III- Passeio Pedestre " ROTA DOS SORGAÇOS"


O Açor é uma belissima aldeia situada na serra da gardunha (maunça 700m de altitude) sobejamente conhecida em toda a região e não só , pelo seu rancho Folclorico os Pastores do Açor que por sua vez organizam grandes eventos destacando se sem duvida as Artes e Sabores da Maunça
Mas tambem a ROTA DOS SORGAÇOS um passeio pedestre que começa a ter uma grande participação, se realiza pela 3ª vez este ano neste mês de Abril

A Associação Açor divulgou o programa que aqui partilho convosco, na esperança de contribuir para uma maior adesão a este evento

Domingo, 17 de Abril · 8:30 - 20:00

Concentração: Na sede da Associação Recreativa e Cultural os Rancho "Os Pastores do Açor"
Inscrições até ao dia 17 de Abril
Sócios: 6.00€
Não Sócios: 8.50€
Almoço: FEIJÃO DO FORNO
Nivel de dificuldade: MÈDIO
Tamanho do percurso: 6/7Km
Inscrições na sede da Associação ou através do telemóvel: 936712439/936712440/936712441

I Congresso da Beira Baixa--Caça, Vinho e Gastronomia

Procuramos apresentar os temas "Caça, Vinho e Gastronomia" de uma forma dinâmica e diferente!



Para além da promoção dos produtos regionais da Beira Baixa, pretende-se que todos os lucros obtidos revertam a favor da Casa do Menino Jesus da Covilhã e Associação de Apoio à Criança do distrito de Castelo Branco


20 de Maio de 2011

Recepção e abertura do congresso- Carlos Paulo e João Santos
Os cães de caça-como treinar e criar- Jorge Piçarra
A falcoaria em Portugal- APF
Birdwatching – Naturtejo
As doenças nas espécies cinegéticas- DGV
Demonstração de cães de caça- Jorge Pissarra
Demonstração de falcoaria- APF
Actuação do Rancho Folclórico do Ladoeiro
Danças de Salão - Escola Silvina Candeias

21 de Maio de 2011

Abertura do painel-Diana Fonseca e Gabriela Ramos
Enoturismo-tradição,inovação e desenvolvimento local- Norberto Santos
Receita ao vivo-Chef Valdil Lubave
receita ao vivo- Chef Carlos Martins
O vinho da beira baixa - prova de vinhos
Jantar temático
Teatro- Ajidanha

22 de Maio de 2011

Percurso pedestre
Concentração em Cegonhas
Actuação do grupo de adufeiras das Soalheiras
Almoço na antiga povoação de Alares
-Demonstração de bridwatching e caça fotográfica
Actuação do grupo de bombos do Ladoeiro
Actuação do grupo de fados “Capas Copos e Guitarradas”

Missão
Angariação de fundos para:
- Casa do Menino Jesus da Covilhã
- Associação de Apoio à Criança do distrito de Castelo Branco



Informação mais completa em Hotel Idanha Caça

Gardunha coberta de Flores

A Serra da Gardunha tem estado completamente coberta de um manto branco.
Não é de neve o que tambem já tem acontecido, mas sim dos milhares e milhares de cerejeiras que se espalham por toda a Serra muito especialmente nas encostas viradas para o Fundão de onde sai para tudo quanto é sitio, as melhores cerejas de Portugal.
Deixo vos uma maneira de sentir a serra e criar agua na boca a pensar já neste saboroso fruto, com a série de imagens gentilmente cedidas pela Clara Frexes

Janeiro de Cima aldeia de Xisto

Janeiro de Cima é uma das 24 aldeias incluídas na Rede das Aldeias do Xisto. Situa-se nas margens do Rio Zêzere. aqui mesmo ao lado da nossa aldeia Bogas de Baixo

Aldeia do concelho do Fundão, distrito de Castelo Branco, situa-se a 40 e 60 km, respectivamente, destes centros urbanos. Localizada num fundo aplanado do vale do rio Zêzere, entre serranias e pinhal, esta aldeia foi desde sempre marcada pela proximidade do rio: as casas foram construídas com pedras recolhidas no seu leito, os terrenos férteis inundados periodicamente pelas suas águas proporcionaram várias culturas, com destaque para o linho.

