Um passeio pelas redondezas

Hoje vou mostrar vos como um pequeno passeio por terras esquecidas no coração da Beira, pode dar nos enorme prazer, pelas paisagens que podemos desfrutar e do ar que podemos respirar
Saindo de Bogas de Baixo, a aldeia que eu muito estimo e amo, passo a ponte e sigo já em direção ao Orvalho, uma localidade em grande expansão e com potencialidades para vir a ser um dia mais tarde uma das mais destacadas da zona do pinhal na Beira Interior
já na estrada ali prós lados da feiteira que noutros tempos foi do meu avô e continua nas mãos da familia, viro me para tráz e vejo Bogas já á distancia.
Daqui até ao Orvalho temos o previlégio de admirar uma vasta região por onde corre pachorrentamente o rio Zêzere
Chegados ao Orvalho e tomando a direção de Castelo Branco, deparamo nos logo á entrada com um otimo posto de abastecimento, uma área de serviço completa, onde podemos abastecer trocar um pneu, 
E se estiver com fome ou com sede tem tambem um restaurante á sua espera, ao mesmo tempo pode desfrutar da paisagem que oferece o Penedo Mosqueiro onde existe um belissimo e confortante parque de merendas e Miradouro

Ainda no Orvalho passo em frente á rua onde viveu a minha tia que infelizmente já nos deixou e sigo em frente para passar ao lado da casa da minha prima Maria
parei bati á porta mas ninguem atendeu, deve ter dadop mais uma escapadela até á casa dos filhos ou então estava para a França
Casas da Zibreira uma aldeia que pertence  á freguesia do Orvalho, na nossa passagem estava deserta, havia apenas duas pessoas aqui no comércio do ti Amandio, a beber um copito e a abastecer de géneros alimenticios
 E eis nos chegados á Foz do geraldo que tambem pertence á freguesia do Orvalho e daqui da estrada junto a este chafariz podemos ver toda a aldeia e avistar lá mais ao longe mesmo na encosta do cabeço zibreiro, a Adgeraldo. 
Costumava ir até lá em tempos já passados enquanto tinha lá familiares da parte do meu pai
Viemos acabar o nosso passeio aqui na Lameirinha onde fizemos uma paragem mais demorada  e saboreámos um bom prato de Bacalhau com todos 
O que quer dizer que só o bacalhau é que veio lá da Noruega porque as batatas a hortaliça o grão de bico o azeite e todos os outros ingredientes são produto cá da terra. Por exemplo o azeite é fabricado aqui a 2 Kms no lagar de Valbom, para onde quase todos os proprietários de oliveiras aqui da região transportam as suas azeitonas para assim recolherem o azeite para consumo doméstico
Qualquer dia continuo esta viajem por estradas ladeadas de arvoredo especialmente pinhais e  iremos até São Vicete da Beira  e no meio do percurso desviar me ei um pouco para visitar aterra do meu pai

Por aldeias da Beira Alta

Hoje  vou aproveitar para para partilhar com todos vós, algumas paisagens de aldeias tipicas da Beira Alta e ao mesmo tempo transcrever uma história que se passou comigo e com a familia aqui por  estas bandas
Um dia há vários anos negociava eu na área das tintas para a construção civil e metalomecanica, resolvi deslocar me  a Malta ali muito perto de Pinhel, onde existia a fábrica de tintas de Malta.
Estava interessado em comercializar um tipo de tinta primária que eles fabricavam
Vai daí peguei na esposa e filhos e pensámos juntar o util ao agradável e ia proporcionar lhes um passeio diferente, Então saímos do Fundão em direção ao Sabugal e daqui para Cerdeira do Coa onde habitava uma irmã minha.
Ao chegar deparámos com a casa fechada, pois estavam para  França a passar uns dias, seguimos e no Alto do Leomil voltámos á esquerda e quando iamos na direção do Pinzio, ao passar na Ribeira das Cabras, o motor do meu carro sofreu uma avaria que foi nescessário vir  o Pronto socorro rebocar nos até  uma oficina do Pinzio, aí tivemos que procurar uma residencial onde pernoitar pois o carro só estaria pronto na melhor das hipótese no dia seguinte.
E assim foi mas no dia seguinte quando o carro ficou reparado já não eram horas de seguir viajem e ficámos mais uma noite



