Vale da Rainha em Arouca (um tresouro)

Hoje o Ecos da Aldeia desloca se até á Beira Litoral para vos mostrar lindas paisagens  de uma zona carregada de história

                                                                     Parque do livro

O nome de Vale da Rainha deve ter ficado ligado á Rainha Dona Mafalda nascida em Coimbra em 1195 filha de D. Sancho I.
Abel Botelho escreveu em Mulheres da Beira, que Dona Mafalda tambem chamada rainha do povo fez desta terra a sua terra.
Mosteiro de Arouca
ainda hoje impera aqui a desventurada filha de D Sancho I que doou vida e haveres ao mosteiro
ainda hoje em Arouca nos mostram com orgulho a mole do mosteiro, o explendor da igreja, a riqueza do Museu e o tumulo com o corpo intacto da Rainha Santa


                                                      Mosteiro de Arouca
A prodigiosa fertilidade deste vale coberto do extraodinário verde das hortas, pomares e jardins, alia se á excelencia do casario da vila constituindo assim o tesouro do vale da Rainha.


                                 um dos muitos espaços verdes existentes em todo este vale
Deve olhar se o casario, antes de contemplar os cerros vizinhos, afundados numa imensa cova verde e formosa, perfumada pelos frutos de Outono e pelo cheiro da terra da terra lavrada na Primavera.
O velho mosteiro permanece indiferente ao tempo com mais de 1000 anos de história


                                                         Aldeia remota de Drave

Aqui nesta magnifica foto podemos ver uma aldeia perdida numa cova entre as serras da Freita e  a de S Macário

É  a aldeia mágica de Drave que segundo me consta está desabitada mas não abandonada, sendo por isso um lugar a merecer a nossa visita
                                                  aldeia de Rio de Frades 

Existe ainda esta outra aldeia de xisto de dificil acesso mas a merecer todos os sacrificios para lá chegar
é  a  aldeia de Rio de Frades onde tambem existe um tunel que sendo atravessado se pode deparar com uma beleza que nos deixa completamente maravilhados

Uma impressionante imagem do rio Arda, captada por  (Márcia Moreno)

e ainda esta outra de rara beleza captada por (Silvério Santos)


Se for a Arouca não deixe visitar também a Frecha de Mizarela em Albergaria das Cabras

O Pelourinho de Alvarenga

                                     Pelourinho de Alvarenga

 Uma torre românica do século XII no Burgo edificada a meia encosta, com o domínio visual sobre o vale d e de frente para o Castro de Valinhas que lhe sustenta a lenda de "Torre dos Mouros" que vem dos tempos da Reconquista Cristã, em tempos medievais.

                                            Torre românica do Burgo


Em Castelo de Paiva  o Solar da Fisga ( casa de campo do século XVII


                                                         Miradouro de Catapeixe


Em Sardoura  a Igreja Matriz com um quadro quinhentista

e muito mais, neste Vale carregado de tradições e muita beleza

(As imagens foram captadas no Google)


Pereiro uma aldeia da Beira Baixa

                                             O Pereiro é uma aldeia Portuguesa
                                                      da Beira Baixa concerteza

