Serões ao calor da lareira


Este fim de semana deu me uma enorme vontade de ir até á minha aldeia.
Acabei por decidir ir mesmo e parti de Faro rumo a Castelo branco. fui fazer uma visita ao cemitério onde repousam os restos mortais de meus pais e de seguida fui até Bogas.

Visitei o Centro social para conversar um pouco com os idosos que frequentam aquele espaço, depois passei pelo Alfredo no café Ponto de Encontro, visitei meus tios e parti em direção a Bogas de Cima, onde ás 18 horas havia a celebração de um acto religioso presidiso pelo padre Gilberto, em memória de alguem da Malhada Velha.
Assisti a missa tinha encontro marcado com amigos e partimos rumo á Malhada Velha onde permaneci durante todo o fim de semana
Nesta imagem que vos ofereço estão alguns dos meus melhores amigos, ao calor da lareira e à volta de uma mesa de jantar no ultimo domingo, onde passámos horas em conversas demoradas, sem tempo nem fim.


Um fim de semana assim passado na Malhada Velha nas encostas da Serra da Gardunha dá nos muito alento e é um optimo´motivo para começar mais uma semana em forma. Deixo aqui algumas imagens deste local fantastico, um lugar muito bonito e acolhedor do concelho do Fundão, na freguesia de Bogas de Cima.




Não me lembro já se a porta deste meu amigo tem numero,só sei é que tem um espaço enorme onde a gente se sente como em nossa Casa.
É um espaço lindo de onde não apetece sair. Estive lá no fim de semana passado e espero voltar.
obrigado amigos
Esperamos a vossa visita

O Rio


Antigamente o rio Zêzere e até a nossa ribeira de Bogas eram muito mais utilizados para a subsistencia das nossas gentes

Hoje Servem apenas para nos refrescarmos no Verão e pouco mais
Ainda me lembro das rodas a puxar a agua com a força da corrente nos seus vasos para regar as hortas e os milheirais que abundavam na nossa terra
Lembro me de ver as mulheres da aldeia debruçadas sobre a ribeira lavando a roupa
lembro me de ver o Lagar de azeite a funcionar com a força das suas aguas.
Varios açudes existiam durante o seu percurso para levar agua ás hortas através de canais que serviam varios proprietarios dos terrenos nas suas margens.

O rio a ribeira moviam moinhos que tranformavam os milhos e outros cereais em Farinha que depois confeccionada pelas donas de casa da nossa terra ficava tranformada em lindas broas e bolos bem saborosos

Nos últimos tempos, já ouvi dizer que vai ser feito um esforço assinalável no sentido de recuperar alguns destes açudes e de melhorar as acessibilidades aos mesmos
Será que a Junta de Freguesia e a comissão de moradores de Bogas de Baixo tem realmente pensado no assunto

Estou esperançado que sim
Era lindo voltar a ver a nossa ribeira a beneficiar como antigamente os nossos conterraneos que teimam em não deixar as terras d e cultivo abandonadas
Tiro o meu chapéu

O Outono


Com a chegada do Outono chegaram tambem as manhãs chuvosas, uma grande quantidade de nuvens no firmamento e os dias mais cinzentos.
No entanto o Outono para além do mal que nos pode fazer é tambem uma estação do ano que nos dá a alegria de podermos ver paisagens lindas e unicas

Esta é a estação do ano que sucede ao Verão e antecede o Inverno. É caracterizado por queda na temperatura ,especialmente no continente europeu e pelo amarelar das folhas das árvores, que indica a passagem de estações.


O Outono do hemisfério norte é chamado de "Outono boreal", e o do hemisfério sul é chamado de "Outono austral". O "Outono boreal" tem início, no Hemisfério Norte, a 22 ou 23 de Setembro e termina a 21 ou 22 de Dezembro. O "Outono austral" tem início, no Hemisfério Sul, a 20 de Março e termina a 20 ou 21 de Junho.(Wikipédia)


É tambem a época dos cogumelos. Pelas nossas aldeias da Beira Baixa e mais própriamente nas vertentes a sudoeste da Gardunha Bogas de Baixo e terras vizinhas, cumpre-se o ritual de ir “apanhar cogumelos”. Há muitas espécies, umas são comestíveis outras consideradas venenosas. Desde os níscarros, tortulhos, sanchas, rocas, a diversidade varia dependendo dos ecossistemas.



