Manique do Intendente



Hoje vou recordar alguns bons momentos que passei nesta bela localidade
situada numa vasta região agricola de velhas tradições e gentes muito
participativas.
Em tempos aqui tive dois clientes amigos com quem convivi varias vezes
tendo apreciado a gastronomia da terra e da região

O maior interesse das pessoas que visitam Manique do Intendente, é apreciar
e visitar o Palácio de Pina Maqnique, um ambicioso projeto do intendente
 Diogo de Pina Manique, que viveu entre 1733 e 1805 e resolveu uma majestosa
povoação neoclassica que fosse sede de concelho neste descampado do interior

Irónicamente a morte não o deixou levar a cabo o seu sonho, mas o que ainda
lá existe documenta bema grandiosidade do projeto
na grande praça circular erguem se ao centro um interessante pelourinho
e num dos topos o grande edificio brasonado da casa da camara de cunho classico


Aqui começam as pomposas ruas de César, de Justiniano, de Augusto, de Trajano
 e de Sertório. arruamentos que já na altura prometiam ser extensos
Não longe daqui foi edificada uma grande Igreja ladeada por dois corpos
de um palácio monumental inacabado que porventura se distinaria á redidencia
Intendente Pina Manique


Celebram se normalmente em Agosto as festas em honra de São Pedro
a que tive o previlégio de assistir algumas vezes, bem como a festa das tasquinhas
 que me lembro de ter apreciado nesta festa a boa gastronomia da terra
Não sei se ainda se realizam mas era normalmente na quinta feira da espiga

Isolamento das nossas aldeias


Percorri varias vezes  a Serra do Açor por aldeias pertencentes a 3 concelhos no minimo
Oliveira do Hospital, Arganil e Pampilhosa da Serra
Ainda me lembro há muitos anos, sentir e ver nestas aldeias uma enorme azáfama nas suas gentes pelos caminhos da serra de enxada ao ombro, e as suas 4 cabritas á frente em direção ás suas  pequenas propriedades, que eram o seu orgulho tendo as sempre tratadas com esmero.


 Aqui e  ali, ia observando as  mulheres que cortavam erva que enfiavam depois em sacos,
para levarem para o curral dos animais para a  sua alimentação suplementar dos mesmos
 .Outra  transportava lenha à cabeça por entre aquelas veredas na serra em direção a casa e era com esta lenha que se iria acender o lume onde o jantar iria ser confecionado dentro daquelas enormes panelas de ferro de onde a comida saía com o seu sabor genuíno
Era tempo saudável, embora a vida fosse muito árdua, as pessoas conviviam entre si com muita alegria.
Toda a gente se conhecia e não se passava ao lado de ninguém que não fosse saudado, Olá ti Manel, Que Deus a guarde ti Maria, Boa tarde, Vá com Deus etc etc

Hoje raramente as pessoas se  saudam a não ser mesmo os mais antigos
Encontra se uma pessoa aqui e ali. e quando metemos conversa com ela, vamos querendo saber como é o modo de vida na aldeia, se há muita gente, etc
O Burrito ainda hoje existe, mas nessa altura era o braço direito destas gentes, servindo para lavrar a terra  e transportar de tudo para as pequenas fazendas  e ao voltar á noite para casa vinham com os seus carros carregados de erva, lenha, mato etcetc

Olá  ti Joaquim como é que corre a vida por estas bandas?
Olhe  meu caro amigo partiu tudo, para a estranja, França, Alemanha, Suiça e até para muitas cidades portuguesas especialmente para Lisboa.
 Qualquer dia já não vive aqui ninguém.
Os velhotes vão morrendo e os novos não querem viver por estes sitios, mas ainda vai passando por  aí muita gente ao menos para poder respirar o ar puro da nossa serra


(algumas fotos de pesquisa google)

A Cereja da Cova da Beira



Voltando á minha Beira Baixa e mais propriamente á Cova da Beira, vou publicar alguns excertos das varias noticias que aparecem na imprensa sobre a nossa cereja

