Já não é a primeira nem será concerteza a ultima vez que vos escrevo e partilho lindas imagens da serra da Gardunha a segunda mais alta de Portugal logo a seguir á estrela
Como estamos numa época do ano em que a Gardunha se reveste das mais belas flores e da flora mais espectacular.
A paisagem vegetal da Serra da Gardunha é o resultado da interacção de vários factores em que a acção do homem e as características climáticas regionais tiveram um papel primordial na modelação da paisagem actual.
Paisagens surpreendentes, longe dos spots mais turisticos, mas acessiveis por trilhos pedestres, há lugares na serra da Gardunha capazes de nos deixar de boca aberta e ainda mais quando cá em baixo no Fundão há um enorme banco de nevoeiro e de repente apanhar lá bem no alto um sol lindo, radioso
A Serra da Gardunha dá nos as mais diversas maneiras de a podermos percorrer.
De Gipe, de bicicleta, a pé e até de parapente. que para quem pratica esta modalidade, deve sentir uma sensação unica, podendo inclusivamente apreciar alguns dos animais que fazem parte da Fauna da Serra
A riqueza da fauna da Gardunha não é tão emblemática como a flora, não existem espécies únicas ou endémicas, no entanto existe uma elevada diversidade de aves e de Insectos que ainda não foram totalmente catalogados
Das espécies que podemos encontrar na Gardunha destacamos, A Gardunha (martes foina), a Aguia Calçada, O Texugo e mesmo a Lontra, não sendo já possivel ver o Lobo Hibérico que há anos atraz povoavam a nossa Serra
A Gardunha tem no seu ponto mais alto 1.227 metros no local onde se faz a devisão do concelho do Fundão com o de Castelo Branco.
As tres zonas especificas que compoem a a Gardunha são A Vertente Norte que vai desde o Alcaide ao Souto da Casa, a Vertente sul desde Vale de Prazeres, Alpedrinha, Castelo Novo até São Vicente da Beira (e a Vertente Oeste Zona do pinhal que vai desde o Açor, Malhada Velha, Bogas de Cima até Bogas de Baixo
Cabrito estonado em Oleiros
A terceira edição do Festival Gastronómico do Cabrito Estonado e do Maranho, o qual tem atraído um número crescente de comensais até Oleiros, está agendado para os dias 16, 17, 23 e 24 de Abril. O Festival decorrerá nos moldes das edições anteriores, em 6 restaurantes aderentes, alguns já a anunciar programas complementares.
São eles:
Casa Peixoto 272 682 250,
Ideal 272 682 350,
Maria Pinha 934 321 282,
Prontinho 272 682 338,
Regional 962 511 429
Slide 965 720 287
– Dia 16 música ao vivo, dia 23, noite da fados.
Um apontamento para este ano, será a candidatura do Cabrito Estonado, uma especialidade endógena de Oleiros, ao concurso 7 Maravilhas da Gastronomia, o qual pretende promover e salvaguardar o receituário português, garantir o seu carácter genuíno, promover a exigência de utilização de produtos agrícolas nacionais qualificados e privilegiar a diversidade regional.
A capacidade de atracção destes dois pratos é inegável e tem atraído desde os mais credenciados especialistas em gastronomia até ao comum apreciador da boa mesa, facto que tem contribuído para que Oleiros se assuma como destino gastronómico de excelência.
Fonte: Jornal de Oleiros
São eles:
Casa Peixoto 272 682 250,
Ideal 272 682 350,
Maria Pinha 934 321 282,
Prontinho 272 682 338,
Regional 962 511 429
Slide 965 720 287
– Dia 16 música ao vivo, dia 23, noite da fados.
Um apontamento para este ano, será a candidatura do Cabrito Estonado, uma especialidade endógena de Oleiros, ao concurso 7 Maravilhas da Gastronomia, o qual pretende promover e salvaguardar o receituário português, garantir o seu carácter genuíno, promover a exigência de utilização de produtos agrícolas nacionais qualificados e privilegiar a diversidade regional.