Deixo vos imagens de algumas espécies colhidas na minha aldeia ( Bogas de Baixo ) expostas no Centro social da aldeia

Depois é tambem no Outono que a maior parte dos frutos são colhidos e armazenados em lugares frescos para serem consumidos durante o Inverno.
Caso dos frutos secos como a Noz a amendoa o figo, a alfarroba etc etc
Colhem se as uvas, fabrica se o vinho e a aguardente que vão ajudar a aquecer muitas mentes durante os dias e as noites frias de Inverno

Mas é tempo de provar vinho novo, de assar castanhas e começar a pensar no Natal que vem já aí




Então começamos a ver as prateleiras dos super e hipermercados a abarrotar de guloseimas e brinquedos para os mais novos
Eu pessoalmente adoro as paisagens que o Outono me oferece.


Enfim o Outono que para muitos pode parecer uma estação do ano triste, no meu caso acho esta estação uma das mais lindas e férteis do ano

Longe da aldeia natal

Hoje é quinta feira dia 4 de Novembro, e sentado aqui frente ao meu computador, não sabia se deveria escrever alguma coisa.
De repente lembrei me de escrever algo sobre a minha segunda terra que a par do Fundão, é Faro a capital do Algarve
Para aqui vim ainda miudo aos 10 anos de idade, para estudar. Fiquei cá poucos anos mas regressei para fazer o serviço militar, gostei e acabei por me radicar aqui a viver com a familia. primeiro com os filhos mas depois casaram e cada um foi para onde sentiu que estava bem
Hoje passado muitos anos sinto que esta é a minha segunda terra, não a que viu nascer mas a que me viu crescer
Por isso, e em Homenagem a esta belissima cidade vou vos presentear com algumas imagens para que possam ficar a fazer uma ideia mais aproximada daquilo que disfrutamos cá. (isto para os que não conhecem)

São Tomaz de Aquino principal entrada para a cidade velha , para o seminário e para a Sé de Faro
Eu e a minha cara metade na baixa de Faro concerteza a fazer as compras de Natal
Rua de Santo António por alturas do Natal, esta rua está especialmente reservada ao comércio tradicional e a peões

Este ano o mar deixou a ilha de Faro em muito mau estado com montes de areia por todo o lado e muitas casas muito mal tratadas pelas ondas que chegaram a inundar parte da Ilha

A praia na Ilha de Santa Maria entre a Ria Formosa e a cidade, podendo tambem ver se o aeroporto pelo meio
A Muralha da cidade Velha pelo lado do largo de S. Francisco
Esta é a Igreja do Carmo com um interior riquissimo


A antiga Doca d e Faro hoje transformada numa bela Marina muito concorrida
frente ao Jardim Manuel Bivar e ao Seminário ond e estudei

Numero de visitantes

Para quem aprecia a natureza especialmente arvoredo e flores da nossa linda serra da Gardunha, as nossa encostas de Bogas de Baixo, Cima e Meio, Malhada Velha Ladeira Maxial,Ingarnal e não só, aqui lhes ofereço a oportunidade de se deliciarem com estas belas imagens cliquem em imagens e a pagina abrir se á se estiverem conectados ao facebook

Preencheram se hoje todos os digitos do contador de visitas


e eu até consegui assistir a essa mudança do numero 99999 para 100000







Aqui fica o registo para mais tarde recordar

Obrigado a todos os que teem contribuido para existencia deste blogue

Hoje é dia de Todos os Santos




----------------------Os Meus avós maternos----------------------
Que repousam no cemitério de Bogas de Baixo



O Dia de Todos os Santos continua a levar muita gente aos cemitérios, num ritual que se repete de ano para ano, mas que é mantido, principalmente, pelos mais antigos.
O dia dse Finados é realmente só amanhã dia 2 de Novemmbro, mas as pessoas costuma anticipar a romagem aos cemitérios para o dia de feriado
E então neste dia é uma confusão enorme de carros e gente á porta dos cemitérios, como aliás tive oportunidade de apreciar hoje pelo menos em dois.
Os meus pais repousam no cemitério de Castelo Branco e como o tempo estava realmente muito mau não pude deslocar me para lhes fazer uma visita mas penso faze lo por estes dias mais proximos.
Recordo com muita saudade os meus entes queridos especialmente meus pais que repousam eternamente no Cemitério de Castelo Branco
Não podia deixar passar este dia sem evocar as suas memórias.

