Na minha aldeia as filhóses fazem quase sempre parte da ementa em qualquer data festiva, mas é no Natal que esta tradição se mantém, tal como o velho ditado "natal natal, filhóses com vinho não fazem mal"
Ainda me lembro quando a minha avó fazia aquelas belas e saborosas filhóses que eu adorava
acompanhava quase sempre a sua confecção até ter na mão aquele boneco de massa da filhó frita.

 filhóses á moda da minha avó

Aqui vai a receita que poderá aumentar conforme o consumo previsível
1 kg de farinha de trigo
10 ovos
1/4 Lt de azeite
1/2 cálice(s) de aguardente branca
1 colher (café) de sal
30 gr de fermento de padeiro
sumo e raspa da casca de laranja

Punha se a farinha na maceira, abria se uma cova no meio da farinha e deitava se para dentro os ingredientes,crescente ou levedura,leite,ovos, aguardente sumo e raspa de laranja e o sal.
Começava a amassar pelo meio. Ia amassando muito bem com bastante força e rapidez de mãos, até que a massa ficava fofa e leve.
Depois cobria a maceira com um pano e guardava num local quentinho á beira da lareira durante cerca de 2 horas e a massa aumentava de volume.

Depois, deitava uma grande porção de óleo dentro dum tacho fundo e punha ao lume. e quando o óleo já estava quente, retirava com as mãos pedaços de massa, esticava os em cima do joelho revestido com um pano de linho com a ponta dos dedos e metia dentro do tacho enquanto o meu avô ajudava voltando as filhoses dentro do tacho e quando já estavam lourinhas escorria as e depositava as num cesto preparado para o efeito.

Uma das minhas avós já incluia o açucar na massa e a outra não...
polvilhava as com uma mistura de açucar e canela

Bom apetite.

Outra receita Beirã que é quase igual á anterior

Ingredientes:
20 g de fermento de padeiro
1 dl de leite
750 g de farinha de trigo
1 c. de chá de sal
8 ovos
1 dl de azeite
1 dl de aguardente bagaceira
azeite para fritar
300 g de mel
1 dl de água
açúcar fino q.b.
canela para polvilhar
Foto: Filhóses de Bogas de Baixo


Preparação:
Dissolve-se o fermento no leite morno e junta-se um pouco de farinha e o sal. Mistura-se de modo a obter uma massa branda.

Deixa-se repousar durante 15 minutos. Deita-se a massa num alguidar, adiciona-se um pouco de azeite e três ovos batidos.

Mistura-se tudo bem, batendo com a mão aberta. Depois, juntam-se o restante azeite, a aguardente e os ovos que restam, amassando, ou melhor, batendo a massa.

Esta deve ficar mais branda do que para o pão. Sendo necessário, adiciona-se um pouco de leite. Abafa-se a massa e deixa-se levedar durante 4 horas em local temperado.

Depois, põe-se o azeite no lume e com as mãos untadas com azeite tiram-se bocados de massa do tamanho aproximado de um ovo, estica-se a massa numa rodela o mais fina possível, fazendo-lhe buracos com as pontas dos dedos.

Introduz-se os filhós no azeite e, com um garfo comprido, força-se a manter a forma para os lados, esticando-a, pois a sua tendência será de crescer para cima.

Depois de loura dos dois lados, põe-se a escorrer sobre papel absorvente. Isto deve ser feito com muita cautela, pois as filhós apresentam-se finas e esburacadas.

Frita toda a massa, deita-se o mel com a água num tacho e deixa-se levantar fervura.

Reduz-se o calor e, com ajuda de 2 garfos compridos, passam-se as filhós pela a calda, ao mesmo tempo que se vão introduzindo em travessas ou panelas e polvilhando com açúcar e canela.

Pode omitir-se a calda. Ao contrário do que acontece habitualmente com os fritos, estas filhós ficam mais tenras à medida que os dias passam.

Que venha o Natal







Natal...
É o mês de confraternização Agradecimento pela vida
Bênçãos ao filho de DEUS
União, amor, reflexão!

Que o bom velhinho traga um saco cheinho de paz,
harmonia, fraternidade
Que o gesto de ternura se estenda de várias mãos
Que ao som dos sinos
O amor exploda em toda direção!

