Continuamos a disfrutar as magnificas paisagens das serras da Pampilhosa

Vamos hoje continuar a percorrer as serras da Pampilhosa num percurso que nos irá levar até Alvaro no concelho de Oleiros, nas margens do Zezere e já fazendo parte da bacia hidrografica do Cabril



Saimos de Bogas de Baixo e não tarda estamos no Orvalho onde apanhamos a estrada da Beira que liga castelo Branco a Coimbra
percorremos poucos Kms e chegámos a Cambas primeira ligação com o rio Zêzere .


Aqui o Zêzere oferece nos imagens agrestes e locais de lazer onde podemos tomar uma grande banhoca na sua praia fluvial
Cambas embora na margem direita do rio pertence ao concelho de Oleiros embora há muitos atraz tenha estado agregada
ao concelho da Pampilhos por causa da extinção do concelho de Oleiros.

Isto durante poucos anos já que o concelho de Oleiros
foi restaurado e cambas voltou ao seio do concelho
Seguimos a estrada da Beira e eis nos a subir a serra passando pelo cruzamento dos Caneiros a seguir o Cruzamento para
o Armadouro e barragem de Santa Luzia


Mais acima encontramos Sancha Moura lá mesmo no alto da serra onde há anos atraz eu tinha um cliente e amigo (O Galvão)
Iniciamos a partir daqui mais uma descida que desta vez chega á Pampilhosa, mas antes lá a seguir á fonte encontramos uma
estrada á esquerda que nos leva aLobatos e Lobatinhos.



Damos um saltinho a Sigmo Samo e depois pelo Sobral Magro de onde podemos avistar um vale enorme que é o Vale do Zezere
Vendo se Alvaro, aldeia que nos servira de meta hoje lá bem no fundo da serra nas margens do Zezere



De Sobral Magro subimos um pouco e vamos apanhar a estrada que parte da Pampilhosa e vai entroncar com N2 entre
Amioso Fundeiro e Alvares

Mas após passarmos perto do aerodromo da Pampilhosa no alto da serra, viramos mais uma vez á esquerda e começamos a
descer em direção ao Zêzere em Alvro onde nos deparamos já com a bacia da barragem do Cabril



Antes de Alvaro passamos ainda pela aldeia Maria Gomes e pela Lomba do Barco até que enfim chegamos ao nosso destino de hoje
A Aldeia de Alvaro cuja ponte ficou muito conhecida por ter ligado os concelhos de Oleiros com a da Pampilhosa e por outro lado
uniu tambem dois distritos Castelo Branco e Coimbra



Em Alvaro que pertence ao concelho de Oleiros, fixou residencia há muitos anos uma familia de Bogas de Baixo,
Salvo erro a familia Manuel Nunes

A aldeia, que já foi Vila, fica empoleirada num cume e alinhada ao longo de uma rua principal, entre o Rio Zêzere e a Ribeira de Alvéolos. É um local maravilhoso de encontro com a natureza, com passado e com o presente. Onde se sente o perfume natural da vegetação endógena, o silêncio da natureza, a calma e a profundidade da vida da aldeia e onde tambem se respiram marcas profundas de história
Província: Beira-baixa
Distrito: Castelo Branco
Concelho: Oleiros
Comarca: Sertã
Arquidiocese: Portalegre
Fronteiras e localização geográfica: A freguesia localiza-se a norte da sede do concelho e faz fronteira com:
Freguesias da Amieira, Oleiros e Sobral, Machio de Cima
Concelhos de Oleiros, Pampilhosa da Serra
Distrito de Coimbra
Alvaro foi recentemente integrada no circuito das Aldeias do Xisto e encontra-se em recuperação com intervenções em monumentos e casas particulares assim como áreas públicas. Algumas das fotos apresentam o antes e depois das intervenções.
Pode consultar o album de fotos em
http://aldeia-de-alvaro.chospitalarios.com/Fotos/Fotos.htm

Pelas serras da Pampilhosa


Pampilhosa da Serra um concelho limitrofe com o rio Zezere a separar nos entre o Urjeiro e Janeiro de Baixo
Conheço muito bem todo o concelho desde muito novo e mais tarde devido á minha actividade de vendedor, arranjei muitos amigos e conhecimentos.
Encontrei um site sobre uma terra que me traz belas recordações, porque no tempo dos rebanhos e das casas mais abastadas havia sempre um criado que guardava o rebanho para além de outras tarefas.


