Barroca (aldeia de Xisto)

Barroca do Zezere, uma aldeia do concelho do Fundão «, localizada na margem esquerda do rio Zezere, para alem de ser conhecida como uma aldeia com alguma industria e comercio, tendo inclusivamente tido aqui a sede de uma grande Empresa de Camionagem, antiga Transportes do Zezere



 que era propriedade de um filho da terra e transportou pessoas e mercadorias por tudo o que era sitio em Portugal, é hoje muito mais conhecida por ser uma das principais aldeias  de Xisto

A Casa Grande, antigo solar do Séc. XVIII onde hoje funciona o Centro Dinamizador das Aldeias do Xisto, acolhe-nos e lança-nos à descoberta.

 Na Barroca continua a respirar-se um ambiente rural, pautado pelos seus ciclos agrícolas. A paisagem circundante é enquadrada pelo pinhal e pelas pirâmides dos aterros  da Lavaria do Cabeço do Pião, que já pertenceram às Minas da Panasqueira. Hoje preparam-se para albergar um Parque Temático Mineiro. A Barroca é também a Sede da Rede de Lojas das Aldeias do Xisto.


No caminho que nos transporta até ás margens do rio, descobrem-se antigos moinhos que funcionavam através da força da sua corrente .


 O espelho de água e a paisagem impõem um momento de pausa,

 antes de se atravessar a ponte pedonal para a outra margem e descobrir as gravuras rupestres que os nossos antepassados ali deixaram gravadas na rocha há milhares de anos. A Casa Grande também alberga um Centro de Interpretação deste património e desafia-nos a percorrer a Rota da Arte Rupestre do Pinhal Interior.


A Barroca do Zezere é tambem hoje como já era antigamente um ponto de passagem das gentes que se deslocam do concelho do Fundão para os concelhos limitrofes de Pampilhosa da Serra e Oleiros



Onde antigamente só se podia atravessar o rio de Barco ou a nado existem hoje obras de acessibilade mais modernas e cómodas



E assim através de belas imagens quero continuar a divulgar as nossas aldeias

Malhada Velha (aldeia de montanha)


Numa das minhas incursões  por  montes e vales da nossa bela Serra da Gardunha, eis que chego a esta simpática localidade, cheia de encanto com um povo trabalhador e capaz de reber os seus visitantes com muita amizade.
respira se ar puro por estas bandas, como podemos verificar Malhada Velha está rodeada de densa floresta   que nos faz sentir num paraiso de cores variadas que as encostas da montanha e as suas areas cultivadas e  ajardinadas nos proporcionam 




Esta  simpatica aldeia situa se numa das abas da serra da gardunha  na parte trazeira da Maunça no Concelho do Fundão,
tem varios pontos de interesse, tais como; o Lagar de vara, fábrica de azeite,

aqui é espremida a massa das azeitonas para tirar o azeite do bagaço
 e Associação Cultural e Recreativa da Malhada Velha. 


Salienta-se ainda a Casa do Cogumelo que foi implantada na antiga escola primária da aldeia.


Gastronomia; o bom maranho e cabrito assado são os principais pratos confeccionados.
Actividades económicas:
- Empreteiros de obra: Gonçalves e Irmãos, construções Lda
- Estucadores: Gessibeira
- Serviços florestais: Agreste


Padroeiro: Nº Senhora de Lurdes
A Malhada Velha é uma terra de gente genuína que saberá muito bem receber quem a visitar...