FELIZ NATAL!
UM ANO NOVO DE FÉ E SUCESSO

para todos os visitantes do ECOS da ALDEIA


AO CALOR DA FOGUEIRA



Com este frio, agora que a neve começou a cair á volta das nossas aldeias aqui bem perto da serra da estrela, é bom recordar as conversas do ti Ambrósio com o Carlos  ao calor da fogueira, e quem sabe se não haverá tambem uns figuinhos secos e uma directa do alambique para se deliciarem...
Ora vejam uma história que li no AMIGO DO POVO entre estas duas ilustres personagens, a qual embora já antiga continua a sentir se os mesmos efeitos hoje  mesmo


Que novidades correm por aí, Carlos ? Está tudo velho, Tio Ambrósio! Hoje em dia as coisas passam tão depressa que um acontecimento com uma semana parece-nos Ter já meses ou anos. Estamos todos os dias à espera que aconteça alguma coisa de novo para termos assunto para as nossas conversas.

- Ainda bem que isso acontece, pelo menos em relação a alguns políticos da nossa praça. Mesmo que tenham feito asneira de monta, passadas umas semanas, aparecem sorridentes em frente do povo como se nada tivesse acontecido.

- 0 Tio Ambrósio não está a pensar em ninguém em particular ou, pelo menos, não está a pensar na mesma pessoa que eu...

- Possivelmente não, Carlos! Eu não costumo alinhar com aqueles que criticam a torto e a direito, sem se recordarem que governar um país não é tarefa fácil. Alguns dos críticos, de resto, não têm nenhuma autoridade para falarem, pois acontece que, muitos deles, se formos a ver bem as coisas, são ainda piores que os que eles criticam.

- Como assim, Tio Ambrósio?

- Quem não é capaz de governar a sua própria casa como pode atirar pedras aos telhados dos outros? Quando nós vemos tantas famílias endividadas, como tu próprio me tens referido vezes sem conta, como nos havemos de admirar que os que gerem os dinheiros públicos cometam erros, alguns deles de gravidade irreparável?

- 0 Tio Ambrósio ainda se está a referir ao negócio ruinoso que uni ex-ministro levou a cabo com uma companhia de transportes aéreos da Suíça, que se saldou na perda de várias dezenas de milhões de contos?

- Onde isso vai, Carlos! Não acabaste de me dizer que os acontecimentos de hoje passam quase tão depressa como o vento? Depois dessa já muitas outras vieram e se foram. E outras estarão para vir, que nisto de administrar o que é de todos os erros vão-se repetindo, não se vislumbrando qualquer propósito da emenda.

- Quer o Tio Ambrósio dizer que isto em vez de ser um governo é um desgoverno?

-Até já alguns ministros chegaram a essa conclusão. Ainda há dias, em Fátima, a titular da pasta da Saúde, em resposta a pedidos de colaboração de algumas instituições particulares de solidariedade social, foi peremptória em afirmar que essa ajuda é impossível pelo facto do seu ministério ter calotes que já somam mais de trezentos milhões de contos. Só às farmácias (que são um negócio chorudo, embora os respectivos proprietários se queixem a toda a hora) deve o Estado mais de cem milhões de contos. É obra!

Pois a saúde em Portugal está como se vê, Tio Ambrósio! E com essas dividas todas não devemos esperar que as coisas mudem, pelo menos nestes tempos mais chegados. Havemos de continuar a ter listas de espera para as operações às cataratas; havemos de continuar a ir
para as bichas dos centros de saúde às quatro e cinco da manhã para conseguirmos uma consulta às onze ou ao meio-dia, ou para, a essa hora, ouvirmos dizer à empregada de serviço que tenhamos paciência, mas temos de voltar no dia seguinte, havemos de continuar a importar médicos e enfermeiros de Espanha, porque os nossos fogem das vilas e aldeias do interior como * diabo foge da cruz...
- Isso é que é um relatório, Carlos!

- Ainda o Tio Ambrósio me interrompeu * menos de metade da procissão!

- Foi para te não cansares, Carlos! Como dizia o ex-Presidente Soares, o nosso povo tem o direito de se indignar..

- Valha-nos essa liberdade, Tio Ambrósio! Doutro modo, sem esse direito à indignação, como é que nós havíamos de proceder perante o facto de se gastarem dezenas de milhões de contos na construção ou melhoramentos de estádios de futebol, quando aqui para o Cabeço temos uma estrada que mais parece um campo minado em Angola?