As margens do rio são ainda habitat de espécies como a lontra e a águia pesqueira. Subsistem alguns campos de cultivo e actividades económicas tradicionais. Para o visitante, o Zêzere proporciona inúmeras hipóteses de lazer

Em comunhão com a natureza e as raízes familiares, Janeiro de Cima enche-se de gente aos fins-de-semana e nas férias. No Verão, fazem-se piqueniques no pinhal ou aproveita-se a frescura da água no Parque Fluvial. Aqui as tradições revivem-se em saberes e artes que nunca se esquecem e que renascem pelas mãos dos dias presentes


À beira do Zêzere grita-se “Ó da barca!” para fazer a travessia do rio. Era assim que antigamente se uniam as gentes e o comércio das duas margens e hoje é ainda possível fazê-lo num passeio rio acima. Na Casa das Tecedeiras ouve-se a orquestra dos teares do linho em sinfonia de fios de cor.

Nos muros e paredes, entre o xisto castanho, sobressaem alvos seixos rolados que são a impressão digital desta Aldeia. Ao Sol do fim da tarde esta arquitectura singular feita de pedras do rio confere uma tonalidade avermelhada, única, às paredes das casas. Alimente-se ou descanse por aqui, no Restaurante Fiado e na Casa da Pedra Rolada ou na Casa de Janeiro. À noite beba um copo no original Bar Passadiço, uma verdadeira ode à arte de bem trabalhar a madeira… e de sonhar.


Embora já anteriormente tenha inserido Janeiro de Cima neste blogue numa postagem que podem rever neste endereço, E Janeiro de Cima aqui tão perto não quis deixar de fazer mais uma vez alusão a esta nossa vizinha e belissima aldeia a pedido de alguns amigos
As fotos são da autoria do Paulo Beja, filho de uma senhora de Janeiro de Cima

Cerejas do Fundão



Cereja do Fundão está entre as candidatas às 7 Maravilhas Gastronómicas. Se for eleita, como se espera, será a cereja no topo do bolo.
Resultados no dia 7 de Setembro





A Cereja do Fundão é candidata às 7 Maravilhas Gastronómicas na categoria de sobremesas. A candidatura foi feita, a semana passada, pela empresa municipal “Fundão Turismo” e as expectativas são altas. «Candidatámos a Cereja do Fundão e acreditamos que tem condições para lutar pela vitória, dada a notoriedade nacional que já alcançou» disse ao Jornal do Fundão, o director da Fundão-Turismo, Paulo Fernandes, confiante nos resultados que serão divulgados no mês de Setembro. Antes, porém, a 7 de Maio, serão conhecidos os 21 candidatos finais ao título de Maravilhas Gastronómicas. É mais uma iniciativa que acabará por promover a Cereja do Fundão, que, desde 2002, tem conquistado grande visibilidade. Marcou presença em acontecimentos de dimensão internacional e mundial como o Euro, o Mundial de Futebol ou o Rock-in-Rio. Todos já ouviram falar da Cereja do Fundão e muitos conhecem o seu sabor irresistível. Conseguir o estatuto de uma das 7 Maravilhas Gastronómicas Portuguesas seria como que a cereja no topo do bolo para premiar o esforço do município fundanense na afirmação de uma marca e de um produto local de excelência. «A nossa expectativa é vencer», afirma Paulo Fernandes, sublinhando que, «a partir de agora, a Cereja do Fundão pode utilizar o selo de candidata às 7 Maravilhas Gastronómicas. A Cereja do Fundão é uma forte candidata aos primeiros lugares», considera o responsável da Fundão-Turismo. São sete as categorias em que é possível votar (entradas, sopas, marisco, peixe, carne, caça e doces) para eleger as Maravilhas da Gastronomia Portuguesa. Para chegar às 21 finalistas, um painel constituído por várias personalidades, vai apurar os três pratos mais votados por categoria. A representatividade geográfica é assegurada pela presença no mínimo de uma finalista por região no total das 21 finalistas. A votação inicia-se dia 7 de Maio no site oficial (www.7maravilhas.sapo.pt) sms, telechamada e facebook. A 7 de Setembro serão conhecidos os vencedores.


