Vida Difícil

Bogas de Baixo,com a sua flora.
mato ribeirinho, pinheiros ervedeiros ou medronheiros e muito arvoredo selvagem ou frutifero
lindo para se admirar

Oi minha gente
Vamos ter que apertar mais o cinto?
Tudo indica que os tempos que aí vêm vão ser muito difíceis, atingindo sobretudo os mais desprotegidos e carenciados
E as aldeias do interior vão ser ainda mais sacrificadas pela falta de recursos
Eu infelizmente ja não estranho estes acontecimentos minha gente! Os da minha criação estão quase todos habituados a comer o pão que o diabo amassou.
0 mesmo não acontece, felizmente, com os que nasceram mais recentemente ha 20 0u 25 anos atraz. Esses não sabem o que é passar por privações de toda a ordem, o que é enganar o estômago com umas couves sem azeite, o que é trabalhar de sol a sol e botarem-lhe à frente, à hora da ceia, um prato de batatas com azeitonas ou com metade de uma sardinha. Por mais difíceis que sejam os tempos que aí vêm, tenho a certeza que não vão ser em nada comparáveis aos anos em que havia racionamento de pão...alguns do meu tempo devem lembrar se desses tempos dificieis que passámos cá por Bogas.
Não quero ser profeta da desgraça, dos que nos querem fazer crer que vamos assistir a uma época de fome generalizada.
- Nem pensar, mas as televisões mostram nos todos os dias que la por Africa há milhares de pessoas, nomeadamente crianças, que morrem à fome, que não têm sequer um copo de água para matarem a sede. E aqui ainda se estraga muita comida ainda se enchem os hipermercados os Fóruns com um montão de gente a comprar guloseimas
Mas não devemos esquecer nos que muita gente vive abaixo da pobreza e não tem as mesmas possibilidades. É nesses que devemos pensar sériamente. E tenho a certeza que cá por Bogas se não fossem as batatas e a hortaliça que ainda vão cultivando, e a pinga de azeite que todos os anos guardam na talha, muita gente iria sentir se em apuros para levar uma vida digna e de cabeça levantada. Isto, porém, não me impede de verificar que, nestes últimos anos, nos deixámos arrastar pela lógica do consumismo, gastando mais do que era necessário, e indo atrás de publicidades enganosas.
.
- Governar não é coisa fácil,! Perguntem ao Antonio Roque se lhe tem sido fácil governar a nossa Junta de Freguesia. Se aqui se torna dificil, a nivel nacional a coisa fica mais preta-
Tudo isto que eu ja lia antes nas conversas do tio Ambrósio que embora não sendo da nossa terra as palavras que dizia acentavam que nem uma luva na vida quotidiana de Bogas, me fazem lembrar que mesmo no tempo das vacas magras, no tempo do pão racionado, da falta de alimentos de primeira nescessidade, em Bogas existiam, que me recorde, a taberna e mercearia do ti Joaquim Gomes, a taberna e mercearia do ti Zé António, a mecearia do Sr Anibal, a mercearia e taberna do Sr Alfredo Gama, a loja do ti Joaquim Mota que na época parecia um centro comercial onde havia de tudo, a loja do Sr. José Martins vocacionada apenas para a venda de roupas e panos tudo para os enxovais. E concerteza mais alguma que agora não me recordo.

Todos estes locais de comércio funcionavam ao mesmo tempo. E todos tinham abundante clientela, tudo funcionava
E hoje?
Que temos em Bogas?
Esta muito mais limpa, muito mais modernizada, mas não passa disso
Tou Certo ou tou errado?
(Um abraço minha gente)

Á Sombra do Castanheiro

Meus caros amigos, hoje ao dar uma vista de olhos por um jornalinho chamado Amigo do Povo, deparei me com esta conversa entre o tio AMBRÓSIO e o CARLOS, e lembrei me da nossa terra;,quando ainda havia castanheiros ali pela Ladeira na Fernã Coelha uma fazenda situada no cabeço de sobreiro



Senta-te, Carlos! Está uma tarde aprazível, daquelas em que nos apetece usufruir desta sombra amiga do meu velho castanheiro. Este, por estar aqui ao pé de casa, foi dos poucos que se salvaram do incêndio do Verão passado.

