Lenda de um pastor da Serra da Estrela


Esta é a história de um pastor pobre que vivia numa aldeia isolada nas encostas da serra e tinha por única companhia um cão.

Este pastor fitava o horizonte e o seu coração enchia-se de esperança de um dia viajar para além das montanhas que envolviam a sua aldeia. Uma noite de luar em que o pastor olhava o céu estrelado, desceu até ele uma estrela pequenina com um rosto de criança que lhe falou do seu desejo.

Estava ali por vontade de Deus, para guiar o pastor para onde este desejasse ir. A partir de então, a estrela nunca mais abandonou o pastor, sorrindo-lhe do céu noite após noite. Até que veio o dia em que o pastor tomou a decisão de partir e chamou a estrela.

Os velhos da aldeia abanaram as suas sábias cabeças a tamanha loucura. O pastor partiu e caminhou durante intermináveis anos. O seu cão não aguentou a dura jornada e ficou pelo caminho, marcado por um sinal de pedra.

O pastor chorou e continuou em busca do seu destino, envelhecendo junto com a estrela até que um dia chegaram ao seu destino, à serra mais alta, a que ficava mais perto do céu e ali ficaram juntos.

O rei da região mandou-lhe emissários com promessas de poder e fortuna em troca da estrela. O pastor respondeu-lhe que a estrela não era dele mas do céu e que nunca a abandonaria.

A lenda diz que ainda hoje da serra da Estrela é possível ver uma estrela que brilha mais do que as outras, de saudade e de amor por um pastor.



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(fotos de pesquisa google)

O Sapo e os ciganos



O sapo é uma figura maldita para os ciganos, que associam o animal ao azar e à infelicidade. E em Beja, onde vivem numerosas famílias ciganas no Bairro das Pedreiras, a figura daquele animal está espalhada por lojas e casas particulares, evidenciando a tensão que continua a existir naquela cidade do Baixo Alentejo

Por exemplo em Beja, vêem-se batráquios de barro em montras e balcões de lojas comerciais, jardins e portas de acesso a casas particulares. "Temos azar a esse bicho", diz Joaquim Estrela Marques, 94 anos, patriarca da comunidade cigana naquela cidade. "Cada vez que surge um, arrepiamos caminho", acrescenta Vítor Marques, presidente da União Romani Portuguesa.
José Velez, vereador da Câmara de Beja, reitera que o problema não é de agora e alude à crença de que a presença de sapos em cafés, restaurantes e outros estabelecimentos terá um "efeito dissuasor". É uma forma de dizer que "o cigano não é bem-vindo", afirma este eleito, que diz não valorizar este "mito"


(excerto de uma noticia que vi no jornal O Publico em 2010)

Lenda do Tortozendo



Da imaginação dos povos saem as narrações mais fantasiosas e para tudo ela encontra explicação. No boletim comemorativo do 60ª aniversário da elevação do Tortosendo a Vila pode ler-se:

"Conta-se em Tortosendo que há muitos, muitos anos, existia uma casinha térrea e pequena e que dentro vivia uma família boa, unida mas pobre. O pai madrugava para ir cavar a terra dura, os irmãos guardavam as ovelhinhas, a mãe limpava, cozia e tratava da panela, e ela, a irmã doente e aleijada, triste e só lá ficava encostada à velha Oliveira.

 Mas um dia deslumbrada viu sentada num dos ramos mais baixos da oliveira uma senhora bela e irradiante que, sorrindo, lhe estendeu um objecto desconhecido e assim falou:

- Minha filha, pára com a tua tristeza e pega nesta roca com que passarás teus dias a fiar. Embora doentinha e torta, sendo amiga de ajudares teus pais, contribuirás assim para o bem-estar da tua família e com o teu exemplo, que se propagará, para o progresso da tua terra!"

Teria vindo deste acontecimento o nome de "Tortasendo" que daria mais tarde "Tortosendo", com o seu desenvolvimento da indústria de fiação e têxtil e a sua devoção a Nossa Senhora da Oliveira.