Pereiro de Mação, é uma tipica aldeia do concelho de Mação  distrito de Santarém e embora pertencendo ao distrito de Santarém é uma aldeia da Beira
Eu creio que deve haver por aqui qualquer coisa que não bate bem, pois Santarém é uma cidade ribatejana e Mação é uma vila do Distrito de Castelo Branco, mas enfim isso é areia de mais para a minha camioneta
Há mais ou menos  dois anos  em 2011 quando me deslocava na A23 resolvi sair no cruzamento com a estrada Nacional 244, se voltasse á esquerda iria para Ortiga mas como virei á direita fui na direção de Mação e ao atravessar a vila reparei na publicidade a uma festa no Pereiro Festa de Nossa Senhora da Saude padroeira da aldeia, deparei me com um cenário espetacular
Largo da Venda
As ruas e praças estavam tipicamente engalanadas com flores de plástico em variadissimas cores tudo feito artesanalmente pelas gentes da aldeia.
Rua da Tapada
E segundo me disseram há mais de duas décadas que o povo da aldeia começou a engalanar as suas ruas no dia da padroeira da terra
Procissão da Senhora sa Saude
E para ajudar a fazer face a todas estas despesas realiza se o peditório da manta, trata se de uma manta transportada por raparigas da terra que percorrendo as ruas dão oportunidade aos moradores de depositar os seus donativos para a ajuda financeira á festa
Rua Nossa Senora da saude
O Pereiro uma airosa aldeia beirã rodeada de montes é terra de tradições que continuam vivas na maneira de viver deste povo
Festival do caracol promovido pela Associação do Pereiro
Ficheiro:Panela de caracóis- Pereiro de Mação.jpg
Outra das tradições da aldeia do Pereiro que vem permanecendo ao longo dos tempos é a apanha da azeitona. Normalmente ocorre no início de Novembro e o dia de Todos os Santos (1 de Novembro, dia de feira na sede do concelho) costuma ser o ponto de referência no tempo para este trabalho. As famílias costumam combinar.Ficheiro:Apanha da azeitona....jpg
No Pereiro ainda existe a tradição de fazer levantar o pessoal ao toque do búzio , por volta das 6,30 horas e lá vão os "ranchos" a caminho dos olivais. A apanha da azeitona é toda manual.
Depois dessa tarefa inicial, a azeitona é limpa de todas as impurezas, é ensacada e levada para o lagar. Regra geral, toda a gente da aldeia entrega a sua azeitona no lagar de azeite do Pereiro.Ficheiro:Ensacar a azeitona, em 2012 (foto Nélio Gaspar).jpg
                                             (foto Nélio Gaspar)

Regra geral, toda a gente consegue azeite para a família mais chegada, para o ano inteiro. Este facto, aliado à grande qualidade do azeite obtido no lagar desta aldeia, fazem com que as pessoas voltem a ganhar força de vontade e renovem energias para a próxima campanha
Vindimas
Ficheiro:Uns colhem as uvas, outros transportam-nas para o tractor...é ano de boa produção....jpg
Os residentes avisam quem mora fora de que as uvas estão maduras e é hora de fazer a vindima. As famílias combinam o dia, aprontam o vasilhame e a adega e lá partem eles a caminho das vinhas. Colhidos os cachos, regressam a casa, ou às adegas e trata de pisar as uvas
Lagar de azeite 
Ficheiro:AS PRENSAS EM FUNCIONAMENTO....jpg
O Pereiro .possui um lagar de azeite, propriedade de um grupo de pessoas, onde a quase totalidade das gentes da terra entrega a sua azeitona para que ali seja moída. Muitos olivicultores de outras terras também deixam a sua azeitona neste lagar, cientes da confiança que depositam no mestre lagareiro para obterem o ..."melhor azeite da região", segundo dizem os entendidos no assunto...
Fonte centenária 
Ficheiro:Fonte centenária do Pereiro de Mação.JPG
A fonte centenária faz parte do património da aldeia. Há cerca de 50 anos era o único local de abastecimento de água potável da aldeia. A água era transportada e guardada em casa em cântaros de barro. A sua água é muito apreciada. Perde-se no tempo o início da sua existência, não se sabendo com rigor a data em que foi construída, nem quem o terá feito.



Gostei de assistir a estas tipicas manifestações populares em dia de festa na aldeia
O Pereiro é certamente um destino obrigatório para quem gosta de reviver tempos passados e ama a natureza
Parabéns povo do Pereiro por estas espetaculares ruas enfeitadas com tanta beleza

/(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.)

E o Maxial aqui tão perto !!!

Ecos da Aldeia tem por função principal, mostrar e partilhar com todo o mundo as nossas raizes o nosso sítio onde nascemos e fomos criados, embora muitos tivessem que abandonar para procurar outras formas de vida mais promissoras, já que as nossas aldeias, tirando o pouco trabalho agricola não tem mais nada de onde possa ir buscar se o dinheiro para fazer face ás despesas familiares.

Deste largo á  entrada do Maxial saiem varias ruas 

Cruzeiro
Em 2012 já tinha publicado aqui no blogue algumas imagens do Maxial, hoje vou continuar a percorrer as ruas desta linda aldeia. aqui tão perto de nós
Um velho engenho que continua a servir para tirar agua com a força do vento

Pelo que me contaram há anos ,no tempo do meu avô,  dizam que o nome da aldeia vinha de uns senhores que andavam montados em “Machos”, (animal do sexo masculino, proveniente do cruzamento de burro com égua ou de cavalo com burra) todos os Domingos era costume ir a missa a Janeiro de Baixo,e o padre antes de começar a Missa perguntava:

 "Ainda não estão cá os dos Machinhos?"
 O Padre esperava pelos “dos Machinhos” antes de começar a Missa.