– Teve sorte, Tio Ambrósio! A muitos de nós, tudo o fogo levou! Olhe-me para aqueles montes ali em frente. Nem parecem os mesmos, assim despidos de qualquer vegetação.

– A natureza vai resolver esse assunto, Carlos! Demora o seu tempo, mas resolve!

– E nós vamos dar uma ajuda! Pelo menos no que se refere a árvores de fruto, eu já este ano plantei umas tantas. E aí pelo Cabeço, quase toda a gente fez o mesmo. Quanto à floresta propriamente dita, a questão é um pouco mais problemática, porque é uma matéria em que ninguém se entende. Uns acham que os proprietários devem ter a liberdade de plantarem o que quiserem, o que equivale a uma nova invasão de eucalipto, pelas razões que todos conhecemos.

– Nestas coisas, as razões económicas imediatas não deviam prevalecer sobre as razões ambientais, e eu diria mesmo razões culturais. O eucalipto é uma importação que dá lucro, mas que não faz parte da nossa paisagem histórica. Se tu fores, por exemplo, a ler um romance do século dezanove, como a "Cidade e as Serras" do Eça, ou o "Amor de Perdição" do Camilo, não encontras lá nenhuma referência ao eucalipto. Mas encontras ao castanheiro, e ao carvalho, e ao choupo. Essas espécies é que fazem parte do nosso património paisagístico. Tu já imaginaste o que seria o vale do Douro coberto de eucalipto?

– Nem é bom pensar nisso, Tio Ambrósio!

– Estás a ver? O Douro é bonito coberto de vinhedos, salpicados aqui e acolá por uma mancha de castanheiros ou de cerejeiras.

– Aqui os nossos montes não são propriamente o vale do Douro...

– É verdade, Carlos! Mas eu já me recordo do primeiro eucalipto que aqui se plantou. Era único, ali ao pé da Lomba. Antes disso, aquela encosta ali em frente era toda coberta de castanheiros e medronheiros. Mesmo o pinheiro era só um aqui e outro acolá.

– Isso eram tempos que já lá vão!

– Mas que fazem parte de um património que nós deveríamos tentar remperar. Tu já viste? Se os homens se juntam para defender e promover o vinho, organizando confrarias, também se podiam unir para definir e promover a castanha.

– Até já há a confraria do nabo!

– E muito bem! Eu a essa dos nabos não me agradaria muito pertencer, mas concordo que os cidadãos não deixem ir as tradições das suas terras por água abaixo.

– Estou a ver que o Tio Ambrósio estaria disposto a fazer parte de um grupo de cabecenses que se organizassem em confraria de castanheiro, ou outro nome parecido.

– E porque não, Carlos? Durante centenas e centenas de anos, a castanha foi a base da nossa alimentação. Fazia-
-se sopa de castanhas, puré de castanhas. Pilavam-se as ditas para aguentarem o ano inteiro. Eram o governo da casa de família, a par da salgadeira e da arca do trigo ou do centeio.

– Não está mal alembrado, não senhor! Olhe que eu sou bem capaz de propor ao Sanguessuga, ao Liberato e ao Lopes da Junta, que metam ombros a uma coisa dessas. Se há a confraria do pepino, não vejo nenhuma razão para não fundarmos a confraria da castanha pilada. Tinha piada, Tio Ambrósio!

– Podes brincar, que a mim pouco se me dá, Carlos!

– Parece-me, mas não estou a brincar, Tio Ambrósio! Além disso, agora é que era o momento oportuno para se pensar numa coisa dessas. Temos aí encostas soalheiras que estão mesmo a
pedir que as cubramos de castanheiros e de carvalhos, e não de eucaliptos. Mais, Tio Ambrósio! Apostar numa
coisa dessas é que era ter visão de futuro! E eu nem vejo nenhum obstáculo a que se volte a fazer sopa de castanhas, ou a tê-las como acompanhamento de qualquer prato. Penso até que, lá para as bandas de Trás-os-Montes ainda estão vivos esses e outros costumes.

