Beirões da Gardunha


Parafraseando um amigo Beirão mas a residir em Vancouver Canadá, Belarmino Duarte Batista ser Beirão, é ter nascido no coração da Cova da Beira, esse vale fértil e deslumbrante, situado entre as Serras da Estrela e da Gardunha, com o Rio Zêzere a espraiar-se pelo meio, rio esse que é tambem genuínamente beirão, pois nasce de entre o granito do Cantaro Magro na Serra da Estrela e vai desaguar no Tejo, nas proximidades de Constancia . (sic)
Mas mesmo estando de acordo com o seu conceito de Beirão, para mim ser Beirão, aquele beirão de gema esse beirão é aquele que nasceu e se fez homem nas abas da Serra da Gardunha, coração da Beira Baixa.
Perdoem me todos os outros beirões, até porque beirões são os da Beira Alta, os da Beira Baixa e os da Beira Litoral. Mas é aqui nas encostas da Gardunha que se vive e se sente o verdadeiro espírito Beirão
Sentir o aroma do pinho bravo, da flor da cerejeira , deste manto verde de arvoredo que cobre a nossa serra, pssear por todos estes povoados construidos na sua maior parte com casas de Xisto etc etc, quem nasceu aqui sente concerteza no peito uma grande alegria por ter nascido Beirão

Mas apresento aqui um texto de um programa de televisão que dá gosto ler
A ALMA E A GENTE
A RAMA DO CASTANHEIRO
TEXTO
Senhores telespectadores, vimos hoje visitar uma das regiões de maior beleza que existem em Portugal, o concelho do Fundão.
Esta palavra “Fundão”, “Fundão” é assim uma palavra
que não soa bem, “Fundão”, “Fundão” não ajuda muito a terra, porque, a terra é bonita, é
progressiva, é forte, mas fundão quer dizer que está lá no fundo e está.
Leia mais aqui

É concerteza uma aldeia Portuguesa


No seguimento daquilo que tenho vindo a escrever nas postagens anteriores, este blogue vai de certeza, neste ano em que acabámos de entrar, continuar a divulgar, publicando tudo o que de interessante a nossa aldeia tiver para mostrar ao mundo. Posto isto e como não estive em Bogas neste Natal, socorri me da publicação de fotos de alguns amigos, para as mostrar aos meus visitantes quer sejam de Bogas , de Portugal ou do resto do mundo
Em Bogas houve confraternização, houve fogueira de Natal e para além da tradicional consoada de couves com bacalhau, houve tambem Febras assadas á roda da fogueira. Leitão assado talvez á moda do Marcelo e muita bebida pelo meio.
Aos autores das fotos que a seguir vou publicar, quero em primeiro lugar desculpar me pela ousadia e de seguida agradecer esta oportunidade, São eles o Carlos Nunes e o Tiago Alves

O madeiro ou melhor, os madeiros que foram transportados segundo consegui saber, pelo Alexandre, o Emanuel, o Sérgio, o Alberto e o Belchior, entre outos, para o adro da Igreja, fazem como podemos verificar uma bela fogueira.


Ao calor da fogueira a rapaziada da nossa terra não esteve com meias mediadas e vai de assar febras, costoletas etc para compensar todo o esforço dispendido

Aqui o Paulo Silvestre prepara se para dar cabo deste lindo e apetitoso leitão que talvez tenha sido assado á moda do Marcelo, já que tambem ele se deslocou a Bogas neste natal

Já de barriguinha cheia e depois dum serão bem passado aqui vai mais uma bejéka para a sossega no Ponto de Encontro, uma pequena sala de visitas de Bogas de Baixo

Foi ainda com grande prazer que vi o meu velho amigo Aurélio Simão associar se a esta confertenização da Juventude de Bogas neste Natal de 2009
Parabéns a todos

ANO NOVO (vida nova) o mesmo BLOG

Ano Novo, Vida Nova. Isto nós já ouvimos dizer Há décadas
O ano acaba e nós começamos a fazer planos para o ano que acaba d e chegar.
Dizem que em cada Novo Ano a gente recomeça nova vida com novos planos. E realmente é, mas não adianta fazer planos para o novo ano para depois os deixarmos fechados na gaveta. Eles precisam ser colocados em prática para que realmente o ano novo traga uma vida nova.