- Pois a verdade é que, para isso, não vão faltar verbas, Carlos! Verbas cada vez maiores! Eu não sei se tu viste nos jornais que os custos da remodelação do Estádio Municipal de Coimbra, orçados inicialmente em três milhões de contos, sobem agora para a módica quantia de oito milhões.

- Não se indigne, Tio Ambrósio! Se precisar de ir a uma consulta e não houver médico, não se indigne, Tio Ambrósio!

- E de que valeria indignar-me, Carlos?

- Na prática, absolutamente de nada. 1

A indignação dos pobres não passa de um divertimento para os poderosos. Convença-se dessa, Tio Ambrósio!

- Como dizia uma velho filósofo, contra factos não há argumentos!


Copyright O AMIGO DO POVO - ami

Estamos unidos na defesa da nossa Freguesia

As gentes da Freguesia de Bogas de Baixo estão todas e unissono na defesa da manutenção desta grande freguesia.

Onde raio é  estes inteligentes do deparatamento de Reorganização Administrativa do Território, se basearam para presentear as nossas gentes com a agregação de Bogas de Baixo a Bogas de Cima?
Esta gente denota não estar apta para assumir esta tarefa de agregar freguesias a seu bel prazer. 
São gente tecnocratas que sentados diante de uma secretária bem longe da realidade tomarem estas decisões.
Baseiam se em técnicas balofas sem sequer conhecerem o terreno. Para terem autoridade moral, na prespetiva de levar por  diante esta decisão, devem deslocar se ás regiões em causa, oscultar as populações, e fazerem um reconhecimento aos locais.
Se o fizessem, reconheceriam que o que agora se propõem fazer agregando Bogas de Baixo a Bogas de Cima, não tem razão de ser.

Uma panoramica de Bogas de Baixo e a sua ribeira

Igreja Matriz de S. Pedro, apresenta um interior sempre muito bem cuidado  com grandes relevos dourados



Casa mortuária

Como é visível a olho nu, do património de Bogas de Baixo incluindo a gestão e manutenção de quatro cemitérios, caminhos rurais, vicinais e florestais, e acessibilidade às três anexas que compõem o tecido populacional urbano, destacamos todo o espaço público na sede de Freguesia


Edificio da Junta de Freguesia  com WCs publicos 


 A antiga escola primária da aldeia, hoje tranformada em
Centro de Dia e Lar em construção
As pessoas mais idosas da nossa freguesia encontram aqui um grande apoio para a  sua solidão,
Com tratamento esmerado e refeições otimamente confeccionadas por profisionais da terra

Um belissimo parque infantil que não tendo muita utilidade no momento, é e será sempre um otimo local para a diversão dos filhos nossos emigrantes que no verão nos visitam ás centenas

 Um Polidesportivo devidamente equipado com bar e balnearios e serve para a pratica de varios desportos



A Piscina de construção recente já é pequena para as gentes que nos messes de julho, Agosto e Setembro se fixam a passar férias na nossa aldeia

Espaço de diversões nas festas em honra de Nossa Senhora das Dores e  Jesus adolescente que se realizam no verão sempre com uma grande participação das nossas gentes



Capela de nossa Senhora das Dores em dia de missa nas suas festas


Monumento a Jesus Adolescente  situado á entrada da povoação ladeado com um lindo jardim, com o olhar fixo na capela da Mãe das Dores situada no lado contrario do terreiro no monte do Outeiro

 


Parque de Estacionamento, Parque de Merendas – ligado pela paisagística Ponte do Covão sobre a Ribeira de Bogas.
no Penedo Mosqueiro um deslumbrante Parque, construído e protocolado pelas juntas de freguesia de Bogas de Baixo e Orvalho, e respectivamente pelas Câmaras Municipais Do Fundão e Oleiros.

Bogas de Baixo teve um papel de destaque aquando das invasões francesas, que foram combatidas com exito aqui no alto do cabeço Zibreiro, destacando-se o cavaleiro de Bogas de Baixo, o Capitão Carvalho, condecorado e galardoado com o Brasão de Armas, que ainda hoje é património e jóia da terra.