Pois é a cereja do Fundão está aí mesmo á porta, capaz de mobilizar centenas de pessoas na sua colheita.
Li com muito agrado no Jornal do Fundão, que a nossa cereja pode vir a ser comercializada na China e na Russia.
Dado o numero astronómico da população dos dois paises, tudo leva a crer que se esta ideia se concretizar, vamos ter que plantar mais pomares de cerejeiras especialmente na Cova da Beira onde ainda existe muito terreno propicio para esta cultura, para satisfazer esta nova clientela e porque segundo escreve a Lucia Reis, a Cerfundão quer estar a comercializar mil toneladas de cereja por campanha, a partir de 2016.
Para além da sua utilidade comestivel e culinária vastissima, a cerejeira é ainda uma arvore que torna a  nossa região muito mais turistica, desde que aparece a floração até á cor Verde e vermelho quando estão maduras as cerejas.
A cereja é essencial na preparação de muitas iguarias culinárias, destacando se a sua utilização, no jovem mas já célebre pastel de cereja.

A Camara do Fundão fechou acordo com a empresa Nata  Lisboa para  a comercialização desta especialidade, no Porto e em Lisboa,
É pena terem esquecido o Algarve, onde durante todo o verão iria ser um sucesso de vendas e propaganda para diversos paises da europa
Pensem nisso ainda estão a tempo.
BOM APETITE


Santa Clara de Louredo

Embora desconheça muitas coisas sobre o historial desta pequena localidade, merece esta postagem no meu blogue, por ser uma aldeia que conheço perfeitamente, as suas ruas e as suas gentes.
A sua área geográfica é na ordem dos 72 Km2 situada no meio de uma enorme planicie, mesmo ali ás portas de Beja
A sua principal atividade económica é o Comércio, Agricultura e Fabrico de Queijo de Ovelha e Cabra
Esta pequena freguesia do concelho de Beja possui um Centro Cultural e Desportivo,
com diversas modaliddes entre elas como não podia deixar de ser o futebol com a sua equipa, Louredense Futebol Clube
( a Transportadora Rodoviária num dos momentos de descer e recolher utentes para se deslocarem á cidade e do lado esquerdo da foto lá está o restaurante Caturra)

Os Serviços de proximidade encontram se em Beja ali a dois passos, hipermercados, hospital transportes rodoviários e ferroviários e tudo o mais que um comum cidadão nescessita no seu dia a dia
Daqui a Beja os Louredenses têm o previlégio da vinda de um autocarro da Rodoviária para os transportar

Capela ou Igreja de Santa Clara
 Construída no início do século XVI, terá sido alvo de uma campanha de obras em 1733 (conforme inscrição no cruzeiro em frente da igreja), que reformulou a capela-mor, e muito possivelmente a galilé e a fachada, pois estas últimas apresentam elementos de gosto barroco.
Edificada no extremo nascente da aldeia, a igreja destaca-se pela frontaria alva, um pouco desproporcionada, com alpendre de dois arcos e frontão com volutas enroladas.


A razão maior que me levou a fazer esta postagem, foi o fato de há uma dezena ou duas de anos, numa das minhas viajens entre Faro e Castelo Branco, ter trazido os meus pais para passarem uns dias comigo aqui no Algarve, e ao passar Beja lembrámo nos que eram horas de almoço.
                                                               (imagem igogo)
Vai daí volto á esquerda para Santa Clara de Louredo que fica mesmo á beira do IP2 e entramos num típico restaurante de nome o CATURRA que hoje e segundo me informaram, continua no mesmo local embora com outra gerencia. Mais abaixo existe um outro que creio chamar se o Monte do Meio
Escolhi para o meu pai um prato que eu gostava muito e que pensei que fosse também do agrado dele !!!! Lulas recheadas, Vai daí e ao começar a comer ele começou a fazer caretas ao ponto de termos encomendado para ele um outro cardápio.
Enquanto viveu, o meu pai cada vez que passávamos ali ao lado lembrava se sempre Olha ali é o Caturra
Estive há 2 ou 3 dias de passagem por esta bela aldeia e registei as fotos que partilho aqui convosco


