Aí vou eu pela montanha acima

Estávamos na Ponte das Tres Entradas e nada melhor que continuar a viajem aqui para o lado esquerdo a caminho de Vale de Maceira terra da Nossa Senhora das Preces
A este local sagrado continuam a afluir milhares de romeiros por altura das festas em honra de Nossa Senhora das Preces . Lembro me de quando era ainda miudo virmos desde Bogas de Baixo a pé numa extensão enorme por montes e vales até aqui para fazermos as nossas preces á Santa
Além da igreja, templo imponente de 50 m de comprimento por 10 de largura, com cinco altares, sendo o altar-mor votivo à bela imagem de Nª Sr.ª das Preces e com ricas pinturas no tecto, o santuário integra uma Via-Sacra, com figuras de madeira em tamanho real, um chafariz monumental e um coreto.
 O conjunto é envolvido por um parque florestal de raro valor e de onde se desfruta uma panorâmica belíssima sobre a região. Espaço de excepcional grandeza arquitectónica, religiosa e paisagística é, por isso, exemplar único na região
Goulinho
 Estamos tambem perto de um outro local de romaria, que eu conheço pelo nome de Monte do Colcurinho, mesmo lá no alto de um monte da serra do Açor perto de Goulinho
Nesta pequema mais muito airosa aldeia pertencente á freguesia de Aldeia das Dez  concelho de Oliveira do Hospital começa a sentir se aquele aroma sem igual a A mistura de flores de todas as cores
o amarelo da carqueija, o cor de rosa do mato ribeirinho o verde dos pinheiros etc etc por cima de todo este colorido podemos distinguir as abelhas na procura do pólen para produzir o mel e que mel bom deve ser .....
daqui até ao cimo do monte do Colcurinho a  visão que nos oferece esta bela serra do Açor é inconfundivel de verde a perder de vista

Aqui em baixo na encosta é a aldeia da Gramaça e pertinho o Vale do Torno, a panorâmica que se nos oferece na direção de Oliveira do Hospital é soberba  e o ar puro que sentimos a entrar nos pulmões deixam nos com vontade de permanecer aqui sem pressa de ir embora.
embora as estradas não sejam de  grande qualidade é fácil chegar lá ao cimo do Monte Colcurinho que já avistamos nesta imagem
 a uma altitude a rondar os 1242 metros e faz parte da Freguesia de Aldeia das Dez. O seu nome remonta, consoante as versões, à presença dos Lusitanos e dos Romanos. Este monte formou-se há aproximadamente 600 milhões de anos juntamente com a Serra da Estrela

É, provavelmente, um dos locais de onde melhor e, com mais encanto, se pode assistir quer ao nascer, quer ao pôr-do-sol. No alto do monte podemos ver esta capela da Nª Sr.ª das Necessidades,


E pronto  viajem terminada por hoje, fico me por aqui com a promessa de voltar ao vosso convívio com mais algumas partilhas das minhas recordações  calcorreando a serra do Açor

Outras terras outras gentes


Desço das Pedras Lavradas desta vez para Oeste  
Chego a Teixeira de Cima, uma aldeia situada no coração da serra já no concelho de Seia

Segundo consta o nome de  Teixeira deriva de “Teixe”, que significa peça ou brinco de ouro. Crê-se que a formação de duas Teixeira, a de Cima e a de Baixo, foi o resultado de uma briga entre 2 pastores
Em 1946 deixou de pertencer á freguesia de Vide e passou á categoria de freguesia,  constituída ainda pelas povoações de Teixeira de Baixo (actual sede) e Canedo

Aqui por cima de Teixeira uma outra linda localidade de ruas bastante inclinadas dada a sua localização na encosta da serra

Continuando pela N230 passo pela aldeia de Ribeira e chego a Barriosa. Todas estas aldeias que estou a referir trazem me muitas recordações dos tempos que por aqui passava semanalmente para ou ir a Alvoco de Varzeas abastecer me de material para o meu negócio ou para atender clientes e simplesmente em passeio.
Estação de serviço na Ribeira


Mais à frente, na Barriosa, encontramos um restaurante excelente, chama-se “Guarda Rios”. Num lugar paradisíaco, com belas cascatas de água, açudes e uma magnífica praia fluvial.