Os dias que antecedem o final do ano são normalmente dedicados á reflexão, o que fizemos de bom, o que fizemos menos bom e as muitas coisas erradas que tambem teremos feito de certeza. Então chega o momento de fazer desejos, pensar nos objectivos a alcançar neste novo ano .
São objectivos, metas e desejos ; toda a empolgação para um ano que começa e que promete fazer uma revolução na nossa vida.
Nada melhor do que fazer um plano de objectivos e tentar alcança los, ao contrario de passar mais um ano a lamentar daquilo que não fiz.

Idealizei este espaço já lá vão 2 anos e meio.
Não foi um objectivo de continuidade nessa altura, apenas uma forma de matar saudades da terra onde nasc.
Mas com o passar dos dias e com as novas postagens que sempre foram aparecendo um pouco tambem com a colaboração de alguns amigos que sempre me iam dando algumas dicas, e aproveitava para explanar nesta pagina sempre acompanhadas de algumas imagens que eu próprio ia capatando e outras enviadas pelos amigos.

Por isso neste ano que hoje começa, prometo continuar com a mesma linha de mensagens, agora tambem expansivas a toda a região da nossa Serra da Gardunha, onde se situam lindas aldeias com gentes do mais puro que existe no nosso País.


Maravilhosas paisagens, recantos pitorsecos, Aldeias de xisto, Saberes e Sabores do bom que s e come na região,enfim, uma zona que apetece sempre que ca vimos, voltar de novo



Conto com a colaboração dos meus amigos com os seus comentarios, as suas sugestões e alguma ajuda
BOM ANO para todos
e Bem Hajam pela vossa paciência

Encostas da Gardunha

Antes do Natal estava eu escrevendo sobre a nossa região e parei precisamente em Aldeia Nova do Cabo
E não querem lá ver que após uma pequena subida de 3 Kms me encontro no Souto da Casa?!!!

Pois bem esta belissima localidade cheia de vigor e gente trabalhadora, situa se ao longo da estrada que liga Fundão a Bogas de Baixo em plena serra da Gardunha
Uma Freguesia com um Historial riquissimo que vos aconselho visitando algumas paginas na net que muito bem nos dão a conhecer tão riquissima história
Eu apenas registo a minha passagem com algumas imagens que a meu ver serão do vosso agradao tal como são do meu
No Souto da Casa existem diversas associações culturais, como rancho Folclorico, Grupo de Bombos e outras colectividades
Das diversas lendas que se contam do Souto da Casa, deixar duas ou tres para conhecimento geral

Lenda da Penha da Senhora da Serra
Lá no alto da Gardunha, no meio de um sem fim de fragas que se entranham pelo Céu a dentro, em terras do Souto a dar para Castelo Novo, por baixo de um dos múltiplos penhascos, aparece a gruta da Capela da Senhora da Serra.
Local aprazível, onde o horizonte termina bem longe, e o domínio visual sobre a Gardunha é soberbo.
O imaginário, o misterioso, a fantasia, o oculto, a surpresa, a dúvida o conto e a lenda têm todos lugar aqui, - no Sítio da Penha.
Vamos apenas falar do que sabemos. E mesmo isso, referimo-lo porque no-lo contaram!
A Penha, toda ela se encontra situada nos limites da Freguesia do Souto da Casa. Logicamente e por consequência daquela afirmação, a gruta que durante muitos anos albergou a Capela da Senhora da Serra, encontra-se completamente dentro daqueles mesmos limites.
Importa ainda referir para uma melhor compreensão daquilo que pretendemos transmitir, que a delimitação da nossa Freguesia com a de Castelo Novo é "por águas vertentes". A Penha, toda ela se encontra situada nos limites da Freguesia do Souto da Casa. Logicamente e por consequência daquela afirmação, a gruta que durante muitos anos albergou a Capela da Senhora da Serra, encontra-se completamente dentro daqueles mesmos limites.
A disputa da posse da Capela e da Imagem da Senhora da Serra, foi uma constante durante muitos anos, criando uma rivalidade temerária entre os dois povos vizinhos.
De tal ordem se criaram situações extremas, que a população de Castelo Novo cuja povoação se encontra bem mais perto da Penha que a do Souto da Casa, chegou a "roubar" a imagem da Capela e instala-la na sua Igreja Matriz.
"Porque a Senhora não queria nada com o Povo de Castelo Novo", regressou pouco tempo depois à sua "moradia" original: - à Capelinha, na Penha.
Não satisfeitos com tal situação e desconfiados que tivessem sido os seus vizinhos a levar a Imagem de volta à Penha, os de Castelo Novo voltaram a trazê-la para a sua Aldeia.
Dias depois (poucos, naturalmente!), meia dúzia de homens destemidos e corajosos do Souto da Casa, pela calada da noite, resolveram fazer a vontade à Senhora e carregando-a ao colo, levaram-na de regresso à Sua verdadeira Casa.
Novamente o orgulho, a força do desafio e o sentimento da rivalidade soou ma
is alto e os homens de Castelo Novo tornaram à Penha para levar consigo a Imagem da Santa que tanto desejavam como sua. Só que desta vez, "a Senhora chorou". E "fê-lo porque não queria mais ser roubada por ninguém - também, porque não era Seu desejo ir novamente para Castelo Novo"
Os de Castelo Novo, temeram aquelas lágrimas mas jamais iriam prescindir de uma preciosidade a que se julgavam com direito.
Os dos Souto da Casa, cumprindo com o desejo da Santa, não mais voltaram a resgatá-La. Preferiram antes, sair prejudicados no seu orgulho e nos seus sentimentos, que voltar a sentir lágrimas no rosto da Santa.
Por tudo isto, ainda hoje, a Imagem da Senhora da Serra continua em Castelo Novo e a Sua Antiga Capela no alto da Serra - no sítio da Penha, continua vazia e sem qualquer utilidade