Um primo meu foi um dos que começou a sua vida de trabalho ainda muito novo numa dessas casas ,na Póvoa da Raposeira que da nossa terra nos habituamos a querer observa la ao longe atraz daquelas rochas
ali ao lado das Portas do Souto.


Mais tarde tive em Povoa da Raposeira bem como nas Portas do Souto, Adorão, Portela de Unhais
e muitas outras aldeias desta região montanhosa mas de belissimas imagens, algumas lojas de comércio
tradicional meus clientes muitos dos seus proprietários ainda hoje recordo com amizade.


Alguns já não se encontram entre nós (caso do Virgilio Martins de Dornelas e outros) mas eu nunca os esqueço
Construimos amizades.
Hoje debruço me apenas nesta aldeia simpátiac de Póvoa da Raposeira
Na ribeira da Póvoa existia ha muitos anos um moinho que funcionava durante largas semanas mas que agora
deve estar desativado e talvez em ruinas.
Póvoa da Raposeira faz parte da freguesia de Unhais o Velho que possui um historial rico e lindissimo
Antigamente aqui como na minha aldeia o medronho era abundante nestas encostas pelo que existiam
alguns alambiques que tanto detilavam o medronho para extrair a famosa medronheira como tambem destilavam


o engaço das uvas para a extração de saborosa bagaceira (que ainda hoje se fabrica artesanalmente em muitas
das nossas aldeias.
E já que o moinho está desactivado, tambem o forno comunitario deixou de coser as saborosas broas de milho


que tambem se cosiam nos fornos da minha aldeia
Este património tem sido espoliado muito principalmente pela desertificação das nossas terras bem como pelos
incendios que teem ano após ano devastado toda a zona de pinhal e mesmo terras de cultivo que eram abundantes
nesta região
Ainda existe a eira da Póvoa que hoje serve de parque de estacionamento, já que milho Centeio ou cevada ja eram
e já não são mais
Será que o Lagar ainda funciona? o Lagar da Póvoa era e será concerteza um ponto de referencia para os trabalhos
artesanais do concelho da Pampilhosa
Deixo aqui tambem algumas fotos que o Nuno da sua torre de vigia nas serras da Pampilhosa captou com a sua objectiva


Para termos um maior conhecimento do vasto historial destas aldeias da Pampilhosa, visitem http://www.cm-pampilhosadaserra.pt/pt

Centro de Portugal com vida

Hoje o Ecos de Bogas de Baixo vai divulgar um pouco desta linda região onde ela mesmo se situa nas margens da Ribeira de Bogas a escassos metros da Foz de Bogas no Rio Zezere


A zona centro de Portugal tem um rico património cultural, gastronómico e natural.
Para actividades de férias há as praias fluviais do interior, piscinas publicas, campos de ténis nas aldeias,como aliás acontece no Polidesportivo de Bogas de Baixo, percursos pedestres e de bicicleta sinalizados por todo o lado,bem como passeios de barco, e até mesmo passeios de 4x4.



Em Castelo Branco, na Sertã, no Fundão, em Oleiros, em Tomar, Abrantes Pampilhosa da Serra, Holiveira do Hospital, Arganil; Lousã etc etc, podemos sempre encontrar Postos de Turismo locais que nos oferecem informações sobre onde praticar desportos náuticos, sobre as rotas turísticas, visitas, restaurantes e parques naturais.


Um dos pontos mais interessantes das Serras desta lindissima região, diz respeito à rede de Aldeias do Xisto (como aliás mostrei na postagem anterior.


São 24 aldeias tradicionais, que estão espalhadas nas laterais da montanha e vales, e todos elas são notáveis.
São únicas dado que oferecem aos seus visitantes produtos tradicionais e outros serviços, que são as maravilhas naturais da sua herança cultural. Um rio é sempre sinónimo de desportos aquaticos, a floresta transforma se em trilhos para caminhadas, uma velha tradição pode sempre tornar se num evento cultural


Há praias fluviais de água pura, monumentos, castelos e museus para visitar com certeza.
Toda a área é um convite para conhecer os locais e partilhar as suas tradições, artesanato e história. Pode seguir os percursos marcados, ou estuda los nós mesmos de acordo com a nossa inspiração.