Na Malhada Velha bem como em muitas aldeias desta região ainda existem os velhos fornos onde se cozem os gostosos pães caseiros para além de uma enorme variedade de doces, e carnes 





Estas foram algumas das imagens que consegui recolher sobre a Malhada Velha, 
Espero continuar a levar a todos os cantos do mundo as nossas aldeias através das belas imagens que delas podemos captar
para além disso deixo vos ainda a possibilidade de conhecerem um pouco mais desta aldeia se visitarem as páginas que sugiro
são elas
https://www.facebook.com/acrmv.malhadavelha?fref=ts

https://www.facebook.com/groups/112957612069192/?fref=ts

As fotos que eu gosto

Hoje partilho com todos visitantes e amigos do ECOS DA ALDEIA, imagens que me deslumbram e me fazem crer que Portugal é mesmo um pequeno jardim á beira mar plantado


Portugal é lindo, Começando pela Beira Baixa  derivando para Norte para as serras transmontanas e para sul até ás calidas aguas da costa Algarvia com as suas fantasticas praias das melhores da Europa




E as suas lindas belissimas amendoeiras floridas, espectáculo impar em toda a região Algarvia




São imagens do Algarve

Faro é a minha terra de adopção, pois vivo cá há vários anos e para onde vim pela primeira vez quando tinha 10 anos


~
O rio Zezere tem mais encanto quando atravessa a Beira Baixa desde Belmonte até Janeiro de Cima no concelho do Fundão









delissimas imagens da minha aldeia natal Bogas de Baixo situada no extremo do concelho do Fundão ali mesmo paredes meias com Orvalho e o Miradouro do Mosqueiro de onde se pode admirar uma vasta região de rara beleza com o rio Zezere serpenteando por montes e vales



BOGAS DE BAIXO


Uma carta que me marcou bastante


Ecos da aldeia publica hoje um texto que me fez refletir muito na vida precária que muitas familias portuguesas especialmente aquelas que se sentem abandonadas nas aldeias perdidas no Centro deste nosso Portugal
Esta carta poderia muito bem ter sido escrita por mim ou por muitos dos meus amigos que passaram e estão a passar por situações identicas á figura central deste texto

Esta é uma partilha da publicação inserida em https://www.facebook.com/AldeiasPortugal


"Mãe escrevo-lhe para lhe pedir perdão. Perdoe-me mãe. Perdoe-me. 
Minha querida mãe desculpe a letra, mas choro tanto que mal consigo escrever. A Isabel e os meninos estão na sala e estão bem. Não consigo deixar de pensar em si mãe, rezando todos os dias de joelhos, com toda a minha fé, pedindo a Deus que nada lhe aconteça. Ainda não sei falar alemão, mas na fábrica também não é preciso, estou na secção de cortar chapa e com gestos lá me vou desenrascando. A nossa casinha aqui é pequena, mas dá para nós os cinco. Os meninos estão agora num infantário social e a Isabel já começou a trabalhar para uns senhores que têm uma Quinta. Ela não arranjou emprego na área dela mas está nas limpezas e como fala bem inglês e os donos da Quinta também, está a dar-se bem, melhor do que eu. Minha querida mãe sei que está aí sozinha e que não tem medo, mas perceber que está sozinha e sem apoio tritura-me o coração. Queria tanto estar aí mãe, tanto! A fazer o que quer que fosse, mas a senhora sabe bem que vim por causa dos meninos. Já não aguentava ver os armários vazios e os meninos a chorar para comer. Não aguentava ver a Inês a precisar de medicamentos e a ter de pedir dinheiro aos amigos. Minha mãe desculpe, por favor! Sei que me disse para vir, mas sei também que chora dia e noite. Desculpe mãe! Esta vida é tão curta que não deveríamos estar assim tão separados, não deveria ter a coragem de a deixar sozinha, não deveria ser tão cobarde assim. Choro, choro, choro muito minha querida mãe, pois amo-a tanto e não a consigo sequer ouvir! Se ganhar dinheiro juro que lhe compro um telefone em Agosto. Ouve mal, eu sei, mas basta atender e dizer "estou". Se ouvir a sua voz irei sofrer menos um bocadinho. Mãe desculpe, amo-a tanto. As lágrimas caem-me pelo rosto, as mãos tremem-me, as pernas quase perdem a força... mas sei que compreende o meu esforço, pelas crianças. Como gostava de ter um trabalho qualquer aí perto de si, dava tudo, poderia ser um trabalho duro, mas que desse para viver. Não aguentava mais a situação de desespero minha querida mãe e por isso vim, mas não sei se vou aguentar. Imagino-a sozinha, sem mim, a pensar no pai e a rezar para partir. Mas peço-lhe mãezinha, por favor, não parta já, aguente, deixe-me ganhar algum dinheiro para ir para ao pé de si. E prometo que nunca mais a deixo, prometo. É tão linda mãe e tenho-a no meu coração, a todo o instante. Amo-a tanto mãe. Estou aqui mas nunca saí daí do seu lado mãe, sente, não sente? Perdoe-me!"