Vamos todos votar na cereja do Fundão

O Regresso á Gardunha

Já não é a primeira nem será concerteza a ultima vez que vos escrevo e partilho lindas imagens da serra da Gardunha a segunda mais alta de Portugal logo a seguir á estrela


Como estamos numa época do ano em que a Gardunha se reveste das mais belas flores e da flora mais espectacular.
A paisagem vegetal da Serra da Gardunha é o resultado da interacção de vários factores em que a acção do homem e as características climáticas regionais tiveram um papel primordial na modelação da paisagem actual.


Paisagens surpreendentes, longe dos spots mais turisticos, mas acessiveis por trilhos pedestres, há lugares na serra da Gardunha capazes de nos deixar de boca aberta e ainda mais quando cá em baixo no Fundão há um enorme banco de nevoeiro e de repente apanhar lá bem no alto um sol lindo, radioso
A Serra da Gardunha dá nos as mais diversas maneiras de a podermos percorrer.


De Gipe, de bicicleta, a pé e até de parapente. que para quem pratica esta modalidade, deve sentir uma sensação unica, podendo inclusivamente apreciar alguns dos animais que fazem parte da Fauna da Serra
A riqueza da fauna da Gardunha não é tão emblemática como a flora, não existem espécies únicas ou endémicas, no entanto existe uma elevada diversidade de aves e de Insectos que ainda não foram totalmente catalogados
Das espécies que podemos encontrar na Gardunha destacamos, A Gardunha (martes foina), a Aguia Calçada, O Texugo e mesmo a Lontra, não sendo já possivel ver o Lobo Hibérico que há anos atraz povoavam a nossa Serra

A Gardunha tem no seu ponto mais alto 1.227 metros no local onde se faz a devisão do concelho do Fundão com o de Castelo Branco.
As tres zonas especificas que compoem a a Gardunha são A Vertente Norte que vai desde o Alcaide ao Souto da Casa, a Vertente sul desde Vale de Prazeres, Alpedrinha, Castelo Novo até São Vicente da Beira (e a Vertente Oeste Zona do pinhal que vai desde o Açor, Malhada Velha, Bogas de Cima até Bogas de Baixo

Cabrito estonado em Oleiros

A terceira edição do Festival Gastronómico do Cabrito Estonado e do Maranho, o qual tem atraído um número crescente de comensais até Oleiros, está agendado para os dias 16, 17, 23 e 24 de Abril. O Festival decorrerá nos moldes das edições anteriores, em 6 restaurantes aderentes, alguns já a anunciar programas complementares.

São eles:
Casa Peixoto 272 682 250,

Ideal 272 682 350,

Maria Pinha 934 321 282,

Prontinho 272 682 338,

Regional 962 511 429

Slide 965 720 287

– Dia 16 música ao vivo, dia 23, noite da fados.

Um apontamento para este ano, será a candidatura do Cabrito Estonado, uma especialidade endógena de Oleiros, ao concurso 7 Maravilhas da Gastronomia, o qual pretende promover e salvaguardar o receituário português, garantir o seu carácter genuíno, promover a exigência de utilização de produtos agrícolas nacionais qualificados e privilegiar a diversidade regional.