Paz ás suas almas Pai Nosso.... Avé Maria....
Descansem em paz

Festas da castanha e magustos

Neste mês de Outubro e muito especialmente no mês de Novembro, realizam se por todo o País, em algumas regiões mais que noutras, feiras e festas dedicadas á castanha.
Podia escrever sobre Monchique, sobre o Marvão, sobre Vinhais, Serancelhe etc etc. No entanto vou apenas dedicar algumas frases ao que acontece na nossa região.
A Beira Baixa e muito especialmente a serra da Gardunha, teve em tempos uma enorme quantidade d e castanheiros compondo varios soutos espalhados por toda a serra.
Mesmo assim e depois da devastação dos mesmos pelos incendios que entretanto teem assolado a nossa serra, existem ainda assim algumas toneladas desta fruta que dão para que o povo se delicie com seu sabor especialmente quando assadas.
Aqui perto na aldeia de Foios em conjunto com a localidade de Eljas na vizinha Espanha, realiza se no dia 31 de Outubro a sua festa da castanha
Aqui vos deixo o programa da Camara do Sabugal no que respeita a festas da castanha em todo o concelho
Mais propriamente aqui na nossa gardunha destaco a aldeia do Açor terra de tradições , onde se realiza o evento Artes e Sabores da Maunça
É um dos eventos mais saborosos do ano, com a tradicional mostra gastronómica na aldeia de Açor, Castelejo (Fundão), que por estes dias, abre portas ao visitante.


A Festa da Castanha ou Artes e Sabores da Maúnça está cada vez maior, havendo cada vez mais cuidado na escolha de conteúdos de qualidade.



No fim de semana de 13 14 de Novembro, as portas das casas abrem-se para o visitante, cada casa, na sua loja, na sua sala, na garagem ou no armazem, são "Restaurantes ou Lojas" onde nos podemos deliciar com os seus sabores: o coelho no azeite, a chanfana, os brulhões ou maranhos, o cabrito assado, o feijão com couves acompanhado de carne da salguadeira e enchidos fumados, servidos com muita gentileza, pão caseiro e vinho da Maúnça. E as sobremesas da castanha, arroz doce, miaus, os queijos "corno" e à ovelheira ou cabreira.

Depois ajudamos a digestão com licores originais como o da castanha, a aguardente de medronho e mel e uma caminhada pelas "tasquinhas", na mira de mais uma gulodice ou para apreciar o artesanato local.

Tambem o Hotel Princepe da Beira no Fundão convida todos os seus clientes para virem desfrutar do sabor deste magnifico produto da terra e associa se tambem ao evento
Artes e Sabores da Maunça

Fora da nossa região e fora de Portugal destaco a comunidade portuguesa espalhada por toda a França onde tambem esta tradição é mantida para não cortar os laços e as saudades da terra´
E em Maisons Alfort onde se encontram muitos emigrantes oriundos da nossa Beira Baixa a festa da Castanha é uma realidade no proximo dia 14 de Novembro
Vejal o cartaz

Em Bogas de Baixo minha aldeia natal tambem não deixam de confrternizar no seu magusto comunitário como já descrevi na postagem anterior
No Ferro haverá tambema feira da Castanha e um pouco por todas as aldeias do nosso concelho, os magustos vão ser uma realidade entre o dia dos Santos e o São Martinho

É tempo de confraternizar


Está a aproximar se rapidamente o dia de Todos os Santos,
para além de relembrar os nossos entes queridos já desaparecidos com uma visita á sua ultima morada no cemitério local, é tambem tempo d e confraternização dos vivos.

É normalmente neste dia que muitas aldeias da nossa região aproveitam para realizar os seus magustos familiares ou comunitarios.
É o que acontece em Bogas de Baixo. e á semelhança de anos anteriores o magusto comunitario da Freguesia de Bogas de Baixo realiza se em local diferente do ultimo ano.
Este ano o magusto vai realizar se no Maxial que não é da Ladeira nem é da Serra pois será simplesmente Maxial da freguesia de Bogas de Baixo e concelho do Fundão.

Certamente este evento vai contar como habitualmente, com grande afluencia das gentes de toda a freguesia.
Não participarei desta festa por não me ser possivel deslocar me nessa data, mas irei posteriormente sua realização no dia se São Martinho
Esta belissima aldeia está situada numa das encostas da Serra da Gardunha e dela podemos avistar uma grande parte da nossa região, por se encontrar num local previlegiado para o fazermos.
Já numa postagem anterior me referi ao Maxial que podem ver neste link clicando sobre ele.
Mas para pesquisar mais sobre esta linda aldeia de Portugal, existe um sitio muito bem cuidado com um forum onde todos os Maxialenses e não só podem deixar os seus comentarios. Esse Sitio é mesmo o Maxial
Escrever sobre a Freguesia de Bogas de Baixo implica tambem escrever sobre a Ladeira e sobre o Urjeiro o que quero fazer em novas postagens.