Ruas de facil circulação de pessoas e  veículos bem tratadas limpas e ajardinadas, são tambem hoje uma mais valia para a nossa aldeia, pese embora o facto de não ter neste momento 200 habitantes, tem no entanto uma enorme quantidade de  casas construidas com muito gosto, que estão ocupadas  no verão e se encontram sempre disponiveis para o regresso dos seus proprietários que aqui continuam a  querer passar os seus tempos de velhice, quando já não quiserem ou não possam ficar no estrangeiro onde se encontram, teem as suas casas á espera



Bogas de Baixo dispõe ainda nas suas anexas Maxial, Ladeira e  Urgeiro varias infraestruturas comunitárias como salas de convivio, Capelas, cemitérios, parques de jogos Casas de banho publicas etc etc

Igreja do Maxial da Ladeira e  a seguir uma panoramica da aldeia


Um belissimo e confortante espaço comunitário na Ladeira de Nossa Senhora do Carmo,pronto para servir refeições e Centro de Dia para a terceira idade



esta é uma panoramica da pequena aldeia do Urjeiro tambem anexa da freguesia de Bogas de Baixo

Por tudo  o que atrás ficou exposto, é concerteza uma terra que fica enquadrado numa área geográfica de rara beleza, num território de 34 km2, que requer muita exigência de gestão e manutenção, respeito pelos costumes tradicionais e sobretudo a vontade de todos os filhos e amigos desta terra tão hospedeira que jamais permitiram "intrusos" na sua gestão
 As nosass gentes apenas querem que se faça justiça, e numa derradeira hipótese seria muito mais eficaz a agregação com Janeiro de Cima cujos povos teem muito mais afinidades que construiram ao longo dos tempos

Petição NÃO HÁ EXTINÇÃO DA FREGUESIA DE BOGAS DE BAIXO

Petição NÃO HÁ EXTINÇÃO DA FREGUESIA DE BOGAS DE BAIXO


Petição NÃO HÁ EXTINÇÃO DA FREGUESIA DE BOGAS DE BAIXO

Para:Assembleia Municipal do Fundão; Grupos Parlamentares; Assembleia da República; UTRAT;

TEXTO INTRODUTÓRIO

Situada no extremo poente do Concelho do Fundão, a cerca de 45km da sede de concelho, a freguesia de Bogas de Baixo é contígua e faz limite a sul com a freguesia do Orvalho, concelho de Oleiros, numa linha imaginária de visos entre os geodésicos do monte Zibreiro, Açor e Penedo Mosqueiro, onde aqui se encontra um Parque de Merendas comum com a freguesia do Orvalho.
Descendo por este cume até à garganta do Rio Zêzere, na Foz de Bogas, todo este limite contíguo às duas freguesias é de aproximadamente 20km.
Bogas de Baixo faz ainda limite com a freguesia de Almaceda, concelho de Castelo Branco, numa extensão aproximada 2km.
A poente, com o Rio Zêzere e freguesia de Janeiro de Baixo, concelho da Pampilhosa da Serra, numa extensão aproximada de 3km.
A Norte, numa extensão aproximadamente de 8km, com a freguesia de Janeiro de Cima.
A nascente com a freguesia de Bogas de Cima, numa extensão aproximada de 8km.
Resultante deste espaço de limites, um rectângulo geográfico da freguesia de Bogas de Baixo com uma área aproximada de 34km2, onde bem ao centro se localiza a sede de freguesia e num raio de aproximadamente 3km, as anexas Maxial da Ladeira, Ladeira e Urgeiro, e ainda a sede de freguesia do Orvalho.
Toda a edificação se encontra em bom estado de conservação, estando bem visível o interesse de todos os compatriotas emigrantes que nos últimos 30 anos aqui aplicaram a sua poupança, fruto do seu trabalho, que querem gozar na sua reforma com nível de vida, dignidade e respeito, por parte de quem nos representa e governa.

BOGAS DE BAIXO

Tal como num ontem muito longínquo, que a partir de Bogas de Baixo os seus habitantes viram ameaçados os seus bens, a sua identidade e a sua história, saqueados pelas invasões francesas. Destacados patriotas não hesitaram, pondo a sua própria vida em risco, subiram até as planícies do monte Zibreiro, emboscaram e lutaram fazendo algumas baixas humanas e materiais a esta coluna de guarnição militar francesa. Nesta debandada e confronto, destacando-se o cavaleiro de Bogas de Baixo, o Capitão Carvalho, condecorado e galardoado com o Brasão de Armas, que ainda hoje é património e jóia da terra.