Lendas & Calendas

Fórum dedicado a algumas belas histórias e curiosidades dos países de língua portuguesa

Lenda do Peso e Pesinho (Covilhã)

Para quem conhece Peso é uma localidade situada na margem direira do rio Zêzere e pertence ao concelho da Covilhã,  enquanto O Pesinho é uma outra aldeia desta vez situada em frente ao Peso, na margem esquerda do rio e pertence ao Concelho do Fundão


Conta a lenda que, uma vez um homem vinha dos lados do 

Fundão, transportando um saco de algodão, às costas.

Chegando à margem esquerda do rio Zêzere precisou de o 


atravessar para o lado direito.


Ao atravessar o rio, molhou o saco de algodão sem dar pelo 

facto.
Rio Zêzere

Quando chegou à margem direita, deu conta que o saco 

estava mais

pesado e disse:

- Que peso!! Ainda agora era só um pesinho!




E a partir daí, a localidade da margem esquerda ficou a


 chamar-se Pesinho

 e a da margem direita, ficou a chamar-se Peso.

Alguns dos lindos trajes antigos da Beira



A Beira Baixa é riquissima em trajes antigos  Sendo trajes de trabalho estavam adaptados às tarefas a que se destinavam, práticos, simples e confortáveis.

O trajo masculino é composto por camisa de riscado, com cós e peitilho aberto sobre o peito, manga comprida arregaçada. Calça de cotim azul-escuro e ceroulas de riscado azul-claro, ajustadas nos tornozelos com nastros. Na cabeça, lenço tabaqueiro de algodão vermelho, com pontas laterais sobre as abas do chapéu de feltro preto. Botas de bezerro. Transporta uma manta de retalhos e uma foice.
O traje feminino é constituído por blusa de algodão estampada, gola de bico, ajustada na frente com botões, manga comprida com punho.
Saiote de lã vermelho, debruado com fita preta, resguardado na frente por amplo avental de riscado, com bolso de chapa e refegos na orla. Algibeira de tecido estampado e chave suspensa na cintura. Calça meias de algodão e sapatos de ourelo.

Havia no entanto algumas aldeias mais para as bandas de Castelo Branco onde as raparigas se vestiam de saia verde ou vermelha bem rodada com barras pretas ou bordadas, uma camisinha de linho, com aplicações de bordados e rendas, com as mangas plissadas, sobre que assenta um pequeno colete vermelho também bordados ou gregas muito decotado e, sobre este, a folhadura de renda, feita a duas agulhas, e por fim um lenço de ramagens na cabeça.

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È este, certamente, o traje mais interessante e alegre de toda a Beira Baixa.
Em suma: A saia era de castorina(Pano macio e lustrado de lã) blusa de linho justa, com bordados de rendas, a que chamam “Roupinhas”




Os Homens da Beira vestiam de diversas formas, mas praticamente em toda a província da Beira Baixa, é digno de referência especial: A calça  de surrobeco apertado acima do joelho e polaina do mesmo tecido sobre a bota de carda. Camisa branca de linho plissada e bordada, sobre esta o colete e uma jaqueta. Um chapéu grande de lã com borla


(Referência Bibliográfica: O Trajo Regional em Portugal, Tomaz Ribas, Difel, 2004)

Uma aldeia chamada Unhais o Velho

Há uns anitos atrás quando me dirigia para A serra de Arganil, optei por contornar a barragem de Santa Luzia passando por Unhais o Velho onde moravam meus clientes e amigos, e lembro me de ter mos abordado algumas conversas sobre costumes e tradições da aldeia que se verificarmos bem são quase todas comuns ás suas vizinhas povoações dos concelhoa de Pampilhosa e do Fundão-Transcrevo aqui algo que encontrei na net sobre a aldeia e que fez lembrar esses tempos já passados que por aqui andei

A freguesia de Unhais-o-Velho está implantada no extremo nordeste do concelho,
 entre as freguesias de Fajão (a norte) e Dornelas do Zêzere (a sul).
 Dela fazem parte as povoações de Aradas, Malhada do Rei, Meãs, Portela de Unhais,
 Póvoa da Raposeira, Seladinhas, Arranhadouro e Unhais-o-Velho.

Na Idade Média, esta freguesia pertencia à Pampilhosa da Serra,
 mas com a primeira organização liberal passou para Fajão.
Em 1885, voltou a integrar o concelho de Pampilhosa da Serra.
 Foi terra do Mosteiro de Folques e terá sido elevada a paróquia no século XVII.
A origem etimológica de Unhais é controversa e pouco clara.