A capacidade de atracção destes dois pratos é inegável e tem atraído desde os mais credenciados especialistas em gastronomia até ao comum apreciador da boa mesa, facto que tem contribuído para que Oleiros se assuma como destino gastronómico de excelência.
Fonte: Jornal de Oleiros
E a Primavera chegou
Vai alta no céu a lua da Primavera.
Penso em ti e dentro de mim estou completo.
Corre pelos vagos campos até mim uma brisa ligeira.
Penso em ti, murmuro o teu nome; e não sou eu: sou feliz.
Amanhã virás, andarás comigo a colher flores pelo campo,
E eu andarei contigo pelos campos ver-te colher flores.
Eu já te vejo amanhã a colher flores comigo pelos campos,
Pois quando vieres amanhã e andares comigo no campo a colher flores,
Isso será uma alegria e uma verdade para mim.
06/07/1914
Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
Hoje não quis deixar de assinalar o inicio da mais bela estação do ano, a Primavera
E então fui até ao campo com a esposa apreciar o sol radioso e as flores silvestres
Penso em ti e dentro de mim estou completo.
Corre pelos vagos campos até mim uma brisa ligeira.
Penso em ti, murmuro o teu nome; e não sou eu: sou feliz.
Amanhã virás, andarás comigo a colher flores pelo campo,
E eu andarei contigo pelos campos ver-te colher flores.
Eu já te vejo amanhã a colher flores comigo pelos campos,
Pois quando vieres amanhã e andares comigo no campo a colher flores,
Isso será uma alegria e uma verdade para mim.
06/07/1914
Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)
Hoje não quis deixar de assinalar o inicio da mais bela estação do ano, a Primavera
E então fui até ao campo com a esposa apreciar o sol radioso e as flores silvestres
Lendas e Mistérios da Gardunha
Dizem que esta história aconteceu numa aldeia da Beira, num local designado por Lapa,situado entre as fragas rochosas num dos locais mais elevados da aldeia.
Já era noite,passava por ali uma mulher vinda da sua labuta diária num arraial ainda distante.
Como quase todas as mulheres da aldeia, trazia o terço de que se fazia sempre acompanhar.
Ao passar ali por entre as fragas, deixou cair o terço; como era de noite
começou a procurá-lo com alguma dificuldade. Enquanto andava a procurar o terço, ouviu uma voz que lhe disse: “Enxerga, enxerga pedra.”
A mulher de imediato encontro o terço e fugiu dali assustada a rezar contra as almas do outro mundo. Dizem que o acontecido se soube e se espalhou por aquelas terras.
A partir deste caso quando por ali se perde alguma coisa, diz-se “Enxerga, enxerga pedra.” e isso produz em efeito mágico e a pessoa encontra o que perdeu.
(excertos do livro Histórias e Superstições
na Beira Baixa
José Carlos Duarte Moura)
Hoje é Dia do Pai
Querido pai,
infelizmente já partiste e deixaste o mundo dos vivos, impedindo-me assim de te dar um grande abraço pessoalmente.
Isto deixa-me muito triste, pois hoje é um dia especial e eu gostaria muito de te ter a meu lado, a rir e a comemorar esta data.
Sinto muitas saudades de ti, e não são raros os momentos em que gostaria de ouvir os teus conselhos, de olhar para os teus olhos e sentir a tua aprovação ou mesmo as tuas críticas ao meu comportamento e atitudes.
As tuas opiniões ponderadas e a tua experiência de vida sempre me serviram de farol; sem contar a segurança que o teu carinho profundo, embora sempre manifestado de forma discreta, me transmitia.
Partiste, mas quero que saibas que jamais te esquecerei e me recordo de conversarmos longamente sobre a vida e de tantos outros assuntos.
Hoje dedico este dia a ti e á tua memória
Um abraço pai
infelizmente já partiste e deixaste o mundo dos vivos, impedindo-me assim de te dar um grande abraço pessoalmente.
Isto deixa-me muito triste, pois hoje é um dia especial e eu gostaria muito de te ter a meu lado, a rir e a comemorar esta data.