Depois de termos passado pela aldeia de CHEIRAS  eis nos numa outra aldeia onde a unica rua existente servia para a passagem de carros pessoas e  até  animais, que se passeavam livremente rua acima
Esta aldeia chama se MANIGOTO
 Antes de rumar a MALTA aqui já muito perto resolvemos parar em VASCOVEIRO, uma aldeia onde se notva alguma evolução no seu casario muito por causa dos emigrantes que resolveram aplicar algumas economias na construção de uma casa nova ou na restauração das existentes
 Esta aldeia muito simpática apresenta boas condições para o pequeno cultivo, muita erva para a alimentação dos animais bovinos e vacas leiteiras que podiamos ver  na sua maneira pachorenta  a pastar nos campos á beira da estrada

 Em Vascoveiro existia nessa altura uma Necrópole Medieval
A Capela de Santa Bárbara onde  normalmente se faz a festa nos mês de Agosto, e onde é presença assidua para abrilhantar a festa e fazer as célebres arruadas na recolha de oferendas, a Banda Filarmónica de Pinhel

 Passámos ainda no Largo do Enchido onde existe  um cruzeiro
Passámos aqui uma manhã inteirinha, e fomos da parte da tarde para Malta onde aproveitei para almoçar num ótimo restaurante da terra
Depois fizemos uma visita á Barragem de Vascoveiro
Pena foi que esse dia estava um céu bastante carregado de nuvens o tempo ameaçava chuva mas não chegou a chover.
Esta Barragem  faz parte da Bacia Hidrográfica do Douro, tendo como linha de água a ribeira da Pega que é um afluente da margem esquerda da ribeira das Cabras sendo esta um afluente da margem esquerda rio Côa por sua vez afluente da margem esquerda do rio Douro


Na altura a barragem tinha sido acabada havia muito pouco tempo,pois embora tenha sido projectada em 1996, foi  concluída em 2000, tem como utilização o abastecimento de água  e a sua altura, acima da fundação, é de 23 metros.
Mas é tambem hoje um ótimo espaço de lazer onde as populações das terras circundantes se deliciam com umas banhocas e muito sol para o bronze

E foi assim que passámos aqueles dois dias em 2001 se não estou errado.
algumas imagens foram obra de uma pesquisa no Goggle

Vale da Rainha em Arouca (um tresouro)

Hoje o Ecos da Aldeia desloca se até á Beira Litoral para vos mostrar lindas paisagens  de uma zona carregada de história

                                                                     Parque do livro

O nome de Vale da Rainha deve ter ficado ligado á Rainha Dona Mafalda nascida em Coimbra em 1195 filha de D. Sancho I.
Abel Botelho escreveu em Mulheres da Beira, que Dona Mafalda tambem chamada rainha do povo fez desta terra a sua terra.
Mosteiro de Arouca
ainda hoje impera aqui a desventurada filha de D Sancho I que doou vida e haveres ao mosteiro
ainda hoje em Arouca nos mostram com orgulho a mole do mosteiro, o explendor da igreja, a riqueza do Museu e o tumulo com o corpo intacto da Rainha Santa


                                                      Mosteiro de Arouca
A prodigiosa fertilidade deste vale coberto do extraodinário verde das hortas, pomares e jardins, alia se á excelencia do casario da vila constituindo assim o tesouro do vale da Rainha.


                                 um dos muitos espaços verdes existentes em todo este vale
Deve olhar se o casario, antes de contemplar os cerros vizinhos, afundados numa imensa cova verde e formosa, perfumada pelos frutos de Outono e pelo cheiro da terra da terra lavrada na Primavera.
O velho mosteiro permanece indiferente ao tempo com mais de 1000 anos de história


                                                         Aldeia remota de Drave

Aqui nesta magnifica foto podemos ver uma aldeia perdida numa cova entre as serras da Freita e  a de S Macário

É  a aldeia mágica de Drave que segundo me consta está desabitada mas não abandonada, sendo por isso um lugar a merecer a nossa visita
                                                  aldeia de Rio de Frades 