 Segundo alguns autores, a origem do nome pode residir em duas hipóteses:
uma relacionada com os Hunos (povos que ocuparam a península),
 nomeadamente com a existência de um hipotético núcleo populacional que por ali tivesse permanecido;~
 outra relacionada com os veados, também designados unhantes,
 devido às armações que adornavam estes animais.

O casario está agrupado num pequeno promontório formado por uma pronunciada curva do rio Unhais,
 que atravessa a freguesia. O cenário é decorado ainda pelos penedos gigantes que emolduram a povoação.
A Igreja Paroquial de S. Mateus é de médias dimensões, datando a sua construção de 1824.
 No interior, podemos observar o tecto de madeira decorado com cena agiográficas,
 datadas do século XIX. O retábulo principal é do estilo setencentista, decorado com ornatos concheados,
 duas colunas em cada lado, nichos médios e camarim do trono ao centro.

 Sobre o arco cruzeiro está um crucifixo de madeira do séc. XVIII. O templo alberga ainda
 as imagens de S. Domingos, de S. Mateus e de S. Pedro dos séc. XVII e XVIII.
Perto da Igreja Paroquial ergue-se a Capela de Santo Cristo. Esta capela de planta hexagonal
 tem no seu interior cinco nichos com as imagens de S. Domingos, S, Frutuoso, Nossa Senhora da Penha de França,
 Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora de Lurdes e, numa redoma de vidro, a imagem de Santo Cristo deitado.
Uma tradição que ainda hoje se mantém é a distribuição de um Bodo no dia de S. Sebastião (20 de Janeiro),
 onde não faltam as castanhas, a “pica” (pão tipo carcaça) e o vinho.

Se subir ao alto da Portela de Unhais, vai encontrar o Miradouro e aí terá uma vista sobre essa povoação.
 Conselho, se for num dia de frio, vá bem agasalhado!
Para passar um dia diferente em família, dirija-se ao Parque de Merendas da Portela de Unhais
 ou ao Parque de Merendas de Unhais-o-Velho e aproveite do convívio ao ar livre.
Na freguesia, pode ainda visitar dois lagares – o Lagar de Vara de Unhais-o-Velho
e o Lagar Póvoa da Raposeira – o Chafariz em Unhais-o-Velho e o Moinho nas Meãs.
No dia 21 de Setembro, celebra-se o dia de S. Mateus.
Portela de Unhais - Pampilhosa da Serra



Freguesia de Unhais o Velho. In Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra [Em linha].
 Pampilhosa da Serra: Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, 2013. [Consult. 2013-02-28].
 Disponível na www: .

A Lenda do Cerco a Monsanto




















Em tempos muito antigos estava Monsanto cercada por tropas romanas já há sete duros e terríveis anos. Os seus habitantes tinham sofrido muito e visto morrer muitos dos seus mas não se rendiam.

Ao velho chefe da aldeia apenas lhe restava uma única filha, cujos irmãos mais velhos tinham sido todos mortos pelo inimigo. O velho chefe queria que a sua filha fugisse e se pusesse a salvo com o seu rebanho mas esta recusava heroicamente, dizendo-lhe que tinha jurado resistir aos invasores até à morte. Foi então que o chefe lhe disse que como estavam esgotados todos os víveres, ela deveria sacrificar o seu último rebanho e reparti-lo com os habitantes.

Talvez assim conseguissem aguentar mais uma semana... Essa semana passou e os soldados romanos aperceberam-se da trágica situação dos sitiados e exigiram a sua rendição mais uma vez. O velho chefe sentia-se perdido mas a sua filha disse-lhe que não esmorecesse porque tinha guardado uma bezerra gorda e tinha um estratagema que a todos salvaria.

O velho chefe chegou ao cimo das muralhas e, com uma segurança que a todos surpreendeu, gritou aos romanos que não se renderiam porque tinham ainda muita comida e como prova disso atirou-lhes a bezerra que tinha sobrado do jantar do dia anterior. E que se quisessem mais era só dizer.