Foto: Rui Pires
Texto: Paulo Costa

Viagem pela Beira Baixa



Vou iniciar a minha viagem hoje, passando pelo Rosmaninhal uma freguesia pertencente ainda a este concelho de Idanha-a-Nova, com aprox. 270 km² de área e 730 habitantes. Foi vila e sede de concelho entre 1510 e 1836, quando foi suprimido e anexado ao concelho de Salvaterra do Extremo. O município era constituído por uma freguesia e tinha, em 1801, 907 habitantes. 

visitei num lugar aqui muito próximo um lagar de azeite equipado com tecnologia moderna e com a fabricação de azeite excelente Daqui partimos com a intenção de percorrer grande parte do Parque Natural do Tejo Internacional, e acabamos por entrar em Monforte da Beiraé a freguesia mais oriental que pertence ao concelho de Castelo Branco. Faz fronteira com as freguesias de Malpica do Tejo, Ladoeiro e Rosmaninhal (estas duas últimas pertencentes ao concelho de Idanha-a-Nova). A sua área é superior à de concelhos como Lisboa ou Porto. Parte da freguesia está incluída no Parque Natural do Tejo Internacional.



E já em Malpica do tejo visitámos pessoas amigas, provámos a saborosissima gastronomia da região que se coinfecciona nesta aldeia. Freguesia esta que foi crescendo até atingir, em 1960, cerca de 3500 habitantes (Malpica foi, no século XX, e ainda é, das aldeias maiores do concelho de Castelo Branco). Hoje, devido ao êxodo rural, residem em Malpica cerca de 700 habitantes (a que se junta uma população flutuante de cerca de 300 habitantes). Malpica (Malpica do Tejo a partir de inícios da década de 50) é uma feguesia muito rica a nível etnográfico e folclórico (Zeca Afonso recolheu ali muitos "cantares", como seja: Maria Faia, Moda do Entrudo, Jeremias, Oh! Que Calma!, etc.), É rica tambem em gastronomia, arquitectura e paisagem - fazendo tambem parte do Parque Natural do Tejo Internacional.


O Parque Natural do Tejo Internacional desenvolve-se a sul de Castelo Branco, durante uma extensão de várias dezenas de quilómetros de rio. Apresenta uma extraordinária riqueza botânica, com a presença de várias espécies endémicas, assim como grande variedade de aves migratórias e de rapina, que encontram aqui reunidas excelentes condições de nidificação. É o caso do abutre do Egipto, águia-cobreira, águia Bonelli, grifo e cegonha-negra, e também alguns mamíferos raros (lontra e geneta). O veado, o lobo, o javali, a águia e o falcão são outras espécies que podem ser observadas. 


beleza e riqueza natural, o Parque é também marcado pelos valores do património histórico e cultural, em que ressaltam os vestígios do neolítico e sepulturas romanas, assim como interessantes edificações da arquitectura popular perfeitamente integradas na envolvente paisagística. Só é pena que se encontre ancorado num local do rio de acesso dificil um optimo barco cuja viajem experimental foi realizada pelo então primeiro ministro António Guterres passou quase toda a sua existencia a degradar se com o passar dos anos.


De qualquer maneira resta me aconselhar um passeio por estas bandas, que nos deixa completamente extasiados sem ter que dispender muito dinheiro que nos tempos que correm tambem começou a escassear Passámos ainda pela barragem espanhola de EL Cedillo e percorremos ainda maisa lguns kms até ás Portas de Ródão

Descobrindo o caminho




Estas aves estão já a pensar na forma de sairem deste degredo

Será que os Portugueses vão ter que pensar como elas e fujirem daqui para fora??