De Fundão a Penamacor



Hoje vou partilhar com os meus amigos visitantes e leitores uma pequena viajem que fiz dezenas de vezes, e aproveitando algumas imagens de pesquisa Google, hoje vou reviver.
saímos do Fundão em direção ao Escarigo que é conhecido como a aldeia mais a norte de um conjunto de três (Escarigo, Quintãs e Salgueiro). Este conjunto de aldeias é conhecido como "Três Povos". é também a aldeia mais a norte do concelho do fundão fazendo fronteira com os concelhos vizinhos de Belmonte, Penamacor e Sabugal
Fazia um percurso a partir daqui pelas Quintas do Anascer e ia até á Benquerença  uma freguesia já do concelho de Penamacor, onde há varios anos atrás eu ia muitas vezes em viagens de trabalho, por ter tido a profissão de caixeiro viajante
Benquerença foi sempre uma aldeia que me ficou na memória não só pelos amigos que fiz como tambem pelo seu vasto património e carateristicas do terreno
A sua Igreja Matriz fica no largo principal da aldeia e como se pode ver na foto a tradição natalicia do madeiro ainda está bem viva na forma de festejar o natal pela juventude desta localidade

 A capela de Nossa Senhora da Quebrada um pouco distante da aldeia é como que a padroeira da terra realizando aqui a maior festa anual
Cruzeiro de Benquerença -  data de (1843) que, segundo lenda, em tempos idos, todas as freguesias que ficassem a menos de duas léguas da sede de concelho, no dia do Corpo de Deus, eram obrigadas a fazerem-se representar na procissão que ali se realizava. Como o caminho era difícil e penoso, um ano a Benquerença faltou e foi processada. O tribunal mandou medir a distância e como a freguesia ainda não chegava onde hoje chega, foi absolvida porque as duas léguas foram marcadas fora do perímetro da freguesia. Esta, em sinal de alegria e por se ver desobrigada daquele compromisso, construiu no local limite das duas léguas um cruzeiro, assinalando-o.

Capela de Santa Marta - localizada no cume da serra com o mesmo nome. É uma pequena ermida (mais parece um nicho), que segundo a lenda, foi construída pelo povo por ali ter aparecido uma pequena imagem de Nossa Senhora

depois podemos ainda visitar

Moinhos de água
Monumento em honra de Nossa Senhora dos Caminhos
Bebedouros em granito  para os animais beberem água
Chafarizes em granito
Fontes de mergulho
E existe ainda o velho forno comunitário nas Quintas do Anascer

Fomos ainda visitar a barragem da Meimoa que eu vi  construir e para onde forneci muitos materiais de isolamentos  para a sua construção.
mas ao passar na aldeia da Meimoa podemos visitar varios locais como

Casa do Comendador  ou Casa do Governador
Ponte da Ribeira de Meimoa ou Ponte de Meimoa
Museu Doutor Mario Bento
Praia Fluvial


Ribeira de Eiras

Ribeira de Eiras é mais uma das pequenas aldeias perdidas nas montanhas.
Recordo me quando era ainda garoto, ter partido de Bogas de Baixo a pé com um primo que tinha o irmão a servir numa casa que nesse tempo se chamava casa abastada Se a memória não me engana seria a casa Morgado.
Ora bem, subimos todo aquele cabeço do Zibreiro, passando pela Ladeira e Fernão Coelha. Depois sempre no cimo  do monte que pertence á serra da Gardunha seguimos até á Panegral, e ali pelas bandas da Maunça viramos á direita e descemos até  Ribeira de Eiras.