Sinto muitas saudades de ti, e não são raros os momentos em que gostaria de ouvir os teus conselhos, de olhar para os teus olhos e sentir a tua aprovação ou mesmo as tuas críticas ao meu comportamento e atitudes.
As tuas opiniões ponderadas e a tua experiência de vida sempre me serviram de farol; sem contar a segurança que o teu carinho profundo, embora sempre manifestado de forma discreta, me transmitia.
Partiste, mas quero que saibas que jamais te esquecerei e me recordo de conversarmos longamente sobre a vida e de tantos outros assuntos.
Hoje dedico este dia a ti e á tua memória
Um abraço pai
Mistérios da Gardunha
Há mistérios nas noites da Gardunha
Lembrei me hoje de ter visto no Jornal do Fundão numa edição de Julho de 2010 uma noticia sobre os Mistérios das noites na Gardunha, isto porque um amigo meu esteve um dia destes a conversar comigo sobre testemunhos próprios do que tambem já viu nas noites da Gardunha
Tambem dois jovens com as suas raizes em povoações da Gardunha encetaram um trabalho em que recolheram testemunhos de viva voz de algumas lendas da Gardunha, seleccionando quatro delas que querem passar para a tela.
Vou transcrever aqui apenas uma delas oriunda do Casal da Serra
há muitos anos um senhor que vinha do povo mas para umas casas mais retiradas a que se chama Patã, isto já passava da meia-noite. Atão, ele tinha uma cunhada que estava de bebé e viu atrás dele no caminho, uma mulher vestida de preto. Havia cá uma senhora curiosa que fazia partos e andava sempre vestida de luto e pensou ele: “Vem aí a ti Mari Rosa e espero por ela”. Mas quando a mulher se vinha aproximando, viu que a mulher tinha altura demasiada para aquela que ele estava à espera. Ele então começou a andar depressa, estugou o passo para ir para casa dele. A sorte dele foi que a mulher, tinha a porta ao trinco e foi o que lhe valeu, que ele abriu a porta de repente, entrou e nisto que a mulher lhe perguntou: «Jaquim, óh Jaquim o que é que tu tens?» Ele que nem fala deu, foi-se a meter no quarto. De lá, ele olhou pela janela e viu essa dita mulher, vestida de preto, com uma altura enorme no muro de um curral, que tinha atrás da casa em cima de uma pedra redondinha, que ninguém se conseguia lá suster em cima, a bater-lhe as palmas. Ele, cheio de medo, não saiu de casa nos três dias seguintes e não queria contar a história a ninguém, mas um dia não se conteve e contou…”
Eu sei que em outras localidades da Gardunha há muitas mais histórias parecidas ou não com esta que as pessoas guardam lá no fundo do Baú e que a partir de agora podem partilhar nesta página
Casos que foram noticia
Apareceu uma luz branca, forte, incandescente que foi ficando cada vez maior, começando, depois, a aparecer uma espécie de tentáculos”, dizem acrescentando que logo a seguir viram, nessas ‘pontas’, surgirem umas luzes, azuis e vermelhas, em forma de triângulo.
O fenómeno (…) foi também observado por um grupo de familiares e amigos, a partir de uma quinta em Alcains, junto à Estrada Nacional 18. Ao ver o que se passava no céu, na direcção da Póvoa de Rio de Moinhos (…).
Vi um ponto luminoso, situado na vertical, que se movimentava devagar em várias direcções”.(…) “Não podia ser um planeta, porque movimentava-se. Não era uma estrela, porque não cintilava. E não podia ser um avião, porque se movimentava em várias direcções, para cima e para baixo”. (…) “ainda esteve algum tempo fixo no mesmo ponto e depois desapareceu no céu”. Acrescenta ainda que há alguns anos, quando foi inaugurado o novo Largo da Devesa em Castelo Branco, avistou um fenómeno semelhante
Contem as vossas histórias e lendas sobre as noites misteriosas da Gardunha
Lembrei me hoje de ter visto no Jornal do Fundão numa edição de Julho de 2010 uma noticia sobre os Mistérios das noites na Gardunha, isto porque um amigo meu esteve um dia destes a conversar comigo sobre testemunhos próprios do que tambem já viu nas noites da Gardunha
Tambem dois jovens com as suas raizes em povoações da Gardunha encetaram um trabalho em que recolheram testemunhos de viva voz de algumas lendas da Gardunha, seleccionando quatro delas que querem passar para a tela.