OUTONO

Sempre ouvi da boca de meio mundo, que a Primavera é a mais linda estação do ano.
Embora a Primavera seja uma estação do ano cheia de odores de flores, do verde do campo e de temperaturas amenas,
Parece me que o Outono, quando o por do sol nos oferece imagens deslumbrantes de tons vermelhos,rosa,azul e roxo.

a par dos tons magnificos do arvoredo de tons castanhos e dourados, caindo no chão, é sem duvida uma época lindissima.


No Outono encontramos Paz e Harmonia, uma natureza embalada pelos ventos e uma chuva miudinha que começa a fazer nos sentir a falta de uma bela fogueira acesa á nossa lareira convidando nos á meditação á amizade e ao amor.


Outono é tempo de castanhas assadas bem quentinhas e acompanhadas de uma boa pinga de agua pé. porque tambem é o Outono a època das vindimas o tempo de se fazer vinho novo
As vindimas são realmente um trabalho que dá prazer e que em Bogas como no resto de Portugal se fazem anualmente

Todas estas folhas de tons castanhos e dourados caem no chão em cima dos relvados ajudando a fertelizar as terras que irão produzir novas arvores e revitalizar as mesmas
No Outono é tempo de cogumelos e as belas e saborosas romãs


no Outono é tempo de começar a apanhar a zeitona que nos irá dar optimo azeite para uma boa alimentação e não esquecendo as couves com bacalhau regadas com este optimo azeite ,que é tradicional servir na noite de natal que está á porta



Esta estação do ano que é lindissima acaba dia 21 de Dezembro para dar lugar ao inverno frio e chuvoso


O que os amigos escrevem


 Teresa Catarino disse...
Caro Luis esta postagem está magnífica. Não tenho palavras para descrevê-la. As fotos, o texto e todo sentimento implícito nele estão maravilhosos. Parabéns mais uma vez e espero que tenha sempre essa sensibilidade de falar das coisas simples e que nos são tão caras de forma tão inspirada.
Abraço à todos. E um ótimo outono!



 angel disse...
Devo confessar-te que sempre fui apaixonada pela Itália, tanto que neste ano passei uns tempos por lá, mas depois que vi seus post sobre Portugal... ficou encantada com a "Terrinha" que é como chamam cá, no Brasil, este país adorável que é Portugal. Assim mesmo no diminutivo que é pra ficar mais carinhoso.
Adorei as fotos e as histórias... certamente serei uma fã e voltarei sempre para saber mais coisas daí.
Abraço
Angela





Antonio Rebordao disse...
Estimado Luís,

Parabéns pelo blogue (e fotografias) e pelo comentário deixado no meu.

Realmente o Outono é uma estação linda. Aqui no Japão é particularmente bonito.
 Convido-o a visitar
 http://rebordao.blogspot.com/search/label/Outono e http://japan.rebordao.net/nature/index.html

Cumprimentos,

António Rebordão


Olà Luis,

Estou bem de acordo com você quando diz que o outono é uma linda estaçao... Para quem é artista, é uma explosao de cores que nao hà nas outras estaçoes do ano. Continua sempre à fazer-nos viajar através do seu blog!
Beijinhos Elsa



Obrigado por me terem presenteado há anos atraz com estas lindas palavras
Eu continuo a  gostar do Outono



Um pouco de História sobre a aldeia


ECOS DA ALDEIA, terá publicado logo no seu inicio em  2007 dados históricos sobre Bogas de Baixo.
Essa postagem desapareceu e resolvi por isso voltar a publica la nesta data



