Aproveitando um intervalo no trabalho

Aprtoveitando uns dias de folga a gente mete se á estrada e vai visitar as nossas gentes
A nossa familia os nossos amigos e as belezas da nossa aldeia e redondezas
Partindo de Faro rumamos á nossa Beira Baixa e começamos por visitar aldeia mais portuguesa
Monsanto

Aqui podemos apreciar lindas casas feitas de xisto, algumas recuperadas mantendo o traço antigo

Ruas tipicas muito limpas e acolhedoras

Do alto do castelo de Monsanto avistamos uma extensa paisagem de aldeias raianas
avistamos a nossa vizinha Espanha
`
Após Monsanto damos um salto até Penha Garcia


Duas imagens captadas na nossa passagem por esta linda aldeia raiana
Daqui partimos em direção ao Fundão onde pernoitamos no ALAMBIQUE,e na manhã do dia seguinte percorremos alguns caminhos por entre cerejais, admirando e saboreando este lindo e gostoso fruto carateristico da nossa região a Cova da Beira



Depois do almoço demos uma fugida até á Serra da Estrela ali mesmo ao lado
Subimos até lá acima e pudemos apreciar lindas paisagens floridas, barragens de agua azul cor do céu e como não podia deixar de ser vimos tambem nesta altura já quase verão alguns mantos de neve




DEscemos a Serra pela encosta de Seia e chegámos a Vide terra do Ex presidente da Assembleia da Republica Antonio Almeida Santos

E a partir daqui deixámos o parque natural da Serra da Estrela e embrenhamo nos pela Serra do Açor por estradas sinuosas e muito estreitas passando á beira de varias localidades e lugares e chegamos finalmente á aldeia mitica do Piódão
Estes lugares dão nos a sensação de liberdade, sossego e ar puro
Vejam a seguir alumas imagens captadas nesta serra até ao Piódão








Regressámos ao hotel já tarde mas no dia seguinte de manhã levantámo nos bem cedo e seguimos a viagem até ao local que tinhamos defenido como meta final a nossa terra BOGAS de BAIXO
Passámos por Souto da Casa, Castelejo, Lavacolhos, Silvares, Barroca e por fim Bogas de Baixo
Vamos ver agora algumas fotos tiradas nesse percurso


LAVACOLHOS

SILVARES

DO MIRADOURO DA SERNADELA AVISTAMOS O ZEZERE SERPENTEANDO DO CANAL AO PORTO DE VACAS ESTEIRO E JANEIRO DE CIMA


A NOSSA LINDA ALDEIA DE BOGAS DE BAIXO

Gentes da nossa terra (cont)

Inicialmente , vai fazer brevemente 2 anos, pensei criar este blog,o que veio a acontecer e em boa hora o fiz porque tem dado muitas alegrias a muita gente que revive através desta pagina recordações da sua juventude e outros ainda da juventude de seus pais, familiares e amigos de Bogas de Baixo.
Mas como ia dizendo, ao criar o blog fi lo com a intenção de escrever sobre as minhas recordações pessoais vividas nesta linda aldeia a minha terra.
Com o tempo foi se alargando a outros lugares e a outras pessoas e o resultado está á vista. Hoje Ecos de Bogas de Baixo mostra um pouco d e tudo sobre a nossa região e as nossas gentes
Mas hoje volto escrever um pouco mais sobre as minhas recordações especialmente dos tempos de juventude

Esta foto tirada em agosto de 1966 num dia da festa de nossa senhora das Dores
eu com a minha mulher (então namorada) uma sobrinha e as minhas primas Herminia e Felicidade
Foi a primeira vez que a minha mulher visitou a nossa terra e ficou muito bem impressionada, tanto que alguns meses depois casámos e ela fez questão de passar alguns dias em Bogas após o nosso casamento



Aqui vemos uma imagem do meu casamento na Igreja Matriz do Fundão, a que assistiram muitos familiares e amigos idos de Bogas de Baixo expressamente




Mais tarde já com os filhos fizemos uma visita á nossa terra e parámos á sernadela no cruzamento de Janeiro de Cima e resolvemos fazer um pic nic
Os meus filhos não sendo naturais de Bogas de Baixo nem por isso deixam de falar da terra do pai com muita emoção e saudade

Gentes da nossa terra (cont)

Continuando na divulgação do nosso artesanato, hoje apresento um artesanato diferente, Trata se do fabrico caseiro de pão e queijo pelo nosso conterraneo Anibal Marcelo

A vantagem do "pão caseiro" é que voltamos a entrar em contacto com o mundo que nos rodeia duma maneira mais intima.
A arte de preparar o pão, com base em padrões fundamentais e naturais deve ser de veras apaixonante
O Marcelo como muitos de vocês sabem vive na Suiça e é la em terras alpinas que mostra ao povo como se fabrica pão na nossa terra


Aqui vemos como a massa é preparada a força de braços como se fazia na nossa terra antigamente
Depois da massa finta vemos já os pedaços de massa recortada de onde sairão os lindos pães que veremos á frente




O Marcelo não se fica por aqui. Tambem em casa dele se confeccionam belissimos queijos á maneira da Beira Baixa e feitos com os melhores leites do Mundo
Leites das ovelhas e vacas das serras Suiças