Lenda da Senhora da Gardunha
Indicam-Na como sendo a Capela dos Moleiros e Moleiras. Pequenina. Em xisto. Pintada de branco. Bonita e "aconchegadinha". Construída bem perto da Ribeira da Gardunha, junto às azenhas e quase paredes-meias com um moinho, a Capelinha da Senhora, virada a Poente, altaneira, torna-se visível e por isso mesmo, convidativa, bem longe. À sua volta, um sem número de azenhas, casas de habitação, palheiros, eiras, presas, tanques, um moinho, levadas, açudes, socalcos murados. Tudo isto é o que resta do ambiente que reinou à beira da Capela da Senhora da Gardunha até meados do século passado. As ladainhas entoadas pelos homens e mulheres na intensa e dura labuta dos campos, as rodas das azenhas girando por força da água caindo sobre elas, os gritos das inúmeras crianças galgando penhascos ou mergulhando na límpida água que já fora do Ocaia, o zurrar dos burros carregando os "talegos" que haviam de ser trocados na volta ou moídos na ida, - era a vida que vivia, vivendo para não morrer. Consta que aquando das Invasões Francesas, os militares inimigos, a caminho de Lisboa, descobriram os encantos da nossa Serra. Num dos seus recantos mais belos, deram com a Capela da Senhora da Gardunha. Nela entraram e porque de alguma forma logo compreenderam não valer a pena implorar-lhe compaixão, protecção ou apoio para a missão de usurpação de que estavam incumbidos e mandatados, resolveram, arrancar a cabeça à Imagem da Senhora, e com ela, jogaram à bola nas imediações da Capela. Pouco tempo depois, haveriam de ser castigados por tão grande afronta, em terras da Enxabarda, - na Serra do Açor.
Desconhece-se a origem da actual imagem, da Senhora da Gardunha (integralmente esculpida em pedra) única habitante da bela Capelinha no coração da Serra. No entanto, mantém muitos devotos em toda a população da Aldeia, tendo sido escolhida inclusivamente como Padroeira do Grupo de Bombeiros locais e do Grupo de Caminheiros da Gardunha sedeados no Fundão.