O cônsul romano cansado de tantos anos de cerco resolveu retirar para Roma, onde tinham pedido a sua presença. A alegria dos habitantes foi enorme e deu lugar a uma grande festa que se tornou uma tradição que ainda hoje se comemora em Monsanto.

Todos os anos, os monsantinos festejam ao som do adufe e lançam das muralhas do castelo cântaros enfeitados que simbolizam a bezerra do cerco de Monsanto.





Uma História do Telhado


Uma das aldeias pré-históricas mais antigas da Beira Interior, datada de há seis ou sete mil anos, foi descoberta na freguesia do Telhado, localizada na zona de Souto do Senhor e Casal de Santa Maria, no Freixial, e remonta à época do Neolítico.


Foram encontrados indícios de cerâmica, machados de pedra polida e moinhos de cereais do Neolítico1 .
A freguesia do foi um priorado da apresentação da Sé da Guarda, tendo o prior um rendimento anual de 150 mil réis. A 13 de Janeiro de 1898 foi anexado o lugar de Freixial, que pertencia à freguesia de Souto da Casa, desde 21 de Maio de 1896.

Chegou a constituir uma freguesia, tendo sido um curato da invocação de S. Sebastião, anexo à paróquia de Souto da Casa. Por esse motivo, a freguesia de Telhado também foi designada, por muitos, de Telhado e Freixial.

A povoação de Telhado teve, em tempos, um nome diferente do actual, e a sua localização era também diversa da que agora lhe conhecemos. Pelos inícios do século XIV chamava-se ainda Carantonha, nome que aparece na Carta de D. Dinis de Agosto de 1314, pela qual o monarca ordena que se façam nesse lugar inquirições nesse lugar da Carantonha e em mais oito povoações do actual concelho do Fundão. Pelos fins do século XIX, Joaquim Paulo Nunes, nascido em Telhado a 14 de Agosto de 1865, escreveu um excelente trabalho sobre o concelho do Fundão. Este ilustre Telhadense, que se formou em direito no ano de 1888, exerceu a advocacia na comarca do Fundão, e foi administrador do concelho, disse, sobre a sua terra natal o seguinte: "é povoação muito antiga foi o seu primitivo assento no vale da Carantonha, tendo então a denominação de Nossa Senhora da Carantonha, e os seus habitantes parece que se viriam obrigados a desamparar estes sítios por causa das formigas,~


 que sobremaneira os perseguiam e lhes causavam grave dano nas sementeiras e nessa terra memorável, porque, segundo vi uma cópia de um antigo manuscrito encontrado no arquivo da junta da Paróquia do Telhado floresceu aqui São Dâmaso, de quem se diz foi prior de Nossa Senhora da Carantonha, bispo de Roma - lá se dizia igualmente que daqueles arredores corriam muitos vizinhos a cumprir suas obrigações de paroquianos à igreja de Nossa Senhora da Carantonha, especialmente das povoações de Peroviseu e do casal de Santa Maria, e dalguns outros casais que já desapareceram, como o chamado da Póvoa e o da Momenta Redonda, que era junto ao rio Zêzere".

Tudo isto é realmente notável para a história desta freguesia. Sabe-se que S. Dâmaso nasceu em Guimarães, e daí tivesse vindo para as imediações do actual Telhado exercer o seu mister de sacerdote, atendendo a que, não muito longe, na poderosa cidade de Egitânia, existia a mais opulenta diocese do mundo visigótico.
Esta freguesia do Telhado teve em tempos uma intensa actividade mineira e mais tarde a olaria até meados do século XX. No seu termo foram exploradas uma mina de chumbo e uma de volfrâmio e estanho.
Também foram exploradas mas imperfeitamente as águas sulfúreas da nascente denominada Fonte das Virtudes.


texto de (https://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&ved=0CDIQFjAA&url=https%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2F&ei=UcJAUo3WGZCh7AariIGQDg&usg=AFQjCNHnSaDJji0-aupMctnWjkVwBqUKfQ&sig2=-bCeaX3cPnmcPA4UBMsi8w&bvm=bv.52434380,d.ZGU)

11 de Setembro de 1985

 O maior acidente ferroviário de Portugal, ocorrido há 28 anos em Alcafache,

Numa tarde quente de dia 11 de setembro de 1985, chocaram frontalmente na Linha da Beira Alta, entre Mangualde e Nelas, um Sud-Express com destino a Paris cheio de emigrantes e um Regional que seguia para Coimbra. O número exato de mortos permanece uma incógnita.