A capacidade de atracção destes dois pratos é inegável e tem atraído desde os mais credenciados especialistas em gastronomia até ao comum apreciador da boa mesa, facto que tem contribuído para que Oleiros se assuma como destino gastronómico de excelência.

Fonte: Jornal de Oleiros

E a Primavera chegou

Vai alta no céu a lua da Primavera.
Penso em ti e dentro de mim estou completo.
Corre pelos vagos campos até mim uma brisa ligeira.
Penso em ti, murmuro o teu nome; e não sou eu: sou feliz.

Amanhã virás, andarás comigo a colher flores pelo campo,
E eu andarei contigo pelos campos ver-te colher flores.
Eu já te vejo amanhã a colher flores comigo pelos campos,
Pois quando vieres amanhã e andares comigo no campo a colher flores,
Isso será uma alegria e uma verdade para mim.

06/07/1914
Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)






Hoje não quis deixar de assinalar o inicio da mais bela estação do ano, a Primavera
E então fui até ao campo com a esposa apreciar o sol radioso e as flores silvestres

Lendas e Mistérios da Gardunha




Dizem que esta história aconteceu numa aldeia da Beira, num local designado por Lapa,situado entre as fragas rochosas num dos locais mais elevados da aldeia.
Já era noite,passava por ali uma mulher vinda da sua labuta diária num arraial ainda distante.
Como quase todas as mulheres da aldeia, trazia o terço de que se fazia sempre acompanhar.
Ao passar ali por entre as fragas, deixou cair o terço; como era de noite
começou a procurá-lo com alguma dificuldade. Enquanto andava a procurar o terço, ouviu uma voz que lhe disse: “Enxerga, enxerga pedra.”
A mulher de imediato encontro o terço e fugiu dali assustada a rezar contra as almas do outro mundo. Dizem que o acontecido se soube e se espalhou por aquelas terras.
A partir deste caso quando por ali se perde alguma coisa, diz-se “Enxerga, enxerga pedra.” e isso produz em efeito mágico e a pessoa encontra o que perdeu.

(excertos do livro Histórias e Superstições
na Beira Baixa
José Carlos Duarte Moura)

Hoje é Dia do Pai

Querido pai,


infelizmente já partiste e deixaste o mundo dos vivos, impedindo-me assim de te dar um grande abraço pessoalmente.
Isto deixa-me muito triste, pois hoje é um dia especial e eu gostaria muito de te ter a meu lado, a rir e a comemorar esta data.
Sinto muitas saudades de ti, e não são raros os momentos em que gostaria de ouvir os teus conselhos, de olhar para os teus olhos e sentir a tua aprovação ou mesmo as tuas críticas ao meu comportamento e atitudes.
As tuas opiniões ponderadas e a tua experiência de vida sempre me serviram de farol; sem contar a segurança que o teu carinho profundo, embora sempre manifestado de forma discreta, me transmitia.
Partiste, mas quero que saibas que jamais te esquecerei e me recordo de conversarmos longamente sobre a vida e de tantos outros assuntos.
Hoje dedico este dia a ti e á tua memória
Um abraço pai