Lenda da Portela Para a Senhora da orada
Uma das mais importantes vias de comunicação existentes na Aldeia até ao segundo terço do último século, era uma breda e nalguns locais já transformada em caminho que ligava o Casal da Serra e a Vila de São Vicente da Beira, ao Fundão, entroncava com o do Vale d´Urso, passando pelo Casal de Álvaro Pires, sitio da Vila Ribeira d´Alva, Sítio da Vila Nova do Ocaia e o próprio Souto da Casa. Esta mesma via, era muito utilizada pelos devotos da Senhora da Orada aquando das Festas realizadas em Seu Louvor e que residiam do lado de cá da Serra. Ao alto do caminho que faz a transição natural da encosta de cá para a de lá, chamam-lhe há muito, a Portela. Sem duvida que estamos em presença de mais um dos locais incomparavelmente belos e admiráveis da nossa Serra. Dali, consegue-se perceber o contraste entre uma paisagem dourada e quente, de transição para o Alentejo, do lado de Castelo Branco, e uma outra, serrana, acidentada, verde e fria para o lado do Souto da casa. Era ali que alguém, em dia de festa à Senhora da Ourada, montava estrategicamente uma tasca de ocasião cuja oferta aos forasteiros rendia alguns Réis e Vinténs no final do dia. A lenda deste local prende-se com a calçada romana ali existente. De visita ao local, alguém de muito mais idade nos informou de que aquela calçada tinha sido feita pelo diabo numa noite. Perplexos e curiosos perguntámos o porquê de tal afirmação, ao que nos respondeu: "Vocês que são gente de estudos, por certo já ouviram falar no Veriato!" Perante a nossa estupefacção por não estarmos preparados para tal questão, retorquiu: "Então nunca ouviram falar num valente homem que por aqui andava a distribuir porrada nos romanos?" Aí, participando no seu raciocínio, indicámos que na verdade já tínhamos ouvido falar num Viriato mas que andava bem longe destas paragens…
"Ai sim?"
"Então andava longe?"
"Fiquem então sabendo que foi por causa dele que os romanos nunca conseguiram passar do lado de lá, da Senhora da Orada, para o nosso lado!"
Notava-se perfeitamente no rosto queimado pelo sol de um sem número de Primaveras, envelhecido pela rudeza da vida e a dureza do trabalho do campo, a alegria de estar a ser ouvido e talvez compreendido. Sim, porque naturalmente lhe interessava mais que alguém o ouvisse do que o compreendesse. Isso pouco importava…
Os seus olhos negros e vivos irradiavam sabedoria e muito conhecimento, mas também orgulho sincero por ser dos do lado de cá! "Foi então, que não conseguindo levar a melhor com o tal Veriato, pela calada da noite, meteram mãos à obra e conseguiram fazer esta calçada até à Portela. Mas não passaram daqui, quando não…levavam poucas!" Enquanto contava isto, pegava num dos extremos do cajado que lhe servia também de apoio às suas já débeis pernas e com uma força incontida ameaçava ainda hoje, no imaginário, "os do lado de lá". "Percebem agora porque se diz que foi feita pelo diabo numa noite?" Afinal o diabo toma a figura que lhe quisermos dar. Mas esta, por hábito, nunca passou de má, sinistra, inimiga, odiosa e sobretudo, a evitar! À margem desta Lenda, como justificação ou não, para a sua existência, constatamos a veracidade dos seguintes factos: A calçada romana existe realmente na "Portela"; O Museu da Vila de São Vicente da Beira, expõe imensos achados romanos nas suas vitrinas; Bem perto, existem calçadas romanas em Alcongosta, Alpedrinha e Castelo Novo; É verdade que "para o lado de cá", a encosta Norte, a mais "Guardada" da Gardunha, não existe qualquer calçada romana e desconhecemos achados romanos de interesse superior ou em quantidade a registar; Também nos ensinaram que Viriato estendia a sua acção bélica de guerrilha impeditiva do avanço dos romanos, para cá dos Montes Hermínios.

Deixo ainda algumas imagens marcantes no historial desta localidade







A Fachada principal da Igreja Matriz de Souto da Casa






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A Capela do Senhor da Saude em cujo terreiro eu já assisti a grandes festejos com missa campal, banda filarmónica, Bombos e muitas e diversas actividades ludicas








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Esta é uma imagem do Carvalhal com lindos exemplares de castanheiros






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Páginas que vos aconselho visitar sobre esta Aldeia Souto da Casa Abraço á GardunhaFundão turismo

O Madeiro de Natal

O Natal passou, agora que venha o próximo.
No entanto como principio de rescaldo vou escrever algo sobre o MADEIRO
Tradição milenar, cujas origens remetem para primitivos cultos pagãos, de celebração do solstício de Inverno, com o acender de enormes fogueiras ao ar livre.
Em Bogas de Baixo o Madeiro continua a ser aceso na noite de 24 de Dezembro. Pelo menos é isso que penso dado que não assisto ao Natal em Bogas fico por isso á espera que alguem que tenha assistido ao atear do madeiro me envie algumas imagens
A fogueira é um cerimonial cristão, para aquecer o Menino-Jesus . Mas tem ainda outros rituais marcadamente populares.
Os mais genuínos e peculiares desses costumes vivem-se nos primeiros dias de Dezembro, quando os rapazes/homens procuram nas proximidades da povoação, grandes madeiros e raizes de arvores que transportam em tractores (antigamente eram carros de bois e inicialmente puxados pela força humana) para o adro da Igreja e no dia 24 á noite são postos a arder.
É uma festa colectivo com todos os habitantes a festejarem com enorme alarido e algazarra, com vinho e febras para assar para que a noite seja ainda mais confortavel
Há trabalho, festa, convívio, vinho, amizade...
Vive-se e cumpre-se, ainda e sempre, a tradição
Este ano gostei d e ver imagens na televisão do maior madeiro de Portugal. O madeiro d e Penamacor que irá arder consecutivamente até ao dia 6 de Janeiro Dia de Reis
Espero que em Bogas se tenha cumprido o ritual ainda que com menos aparato