Vou transcrever aqui apenas uma delas oriunda do Casal da Serra
há muitos anos um senhor que vinha do povo mas para umas casas mais retiradas a que se chama Patã, isto já passava da meia-noite. Atão, ele tinha uma cunhada que estava de bebé e viu atrás dele no caminho, uma mulher vestida de preto. Havia cá uma senhora curiosa que fazia partos e andava sempre vestida de luto e pensou ele: “Vem aí a ti Mari Rosa e espero por ela”. Mas quando a mulher se vinha aproximando, viu que a mulher tinha altura demasiada para aquela que ele estava à espera. Ele então começou a andar depressa, estugou o passo para ir para casa dele. A sorte dele foi que a mulher, tinha a porta ao trinco e foi o que lhe valeu, que ele abriu a porta de repente, entrou e nisto que a mulher lhe perguntou: «Jaquim, óh Jaquim o que é que tu tens?» Ele que nem fala deu, foi-se a meter no quarto. De lá, ele olhou pela janela e viu essa dita mulher, vestida de preto, com uma altura enorme no muro de um curral, que tinha atrás da casa em cima de uma pedra redondinha, que ninguém se conseguia lá suster em cima, a bater-lhe as palmas. Ele, cheio de medo, não saiu de casa nos três dias seguintes e não queria contar a história a ninguém, mas um dia não se conteve e contou…”
Eu sei que em outras localidades da Gardunha há muitas mais histórias parecidas ou não com esta que as pessoas guardam lá no fundo do Baú e que a partir de agora podem partilhar nesta página
Casos que foram noticia
Apareceu uma luz branca, forte, incandescente que foi ficando cada vez maior, começando, depois, a aparecer uma espécie de tentáculos”, dizem acrescentando que logo a seguir viram, nessas ‘pontas’, surgirem umas luzes, azuis e vermelhas, em forma de triângulo.
O fenómeno (…) foi também observado por um grupo de familiares e amigos, a partir de uma quinta em Alcains, junto à Estrada Nacional 18. Ao ver o que se passava no céu, na direcção da Póvoa de Rio de Moinhos (…).
Vi um ponto luminoso, situado na vertical, que se movimentava devagar em várias direcções”.(…) “Não podia ser um planeta, porque movimentava-se. Não era uma estrela, porque não cintilava. E não podia ser um avião, porque se movimentava em várias direcções, para cima e para baixo”. (…) “ainda esteve algum tempo fixo no mesmo ponto e depois desapareceu no céu”. Acrescenta ainda que há alguns anos, quando foi inaugurado o novo Largo da Devesa em Castelo Branco, avistou um fenómeno semelhante
Contem as vossas histórias e lendas sobre as noites misteriosas da Gardunha
Parada no tempo ? (!!!!!!!)
Esta linda aldeia que estamos a ver na imagem, é Bogas de Baixo.
Situada num dos mais belos recantos da Beira Baixa, por entre montes verdejantes, no sopé da serra da Gardunha. Aqui ainda respiramos ar puro.
Infelizmente dá nos a impressão que nesta aldeia não se passa nada, embora tenha um Centro de Dia para a terceira idade, um Infantário um optimo Complexo Desportivo uma aparencia em geral bem cuidada, para além da construção do Lar.
Eu pessoalmente e acredito que com muitos outros filhos da terra, desfolho semanalmente as paginas dos Jornais da região e nem uma pequena noticia sobre Bogas de Baixo.