Daqui desta rotunda podemos sair para Castelo Branco passando pela Ladeira. para Bogas de 
Baixo, ou para o Fundão via Descoberto , Malhada Velha

 Diz-se que o Nome veio daí. Começou por se chamar “Maxial da Serra” depois passou a “Maxial da Ladeira”porque muito próximo se encontra uma outra povoação de nome Ladeira e ambas se situam numa ladeira do cabeço sobreiro na serra da gardunha.

Em Agosto ainda se faz festa em honra da Nª Sra. Da Saúde, dura em média 3 dias, entre outros tem a presença forte dos emigrantes que além da ajuda indispensável, também fazem força para que nem todas as tradições da Aldeia desapareçam.

Uma das ruas onde se notam algumas pequenas ornamentações para a festa


As videiritas encontram se espalhadas por toda aldeia para que em Setembro se possa fazer a vindima e fabricar um pouco de vinho para consumo próprio


O Cemitério da aldeia



Ruas pitorescas do Maxial de onde sobresaem o xisto e as flores

As nossas diversões antigamente

Quem não se lembra daqueles belos momentos quando jogávamos ao pião???
aquele que conseguia apara-lo para a mão e aguentar o maior tempo com ele a rodar na palma da mão era o melhor jogador
Este jogo que nós praticávamos quase diariamente  no recinto da escola  num intervalo  da aula ou depois de sair ou entrar na escola, tinha que se saltar por cima dos companheiros  tocando neles apenas com as mãos
no meu tempo aproveitavam se os pneus velhos para fazer botas para homem trabalhar no campo e os aros dos pneus serviam nos de rodas para jogarmos
Os jogadores percorriam um percurso previamente estabelecido, procurando controlar o arco com o gancho de arame e realizar o menor tempo possível.
Saltar á corda era um ótimo jogo de ginástica mas mais praticado pelas raparigas

Velhos tempos

ENGRAXADOR1

Existiam os engraxadores na rua e tinhamos oportunidade de por o sapatinho a brilhar

Pelas ruas da minha aldeia




Éramos mais alegres e felizes, nos meus tempos de juventude
 havia moinhos, junto á ribeira que estavam sempre a funcionar
lembro me de entrar algumas vezes  e olhar o moleiro todo enfarinhado de branco
A Ribeira de Bogas tinha sempre água e no verão era uma beleza podermos
dar uns saltos e banharmo nos ali no poço caldeireiro
Hoje  só se vê agua correndo no inverno
Tinhamos fontes onde podiamos beber e levar agua para casa  com que
se confecionavam os alimentos etc etc
Hoje quase todas as casas teem agua canalizada mas temos de comprar a água para beber,
porque não confiamos na agua da torneira, como nesse tempo confiavamos na agua da fonte

Havia sempre gente na rua, sempre alguém com quem conversar.
hoje as ruas estão mais desertas, a juventude abalou depois de terem emigrado para a estranja os seus pais
depois Bogas não tem grandes espaços para convivio
existe o café do Alfredo onde as pessoas ainda se vão encontrando para
tomar uma bebida e por a conversa em dia
mas nem todos sentem a aldeia como sua, pois estão de passagem para outras paragens

no meio disso tudo há sempre alguém que  diz enquanto aponta para a rua
aqui é o meu sítio. As minhas memórias estão espalhadas por estas ruas
Bogas de Baixo está cada vez mais parada depois de começar tudo a abalar para outras terras.
Esse parece ser o destino da maior parte dos jovens de Bogas, impedidos de se fixar na aldeia devido à
falta de trabalho, a não ser na pequena agricultura caseira
Fecharam se escolas, Jardim de Infancia, fecharam as tavernas e as lojas de comércio que antigamente existitam
nas ruas da minha aldeia, muitas casas estão vazias. As portas e janelas estão fechadas
 Muitas pessoas já morreram e as casas foram morrendo também.
 De algumas só ficaram pedras.
Os idosos que restam na nossa aldeia teem mesmo assim a sorte de haver um Centro de Dia onde podem passar o tempo almoçar, lanchar e jantar ao mesmo tempo que fazem alguns trabalhos
artesanais e conversam sobre o antigamente e a realidade do presente como forma de passar o tempo