Estas são as imagens do madeiro da nossa vizinha Vila d e Penamacor que tem por traz de si um historial que podem consultar nesta pagina

Esta é uma imagem da Fogueira de Natal em Reguengos d e Monsaraz. Até há quem diga que a maior mas só por brincadeira concerteza

Ecos da nossa região

Nesta nova ordem de postagens onde pretendo dar a conhecer os usos e costumes de algumas freguesias e aldeias das nossas encostas da Gardunha, começo com a linda e remota freguesia de Aldeia Nova do Cabo no sopé da serra, vertente norte de onde se pode vislumbrar uma grande parte da região da Cova da Beira
muito conhecida entre nós pela sua boa gastronomia, destacando se a Chanfana e a Caldeirada de Borrego
Pelos seus grupos recreativos: Associação Recreativa e Cultural de Aldeia Nova do Cabo,

Banda União de Santa Cruz,
Banda de Cá,
Rancho Folclórico da Saudade,
Grupo de Bombos e Irmandade Nossa Senhora de ao Pé da Cruz.

Nossa Senhora do Pé da Cruz padroeira da localidade cuja festa se realiza normalmente no primeiro fim de semana de Maio
Mas uma outra festa se realizou este mês uma festa cosiderada pagã pela Igreja, Festa de Santa Beviana, realizou se no ultimo dia 2 de Dezembro, organizada pela sua Comissão e ainda pela Associação Cultural e Recreativa
O encontro deu se por volta das 19 horas no largo da Igreja. Depois houve uma grande variedade de animações tais como Prova de vinho caseiro, com a participação dos Corre Adegas, dos Toca sem Parar e dos Acordeonistas da Beira Baixa
Como não podia deixar de ser houve comes e bebes e a animação foi total com a participação de toda a população
Algumas imagens todas sobre Aldeia Nova do Cabo e nesta ultima podemos apreciar uma longa faixa da região da Cova da Beira destacando se Aldeia Nova e mesmo ao longe a Serra da Estrela ainda com neve no seu cume

Há muitos anos

Photobucket
Há muitos anos atraz viveram nesta linda quinta perto de Bogas os membros desta familia que muito prezo

As minhas primas Lurdes e Olivia nasceram aqui e aqui viveram até ao casamento. Entretanto o tio António (falecido)para melhorar o nivel de vida emigrou para França, mais tarde as filhas e seus maridos optaram pelo mesmo caminho
A quinta do Fojo por esse motivo um pouco abandonada e infelizmente o que outrora era um local que dava gosto visitar passou a ficar cheio de silvas mato e as suas casas em completa degradação.
Mas imagens como esta são muitas no interior do nosso País

aqui podemos ver uma imagem da foz de bogas aqui mesmo junto ao Fojo onde a ribeira de Bogas se junta ao rio Zezere

esta postagem é uma pequena oferta á tia Emilia e ás primas Olivia e Lurdes

Filhós á moda da minha terra

Hoje deu me para escrever sobre um produto que adoro
Desde muito pequeno que me recordo d e assistir á confecção das filhós de Natal pelos meus pais
Ultimamente deixaram de ser de Natal para serem de todos os dias que apeteça
Hoje em dia toda a gente sabe o que são filhós e como s e fazem. Mas não deixo por isso de vos informar como são feitas


Ingredientes:
20 g de fermento de padeiro
1 dl de leite
750 g de farinha de trigo
1 c. de chá de sal
8 ovos
1 dl de azeite
1 dl de aguardente bagaceira
azeite para fritar
300 g de mel
1 dl de água
açúcar fino q.b.
canela para polvilhar


Preparação:
Dissolve-se o fermento no leite morno e junta-se um pouco de farinha e o sal. Mistura-se de modo a obter uma massa branda.

Deixa-se repousar durante 15 minutos. Deita-se a massa num alguidar, adiciona-se um pouco de azeite e três ovos batidos.

