltou a triste mãe para o seu povo. Logo contou o sucedido aos vizinhos e com eles voltou à serra procurar a filha perdida, mas sem qualquer resultado. Procuraram por todos os cantos da serra e só encontraram a menina três ou quatro dias depois, dentro de uma lapa, com a Nossa Senhora. Todos ficaram espantados por terem achado a menina viva, que já julgavam morta, até porque por lá havia muitos lobos. E também, porque, na lapa formada por grandes rochedos, viram uma linda imagem de Nossa Senhora, que iluminava toda o lugar.

                                              (imgem sapo.blogs)
A menina disse que não tinha fome, porque aquela Senhora lhe tinha dado comida em todo o tempo que lá esteve. Logo a lapa foi transformada em capela e o milagre e a fama da Senhora da Serra, assim foi invocada, espalhou-se por muitos e longínquos lugares. As gentes de Castelo Novo, Alpedrinha, Casal da Serra e Souto da Casa mandaram fazer uma imagem de Nossa Senhora, que colocaram na lapa, e passaram a fazer uma festa anual, em louvor da Senhora, e para comemoração do milagre que ela ali fez .

 Fonte MATOS, Albano Mendes de Literatura Popular Tradicional na Gardunha s/l, Edição do Autor, 2004 , p.43-44 Ano1947 LocalSão Vicente Da Beira, CASTELO BRANCO, CASTELO BRANCO InformanteJosé Mendes (M),

Descansa em paz meu amigo

Passaram 5 anos desde o dia em que publiquei esta mensagem
Hoje dia 1 de Janeiro de 2014, volto a recorda la com saudade, dado que o Adelino acaba de nos deixar, partindo para uma outra vida longe da terra.
Que Deus o guarde a seu lado lá no céu onde as estrelas brilham
Descansa em paz Adelino


No seguimento desta linha de apresentação de gentes da nossa terra , publico hoje tambem uns breves apontamentos de mais um casal por quem eu pessoalmente nutro uma grande amizade



-----------O Adelino e a Glória--------------
Este casal que contribuiu tambem para que a populaçáo de Bogas fosse crescendo, já que da sua relação nasceram 7 filhos dos quais recordo o nome do Antonio, da Maria, da Gloria, do Zé
Manuel, da Fátima, do Anibal, e do Armindo
Peço desculpa s e troquei algum nome ou se me esqueci de alguem corrijam me


É com prazer redobrado que aqui deixo esta recordação de gente de quem gosto muito

Bom Ano Novo para todo o mundo


Passado quer está o Natal estamos agora a gozar os ultimos dias de 2013
O ano não vai deixar saudades a muita gente, mas se o próximo não for pior a gente já se sente mais ou menos feliz.Sim porque as novidades para 2014 não são nada mesmo nada desejáveis.
Nós em Portugal vamos ficar mais uma vez privados de muitas coisas e a maior parte delas são essenciais para uma vida digna. Mas se pensarmos um pouco verificamos que muita gente estará  muito pior que nós por esse mundo fora.
A crise é geral, e há até muita gente que viveu e vive sempre em constante crise

ECOS DA ALDEIA deseja um ano novo próspero para todo o mundo e especialmente para os meus amigos e leitores do Blogue.
No próximo ano continuaremos a calcorrear por montes e vales mostrando as Aldeias e Vilas de Portugal, muito especialmente da região das Beiras

É Natal tempo da familia




Meus caríssimos amigos e amigas

Entrámos na quadra natalícia
Na Igreja Católica o Ciclo natalicio inicia se com a Vigília de Natal3 e dura até o festival de Batismo do Senhor que cai noDomingo após a Epifania (em 13 de Janeiro no calendário pré-VaticanoII e, em alguns círculos católicos mais tradicionais, a época de Natal foi formalmente estendida até Fevereiro o festival de Apresentação do Senhor, também conhecido com o Purificação da  Virgem, ou ainda festa da Candelária.
A novena de Natal inicia-se dia 16 de dezembro e vai até a véspera (24 de dezembro). A solenidade do Natal prolonga-se por oito dias após o dia 25, inclusive: é a Oitava do Natal. Na Igreja Anglicana o ciclo do Natal começa com a Oração da Noite na véspera de Natal e termina antes da Oração da Noite na véspera da Epifania (que pode ser celebrada em 6 de janeiro ou no Domingo entre 2 e 8 de Janeiro).
Mas para nós portugueses o Natal é quando um homem quiser, pois  todos os dias comemoramos o natal ou de um familiar ou de um amigo