Em 1724 já Bogas de Baixo era Paróquia , como podemos verificar na cópia do testamento de Jorge Dias o qual se encontra no livro de testamentos de Bogas pertencente ao arquivo da freguesia de Bogas e ao que parece foi levado para a Casa Paroquial por volta de 1940
O referido testamento tem o seguinte termo de abertura: Este livro ha de servir para nele se descarregarem os movimentos e visitas á Igreja Paroquial de S. Pedro no lugar de Bogas de Baixo, deste distrito da Covilhã vai rubricado com o sobrenome de FREIRE
Covilhã 19 de Setembro de 1724


Nota: nesta data, a freguesia de Bogas de Baixo dependia da Covilhã onde era o Arciprestado
No mesmo livro ha um outro termo de Abertura que começa assim: serve este livro para nele se lançarem as Capelas (testamentos de caracter religioso como por exemplo encargos de missas)
Um tal Jorge Dias de Bogas deixou um chão na regadia a sua filha Quitéria., com a obrigação de uma missa por ano.
Este termo foi lavrado em 2 de Novembro de 1724 pelo cura Jorge Rodrigues Latadas
O mencionado Jorge Dias no seu testamento a favor de seus filhos Gaspar Dias e Quitéria Dias deixava lhes as obrigaçoes testamentarias de uma missa e um responso em sua alma, actos que se deviam cumprir todos os domingos
Sabe se tambem que o referido Gaspar Dias morreu e deixou os seus bens a sua irmã Quitéria e que após o falecimento dela, se instituisse um vinculo de capela em quadro perpétuo com a obrigação de 20 missas em cada ano por sua alma enquanto o mundo for mundo e nunca em tempo algum poderão ser vendidos, alterados ou anexados por qualquer administrador.


As propriedades mencionadas no referido testamento que toda a gente em Bogas conhece , são as seguintes: Sernadela, Oldeiros, Córguas da ribeira ( nos limites de bogas com Janeiro de Cima) ,Vale do Brejo, Vale de Pedro Mendes, Feiteiras, Lomba das Eiras, Ramalheira, Codeçal, Covão do Açor, Vale dos Cortiços,Ribeira do Descoberto, Carvalhal Novo, Casas Velhas do Urgeiro, Ladeira da Ponte, Porto Freixo, Vale da Cerejeira, Risca e Chão da Amoreira.
Obras na igreja paroquial terão sido feitas a mando de D. Quitéria acrescentando se então quase outro tanto á primitiva, como se lia na cabeceira do altar do lado da espistola. Os dois altares laterais estavam então (1908) com as frentes voltadas para o corpo da Igreja:
Por volta de 1930 estes dois altares foram colocados de esguelha no tempo do Padre Coelho . Estes altares assim como o altar mor devem ter sido feitos por volta de 1700. São de escultura barroco e já foram pintados a purpurina.Agora em 1986 pensam em Bogas douralos, o que será um bom arranjo e bem merecido.
Algo Sobre a Antiguidade da Paróquia

 Bogas de Baixo era Paróquia separada de Janeiro de Baixo como esta escrito nos testamentos de D. Quitéria
A tradição local dizia que primitivamente havia 2 capelas, uma em Bogas e outra no Maxial Ambos os lugares pertencentes á paróquia de Janeiro de Baixo e mais,que 2 bons cristãos do Maxial cada um em seu macho iam á missa dominical de Janeiro de Baixo e que o cura de lá nunca começava a missa antes que estes chegassem. Eram conhecidos pelos homens dos machinhos Daí teria derivado o nome de Maxial.