Mistérios da Gardunha

Há mistérios nas noites da Gardunha



Lembrei me hoje de ter visto no Jornal do Fundão numa edição de Julho de 2010 uma noticia sobre os Mistérios das noites na Gardunha, isto porque um amigo meu esteve um dia destes a conversar comigo sobre testemunhos próprios do que tambem já viu nas noites da Gardunha
Tambem dois jovens com as suas raizes em povoações da Gardunha encetaram um trabalho em que recolheram testemunhos de viva voz de algumas lendas da Gardunha, seleccionando quatro delas que querem passar para a tela.
Vou transcrever aqui apenas uma delas oriunda do Casal da Serra
há muitos anos um senhor que vinha do povo mas para umas casas mais retiradas a que se chama Patã, isto já passava da meia-noite. Atão, ele tinha uma cunhada que estava de bebé e viu atrás dele no caminho, uma mulher vestida de preto. Havia cá uma senhora curiosa que fazia partos e andava sempre vestida de luto e pensou ele: “Vem aí a ti Mari Rosa e espero por ela”. Mas quando a mulher se vinha aproximando, viu que a mulher tinha altura demasiada para aquela que ele estava à espera. Ele então começou a andar depressa, estugou o passo para ir para casa dele. A sorte dele foi que a mulher, tinha a porta ao trinco e foi o que lhe valeu, que ele abriu a porta de repente, entrou e nisto que a mulher lhe perguntou: «Jaquim, óh Jaquim o que é que tu tens?» Ele que nem fala deu, foi-se a meter no quarto. De lá, ele olhou pela janela e viu essa dita mulher, vestida de preto, com uma altura enorme no muro de um curral, que tinha atrás da casa em cima de uma pedra redondinha, que ninguém se conseguia lá suster em cima, a bater-lhe as palmas. Ele, cheio de medo, não saiu de casa nos três dias seguintes e não queria contar a história a ninguém, mas um dia não se conteve e contou…”
Eu sei que em outras localidades da Gardunha há muitas mais histórias parecidas ou não com esta que as pessoas guardam lá no fundo do Baú e que a partir de agora podem partilhar nesta página

Casos que foram noticia

Apareceu uma luz branca, forte, incandescente que foi ficando cada vez maior, começando, depois, a aparecer uma espécie de tentáculos”, dizem acrescentando que logo a seguir viram, nessas ‘pontas’, surgirem umas luzes, azuis e vermelhas, em forma de triângulo.


O fenómeno (…) foi também observado por um grupo de familiares e amigos, a partir de uma quinta em Alcains, junto à Estrada Nacional 18. Ao ver o que se passava no céu, na direcção da Póvoa de Rio de Moinhos (…).

Vi um ponto luminoso, situado na vertical, que se movimentava devagar em várias direcções”.(…) “Não podia ser um planeta, porque movimentava-se. Não era uma estrela, porque não cintilava. E não podia ser um avião, porque se movimentava em várias direcções, para cima e para baixo”. (…) “ainda esteve algum tempo fixo no mesmo ponto e depois desapareceu no céu”. Acrescenta ainda que há alguns anos, quando foi inaugurado o novo Largo da Devesa em Castelo Branco, avistou um fenómeno semelhante




Contem as vossas histórias e lendas sobre as noites misteriosas da Gardunha

Parada no tempo ? (!!!!!!!)

Esta linda aldeia que estamos a ver na imagem, é Bogas de Baixo.
Situada num dos mais belos recantos da Beira Baixa, por entre montes verdejantes, no sopé da serra da Gardunha. Aqui ainda respiramos ar puro.
Infelizmente dá nos a impressão que nesta aldeia não se passa nada, embora tenha um Centro de Dia para a terceira idade, um Infantário um optimo Complexo Desportivo uma aparencia em geral bem cuidada, para além da construção do Lar.
Eu pessoalmente e acredito que com muitos outros filhos da terra, desfolho semanalmente as paginas dos Jornais da região e nem uma pequena noticia sobre Bogas de Baixo.
Normalmente todas as aldeias mesmo as mais pequenas deste País aproveitaram as opções que a Internet pôs ao seu dispor e trataram de iniciar um sem numero de maneiras de divulgar e dar a conhecer ao mundo
as carencias, e os benificios das suas gentes.
A Junta de Freguesia de Bogas de Baixo deveria ser a primeira a aproveitar a internet para dar a conhecer aos Boguenses que são muitos espalhados pelo mundo inteiro, as obras, os melhoramentos, o que teem previsto fazer a curto e médio prazo, quem morre quem nasce etc etc.
Não sendo assim dá nos a impressão que esta gente prefere o anonimato, contrariamente ao resto do País
Se a Junta de Freguesia não quer ou não sabe construir uma pagina sobre Bogas de Baixo, ou não quiser enviar noticias para os Jornais, pode sempre contar com o Ecos de Bogas de Baixo para esses fins. Sempre estive ao inteiro dispor
Dar a conhecer o seu trabalho em prol das nossas gentes.
se assim não for , cada um tirará as suas ilações