A Gardunha nas Memórias Paroquiais de 1758


As respostas aos interrogatórios enviados pelo Marquês de Pombal aos parocos das cidades, vilas e aldeias do Reino, conhecidas por Memórias Paroquiais, constituem uma rica fonte de informação sobre a realidade Portuguesa de há 250 anos atraz
Agora que a Serra da Gardunha começa a estar na moda, (muitos bloguistas se debruçam nos seus blogues sobre a serra da Gardunha) e obecto de muitos projectos, muitos deles já concretizados, vale a pena recuar até 1758 para a ficarmos a conhecer ainda melhor.

A Serra que principiava a sua maior evidência no Cabeço do Ingarnal e acaba para lá de Vale de Prazeres no Catrão, possuia já nessa época aguas sadias.
O vigário de S. Vicente da Beira escreveu a propósito do rio Ocreza:-- as aguas deste rio teem a particularidade de no caso de haver contagio e mortandade nos gados miudo e graudo, bebendo as suas aguas esse contagio e essa mortandade acabava.
Por esse motivo as terras circunvizinhas como os campos da Idanha e toda a raia, vinham com seus gados ao dito rio beber da sua agua e a mortandade e o contagio entre eles acabava por desaparecer.
E o cura do Louriçal do Campo adiantava a explicação As suas aguas não criavam limbos nem lodos na distancia de duas léguas.
Nesse tempo as aguas limpidas das nascentes das encostas da gardunha enquanto mantinham a sua frieza criavam trutas
Ainda hoje o Cabeço do Ingarnal mantem algumas fontes que para alem de dar de beber aquem tem sede, veem tambem alimentar a ribeira da Almaceda afluente da Ocreza e que jamais seca .
Á qualidade das aguas juntava se uma vida animal e vegetal rica pela sua diversidade e papel desempenhado na vida económica das gentes da montanha


Esta postagem só foi possivel com a ajuda do meu amigo José Martins do Ingarnal que tirou lá do fundo do seu baú de memórias este excerto do jornal Reconquista de 4 de Abril de 2003 e assinado pelo José Teodoro Prata colaborador jornal e tambem autor do blogue ENXERIDOS (clique no link) onde podem descobrir muito sobre o historial das gentes da beira serra

8 de Agosto de 2010

DIA DE FESTA EM BOGAS DE BAIXO




Ainda me lembro quando logo de manhã a banda se fazia ouvir a partir do cabeço do Outeiro ao som de foguetes a estoirar ouvia se a alvorada
Depois era a arruada pela aldeia e recolhiam se as ofertas que iriam compor o recheio da Quermesse

O almoço, era sempre reforçado. Juntavam se a família, aqueles que se viam uma ou duas vezes por ano, a emigração a isso obrigava já nesse tempo.Cada um contava a sua estória, falava se doa probelamas da vida de cada um.

Nos tascos que até eram bastantes nesse tempo,já não havia espaço para mais ninguém. Estavam cheios, como de costume. No domingo da festa de nossa senhora das Dores éra sempre assim. Havia menos carros, mas juntava muita gente a nossa aldeia.
Apertados abraços de amigos de longa data.
Alguns já não se viam há muitos anos.

Agora as festas não teem o mesmo cariz, sem deixarem no entanto de ter um sabor ao antigamente

Não fora a quantidade imensa de carros, de matrículas portuguesas, francesas, e Suiças, e parecia ter-se voltado alguns anos atrás. Veem se crianças correr na rua, a alegria dos miudos ecoa pela calçada... e a alegria das velhotas com suas doces rugas bem vincadas no rosto e um sorriso de orelha a orelha
Os emigrantes chegam e de todo o lado veem tambem os nossos conterraneos como eu ausentes mas sabem como é, desde que os pais morreram, resfria um bocado a vontade de voltar... Mesmo assim eu pessoalmente adoro ir á minha aldeia mesmo que não seja dia de festa. e as horas passam, velozes, quase sem se dar por elas... E, quando se dá por conta, já é hora de ir embora e guardar as recordações, e as saudades que já se começam a sentir e um adeus difícil. É sempre difícil dizer adeus...

A festa de Bogas de Baixo vai continuar a realizar se tenho a certeza enquanto existir gente que ama a sua terra a sua familia e os seua amigos.
Pois a festa será sempre um bom pretexto para que todos se reunam e se revejam