Casa Senhorial Brasonada
Entrando em Bogas pela Rua da Igreja,encontra se logo ao principio uma casa toda caiada, comprida, com uma frente unica, a qual se destaca das restantes casas do povoado
Esta casa é conhecida por Casa dos Motas que a habitaram ultimanente Tem uma entrada com portado fora do vulgar larga e por cima dela está o brazão familiar carateristico dos palacios dos nobres ou titulares.
D. Eurico Nogueira (arcebispo de Braga) publicou recentemente um livro no qual se faz referencia a uma familia rica do Carregal Freguesia de Dornelas.
Esta familia foi se espalhando pelas terras vizinhas e dela destacamos um tal Manuel Dias Barata de Carvalho residente em Bogas de Baixo a quem D. Maria I outorgou o título de CAPITÂO DA ORDEM DE CRISTO ainda na menor idade de D. JOÃO VI
o direito de usar brazão
Sendo assim o que não nos oferece duvidas é que esse Manuel Dias barata de Carvalho, foi pois titular da ORDEM DE CRISTO com a categoria de capitão mercê que lhe conferiu a rainha D. Maria I
O palácio era para a época de grande categoria, bem como aquela terra. A sua construção seria de fins do século XVIII o brazão é de granito fino Quanto à heraldica não ha elementos para o especificar.
Diz ainda D. Eurico no referido livrinho que, no Carregal se distinguiram 2 familias em razão dos seus haveres e preponderancia na região. Uma dessas familias eram os MEIRELES e a outra a já mencionada dos CARVALHOS. a primeira expandiu se para a região do Fundão e Cova da Beira. A segunda expandiu se para poente e para sul como Bogas de Baixo Unhais o Velho, Vidual, Janeiro de Baixo, Janeiro de Cima, Orvalho e Cambas
Os Apelidos Barata, Dias e Carvalho todos devem ter ascendencia nesta familia 
Destas familias terão derivado alguns homens ilustres como o Dr Teodoro Meireles e o Visconde de Tinalhas e ainda um padre do Carregal Dr Bento Dias de Carvalho formado em direito canónico na universidade de Coimbra em 1771.
Foi pois Manuel Dias Barata de Carvalho que terá mandado construir a casa dos Motas em Bogas de Baixo, afixando sobre a entrada nobre do palácio, a pedra titular com as suas armas que ainda lá estão

Havia sido aberto um caminho estrada desde a Guarda e Covilhã até Lisboa por onde se faziam os transportes da época
Por esta estrada terá vindo S PAULA FRASSINETI (Isaura) quando veio fundar casa ou visitar a já existente na Covilhã 
por este caminho terá viajado tambem o dramaturgo GIL VICENTE que era da Beira Baixa.

A paróquia de Bogas de Baixo ja existia antes de D. Quiteria e por conseguinte antes do testamento feito por seu pai Jorge Dias a seu favor.
Em 1320 ja existia Cambas como paróquia seu cura o Padre Henrique, seguiu se lhe Janeiro de Baixo e depois Bogas de Baixo mais tarde Bogas de Cima e Orvalho.Junto das talhas dos altares laterais da Igreja de Bogas havia inscrições indicando D. Quiteria como remodeladora ou benfeitora.


N.B. Todos os elementos atras descritos foram extraidos de um caderno de APONTAMENTOS SOBRE BOGAS DE BAIXO escrito pelo Rev. Padre Luis Gonzaga Martins Gama
e gentilmente cedidos por um conterrâneo
AS COISAS QUE VIM A DESCOBRIR TAMBEM ATRAVÈS DE PESQUISA NA NET: Em 11 de Janeiro de 1567 realizou-se em Janeiro de Baixo o casamento de Bartolomeu João, filho de João Luís "do Porto da Balsa, termo de Vila Cova", com Maria João, filha de João Anes, de Bogas de Baixo, localidade então pertencente à freguesia de Janeiro de Baixo.


Este registo é tão antigo que corresponderá a um casamento da geração dos pais ou mesmo dos avós de Domingos João e Maria Francisca.
DOMINGOS JOÃO c. c. (Fajão 26.08.1646) ISABEL SIMÃO, ou SIMÕES, da Pampilhosa da Serra, filha de Francisco Fernandes e Margarida ... . Tiveram:
----- 3. Manuel Simão, ou Simões, c. c. (I) Maria Manuel, filha de João Rodrigues e Ana Manuel, c. c. (II) (Fajão 12.09.1693) Catarina Francisca, de Fajão, filha de Simão Fernandes e Catarina Francisca. Com geração.
o nascimento de João Luís do Porto da Balsa e de João Anes de Bogas de Baixo deve ter acontecido cerca de 1520, situa-se no reinado de D. João III.