Hoje, com o texto que nos presentearam da “agregação das Freguesias de Bogas de Baixo a Bogas de Cima”, com quem temos apenas em comum o nome “Bogas” e limite parcial de território.
Ficamos ligados apenas pela estrada nacional e municipal com um traçado perverso e, tendo em conta as sedes de freguesia a uma distância respectivamente de 15 a 20km’s.
Só por esta distância há uma contradição ao preliminar “documento verde” que deu por base à discussão da Reorganização Administrativa do Território, agora fundido na Lei nº22/2012, onde nos querem incutir a agregação à freguesia de Bogas de Cima, não tendo em consideração as vertentes comuns às ditas populações e citando apenas o número de cidadãos e a acessibilidade.
O que neste item parece não prevalecer à sensatez da lei e referidos documentos, por quanto se utiliza no mesmo município uma medida e dois pesos; citamos como exemplo o mínimo de 150 habitantes para algumas freguesias e 500 habitantes para outras, como é o caso de Bogas de Baixo, que nesta base o referido Artigo nº 6 Alínea “c” se poderia aplicar a mais de 60% das restantes freguesias rurais do concelho do Fundão.
Contudo, e nesta como causa de fundo, está a relação comum dos dois povos, neste caso parecendo sobressair como receptora a freguesia de Bogas de Cima, que nada tem para oferecer à comunidade de Bogas de Baixo, apenas contratempos e complicação burocrática de gestão financeira e manutenção de património, saúde, higiene e salubridade publica.
Como é visível a olho nu, do património de Bogas de Baixo incluindo a gestão e manutenção de quatro cemitérios, caminhos rurais, vicinais e florestais, e acessibilidade às três anexas que compõem o tecido populacional urbano, destacamos todo o espaço público na sede de Freguesia, onde se situa a Igreja Matriz de S. Pedro, Casa Mortuária, Parque Infantil, Edifício da Junta de Freguesia, IPSS Centro de Dia e Lar em construção, Polidesportivo, Bar, Sanitários públicos, Piscina, Ajardinamentos, Parque de Estacionamento, Parque de Merendas – ligado pela paisagística Ponte do Covão sobre a Ribeira de Bogas. Todos estes equipamentos numa área contígua que ocupa mais de 30000 m2. Tendo ainda a capela de Nossa Senhora das Dores, Santuário de Jesus Adolescente, Largo de Festas, Bar e Sanitários que ocupa mais uma área aproximada de 3000 m2.
Sintetizando o património das anexas citamos:
Maxial da Ladeira: Igreja de Nossa Senhora da Saúde, Capela Mortuária, Lardo de Festas, Sanitários Públicos e Lavadouro, Edifício das Escolas Primárias – construções históricas do estado novo.
Ladeira: Capela de Nossa Senhora do Carmo, edifício para reuniões e eventos de construção em xisto, Edifício Comunitário equipado com todas as infra-estruturas cozinha e casa de banho.
Urgeiro: Capela antiga de São Mamede, Largo de Festas, Zonas Turísticas nas margens do Rio Zêzere, e ainda, no limite desta anexa, no Penedo Mosqueiro um deslumbrante Parque de Merendas, construído e protocolado pelas juntas de freguesia de Bogas de Baixo e Orvalho, e respectivamente pelas Câmaras Municipais Do Fundão e Oleiros.

Tudo o que atrás se referiu fica enquadrado numa área geográfica de rara beleza, num território de 34 km2, que requer muita exigência de gestão e manutenção, respeito pelos costumes tradicionais e sobretudo a vontade de todos os filhos e amigos desta terra tão hospedeira que jamais permitiram "intrusos" na sua gestão.

Reunimos os critérios necessários para manter a manutenção como freguesia.

A população reunida em plenário, comungando com todo este texto e manifesto junto da autarquia, pela manutenção de Bogas de Baixo como Freguesia, excluindo a hipótese de agregação a Bogas de Cima ou outra, sem que estejam garantidos os pressupostos já atrás referidos no texto de introdução.


Os signatários



Esta petição encontra-se alojada na internet no site Petição Publica que disponibiliza um serviço público gratuito para petições online.