Existe ainda esta outra aldeia de xisto de dificil acesso mas a merecer todos os sacrificios para lá chegar
é  a  aldeia de Rio de Frades onde tambem existe um tunel que sendo atravessado se pode deparar com uma beleza que nos deixa completamente maravilhados

Uma impressionante imagem do rio Arda, captada por  (Márcia Moreno)

e ainda esta outra de rara beleza captada por (Silvério Santos)


Se for a Arouca não deixe visitar também a Frecha de Mizarela em Albergaria das Cabras

O Pelourinho de Alvarenga

                                     Pelourinho de Alvarenga

 Uma torre românica do século XII no Burgo edificada a meia encosta, com o domínio visual sobre o vale d e de frente para o Castro de Valinhas que lhe sustenta a lenda de "Torre dos Mouros" que vem dos tempos da Reconquista Cristã, em tempos medievais.

                                            Torre românica do Burgo


Em Castelo de Paiva  o Solar da Fisga ( casa de campo do século XVII


                                                         Miradouro de Catapeixe


Em Sardoura  a Igreja Matriz com um quadro quinhentista

e muito mais, neste Vale carregado de tradições e muita beleza

(As imagens foram captadas no Google)


Pereiro uma aldeia da Beira Baixa

                                             O Pereiro é uma aldeia Portuguesa
                                                      da Beira Baixa concerteza

Pereiro de Mação, é uma tipica aldeia do concelho de Mação  distrito de Santarém e embora pertencendo ao distrito de Santarém é uma aldeia da Beira
Eu creio que deve haver por aqui qualquer coisa que não bate bem, pois Santarém é uma cidade ribatejana e Mação é uma vila do Distrito de Castelo Branco, mas enfim isso é areia de mais para a minha camioneta
Há mais ou menos  dois anos  em 2011 quando me deslocava na A23 resolvi sair no cruzamento com a estrada Nacional 244, se voltasse á esquerda iria para Ortiga mas como virei á direita fui na direção de Mação e ao atravessar a vila reparei na publicidade a uma festa no Pereiro Festa de Nossa Senhora da Saude padroeira da aldeia, deparei me com um cenário espetacular
Largo da Venda
As ruas e praças estavam tipicamente engalanadas com flores de plástico em variadissimas cores tudo feito artesanalmente pelas gentes da aldeia.
Rua da Tapada
E segundo me disseram há mais de duas décadas que o povo da aldeia começou a engalanar as suas ruas no dia da padroeira da terra
Procissão da Senhora sa Saude
E para ajudar a fazer face a todas estas despesas realiza se o peditório da manta, trata se de uma manta transportada por raparigas da terra que percorrendo as ruas dão oportunidade aos moradores de depositar os seus donativos para a ajuda financeira á festa
Rua Nossa Senora da saude
O Pereiro uma airosa aldeia beirã rodeada de montes é terra de tradições que continuam vivas na maneira de viver deste povo
Festival do caracol promovido pela Associação do Pereiro
Ficheiro:Panela de caracóis- Pereiro de Mação.jpg
Outra das tradições da aldeia do Pereiro que vem permanecendo ao longo dos tempos é a apanha da azeitona. Normalmente ocorre no início de Novembro e o dia de Todos os Santos (1 de Novembro, dia de feira na sede do concelho) costuma ser o ponto de referência no tempo para este trabalho. As famílias costumam combinar.Ficheiro:Apanha da azeitona....jpg
No Pereiro ainda existe a tradição de fazer levantar o pessoal ao toque do búzio , por volta das 6,30 horas e lá vão os "ranchos" a caminho dos olivais. A apanha da azeitona é toda manual.
Depois dessa tarefa inicial, a azeitona é limpa de todas as impurezas, é ensacada e levada para o lagar. Regra geral, toda a gente da aldeia entrega a sua azeitona no lagar de azeite do Pereiro.Ficheiro:Ensacar a azeitona, em 2012 (foto Nélio Gaspar).jpg
                                             (foto Nélio Gaspar)