A maior parte da paisagem é montanhosa, com formações rochosas, principalmente Xisto, muito especialmente nas Serras da Lousã e do Açor
Esta zona no coração de Portugal é atravessada por vários rios, como Alva, Ceira e o Zêzere.
A área não é densamente povoada, flora é dominada por eucaliptos, carvalhos, pinheiros e castanheiros.
O Rio Zêzere é um dos rios que correm das nacentes da Serra da Estrela. Nasce a uma altitude de cerca de 1900 m, e seu fluxo segue pelo vale glaciar da idade do gelo.


É um afluente do rio Tejo, e suas águas fundem-se na confluência em Constância, após um percurso de 200 km.
Rio Zêzere e Rio Mondego (que desagua no Atlantico na Figueira da Foz) são os dois únicos rios no país que são inteiramente portuguêses.


Janeiro de Baixo aqui paredes meias com a minha aldeia Bogas de Baixo basta atravessar o rio, é uma das 24 aldeias de xisto com mais historial. Sua Igreja Paroquial vale a pena visitar pela sua retábulos de madeira bonita. Existem ainda as capelas, do Santo Cristo e a de S. Sebastião
É tradição na freguesia realizar-se um Bodo junto à Capela de S. Sebastião, a 20 de Janeiro de cada ano.As azenhas á beira do rio onde se moiam os cereais criados na zona.


Os Desportos aquáticos estão disponíveis, bem como uma série de atividades ao ar livre como escalada ou rappel. Uma optima praia fluvial espera nos para um retemperar forças. ou podemos ainda visitar a barragem de Santa Luzia, que foi construída de 1930-1942 para produzir energia elétrica, e que tem um lago artificial de grande envergadura e bonito de se ver

Semana Cultural das TerraS do Xisto no Fundão


A Pinus Verde Associação de Desenvolvimento tem mantido vivo o desenvolvimento das nossas terras de xisto no concelho do Fundão
Apesar de com muita pena não ver nestes eventos a representação da minha aldeia Bogas de Baixo, uma aldeia que para quem a conhece deve pensar como eu. Para quando um programa alargado e incluir a nossa aldeia ou mesmo uma das suas anexas como a Ladeira, o Maxial ou o Urjeiro?
Bogas de Baixo tem todas as condições para figurar na rota das Aldeias de Xisto, para ter nesta vertente a divulgação que ela merece.
Para quando a criação de uma Comissão de Melhoramentos de Bogas de Baixo?`´E uma ideia com pernas para andar para se preocuparem coma projeção de uma linda aldeia a ficar parada no tempo

uma aldeia onde tambem o xisto é predominante, apraza me saber que a Pinus Verde continua activa na divulgação das nossas aldeias e seus usos e costumes


Assim a semana que hoje começa e se prolonga até 31 de Julho é fértil em comemorações sobre o tema Memórias do Rio
De 23 a 31 de Julho, no Fundão, a Semana Cultural das Terras do Xisto 2011 vai refrescar este Verão. Este ano sob o tema 'Memórias do Rio'. Diversas actividades, workshops, cinema e música.

Durante a semana pode ser visitada uma exposição de fotografias antigas na Casa Museu do Rancho Folclórico de Silvares.
Dia 31 de Julho, Domingo, haverá disponível um autocarro que fará o percurso entre a cidade do Fundão e a Aldeia do Xisto de Janeiro de Cima, de manhã, e entre Janeiro de Cima e o Fundão, da parte da tarde.