E ainda o leitão assado que o Marcelo muito bem está a introduzir nos gostos das gentes na Suiça

Gentes da nossa terra (cont)

Hoje e para contentamento de muitas pessoas que como eu apreciam o artesanato, e muito especialmente artesanato decorativo, vou mostrar vos algumas peças bem lindas feitas por gentes nossas
Este é um trabalho feito pela minha mãe que agora com a sua estadia em Bogas pode continuar a fazer como uma maneira util de passar o tempo




Nestas imagens podem ver alguns trabalhos bordados manualmente a ponto cruz pela minha filha Anabela



E para vterminar esta série de artigos manufacturados, mostro vos tambem estas pinturas manuais sobre barro, feitas pela minha comadre Rosalina

Quero um dia destes mostrar tambem como o Anibal Marcelo se sai muito bem na produção de artigos manufacturados de muito bom gosto

Quinta feira da espiga

Vocês lembram se como antigamente este era um dia Santo em Portugal?
A Quinta-feira da Ascensão era uma festa muito importante para igreja católica porque se celebra a ascensão de Jesus Cristo ao Céu, depois de ter sido crucificado e de ter ressuscitado
Este dia (a Ascensão) ocorre quarenta dias depois da Páscoa, e por isso é sempre numa quinta-feira.
Neste dia, celebra-se o Dia da Espiga que por ocorrer sempre a uma quinta-feira é também conhecido por Quinta-feira da Espiga.
Tradicionalmente, neste dia, de manhã cedo, rapazes e raparigas iam para o campo apanhar a espiga e outras flores do campo.
Com essas flores, formam um ramo com: espigas de trigo, um raminho de oliveira, malmequeres e papoilas.
O ramo pode também incluir centeio, cevada, aveia, margaridas, pampilhos, etc.
Cada elemento simboliza um desejo:
• A espiga simboliza o pão (para nunca falte nos lare4s de todo o mundo)
• O raminho de folhas de oliveira simboliza a paz (a pomba da paz traz no bico um ramo de oliveira) e que nunca falte a luz (divina). (Dantes as pessoas alumiavam-se com lamparinas de azeite, e o azeite faz-se com as azeitonas, que são o fruto da oliveira.)
• Flores (malmequeres, papoilas, etc.) simbolizam alegria (distinguida pela cor das flores)
O ramo era guardado ao longo de um ano, até ao Dia de Espiga do ano seguinte, pendurado algures dentro de casa.
Hoje muito poucas pessoas se deslocam ao campo para colherem esses ramosNas grandes cidades ainda se pode ver aqui e acolá algumas vendedoras a apregoar o raminho da espiga
E tambem em muitos concelhos do Ribatejo e do Oeste este dia continua a ser um dia de festa sendo por isso feriado

O milho da nossa terra (fim)

O milho para além dos alimentos mais básicos como o pão, as papas de milho, as papas de carolo, os corn flakes, está ainda presente nas confecções e fabrico de óleo, margarina, mostarda, maionese, nos produtos lácteos e iogurtes (como adoçante), nos molhos prontos e nos sorvetes. Pelo menos um quarto dos produtos no supermercado contém milho na sua composição.


Flocos de milho ( cor flakes )


As célebres papas de milho (na minha terra são papas de carolo)


O forno já bem quente para coser estas maravilhosas broas pão de milho)
O milho é ainda empregue em variadissimos produtos,especialmente na alimentação para animais e tambem em medicamentos e produtos quimicos

ORAÇÂO DO MILHO
Senhor, nada valho.
Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres.

Meu grão, perdido por acaso,
Nasce e cresce na terra descuidada.
Ponho folhas e haste e se me ajudardes, Senhor, mesmo planta
De acaso, solitária,
Dou espigas e devolvo em muitos grãos
O grão perdido inicial, salvo por milagre, que a terra fecundou.
Sou a planta primária da lavoura.
Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo
E de mim não se faz o pão alvo universal.
O Justo não me consagrou Pão de Vida, nem lugar me foi dado nos altares.
Sou apenas o alimento forte e substancial dos que
Trabalham a terra, onde não vinga o trigo nobre.
Sou de origem obscura e de ascendência pobre,
Alimento de rústicos e animais do jugo.

Quando os deuses da Hélade corriam pelos bosques,
Coroados de rosas e de espigas,
Quando os hebreus iam em longas caravanas
Buscar na terra do Egito o trigo dos faraós,
Quando Rute respigava cantando nas searas do Booz
E Jesus abençoava os trigais maduros,
Eu era apenas o bró nativo das tabas ameríndias.
Fui o angu pesado e constante do escravo na exaustão do eito.
Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante.
Sou a farinha econômica do proletário.
Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha.
Alimento de porcos e do triste mu de carga.
O que me planta não levanta comércio, nem avantaja dinheiro.
Sou apenas a fartura generosa e despreocupada dos paióis.
Sou o cocho abastecido donde rumina o gado.
Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece.
Sou o cacarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos.
Sou a pobreza vegetal agradecida a Vós, Senhor,
Que me fizestes necessário e humilde.
Sou o milho.
(Extraido de um site brasileiro)