Lutemos pela manutenção da Freguesia de Bogas de Baixo


Sabemos que as populações residentes nas freguesias com mandato desta espécie de governo quer extinguir, estão fazendo todos os possiveis para que esta lei não avance, valendo se de todas as armas ao seu alcance,
Marchas lentas nas ruas ou estradas do concelho, manifestações nas Assembleias de Freguesia, e tambem em frente ás suas camaras municipais
No caso  da nossa freguesia de Bogas de Baixo, a ir por  diante este projeto. algumas populações da freguesia, iriam ficar distanciadas em aproximadadamente 30 Kms
Veja se por exemplo a  distancia entre o Urgeiro-Bogas de Baixo e os Boxinos-Bogas de Cima.
Era bom que todos estivessem unidos, seja  qual for  a  sua cor politica em defesa da manutenção das nossas freguesias
Tal como  o Jornal do Fundão escreve numa das suas páginas, parece nos que isto traz alguma agua no bico
E este governo tem uma grande apetencia para tramar o Zé povinho

A COMISSÃO Política do PS repudia em comunicado a proposta da Unidade Técnica que propõe a extinção de oito freguesias no concelho do Fundão,” num claro desrespeito pelas populações, pelas autarcas e pela Assembleia Municipal”. Criticam a proposta de lei do governo que define um  novo nível de administração pública, de carácter intermunicipal e que “fará nascer 100 jobs, devidamente remunerados (4 mil euros líquidos para a figura principal da comissão executiva metropolitana ou intermunicipal e os restantes membros com salários idênticos aos de um vereador a tempo inteiro).
                    (jornal do Fundão)
O Ecos da Aldeia aqui estará sempre á disposição do povo para lutar pela nossa freguesia  Bogas de Baixo

O Governo quer. o povo recusa

O Governo prepara se para mais uma afronta aos portugueses


A lei da extinção de freguesias é uma lei aprovada pelos partidos da maioria no Parlamento - PSD e CDS-PP - que prevê uma restruturação do poder local em prol da poupança e da eficácia de serviços. Esta restruturação passa pela extinção/agregação/fusão de mais de miJuntas de Freguesia. A oposição - PS, PCP e BE - votaram contra esta lei de extinção de freguesias.
Bogas de Baixo está e luta
Todos os que puderem juntar se  a esta forma de luta democrática devem faze lo

Como podemos ver pela imagem, em Bogas de Baixo, terá lugar no proximo sábado dia 17 uma manisfetação junto  ao edificio da Assembleia de Freguesia 


 uma manisfestação em prol da defesa da nossa Freguesia que ocupa um vasto território nesta zona do concelho do Fundão com as  suas anexas  LLadeira de Nossa Senhora do Carmo; Maxial e Urgeiro, 
Note se  que a nossa freguesia faz  fronteira com tres concelhos , Oleiros, Pampilhosa da Serra  e  Castelo Branco

Não creio que Bogas de Baixo esteja na lista de freguesias a  abater, convem no entanto estarmos atentos
Segundo a  Online24

Para além da oposição partidária, também a ANAFRE está contra esta decisão do Governo de fundir freguesias. Recentemente, a ANAFRE realizou um estudo técnico-contabilístico relativo a estas medidas, que apontou para uma poupança de apenas 6,5 milhões de euros como resultado da extinção de freguesias.

O presidente da ANAFRE, Armando Vieira, tem vindo a alertar o Governo de que esta poupança não contabiliza os prejuízos de danos colaterais à reorganização territorial. Armando Vieira considera também que a poupança não justifica toda a contestação e pressão social que a lei veio causar.

As instituições de solidariedade social e misericórdia temem ainda que a fusão de freguesias condicione o apoio à intervenção social e aumente a desertificação.

Os protestos já se fizeram ouvir. Autarcas e populares protestaram no dia 31 de Março contra estas medidas, numa manifestação organizada pela ANAFRE em Lisboa. A próxima contestação está agendada para dia 22 de Setembro, no Porto. A decisão surgiu de uma reunião feita pela Plataforma Nacional Contra a Extinção de Freguesias, em Gondomar..