– Aliás, meu caro Carlos, é isso que nos pode continuar a distinguir dos
outros povos e da universalização da batata frita. Só que, para tanto, é preciso plantar castanheiros. Eucaliptos não produzem castanhas, nem nada que se coma, Carlos!

– Não sei se seria preciso uma atitude tão radical, Tio Ambrósio! Também precisamos de pasta de papel...

– Eu sei, Carlos! Só que não vejo por aí nenhuma intenção de ordenamento. Isto ardeu tudo, e agora que se podia fazer uma reflorestação ordenada, cada um dá a sua sentença, e vai ficar tudo na mesma. Qualquer dia tens aí tudo coberto de matagais, vem outra vez o fogo e reduz tudo a cinzas. E tudo por falta de clarividência e de vontade.

– De quem, Tio Ambrósio?

– De nós todos, Carlos!
Extraido do jornal Amigo do Povo

Aconselho vos a terem cuidado com o lume especialmente com as pontas de cigarro a arder deitadas em andamento para fora dos carros.
Veem aí as férias e tambem o calor, nunca é demais relembrar que o perigo é maior, podendo provocar danos irreparaveis

Um abraço para todo o mundo

Uma troca de impressões sobre Bogas

excertos de uma conversa que tive com um conterraneo amigo


então e esta tudo bem por aí
mesmo com a derrota da selecção?

José resp
tudo, e as ferias estao a aproximar
ah pois vem aí o tempo da folia
Olha portugal perdeu......

José
nao foi derrota, ja estava ganho a clasificacão
assim até os suiços tambem fizeram festa: e acho bem
José
e os melhores estavam a descansar
vão ter jogos mais dificeis para ganhar
José
tambem acho mas isso nao quer dizer nada
quer dizer muito, teem que ganharo país ta todo á espera de vitórias
José
pois mas com um pouco de sorte vao la chegar
sorte e saber, temos uma boa equipa
José :
por acaso é mesmo. Ao pé dos franceses que nao valem nada
os franceses? mas os portugas ás vezes jogam com garra
José :
ja veremos, espero que nao façam como a ultima vez tinham-na em casa e deixaram-na ir embora
vamos ver, a esperança é a ultima a morrer
José :
é mesmo,Luis tu tens o mail do meu primo Carlos?
o mail acho que não. Só o hi5
mas podes pedir lho pelo hi5

José
sim esta bem, entao quando vens a aldeia? pela festa é?
estou a contar com isso
olha la o carlos é filho de quem?

José :
do meu falecido tio Zé Tomas e da tia Maria que mora ao val do lado de baixo da tia Preciosa do oldeiro
ahhh bem me parecia
José :
estas a ver?
Estou... :Então eu não havia d e conhecer os teus tios???? o teu avô Tomaz etc .a tua tia a mulher do Zé Tomas ainda é viva?
José
ainda
então e o Ti zé gonçaLves tambem era teu tio por parte da mulher
José
sim
e os dois eram barbeiros
José
a mulher era gemea com o tio Zé Tomas
exactamente
a minha ti carma tambem vos é alguma coisa por parte da tua mae?

José
o tio Joaquim Mota era primo direito da minha mae
ah pois era isso
José
a mim ja é prima afastada em treceiro grau
então e os teus primos o Adriano a Madalena etc que é feito deles?
filhos do teu tio manuel tomas

José
o Adriano esta aqui em frança, e a Madalena esta em castelo branco, mas ja a muitos anos que nao os vejo, a Manuela tambem esta em castelo branco a Zezita acho que esta em lisboa depois nao sei,......
quem eu costumo ver la em castelo branco é a tia deles a Virginia do ti Leonço
mora ali na rua do cemitério


José
mas ela ja é de idade nao?
deixei d e ver essa gente toda
José
assim como eu tambem
quando o teu pai e os teus tios faziam parte da banda de musica eu era garoto mas cheguei a andar la com eles
José
eu sei
a familia dos Tomazes e os Simão quase completavam a banda filarmonica de Bogas
Eu gostava d e ouvir o ti manel Simão a tocar trompete
depois o Aurélio tambem ainda lhe deu uns toques