Para todos os boguenses o meu abraço

Quando chegava o Outono

Um dia destes, envolto em pensamentos lembrei me que na nossa aldeia, todos os anos logo que o Verão se acabava e o tempo começava a mascarar se de cinzas escuras no firmamento, eu tal como muitos dos meus amigos como o João Abilio, o Eliseu, o Fernando, o Elisio, o Ilidio e muitos outros rapazes do meu tempo que agora não me lembro o nome, começávamos a preparar as armadilhas para a passarada.
Lembro me por exemplo que no principio armava mos os costis (ratoeiras)

com bichos das canas do milho chamavamos lhe (carneiros). Mais tarde começámos a levar um sacho e iamos escavar onde havia formigueiros na esperança de apanharmos as formigas com asas (agúdiascom que depois armava mos os costis . Para isso tinhamos sempre umas caixinhas próprias onde as metiamos e alimentavamos durante alguns dias
Normalmente a gente combinava e começavamos a preparar a caçada na noite anterior. As ratoeiras estavam já um pouco enferrujadas com falta de uso ,e seria necessário olea las para que no dia seguinte a caçada tivesse exito. Normalmente os nossos pais e avós ainda guardavam um potezito de azeite lá na loja e a gente ás sucapas aproveitavamos surripar um pouco para o efeito do oleamento das peças de trabalho (Costis ou ratoeiras) )


A aurora começava bem cedo, por volta das seis da manhã, a malta combinava sair a essa hora e quem não estivesse ficava,falhavam sempre um ou dois
depois vinham lastimar se por não terem esperado um pouco mais, mas o Eliseu que era o mais espigadote dizia: quem quer apanhar taralhões tem que levantar o cu da cama cedo, mas muiats vezes tambem se apanhavam piscos que era uma chatice


ás seis horas ainda o sol não se via e lá iamos nós ribeira de Bogas acima aproveitando os milhos e outras culturas á beira da ribeira para aí deixar mos uma armadilha e iamos ali pelo moinho fundeiro direito ao Oldeiro e chegavamos quase sempre á Varzea Redonda onde aproveitava mos tambem os pequenos olivais para caçar o célebre taralhão, nem sempre tinhamos sorte


Normalmente depois de deixar uma grande quantidade de armadilhas espalhadas ribeira acima, já o sol ia bem altinho, desciamos até Bogas e aproveitavamos para comer alguma coisa para em seguida darmos mais um giro a ve las as que estavam desarmadas ou tinham pássaro eram recompostas e ficavam á espera de mais um pássaro
Quando á noite regressavamos á aldeia eramos sempre bombardeados com as perguntas sempre iguais, então tal foi a passarada? quantos apanharam? etc etc
Hoje recordo com muita saudade esses tempos. Primeiro porque a maior parte dos meus amigos nunca mais voltei a ver cada um foi para seu lado. O Eliseu deixou nos há poucos dias infelizmente. e aqueles que ainda consigo ver e conversar é apenas muito raramente.Espero que alguns desses meus amigos possam ainda ler estas letras e recordar comigo tempos de grande amizade e alegria entre todos
Tempos que passaram e não voltam mais

Naquele tempo até já podia ser proibido praticar este tipo de caça, mas a gente nem se apercebia disso, nunca fomos presos nem sequer admoestados.
Hoje em dia seria impossivel a rapaziada ter estes mesmos passatempos e a prova disso é a noticia que o correio da manhã publicou em 2009 sobre prisão de dois rapazes aqui bem perto de onde eu moro por caçarem aves com os costis que embora possam ser mais modernos não passam disso mesmo
vejam aqui toda a noticia