Normalmente todas as aldeias mesmo as mais pequenas deste País aproveitaram as opções que a Internet pôs ao seu dispor e trataram de iniciar um sem numero de maneiras de divulgar e dar a conhecer ao mundo
as carencias, e os benificios das suas gentes.
A Junta de Freguesia de Bogas de Baixo deveria ser a primeira a aproveitar a internet para dar a conhecer aos Boguenses que são muitos espalhados pelo mundo inteiro, as obras, os melhoramentos, o que teem previsto fazer a curto e médio prazo, quem morre quem nasce etc etc.
Não sendo assim dá nos a impressão que esta gente prefere o anonimato, contrariamente ao resto do País
Se a Junta de Freguesia não quer ou não sabe construir uma pagina sobre Bogas de Baixo, ou não quiser enviar noticias para os Jornais, pode sempre contar com o Ecos de Bogas de Baixo para esses fins. Sempre estive ao inteiro dispor
Dar a conhecer o seu trabalho em prol das nossas gentes.
se assim não for , cada um tirará as suas ilações
Para todos os boguenses o meu abraço
Situada num dos mais belos recantos da Beira Baixa, por entre montes verdejantes, no sopé da serra da Gardunha. Aqui ainda respiramos ar puro.
Infelizmente dá nos a impressão que nesta aldeia não se passa nada, embora tenha um Centro de Dia para a terceira idade, um Infantário um optimo Complexo Desportivo uma aparencia em geral bem cuidada, para além da construção do Lar.
Eu pessoalmente e acredito que com muitos outros filhos da terra, desfolho semanalmente as paginas dos Jornais da região e nem uma pequena noticia sobre Bogas de Baixo.
Normalmente todas as aldeias mesmo as mais pequenas deste País aproveitaram as opções que a Internet pôs ao seu dispor e trataram de iniciar um sem numero de maneiras de divulgar e dar a conhecer ao mundo
as carencias, e os benificios das suas gentes.
A Junta de Freguesia de Bogas de Baixo deveria ser a primeira a aproveitar a internet para dar a conhecer aos Boguenses que são muitos espalhados pelo mundo inteiro, as obras, os melhoramentos, o que teem previsto fazer a curto e médio prazo, quem morre quem nasce etc etc.
Não sendo assim dá nos a impressão que esta gente prefere o anonimato, contrariamente ao resto do País
Se a Junta de Freguesia não quer ou não sabe construir uma pagina sobre Bogas de Baixo, ou não quiser enviar noticias para os Jornais, pode sempre contar com o Ecos de Bogas de Baixo para esses fins. Sempre estive ao inteiro dispor
Dar a conhecer o seu trabalho em prol das nossas gentes.
se assim não for , cada um tirará as suas ilações
Para todos os boguenses o meu abraço
Quando chegava o Outono
Um dia destes, envolto em pensamentos lembrei me que na nossa aldeia, todos os anos logo que o Verão se acabava e o tempo começava a mascarar se de cinzas escuras no firmamento, eu tal como muitos dos meus amigos como o João Abilio, o Eliseu, o Fernando, o Elisio, o Ilidio e muitos outros rapazes do meu tempo que agora não me lembro o nome, começávamos a preparar as armadilhas para a passarada.