30º Encontro dos Beirões do Oeste

A Lareira

Vai ser neste bonito salão do restaurante a Lareira em Caldas da Rainha que irá ser servido aos berões residentes no Oeste e não só um suculento repasto com iguarias da Beira
A noticia vem nas paginas do Jornal do Fundão e do Jornal das Caldas desta semana
Já fiz parte de grupos em convivio neste restaurante situado á saida de Caldas da Rainha na estrada que vai para Foz do Arelho.
Este restaurante está mesmo vocacionado para receber grupos numerosos especialmente de antigos militares   
que prestaram serviço nas antigas colónias em Africa
Está é uma imagem que eu recordo desse restaurante e depois fizemos uma vizita a Óbidos ali mesmo ao lado onde um antigo camarada de armas o Coronel carlos Lopes se dedica tambem em parte á hotelaria
Bebemos umas ginginhas, provámos o espectacular chocolate de Óbidos
A Lareira
                                                                     (foto igogo)

Será então neste  local que se irão reunir os beirões que queiram e possam comparecer no próximo dia 17 de Novembro
Muitos conterraneos nossos inclusivamente da minha aldeia Bogas de Baixo, vivem na zona Oeste numa extensão que vai de Leiria até Mafra
O objectivo destes encontros é sempre reunir o maior numero de beirões aqui residentes e não só, para rever velhos amigos, conviver e passar um dia diferente
Os participantes, podem contar com uma ementa repleta de bons sabores das mais apetitosas iguarias beirãs
Estou muito longe e não posso ir, mas quando vivi na região Oeste  visitei varias vezes a Lareira em dias de convivencia entre amigos

Coração da Cova da Beira

Photobucket




Esta lindissima paisagem  captada do meio de um cerejal na serra da gardunha, mostra nos todo este imenso vale entre a gardunha e a estrela considerado o coração da Cova da Beira
Avistando se para alem de localidades como Aldeia de Joanes, Dominguiso, Tortosendo etc , a linda serra da estrela mostrando nos já  um manto de neve na zona da torre


Descoberto situada a meio da montanha


 Descoberto é uma aldeia da Freguesia de Bogas de  Cima
Concelho do Fundão
Distrito de Castelo Branco


Fotografia

Tambem ela á semelhança de quase todas as aldeias da nossa região, fica
situada das abas da Serra da Gardunha no meio de uma paisagem deslumbrante
Já no meu tempo de  criança se dizia na minha aldeia, Bogas de Baixo, que quando
chovia no Descoberto crescia a ribeira de  Bogas

E isto era pura verdade por  dois motivos distintos , o primeiro é quando chove  a ceu aberto
o que significa  o mesmo que chover a descoberto, e por esse motivo crescem as ribeiras e  os rios
Quando neste caso chovia no Descoberto, como fica num ponto mais  alto que  a minha aldeia,
 se dizia que a ribeira de Bogas crescia
A ribeira de Bogas nasce realmente aqui para as bandas do Descoberto e dos Boxinos, uma outra aldeia da freguesia que publicarei em breve



Sobre o  Descoberto pouco mais terei para escrever a  não ser que por cá tenho passado
muitas vezes sempre com muito prazer.
ja que por aqui continuamos a poder respirar ar puro, deslumbrar a vista com extraordinárias paisagens onde predominam as flores silvestres que nos proporcionam um aroma muito bom e muito particularmente o estômago com os saborosos petiscos que estas gentes tão bem sabem cofecionar

Por exemplo no Café Palmeira e no Café Restaurante Chafariz onde podemos pedir para nos servirem, Maranho, chanfana e outros pratos tradicionais de confecção caseira.
Tenho familia oriunda do Descoberto, e  muitos amigos
Capela do Descoberto
Normalmente é sempre a meio do mês de Agosto que se realizam aqui no Descoberto, as festas em honra da Imaculada Conceição
O Descoberto como as aldeias vizinhas fica muito despovoado durante o ano inteiro
já que as suas gentes emigraram para diversos locais  em Portugal e no Estrangeiro, 
simplesmente porque aqui não há trabalho e  a vida se torna dificil




Olha aqui os meus primos  Silva e José André!!!!!!!!!!!!!!!!!
da Ladeira evidentemente
Fotografia


Nos dois meses Julho e Agosto a  terra fica completamente cheia de descobertenses que
optam por vir passar férias á sua aldeia