José
era isso mas la vão muitos anos e que perda ter acabado
eram uns artistas
mas quem me soava mesmo aos ouvidos de musica boa quando era garoto era o pai da Felisbela
áté se ouvia pela baixa de Bogas inteira
José
qual felisbela?
a irma do frankelim o pai era cego, não te lembras?
José
o tio zé lourenço?
ya esse mesmo
José
eu nao me lembro de ele tocar
mas eu lembro ,era um grande trompetista só de ouvido
José
lembras-te dele antes de cegar?
Não...... sempre o conheci já cego
a felisbela tem mais um ano ou dois que eu e a gente juntava se muito

José
pois, mas nao sabia que ele tocava
era mestre a tocar a trompete ou cornetim ja não me lembro bem
José
ta bem, eu ainda la andei um pouquito antes de vir para frança
olha lá por falar nisso,.... não sabes nenhuma historia sobre Bogas que a gente possa contar ao pessoal? no blog
José
sobre qué?
sobre usos e costumes daquela época,..sobre a rapaziada inclusivé
José
saber sei mas as mesmas que tu tambem sabes
talvez saiba mas não me lembro,..não ha como recordar
ja escrevia eu no Coluna em Marcha em moçambique que recordar é viver

José
sei la da-me la mais precisões
por exemplo como eram as festas ha uns anos., o que é que divertia a rapaziada ha anos atraz

por exemplo os nomes das fazendas e dos cabeços nas redondezas

ainda me lembro de alguns mas poucos

José
as festas eram todas feitas inteiramente pelos mordomos nomeados, incluindo arcos todos enfeitados com flores feitas la, nao havia conjuntos o baile era ao toque da filarmonica boguense e por vezes um pequeno gravador que por la havia

ha por exemplo o covão do açor, a varzea redonda, o oldeiro e muitos outros locais todos tinham nome
José
o devertimento da malta no meu tempo era jogar a bola no adro da igreja a maior parte das vezes ao piao ao espeto a mae ao socorro ao cinto aos domingos juntava-mos a ponte ou a portela para jogar ao lenço e talvez para os mais velhos namoriscar
ainda havia o campo de futebol á ramalheira?
José
os nomes o codoçal ,o oldeiro, a ramalheira, o val de asnos, o val de joao freira ,o val de pedro mendes, o val codoçal, os rebolhoes etc
o campo de bola da ramalheira era mais para os jogos que nessa altura havia quase todos os domingos contra as aldeias la da regiao
havia tambem o caniçal a feiteira a outra banda
bogas ainda chegou a ter alguma equipa boa
?
José
ainda mais ou menos
eu sei que mesmo depois de eu ter saído de bogas a rapaziada continuou a ser bastante

José
quando eu andava na escola eramos quase 100 alunos so la de bogas, so do meu ano eramos uns 20
eu andei com muita gente tambem
José
bom Luis tenho que ir a deita que amanha é dia de escola
um abraço
ok josé desejo te uma boa noite
continuamos a conversa outro dia
um abraço

José
a gente continua a conversa um dia destes

Verão: vêm aí ondas de calor

Este mês começarão a chegar muitos dos emigrantes nossos conterrâneos e convem que saibam o verão que vão sentir no nosso país

Menos chuva e temperaturas ligeiramente acima da média


Os modelos meteorológicos de previsão a médio prazo para Junho, Julho e Agosto em Portugal continental apontam para menos chuva e temperaturas ligeiramente acima da média, atendendo aos últimos 25 anos, segundo o Instituto de Meteorologia (IM), noticia a agência Lusa.

O presidente do IM, Adérito Serrão, advertiu esta previsão a três meses é uma «previsão probabilística», não sendo possível datar «episódios extremos» nem saber a sua duração
Mais 32 praias inseguras
193 praias com bandeira azul

Os modelos meteorológicos disponíveis agora para os três meses apontam para a possibilidade de temperaturas mais elevadas em cerca de 0,5 graus Celsius acima da média.

A subida de temperatura deverá ser registada mais a Centro e Sul de Portugal continental.