Programa:

23 Julho
Aldeia do Xisto da Barroca:
9h - Percurso pedestre 'Caminho do Xisto da Barroca', com visita às gravuras rupestres do Poço do Caldeirão
Lavacolhos:
21h30 - Arruada dos Bombos de Lavacolhos
22h30 - Concerto musical com os Velha Gaiteira


24 de Julho
Castelejo
15h - Workshop de dança "Brincadeiras do Folclore"


25 de Julho
Silvares:
14h - Workshop de construção de bombos
Castelejo:
15h - Workshop de dança "Brincadeiras do Folclore"


26 de Julho
Silvares:
14h - Workshop de construção de bombos
Castelejo:
15h - Workshop de dança "Brincadeiras do Folclore"


27 de Julho
Silvares:
14h - Workshop de construção de pífaros
Castelejo:
15h - Workshop de dança "Brincadeiras do Folclore"
Aldeia do Xisto da Barroca:
21h30 - Cinema: "Herói do Rio" (comédia), de Buster Keaton

28 de Julho
Silvares:
14h - Workshop de construção de pífaros
Castelejo:
15h - Workshop de dança "Brincadeiras do Folclore"
Bogas de Cima:
21h30 - Levantamento fotográfico nocturno, sob o tema "O Rio e a Natureza", realizado em percurso de caça


29 de Julho
Castelejo:
15h - Workshop de dança "Brincadeiras do Folclore"
Silvares:
21h30 - Cinema: "O Navegador" (comédia), de Buster Keaton

30 de Julho
Janeiro de Cima:
16h - Workshop Gastronómico no restaurante 'O FIADO'
Castelejo:
17h - Apresentação do Workshop "Brincadeiras do Folclore"
Silvares:
22h - Festival Internacional de Folclore


31 de Julho
Aldeia do Xisto de Janeiro de Cima
9h - Inauguração do Caminho do Xisto de Janeiro de Cima
9h15 - Início do Percurso pedestre
16h - Provas de Perícia no tradicional Encontro de Barqueiros



Nota: As inscrições são gratuitas em todas as actividades.

glitters

Os Emigrantes vão chegando

As nossas aldeias especialmente as mais antigas, vão naturalmente acumulando algumas tradições.
Muitas delas já estão esquecidas, outras resistem ainda,
mas por este andar, caminham a passos largos para a sua extinção, muito especialmente devido á pequena quantidade de moradores que as aldeias muito especialmente as do interior teem nos dias de hoje.
Refiro me muito especialmente á minha terra natal Bogas de Baixo

Emigrantes.

Neste mês e no proximo., os nossos emigrantes, continuam mesmo assim a trazer a saudade na sua bagagem.
Saudade da sua terra, saudade das suas gentes, saudade das suas festas.
Percorrem milhares de km para voltarem à terra que os viu nascer, fazem a sua romagem ao cemitério, para homenagear os seus entes queridos que entretanto partiram
Alguns podem ainda abraçar ao seus velhos pais e passear pelas ruas onde passearam na sua infância.
Sentir o aroma dos pinheiros , ver correr a água na ribeira, ouvir o som do gado
.

Ver a casa dos seus sonhos que conseguiram construir, contrastando com as construções antigas de pedra sobre pedra,
com uma lareira a um canto onde se colocava a lenha partida.
A carne no fumeiro, os chouriços, os presuntos pendurados na trave da velha casa.
Já não há cheiros como os da nossa infância.
. Hoje, os nossos conterraneos chegam de toda a Europa onde já deixaram descendência.
Os filhos que só vêm à terra dos seus pais porque eles os trazem até que um dia ficam por lá pois esta terra já não é a sua.

Quase todos os anos os nossos conterraneos regressam, e a nossa terra, a nossa aldeia está pronta para os receber.
No proximo mês de Agosto as festas em honra de Nossa Senhora das Dores e Jesus Adolescente vão ser uma realidade, para alegria do povo que vai poder receber de braços abertos os filhos pródigos, e assim, no cabeço do Outeiro, naquele terreiro em frente a Jesus Adolescente, a música dos artistas que vão estar em palco vai certamente puxar para dar um pé de dança e bailar a música que o povo gosta.
glitters

Ladoeiro - Festival da Melancia 2011

Realizou se este fim de semana á semelhança do que vem sendo realizado nos ultimos anos, o Festival da melancia no Ladoeiro.
É sempre um evento muito concorrido onde se cormecializam muitas toneladas do saboroso fruto
Partilho convosco um pequeno vídeo do Jornal Reconquista de Castelo Branco que nos mostra bem o sucesso deste festival




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