Lembro me por exemplo que no principio armava mos os costis (ratoeiras)
com bichos das canas do milho chamavamos lhe (carneiros). Mais tarde começámos a levar um sacho e iamos escavar onde havia formigueiros na esperança de apanharmos as formigas com asas (agúdiascom que depois armava mos os costis . Para isso tinhamos sempre umas caixinhas próprias onde as metiamos e alimentavamos durante alguns dias
Normalmente a gente combinava e começavamos a preparar a caçada na noite anterior. As ratoeiras estavam já um pouco enferrujadas com falta de uso ,e seria necessário olea las para que no dia seguinte a caçada tivesse exito. Normalmente os nossos pais e avós ainda guardavam um potezito de azeite lá na loja e a gente ás sucapas aproveitavamos surripar um pouco para o efeito do oleamento das peças de trabalho (Costis ou ratoeiras) )
A aurora começava bem cedo, por volta das seis da manhã, a malta combinava sair a essa hora e quem não estivesse ficava,falhavam sempre um ou dois
depois vinham lastimar se por não terem esperado um pouco mais, mas o Eliseu que era o mais espigadote dizia: quem quer apanhar taralhões tem que levantar o cu da cama cedo, mas muiats vezes tambem se apanhavam piscos que era uma chatice
ás seis horas ainda o sol não se via e lá iamos nós ribeira de Bogas acima aproveitando os milhos e outras culturas á beira da ribeira para aí deixar mos uma armadilha e iamos ali pelo moinho fundeiro direito ao Oldeiro e chegavamos quase sempre á Varzea Redonda onde aproveitava mos tambem os pequenos olivais para caçar o célebre taralhão, nem sempre tinhamos sorte
Normalmente depois de deixar uma grande quantidade de armadilhas espalhadas ribeira acima, já o sol ia bem altinho, desciamos até Bogas e aproveitavamos para comer alguma coisa para em seguida darmos mais um giro a ve las as que estavam desarmadas ou tinham pássaro eram recompostas e ficavam á espera de mais um pássaro
Quando á noite regressavamos á aldeia eramos sempre bombardeados com as perguntas sempre iguais, então tal foi a passarada? quantos apanharam? etc etc
Hoje recordo com muita saudade esses tempos. Primeiro porque a maior parte dos meus amigos nunca mais voltei a ver cada um foi para seu lado. O Eliseu deixou nos há poucos dias infelizmente. e aqueles que ainda consigo ver e conversar é apenas muito raramente.Espero que alguns desses meus amigos possam ainda ler estas letras e recordar comigo tempos de grande amizade e alegria entre todos
Tempos que passaram e não voltam mais
Naquele tempo até já podia ser proibido praticar este tipo de caça, mas a gente nem se apercebia disso, nunca fomos presos nem sequer admoestados.
Hoje em dia seria impossivel a rapaziada ter estes mesmos passatempos e a prova disso é a noticia que o correio da manhã publicou em 2009 sobre prisão de dois rapazes aqui bem perto de onde eu moro por caçarem aves com os costis que embora possam ser mais modernos não passam disso mesmo
vejam aqui toda a noticia
Lembro me por exemplo que no principio armava mos os costis (ratoeiras)
com bichos das canas do milho chamavamos lhe (carneiros). Mais tarde começámos a levar um sacho e iamos escavar onde havia formigueiros na esperança de apanharmos as formigas com asas (agúdiascom que depois armava mos os costis . Para isso tinhamos sempre umas caixinhas próprias onde as metiamos e alimentavamos durante alguns dias
Normalmente a gente combinava e começavamos a preparar a caçada na noite anterior. As ratoeiras estavam já um pouco enferrujadas com falta de uso ,e seria necessário olea las para que no dia seguinte a caçada tivesse exito. Normalmente os nossos pais e avós ainda guardavam um potezito de azeite lá na loja e a gente ás sucapas aproveitavamos surripar um pouco para o efeito do oleamento das peças de trabalho (Costis ou ratoeiras) )
A aurora começava bem cedo, por volta das seis da manhã, a malta combinava sair a essa hora e quem não estivesse ficava,falhavam sempre um ou dois
depois vinham lastimar se por não terem esperado um pouco mais, mas o Eliseu que era o mais espigadote dizia: quem quer apanhar taralhões tem que levantar o cu da cama cedo, mas muiats vezes tambem se apanhavam piscos que era uma chatice
ás seis horas ainda o sol não se via e lá iamos nós ribeira de Bogas acima aproveitando os milhos e outras culturas á beira da ribeira para aí deixar mos uma armadilha e iamos ali pelo moinho fundeiro direito ao Oldeiro e chegavamos quase sempre á Varzea Redonda onde aproveitava mos tambem os pequenos olivais para caçar o célebre taralhão, nem sempre tinhamos sorte
Normalmente depois de deixar uma grande quantidade de armadilhas espalhadas ribeira acima, já o sol ia bem altinho, desciamos até Bogas e aproveitavamos para comer alguma coisa para em seguida darmos mais um giro a ve las as que estavam desarmadas ou tinham pássaro eram recompostas e ficavam á espera de mais um pássaro
Quando á noite regressavamos á aldeia eramos sempre bombardeados com as perguntas sempre iguais, então tal foi a passarada? quantos apanharam? etc etc
Hoje recordo com muita saudade esses tempos. Primeiro porque a maior parte dos meus amigos nunca mais voltei a ver cada um foi para seu lado. O Eliseu deixou nos há poucos dias infelizmente. e aqueles que ainda consigo ver e conversar é apenas muito raramente.Espero que alguns desses meus amigos possam ainda ler estas letras e recordar comigo tempos de grande amizade e alegria entre todos
Tempos que passaram e não voltam mais
Naquele tempo até já podia ser proibido praticar este tipo de caça, mas a gente nem se apercebia disso, nunca fomos presos nem sequer admoestados.