«Os modelos indicam que poderão ocorrer temperaturas mais elevadas que o normal, mas não é possível saber quando vão ocorrer ou qual o seu período de duração», sublinhou Adérito Serrão.

Quanto à precipitação, a previsão probabilística indica que o período destes três meses será mais seco do que a média dos últimos 25 anos.

Neste caso, a região Norte será onde se poderá registar o Verão mais seco.

O ano passado, a temperatura média em Junho foi de 18,78 graus Celsius, em Julho de 21,58 graus e em Agosto de 21,77 graus.

Em 30 anos, entre 1971 e 2000, a média da temperatura média diária de Junho foi de 19,43 graus Celsius, em Julho de 22,17 graus e em Agosto de 22,15 graus.


A previsão a médio prazo fornecida segunda-feira pelo IM para Junho, Julho e Agosto refere um aumento ligeiro da temperatura e um Verão mais seco, mas atendendo aos últimos 25 anos.
04-06-2008 Portugal Diário

AGRADECIMENTOS

HOJE CHEGÁMOS A UM NUMERO DE VISITANTES SIGNIFICATIVO






É para mim uma grande alegria ter feito chegar o nome de BOGAS DE BAIXO tão longe e a tanta gente
Sei que a maior parte nunca foi a Bogas nem sequer terá alguma vez ouvido falar da nossa terra, mas uma grande parte dos visitantes serão oriundos de Bogas de Baixo que espalhados por esse mundo fora tiveram oportunidade de recordar a sua terra através deste Blogue que eu criei com a unica vontade de não deixar cair no esquecimento uma aldeia linda onde eu nasci, da qual guardo imensas recordações e procuro sempre que posso, fazer uma visitinha

De Portugal em todos os cantos deste País há amigos que veem pelo menos uma vez

De França veem de Haubourdin,Franconville,Tours,Paris,Toulouse,Annemasse,Montmorency,Savingny-sur-orge,Viry-Chatillon,Nantes,Paris, Lille,Antony,Sévres,Cormeilles-en-parisis,S. Michel sur Orge etc etc
Do Brasil veem de S Paulo, Rio de Janeiro, florianopols,Pelotas,S.Carlos de Ivaí,Rio Verde de Mato Grosso,Brasilia,Aracaju,João Pessoa,Ribeirão Preto,Camboriu,Diadema,Teresina etc etc
de muitos vou me esquecer o nome mas acreditem que teem o mesmo valor
Do Canadá vem de varios sitios especialmente de Toronto e Montereal
De paises como a Alemanha, Inglaterra, Suissa , Belgica, Espanha,Belize, Mexico, Venezuela, India, Macau,Australia, Angola, Moçambique,dos EUA e tantos outros
Obrigado e voltem sempre
Aproveitem para ecrever qualquer coisa de maneira a que a vossa passagem por aqui fique registada

NOSTALGIA



Quando as saudades se fazem sentir, a gente tenta de alguma maneira mata las revivendo os tempos que nos fazem sentir saudades.
Assim sendo deu me para escrever algo mais sobre a terra que me viu nascer e suas gentes

Embora eu more bem longe mais ou menos 500 Kms, não deixo de me interessar diariamente pelo que a minha terra passa na evolução do tempo
Estamos a entrar nos meses mais quentes do ano vem aí o Verão, e com ele as férias e tenho a certeza que muitos dos meus conterraneos voltam á sua terra natal nesta altura depois de mais um ano arduo de luta pelo seu bem estar e pelo melhoramento do seu nivel de vida,
em terras longuinquas.