Setembro é mês de vindimas

Já chegou o mês de Setembro as vindimas estão á porta
Em finais de Setembro fazem a colheita dos cachos de uvas, destinados à produção de vinho, na Beira Baixa é normalmente nos meados do mês que atingem o grau indicado de amadurecimento.
Nesta região como aliás em todo o País, as vindimas são ainda manuais, feitas por mulheres e homens, carregam em tractores e camionetas e mandam para os diversos lagares, onde começa a confecção de diversos tipos de vinhos Para obter uma boa qualidade de vinho é necessário que a uva esteja bem madura para se poder escolher a data exata em que se deve iniciar as vindimas.
 Portugal é um país com abundantes areas vinicolas tais como Douro, Bairrada, Dão, Beiras, Alentejo etc etc Hoje vou apenas valer me das minhas memórias do tempo em que tambem cheguei a participar nas vindimas de familiares e amigos As mulheres cortavam as uvas que depositavam dentro dos cestos e nós os homens pegavamos nesses cestos ás costas e deposivamos dentro de tinas de ferro normalmente em cima de carros de bois, que em s seguida se dirigia para Adega onde ficava em fila aguardando a sua vez de descarregar directamente no lagar.
 Nessa altura as pequenas colheitas particulares que serviriam para consumo próprio eram depositadas em pequenos tanques de cimento ou dornas e eram esmagadas pela rapaziada Nesses dias era sempre com alegria que a gente trabalhava, acompanhando tambem as mulheres nas suas cantorias
 Nalgumas localidades da nossa Beira Baixa organizam se ainda as festas das vindimas que remontam de há muitos anos atraz, no entanto é na região do Douro onde isso acontece com maior relevo sendo uma tradição histórica que atrai milhares de Turistas ás encostas do douro a mais antiga região demarcada de vinhos do mundo

Tempo de férias na aldeia

As férias já eram

Após quase um mês de convivio, muita diversão e alguma inércia,
Os nossos conterrâneos e muito especialmente os emigrantes tiveram a oportunidade
de visitar a sua linda terrinha, ver e  abraçar familiares e amigos, matar saudades
Foto: bogas de baixoapanhar  muito sol e ar puro.
Mas infelizmente o que é bom não dura sempre e eis que o regresso ao trabalho se aproxima.
 Para muitos a situação pode tornar-se deprimente, para outros o regresso ao trabalho pode significar uma maior dedicação, já com as ''baterias carregadas'', para projectos futuros. 

Os dias passados na praia, na picina ou no campo, as festas na aldeia, os bonitos e gostosos jantares de convivio bem como as pequenas saidas para  visitar muito do nosso património ou a conhecer uma nova região deixam sempre saudades e uma enorme vontade de ter mais alguns dias de férias. Mas, o regresso ao trabalho é inevitável, por isso, o melhor que tem a fazer é consciencializar-se que após umas saborosas férias chega sempre a realidade do trabalho e da vida quotidiana.
E assim sempre que as férias começam ou acabam é uma enorme dificuldade circular com segurança  pelas nossas  estradas.
Embora já se utilize cada vez mais o avião para vir a Portugal, quando aqui chegam ou utilizam o carro que deixaram na garagem no ano anterior ou alugam numa das muitas Rent a car que por cá existem
è por isso que a partir do mês de Julho até Setembro deparamo nos com filas de transito e para quem está  a trabalhar, muitas vezes torna  se penoso chegar ao local de trabalho
Mas enfim todos temos direito a um merecido período de férias pese embora o probelema de muitos dos nossos amigos tenham cada vez mais dificuldades em passar umas férias condignas.

Agora  que a malta começa a rotina do resto do ano, o que custa mais é o primeiro dia.
é sempre custoso esquecer  a vida que fizemos durante os dias de férias, a vontade de apanhar sol é maior que a de trabalhar e o trânsito e a confusão parecem estranhos.


Resta me desejar vos um bom ano de trabalho e até ás próximas férias que venham depressa