 O edifício todo construído em xisto respeita a traça arquitectónica da região e ostenta uma ampla sala de refeições, onde o difícil é escolher um dos pratos regionais do vasto cardápio.
Daqui até á sede freguesia  Vide foi um instante sempre percorrendo este Vale entre a Estrela e o Açor duas belissimas serras portuguesas

 A aldeia da Vide tem vários acesso sendo os principais a EN 230, que a liga a Oliveira do Hospital, e a EN 238, uma saída da EN 231, que a liga à sede de concelho Seia.
É uma freguesia enorme  a maior do concelho de Seia, engloba as anexas de  Abitureira, Baiol, Balocas, Baloquinhas, Barreira, Barriosa, Barroco da Malhada, Borracheiras, Carvalhinho, Casal do Rei, Casas Figueiras, Cide, Chão Cimeiro, Costeiras, Coucedeira, Fontes do Cide, Foz da Rigueira, Foz do Vale, Frádigas, Gondufo, Lamigueiras, Malhada das Cilhas, Monteiros, Muro, Obra, Outeiro, Ribeira, Rodeado, Sarnadinha, Silvadal, Vale do Cide.
Devido ao isolamento a que foram votadas, algumas das suas povoações anexas têm vias de comunicação deficientes, o que dificulta o acesso às mesmas, favorecendo o seu isolamento particularmente com condições atmosféricas desfavoráveis, no Inverno.

Embora a sede de FREGUESIA  continue a ser em Vide, devido á  recente reorganização administrativa do território  passou a fazer parte dela a ex freguesia de Cabeça passando denominar se "União das Freguesias de Vide e Cabeça"
Em Alvoco das Varzeas dá nos a impressão que deixaram roubar os sinos da igreja.. Será?
Ponte medieval em Alvoco das Vaezeas
A esta aldeia  me desloquei vezes sem conta, existia aqui uma padaria que fabricava dos melhores bolos secos que se podiam comer e  vinha semalmente carregar para depois distribuir pelos meus clientes na zona a sudoeste do Fundão
e venho parar a Ponte das Tres  Entradas, que eu conheci muitos anos atrás menos bonita mas onde eu parava sempre para pesticar, porque aqui ainda se come bem e produtos da terra
A localidade usufrui de uma belissima praia fluvial no rio Alva e de um parque de Campismo com  75 lugares para tendas, caravanas e autocaravanas. As inúmeras árvores espalhadas pelo espaço oferecem o abrigo da sua sombra.Todos os lugares têm vista para o rio e para as pequenas cascatas.
E por aqui me quedo hoje,esperando poder vir partilhar com rodos vós uma subida ao lugar mais alto da serra do Açor , talvez o monte do Colcourinho, ali por cima da aldeia de um amigo que é o Goulinho
Abraços e até já

Subindo até ás Pedras Lavradas


Este percurso que estou agora a iniciar, faz me reviver a saudade de  grandes  patuscadas com amigos e clientes no meu tempo de Caixeiro Viajante, quando trazia para estes povos as carradas de mercearias azeites e vinhos.
Saio do Ourondo e subo Serra acima pela Estrada Municipal 511 olhando para um lado e para o outro é a visão de grandes extenções de serra queimada mas ao mesmo tempo lindas paisagens verdes .

Pouco tempo depois estava a entrar em Casegas, parei para beber um copo e  aproveitei para uma conversa de café  com algumas pessoas da minha faxa etária, sobre o tempo que Casegas era mais pobre e tinha mais gente
Eram muitos os estabelecimentos comerciais tabernas, mercearias, casas de farrapos sim porque naquela altura não havia as confeções que hoje adquirimos por esses centros comerciais a dentro.

Naquele tempo
cada terra tinha pelo menos um Alfaiate e costureira, um sapateiro, um ferreiro amolador de facas e concertos de guarda chuvas. e havia ainda o ferrador que metia pneus novos no transporte daquele tempo., burros , machos e alguns cavalos. Hoje dizem me aqui as pessoas que quando nescessitam algo mais importante vão ao Fundão á Covilhã e até a Castelo Branco para se haviarem para o mês inteiro.

Isto no Verão é uma festa os emigrantes e  outros filhos da terra espalhados por todo o País veem dar uma voltinha á terra, passar uns dias de repouso, pelo menos respirar outros ares.
http://casegas-a-minha-terra.blogspot.pt/ e http://casegas.blogspot.pt/ teem sido uma ótima fonte de pesquisa para estar sempre a par do que se passa na região
Sabemos que o Padroeiro cá da terra é  São Pedro, foi Freguesia que terá sido extinta nas ultimas eleições pertencendo agora á União de Freguesias Casegas e Ourondo, da qual é a sede.