Hoje em dia seria impossivel a rapaziada ter estes mesmos passatempos e a prova disso é a noticia que o correio da manhã publicou em 2009 sobre prisão de dois rapazes aqui bem perto de onde eu moro por caçarem aves com os costis que embora possam ser mais modernos não passam disso mesmo
vejam aqui toda a noticia
Passaram até esta hora 130.000
È com mais esta pequena imagem da linda aldeia de Bogas de Baixo que quero assinalar as 130.000 visitas ao blog.
Inicei esta pagina nos finais de Junho de 2007 e até hoje 3 de Março de 2011,
clicaram sobre o link do Ecos de Bogas de Baixo 130.000 vezes.
Á primeira vista pode até nem parecer ser muito, mas para uma simples pagina dedicada a uma não menos simples aldeia perdida no meio das serras do centro de Portugal é quase uma façanha
Creio que com isto estou a contribuir para que muita gente fique a saber que Bogas de Baixo existe assim como muitas outras aldeias esquecidas neste Portugal imenso.
Venham mais vezes e deixem os vossos comentarios
Confraternização no Ingarnal
É bem verdade que Portugal está repleto de belas serras.
Desde o Algarve onde a serra de Monchique é uma das serras mais visitadas por estrangeiros
até Tras os Montes com as belissimas Serras do Marão e o Parque Natural peneda Gerês,
algumas com mais ou menos altitude, todas elas uma referencia natural. não podemos esquecer que a mais alta fica no Centro de Portugal e é a Estrela,
mas ali bem ao lado a olharem se se uma á outra fica a mais bela de todas, a Gardunha que .mesmo de longe é inevitável admirar o seu esplendor, pela sua grande beleza e biodiversidade natural.
Quantos lugares enigmáticos, cheios de segredos por desvendar e de histórias para nos contar haverá por estes cantinhos da Beira Baixa...
Hoje vou mostrar vos mais um pouco da aldeia que me deixa muitas e belas recordações
O Ingarnal virada ali para a serra onde sabe bem sentar á mesa e tomar o pequeno almoço com os raios solares a entrarem pelas janelas a iluminar a nossa mesa logo pela manhã
Dou hoje inicio a uma série de publicações que se irão estender até ao proximo mês de Agosto quando no dia 6 se irá realizar o Grande jantar de confraternização entre os moradores e muitos ingarnalenses espalhados por Portugal e pelo mundo, e ainda os familiares e amigos que certamente não irão perder a oportunidade de fazer parte de tão belo e gostoso evento
Com fotos da Dina Ivo mostro vos o Ingarnal e o ultimo Jantar realizado
Mais tarde publicarei a forma de se poder inscrever para esta festa
É Sempre Bom Recordar
De uma boguense de corpo e alma, recebi uma foto que quero partilhar com todos, pois é sempre bom recordar
Conheço toda a gente que figura nesta foto. apraz me muito recordar a ti Diolinda, o ti Manuel Pantaleão a ti Herminia etc etc
De alguns não me lembro do nome
As nossas vidas não são apenas os números de dias que já passaram, mas sim as recordações vividas e que continuam a arder nos nossos corações.