Mistura-se tudo bem, batendo com a mão aberta. Depois, juntam-se o restante azeite, a aguardente e os ovos que restam, amassando, ou melhor, batendo a massa.

Esta deve ficar mais branda do que para o pão. Sendo necessário, adiciona-se um pouco de leite. Abafa-se a massa e deixa-se levedar durante 4 horas em local temperado.

Depois, põe-se o azeite no lume e com as molhadas em azeite tiram-se bocados de massa do tamanho aproximado de um ovo, estica-se a massa numa rodela o mais fina possível, fazendo-lhe buracos com as pontas dos dedos.

Introduz-se os filhós no azeite e, com um garfo comprido, força-se a manter a forma para os lados, esticando-a, pois a sua tendência será de crescer para cima.

Depois de loura dos dois lados, põe-se a escorrer sobre papel absorvente. Isto deve ser feito com muita cautela, pois as filhós apresentam-se finas e esburacadas.

Frita toda a massa, deita-se o mel com a água num tacho e deixa-se levantar fervura.

Reduz-se o calor e, com ajuda de 2 garfos compridos, passam-se as filhós pela a calda, ao mesmo tempo que se vão introduzindo em travessas ou panelas e polvilhando com açúcar e canela.

Pode omitir-se a calda. Ao contrário do que acontece habitualmente com os fritos, estas filhós ficam mais tenras à medida que os dias passam.
Por acaso são servidos?

Haja alegria

Nesta quadra Natalicia , nada melhor que um pequeno vídeo da Cissa Dias para alegrar a malta
Pois aí vai uma bela recordação da alegria que Bogas transmite em dia de festa

Festival da Tibórnia no Fundão

Continua o Festival da Tibórnia no Fundão
Pratos especiais regados com azeite da Cova da Beira


Treze restaurantes do concelho do Fundão estão a servir até 15 de Dezembro, pratos especiais regados com azeite da Cova da Beira, no âmbito do 6.º Festival da Tibórnia.

O pão e o azeite são os ingredientes base de uma tibórnia, mas o festival vai acrescentar-lhe muitos mais.

Tibórnia tradicional de enchidos, tibórnia de polvo, lombinho de porco preto em crosta de broa de milho e azeite ou filhó de azeite com frutos silvestre, são algumas das especialidades que vão constar das ementas.

Os restaurantes aderentes deverão utilizar na preparação das tibórnias pelo menos duas qualidades de azeite da Cova da Beira e duas denominações de origem, com o objectivo de promover as marcas locais.
A iniciativa é organizada pela empresa municipal Fundão Turismo e pela Confraria do Azeite da Cova da Beira, em parceria com as unidades de restauração do concelho.

Paralelamente ao Festival da Tibórnia, a Fundão Turismo propõe ainda um passeio, disponível mediante marcação nos hotéis do concelho e na Fundão Turismo. Do programa fazem parte visitas guiadas a Alpedrinha e à Aldeia Histórica de Castelo Novo.

O passeio inclui provas de produtos tradicionais, visita a um lagar tradicional, colheita de azeitona num olival e almoço num dos restaurantes aderentes.

As ementas dos restaurantes aderentes estão disponíveis em www.fundaoturismo.pt.

06-12-2009 Lusa

Espírito de Natal


O VERDADEIRO SENTIDO DE NATAL


Neste natal quero levar pelo destino da inocência e o amor de uma noite.

Neste natal,quero esquecer a dor da fome que se esconde nas esquinas da vida...

Neste natal não quero promessa,quero o milagre da solidariedade e o amem da oração...

Neste natal quero a lembrança da paz ,o caminho da esperança e a fartura do amor...

Neste natal quero a paz de cristo e a serenidadede Maria, que chora pela humanidade...

Neste natal, quero o sentimento da noite e não o ritual da fartura, não quero a dor
de um animal na mesa mas a confraternização do nascimento do amor...

Neste natal quero esquecer o mundo e o orar pelo universo para alimentar o vazio do sofrimento...

Neste natal, quero a diferença social unida pela esperança, esquecendo o egoísmo da falta de afecto que toma contada sociedade...

Neste natal, quero buscar um motivo para sorrir, enquanto muitos choram a dor da perda, de uma guerra cruel e fria...

Neste natal quero a felicidade espalhando se nos asilos esquecidos pelo desprezo da vida quero o alimento para quem tem fome sem direito a um natal...

FELIZ NATAL