Regra geral, toda a gente consegue azeite para a família mais chegada, para o ano inteiro. Este facto, aliado à grande qualidade do azeite obtido no lagar desta aldeia, fazem com que as pessoas voltem a ganhar força de vontade e renovem energias para a próxima campanha
Vindimas
Ficheiro:Uns colhem as uvas, outros transportam-nas para o tractor...é ano de boa produção....jpg
Os residentes avisam quem mora fora de que as uvas estão maduras e é hora de fazer a vindima. As famílias combinam o dia, aprontam o vasilhame e a adega e lá partem eles a caminho das vinhas. Colhidos os cachos, regressam a casa, ou às adegas e trata de pisar as uvas
Lagar de azeite 
Ficheiro:AS PRENSAS EM FUNCIONAMENTO....jpg
O Pereiro .possui um lagar de azeite, propriedade de um grupo de pessoas, onde a quase totalidade das gentes da terra entrega a sua azeitona para que ali seja moída. Muitos olivicultores de outras terras também deixam a sua azeitona neste lagar, cientes da confiança que depositam no mestre lagareiro para obterem o ..."melhor azeite da região", segundo dizem os entendidos no assunto...
Fonte centenária 
Ficheiro:Fonte centenária do Pereiro de Mação.JPG
A fonte centenária faz parte do património da aldeia. Há cerca de 50 anos era o único local de abastecimento de água potável da aldeia. A água era transportada e guardada em casa em cântaros de barro. A sua água é muito apreciada. Perde-se no tempo o início da sua existência, não se sabendo com rigor a data em que foi construída, nem quem o terá feito.



Gostei de assistir a estas tipicas manifestações populares em dia de festa na aldeia
O Pereiro é certamente um destino obrigatório para quem gosta de reviver tempos passados e ama a natureza
Parabéns povo do Pereiro por estas espetaculares ruas enfeitadas com tanta beleza

/(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)

E o Maxial aqui tão perto !!!

Ecos da Aldeia tem por função principal, mostrar e partilhar com todo o mundo as nossas raizes o nosso sítio onde nascemos e fomos criados, embora muitos tivessem que abandonar para procurar outras formas de vida mais promissoras, já que as nossas aldeias, tirando o pouco trabalho agricola não tem mais nada de onde possa ir buscar se o dinheiro para fazer face ás despesas familiares.

Deste largo á  entrada do Maxial saiem varias ruas 

Cruzeiro
Em 2012 já tinha publicado aqui no blogue algumas imagens do Maxial, hoje vou continuar a percorrer as ruas desta linda aldeia. aqui tão perto de nós
Um velho engenho que continua a servir para tirar agua com a força do vento

Pelo que me contaram há anos ,no tempo do meu avô,  dizam que o nome da aldeia vinha de uns senhores que andavam montados em “Machos”, (animal do sexo masculino, proveniente do cruzamento de burro com égua ou de cavalo com burra) todos os Domingos era costume ir a missa a Janeiro de Baixo,e o padre antes de começar a Missa perguntava:

 "Ainda não estão cá os dos Machinhos?"
 O Padre esperava pelos “dos Machinhos” antes de começar a Missa.

Daqui desta rotunda podemos sair para Castelo Branco passando pela Ladeira. para Bogas de 
Baixo, ou para o Fundão via Descoberto , Malhada Velha

 Diz-se que o Nome veio daí. Começou por se chamar “Maxial da Serra” depois passou a “Maxial da Ladeira”porque muito próximo se encontra uma outra povoação de nome Ladeira e ambas se situam numa ladeira do cabeço sobreiro na serra da gardunha.

Em Agosto ainda se faz festa em honra da Nª Sra. Da Saúde, dura em média 3 dias, entre outros tem a presença forte dos emigrantes que além da ajuda indispensável, também fazem força para que nem todas as tradições da Aldeia desapareçam.

Uma das ruas onde se notam algumas pequenas ornamentações para a festa


As videiritas encontram se espalhadas por toda aldeia para que em Setembro se possa fazer a vindima e fabricar um pouco de vinho para consumo próprio


O Cemitério da aldeia



Ruas pitorescas do Maxial de onde sobresaem o xisto e as flores