Desafio as gentes do Descoberto que terão muito mais a dizer sobre a sua aldeia, deixem aqui os vossos comentários e  algumas emendas se  for o caso
Falem da vossa aldeia

PS:  a titulo de correção aqui deixo o comentário de um amigo


Bom dia amigo Luis, tudo o que diz do Desberto está certo, embora as gentes do descoberto possam confirmar com mais conhecimento de causa. No entanto uma pequena correção. A festa que é celebrada no dia 15 de Agosto de todos os anos, é, não em louvor da Imaculada Conceição, mas de Santa Barbara, a padroeira dos mineiros e protectora nas trovoadas.
Um abraço

Obrigado amigo
abraço

Afinal amigo Zero,  nem eu nem o meu amigo temos razão
afinal a Iria Gonçalves informou me que a festa é em honra de Nossa Senhora do Desterro
Aqui fica a correção e os agradecimentos á nossa amiga Iria Gonçalves

Imagens que ficam para a história da nossa terra


Imagens que jamais poderemos esquecer, referentes á vida na nossa aldeia
Nuncamais poderão ser repetidas, Bogas mudou muito nos ultimos anos tanto para o bem como para o mau

Estes dois homens que podemos ver na imagem nunca mais poderão aparecer assim em publico
O Ex presidente da Camara do Fundão e o nosso saudoso Ex Presidente da Junta de Freguesia. que muito contribuiu para a inovação desta linda terra . 
Infelizmente partiu muito cedo mesmo antes de ver algumas das suas iniciativas concretizadas
O António Roque será para sempre um marco histórico para as gentes de Bogas de Baixo




Aí temos uma outra imagem que já faz parte da história
Numa terra onde infelizmente nos ultimos anos não nascem crianças, tivemos o previlégio de possuir um Jardim de Infancia que funcionou  impecavelmente com crianças de algumas aldeias vizinhas

Já nunca mais podemos ver a minha mãe que se vê nesta foto e por outro lado aquelas crianças cheias de alegria e boa disposição, aproveitavam a hora de almoço para além de se alimentarem, fazerem tambem um intervalo na sua aprendizagem no Jardim de Infancia que existiu na nossa terra, e que por motivos que  não sei, acabou, sendo agora ainda a  carrinha da Junta de Freguesia que as transporta á escola de Janeiro de Cima, sendo que teem que se levantar muito cedo nas suas aldeias como Maxial Malhada Velha, Bogas de Cima etc e onde regressam dez horas mais tarde.
Aqui eu acho que deve ter havido pouco interesse das pessoas que estão á frente das instituições de Bogas, para não terem feito todos os esforços para que  o Jardim Escola ficasse  em Bogas, onde havia todas as condições

Este parque de diversões para as crianças ficou assim ao abandono tendo sido construido para apoio ao Jardim De Infancia que entretanto Já não existe



Mais uma imagem que me traz muitas e  belas recordações
A nossa antiga escola primária chegou a ter no meu tempo de juventude mais de 60 alunos
Acabou há muitos anos dado que as pessoas mais jovens da aldeia aquelas que podiam gerar crianças, optaram por outros lugares onde os seus filhos puderam nascer, e tudo isto porque na aldeia não havia condições de vida.
Bogas de Baixo tem ainda muitos descendentes jovens em idade escolar que não vivendo cá  fizeram e  fazem os seus estudos em outras terras outras paragens


Mais uma imagem que jamais poderá ser repetida
Vemos o saudoso Antonio Roque  com o Presidente da Camara assinando o protocolo para a construção do Lar para a 3ª idade na nossa aldeia


Esta ultima imagem da me vontade de chorar, pois  estas tres irmâs que são a  minha mae  e  as minhas tias, tambem nunca mais pode ser uma realidade
 A minha mãe e  a minha tia Anuciação  já não se encontram entre nós, restando a minha tia Enilia para quem peço saude para viver mais alguns anos na noss companhia



Bogas de Baixo que eu pessoalmente acho que evoluiu muito desde o 25 de Abril, não o teria conseguido se não fossem algumas pessoas que á frente da Autarquia dedicaram muito do seu tempo para que isso pudesse ser realidade, mas muito especialmente pelos nossos conterraneos que emigraram para diversos sitios da Europa e  até  do mundo, porque com as suas economias fizeram de Bogas de Baixo uma terra mais moderna e  acolhedora