Come se por aqui muito bem, pratos regionais como Couves com feijão, borelhões, (noutros lugares dão lugar ao célebre maranho), peixinhos da ribeira, cabrito, papas de carolo e bolos de bicarbonato.ou seja  bolos de soda como se chamam no Fundão.

Casegas é uma aldeia bem apetrechada das principais nescessidades da população, existem aqui varias associações como Centro Social e Cultural de Casegas, Banda Filarmónica Caseguense, Grupo de Teatro da Casa do Povo de Casegas "Os Polichinelos", Grupo de Cantares Sol Nascente e Associação de Caçadores, Pescadores e Agricultores de Casegas

Está rodeada por duas ribeiras, a ribeira de Unhais e muito especialmente a ribeira de Casegas que nasce alguns quilómetros mais acima  em Sobral de Casegas  e tem piscinas naturais ao longo da ribeira.


Muito mais há para dizer sobre Casegas mas aconselho vos a consultar os meus colegas blogueiros cujos links podem copiar mais acima na página.

Entretanto tenho que referir antes de seguir para o Sobral, que Casegas possui um vasto património cultural Capela das Almas, Capela do anjo da Guarda, 1ª Casa de Casegas "Abrasonada", Igreja Paroquial, Ponte de Origem Romana, Forno Comunitário, Lagar de Azeite, Moinhos Tradicionais
E cá vou eu  a caminho do Sobral cujo nome segundo reza a lenda deriva do Cabeço Sobral ,um souto de castanheiros que existiu no alto da serra



 O Sobral de S. Miguel chamava se noutros tempos Sobral de Casegas de cuja freguesia fazia mas separou se de Casegas e hoje mantem ainda a Freguesia de Sobral de S Miguel



Muitas vezes talvez centenas eu por aqui passei aqui angariei boas amizades e sobretudo bons momentos passados, os Sobralenses de mais idade ainda lembram canções, histórias, lendas contadas pelos  pais e avós nas longas noites de inverno, aos serões enquanto descascavam castanhas cozidas ou assadas.
isto foi terra de castanheiros.


A minha viajem não acaba aqui, continuei a  subir a serra até ás Pedras Lavradas. Um local muito conhecido nas Beiras Baixa e Alta por ser aqui uma espécie de fronteira entre as duas, deste alto a panoramica é soberba,




para um lado as serras e povoações da Beira Alta e para o outro a extensa Cova da Beira Aqui parei muitaas vezes ao longo dos anos e em tempo de frio neve e gelo era neste estabelicimento que continua solitário, que a gente se aquecia com uma boa dose de bebida branca  ou tratava da barriguinha a dar horas- Cá em baixo na cova uma linda aldeia chamada os Trigais



 ponto de referencia para quem viajava e viaja  entre a Beira Baixa e Coimbra pela estrada da serra
Fico me hoje por aqui a respirar estes ares puros da serra e voltamos á estrada muito brevemente

Zona de Barroca Grande

Continuando a minha voltinha meto me á estrada em direção á Barroca Grande, antes do cruzamento para as Minas da Panasqueira passo perto do monumento aos mineiros.


Como quase todo o mundo deve saber, Barroca Grande pertence à freguesia de Aldeia de São Francisco de Assis, no concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco, em Portugal. É a aldeia do Couto Mineiro das minas da Panasqueira mais importante, ficando aqui sitiada a sede da Beralt Wolframio
Faço uma pequena paragem aqui em Aldeia de São Francisco onde tenho alguns amigos e antigos clientes, A aldeia era tambem conhecida por Bodelhão, foi povoação anexa da freguesia de Barroca do concelho do Fundão, até 1895 e esteve anexada à extinta freguesia de Ourondo até 1901
Fui descendo mais uma vez até ás margens do Zêzere, esta é a ponte que liga o concelho da Covilhã ao concelho do Fundão no sitio chamado  Lavagem do Rio. Era para aqui que eram transportadas as areias das minhas através de caldeiros suspensos em cabos de aço e aqui eram lavadas para extrair o mineral.