Ainda não existiam essas grandes caravelas a produzir energia que hoje existem

Ficámos lá essa  noite, dormimos no meio da palha que eram as camas mais vulgares daquele tempo, e no dia seguinte o dono ou dona da casa deu nos autorização de colhermos algumas laranjas das laranjeiras que tinham ali perto de casa. Foi o que fizemos, enchemos dois sacos que pusemos ás costas e lá fomos nós repetir o percurso desta vez ao contrario.
S. Vicente da Beira
Hoje  Ribeira de Eiras embora continuando a estar perdida nas encostas da Gardunha é já uma localidade mais moderna, derivado ás suas gentes terem procurado em terras da estranja trabalho e melhores remunerações com que fizeram as suas casas, aliás á semelhança do que aconteceu em milhares de aldeias do nosso País
                                                       
Para se chegar á Ribeira de Eiras hoje é muito fácil sempre por estrada com ótimo asfalto
Partindo de São Vicente da Beira o viajante pode ainda antes de chegar a Casal da Fraga, reparar nas antiguidades da terra.
                                                                               Ribeira em Casal da Fraga
Depois de Casal da Fraga seguindo pela N352 encontrará  mais á frente a Estrada Municipal 525 e vai direitinho aos Pereiros
Dos Pereiros  seguindo pela mesma estrada chegará em pouco tempo a uma outra aldeia esta um pouco maior que é a  PARTIDA
PARTIDA - LADO POENTE
Aqui virando pela Rua dos Alamos no final da povoação pode seguir uma estrada asfaltada e verá uma pequena aldeia pitoresca que Vale Figueira,
Volta atrás e retoma a mesma estrada 525 e vai em direção do Violeiro, que se encontra num cruzamento que poderá levar o Viajante  até Almaceda  e daqui a Castelo Branco
Mas o nosso destino é Ribeira de Eiras, pelo que viramos á direita e seguimos até Rochas de Cima  e daqui até ao nosso destino
Para Noroeste.
Hoje  Ribeira de Eiras muito por causa do grande parque eólico da Gardunha, tem já acesso ao alto da serra onde se pode apreciar estas grandes caravelas a produzir energia á força do vento, e depois descer até á aldeia do Açor  e daqui até ao Fundão.
E ficámos assim a conhecer uma região montanhosa da nossa Beira Baixa que possui grandes recursos paisagisticos, culturais e carregados de tradições

Miradouro da serra do Moradal


Quem circula pela N238 desde o Alto da Foz do Giraldo na direção de Oleiros. deve parar ali perto da saida para Vilar Barroco e desde o Miradouro, apreciar toda aquela extenção de floresta e lindas paisagens com as suas aldeias dispersas.
Na N238 viramos á direita pela Municipal 526 e em menos de nada entramos na aldeia de Vilar Barroco. o Vilarinho fica nos ali mesmo ao lado mas numa outra estrada  que nos levaria diretamente ao Orvalho.

Descendo um pouco mais estamos em Malhadancha e seguindo a sua ribeira que vai desaguar ao rio Zezere mesmo em frente á povoação de Cambas, poderemos regalar a vista com algumas belissimas paisagens mau grado termos sido assolados por grandes incendios que nos destruiram as mais belas paisagens do mundo


 Mesmo assim valerá sempre a pena viajar e conhecer estes locais escondidos na zona do pinhal e concelho de Oleiros
A seguir á Malhadancha vamos de certeza depararmos nos com a povoação de Póvoa de Cambas
Existiram aqui na zona nas margens da Ribeira de Cambas as Minhas do Borralhal, onde eu em crianaça me deslocava muitas vezes e onde chegava a permanecer por periodos de tempo que variavam entre um e oito dias, já que o meu pai era nessa altura um dos trabalhadores na Lavaria da Mina

E pronto, daqui seguimos para Cambas e tomando a estrada N 112 que nos leva a outros mundos. Castelo Branco, ou chegando ao Orvalho podemos tomar a direção de Fundão, sempre com a oportunidade de descobrir coisas novas

(as fotos são do google)