E quantas paixões já todos nós experimentámos?
E a vida só tem algum valor quando amamos o que passámos, as recordações, os nossos amores e desamores,as grandes paixões etc etc.
São essas paixões que após dezenas de anos, gostamos de recordar.
Parece que o tempo ressurge dentro de nós e novamente sentimos as delicias daqueles tempos inesquessivéis. Como e bom recordar assim... Lembro me da minha casa com paredes largas e nas janelas antigas, havia aqueles pequenos assentos em pedra dos lados. Era num deles que ás vezes me sentava a ver a chuva cair e as pessoas apressadas a deslocarem se de um lado para outro. Havia movimento na nossa terra. Ouviam se rumores na rua... eram as pessoas conversando! Da minha janela podia ver uma paisagem maravilhosa que se estendia até aos montes em redor com densas areas de verde pinhal, e a capela de Nossa Senhora das Dores erguendo-se, lá no alto do cabeço do Outeiro,
com Jesus Adolescente velando lá do alto da sua estátua
Sempre é Bom Recordar
Conheço toda a gente que figura nesta foto. apraz me muito recordar a ti Diolinda, o ti Manuel Pantaleão a ti Herminia etc etc
De alguns não me lembro do nome
As nossas vidas não são apenas os números de dias que já passaram, mas sim as recordações vividas e que continuam a arder nos nossos corações.
E quantas paixões já todos nós experimentámos?
E a vida só tem algum valor quando amamos o que passámos, as recordações, os nossos amores e desamores,as grandes paixões etc etc.
São essas paixões que após dezenas de anos, gostamos de recordar.
Parece que o tempo ressurge dentro de nós e novamente sentimos as delicias daqueles tempos inesquessivéis. Como e bom recordar assim... Lembro me da minha casa com paredes largas e nas janelas antigas, havia aqueles pequenos assentos em pedra dos lados. Era num deles que ás vezes me sentava a ver a chuva cair e as pessoas apressadas a deslocarem se de um lado para outro. Havia movimento na nossa terra. Ouviam se rumores na rua... eram as pessoas conversando! Da minha janela podia ver uma paisagem maravilhosa que se estendia até aos montes em redor com densas areas de verde pinhal, e a capela de Nossa Senhora das Dores erguendo-se, lá no alto do cabeço do Outeiro,
com Jesus Adolescente velando lá do alto da sua estátua
Sempre é Bom Recordar
E Bogas lá tão longe !!!....
É verdade
Este é o que sinto a cada dia que passa, e como eu muitos mais boguenses espalhados por esse mundo fora.
O que me faz recordar com mais facilidade o que passei nesta linda aldeia portuguesa,são iniciativas deste género que nos trazem á lembrança as coisas boas da nossa terra
Se assim não for e não oiçamos ou vejamos escrever algo sobre a nossa aldeia, ela cai a pouco e pouco no esquecimento e vamos sentindo que ela fica cada vez mais longe de nós.
É apenas a recordação da juventude, dos amigos que andam por aí e da familia que vai partindo, que dá cada vez mais vontade d e não esquecer o meu berço
Enquanto tiver algo para escrever sobre isso cá estarei até que a tinta da caneta s e acabe.
Bogas não é dos que lá moram mas sim dos que lá nasceram e daqueles que optaram por fazer dela a sua terra.
Bogas de Baixo sempre
A nossa terra vai ficando mais pobre
Fiquei triste hoje ao saber que o nosso querido conterraneo e meu amigo de infancia, Eliseu Martins, morreu!
Sei que vivia com a familia em Setubal, a ultima vez que conversámos foi em Agosto passado por altura da festa de Bogas. Pareceu me muito bem e não estava nada á espera desta noticia
Quero endereçar daqui as minhas sinceras condolencias a toda a familia enlutada
O Eliseu continuará a estar conosco através do pensamento
Até sempre e estejas onde estiveres fica em paz
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