Voltei á esquerda sempre á beira rio e cheguei ao Ourondo,










nesta belíssima panorâmica da aldeia podemos ainda avistar Silvares que fica na outra margem do rio e por isso pertencente ao concelho do Fundão

uma aldeia cuja sede de freguesia foi extinta este ano  2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, tendo sido agregada à freguesia de Casegas, para formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Casegas e Ourondo com a sede em Casegas

Nas ultimas eleições e porque havia a extinção da freguesia o povo revoltou se não houve votação e destruíram inclusivamente a urna e os boletins de voto, mas  a eleição repetiu se e o Ourondo fica mesmo agregada á freguesia de Casegas
que é por onde tenciono seguir amanhã, com a viagem feita de inúmeras e boas  recordações
Voltaremos por isso a encontrar nos por aqui amanhã ou outro dia calcorreando por estas aldeias de trás de serra

Repassando por aldeias da Beira

Hoje inicio a viajem  na Barroca  e vou até  Alqueidão, atravessando o rio zezere este magnifico curso de água que atravessa toda a Beira Baixa proporcionando ás populações ribeirinhas um enorme catálogo onde figuram lindas  e repousantes praias fluviais, algumas albufeiras destacando se a do Cabril e  a de Castelo de Bode, fornece agua para a agricultura que estes povos á sua beira fazem com tanto esforço, e fornece tambem o precioso liquido para as populações beberem e consumir em casa e no jardim

no outro lado do rio já no Concelho da Pampilhosa Distrito de Coimbra encontro uma localidade que me deixa enormes e gratas recordações, que é Dornelas do Zezere Nos meus tempos de caixeiro viajante tive aqui bons clientes e fiz muitos amigos alguns infelizmente já não se encontram entre nós

  seguindo estrada fora passei  poucos kilómetros á frente pela pequena e airosa povoação de Carregal, para sempre conhecida como a terra do padre Gregório que segundo reza a lenda depois de morrer o seu caixão aparecia aos viajantes que passavam ali pelas bandas do Penedo do Barroco, mais precisamente nas Chafurdas . Isto ouvia eu varias vezes das bocas do povo de Bogas e  também o meu avô me contou.

E cheguei ao Maxialinho onde tive amigos que desapareceram alguns morreram outro emigraram, Nesta capela do Maxialinho ainda se realiza anualmente uma grande festa religiosa e pagã
 

Antes de prosseguir  dei um saltinho aqui a baixo ´a beira do Rio, aldeia de Porto de Vacas, bebi um café num estabelecimento de gentes da minha terra , cumprimentei alguns amigos destaco o António Costa construtor civil
Ali o Zezere da nos uma imagem soberba  local magnifico para uns mergulhos no verão

Fiz me de novo á estrada, cheguei ás Portas do Souto esta casa que vemos aqui na imagem pertence a um amigo e antigo Cliente, o Ti Zé Maria, como estava tudo fechado nem sei o que é  feito dele
daqui podemos descer até Adurão terra do meu avô materno passando antes na Póvoa da Raposeira onde se fazem grandes tibornas no lagar da aldeia que por sinal está muito bem apetrechado e moderno

Segui serra acima e cheguei á Portela de Unhais  esta casa era um comércio cuja proprietária era a ti Elvira que nos dias que a visitava quando comercializava pastelaria estava sempre á espera dizendo que vinha tarde, os clientes passavam e não tinha bolos para os servir. Tambem estava fechada pelo que da ti Elvira nada soube. Neste cruzamento já tinha passado á dias quando passei por Unhais o Velho e Malhada do Rei. passando a sul do paredão da Barragem de  Santa Luzia e parei no Armadouro.


 mas havia ainda um outro cliente o amigo e senhor Marcelino, com sua fábrica de móveis e a residencial e aí fui ainda algumas vezes  seu cliente

Hoje fico me por aqui subi um pouco mais  e comecei a avistar toda aquela extensão da serra do Açor. A aldeia que vemos ali no horizonte é as Aradas terra do meu amigo Batista e lá mais longe mesmo na encosta da serra fica as Meãs terra do ti Viriato que foi tambem meu cliente durante anos,nas Meãs e na Barroca Grande onde tambem estava estabelecido


E daqui do alto da Portela de Unhais pude ainda deslumbrar me olhando para estas magnificas paisagens que temos na Beira Baixa

 Espero seguir viajem para a Barroca Grande e Aldeia se  São Francisco e depois vos conto como foi