mas saibamos viver e conviver nesta época festiva
desejo para todo o mundo um Natal cada vez melhor com mais saúde com muita paz e menos pobreza
Será muito difícil que os meus sonhos se realizem devido á crise que assola o nosso País e quase todo o mundo
Mas sonhar ainda não paga imposto nem o Governo pode entrar com os cortes a que nos habituou
Tenham um BOM NATAL

Hoje vamos até Loriga


Como o título do Blogue indica, este serve para reviver lendas, costumes, usos e tradições das nossas  Vilas e aldeias, então nada melhor que continuar a reviver recordações das minhas passagens pelas aldeias e vilas de Portugal, muito especialmente na Beira Interior.
Por motivos da minha profissão fui obrigado a percorrer quase todo o País mas foi aqui nas nossas Beiras por onde calcorreei mais.
Sabe bem voltar a esses tempos nem que seja apenas em recordação
E sei que muitos dos meus amigos e leitores apreciam estas partilhas, por isso continuarei a publicar as minhas recordações através do Ecos da Aldeia.
Posto isto e como acabei a minha ultima viajem em Vide no Concelho de Seia, vou continuar na região e vou subir parte da Serra da Estrela at´á linda vila de Loriga.
Saí de  Vide serra acima  e olhando para o meu lado direito vi as localidades de Muro, Casal do Rei e Cabeça, esta ultima faz agora parte da união das freguesias de Vide e Cabeça, uma aldeia tipica carregada de grandes tradições

Pelo que consegui pesquisar a aldeia aparece logo desde o início da Nacionalidade (séculos XI e XII) no termo de Loriga (dentro de Seia), constituindo com ele um todo, possuído por D. João Viegas ( ou D. João Ranha ), depois de confiscado por D. Afonso Henriques aos anteriores donatários, por não se lhe sujeitarem.

  Administrativamente, pertenceu ao concelho de Loriga, até à extinção deste em 24/10/1855, passando a integrar o concelho de Seia.

Entretanto ia regalando a vista com a paisagem que me era oferecida pela natureza tanto á minha direia como á esquerda  e é á esquerda que podemos avistar Sazes da Beira
esta aldeia pertencente tambem ao concelho de Seia, segundo o que reza a história deve  o nome e a sua  fundação  a famílias de pastores vindas de Sandomil e das Corgas à procura de terrenos férteis e com fácil acesso à água

chegado ao entroncamento com a N 231 que liga São Romão ás Pedras Lavradas, encontro um pouco mais adiante uma rotunda de onde depois partem ligações á Lagoa comprida. á aldeia de Cabeça e  a Loriga , para onde me desloco

Loriga que traz enormes recordações não só por ter familiares oriundos desta belissima localidade serrana e dos bons bocados que por aqui passámos muitas vezes em conversas á lareira com uma mesa recheada de bons petiscos, bem como do meu trabalho quando a industria de lanificios vivia dias de grande desenvolvimento, quando visitava os meus clientes

situada na parte sudoeste da Serra da Estrela, encontra-se a 20 km de Seia, 80 km da Guarda e 320 km de Lisboa

É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização geográfica. Está situada a cerca de 770m de altitude, na sua parte urbana mais baixa, rodeada por montanhas, das quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m), e é abraçada por dois cursos de água: a Ribeira da Nave e Ribeira de S.Bento, que se unem depois da E.T.A.R. para formarem a Ribeira de Loriga, um dos afluentes do Rio Alva.
Então meus caros amigos//as deixo vos por hoje prometendo volatar em breve ao vosso convivio
(PS algumas fotos são da google por não ter minhas)