Alem daqueles que na estranja labutam; França, Alemanha, Suiça, etc etc
estão tambem aqueles que não sairam do seu País mas que tambem não teem hipótese de ir frequentemente á terra natal
Estou incluido neste lote
Vamos ver se na na festa anual este ano nos voltamos a encontrar á portela junto á capela de Nossa Sra das Dores
Rever amigos de infancia, estar com a familia que ainda resta. Um bem precioso que nós temos é a familia


veio me á memória neste momento um comentario que recebi de alguem que lê este blogue e é natural de Bogas

OLA
Ca estou eu tambem a falar desta terra lindissima chamada BOGAS DE BAIXO.
Somos muitos os nativos desta terra espalhados pela Europa fora mas quando chega o verão o nosso pensamento é voltar á terra
É sempre um grande prazer voltar a BOGAS DE BAIXO
lembranças de garoto que nos enchem a cabeça com tantas coisas por onde andamos naqueles velhos tempos
A maior lembrança é sem duvida os dias da festa de agosto com a grande alvorada logo de manha cedo para todos saberem que estamos no dia da festa


E que dizer desses dias que passei a pesca sem cana sem fio e sem rede
simplesmente com as mãos por baixo das pedras e nos buracos da ribeira

Tempos passados no monte a ouvir e ver e ouvir especimes de passarinhos cantar
apanhar pinhas e mato seco para as nescessidades da casa da e ao mesmo tempo olhar pelos haveres que ali andavam a pastar

Sim podem crer são grandes as saudades que tenho desse tempo que ja la vai bem longe e nunca mais voltará
quando penso que naquele tempo a unica coisa que queria era sair d e Bogas, ir embora para outras terras mais importantes,reconheço agora que feliz foi o que nunca precisou de sair de sua terra para ter uma vida melhor.
Sinto falta daqueles odores da minha terra de manha era um cheirinho de panelas ao lume a confecionar o almoçao e á tarde vinha então aquele cheiro dos pinhais, das estevas e carqueija e tambem giestas floridas a beiras dos caminhos
nao nunca te esquecerei BOGAS DE BAIXO
(Pedro)

Noticias da Região do Fundão


foto de belarmino lopes


Escola Profissional promove a iniciativa

Festival Gastronómico da Cereja de 27 a 29 no Fundão

A Escola Profissional do Fundão vai organizar, entre terça e quinta-feira, a oitava edição do Festival Gastronómico da Cereja. A iniciativa junta escolas da Bélgica, França, Alemanha e Espanha, bem como um grupo de professores e empresários da Eslováquia. Estará ainda presente o chefe de cozinha do hotel Hilton, da Escócia.

À semelhança das edições anteriores, todos os participantes serão desafiados a preparar vários tipos de iguarias à base de cereja – entradas, pratos de peixe e carne, sem esquecer as sobremesas.

Na terça à noite há jantar da cereja na Escola Profissional, confeccionado pela escola Vaguada de la Palma (Salamanca) e pelo Centre de Formation d’Apprentis (França).

No dia seguinte o jantar será da responsabilidade do Hilton Dunkeld House Hotel (Escócia) e da Elishout School (Bélgica). Para quinta-feira o jantar é servido pela escola Elisabeth Knipping (Alemanha) e a Escuela Municipal de Cocina Ciudad de Plasencia (Espanha).

2008-05-23 | O Interior

Iogurte com cereja da Cova da Beira não vingou

A Danone deixou de produzir iogurte com cereja certificada da Cova da Beira, justificando a decisão com a falta de fruta capaz de responder às exigências da marca. De acordo com o director industrial da fábrica, os produtores não possuíam cereja em metades a um preço competitivo e como a Danone não pretendia apenas puré de cereja acabou por retirar o produto.

O Puro Pedaços de cereja era um dos dois produtos com fruta da Cova da Beira que a marca colocou no mercado.

Neste momento apenas é comercializado o iogurte com pêssego da Cova da Beira, que faz parte de uma gama onde há iogurtes com ananás dos Açores ou maça de Alcobaça, entre outros.

O produto é uma ideia portuguesa que foi desenvolvida ao longo de um ano. Neste momento é líder no segmento de iogurtes com frutas.

A sua criação envolveu cooperativas de produtores e a ideia foi premiada a nível mundial pela Danone.

Texto de José Furtado

2008-05-30 | Reconquista

Beira Baixa


PORTA DE ENTRADA PARA A BEIRA BAIXA

A Beira Baixa é uma antiga província (ou região natural) portuguesa, formalmente instituída por uma reforma administrativa havida em 1936. No entanto, as províncias nunca tiveram qualquer atribuição prática, e desapareceram do vocabulário administrativo (ainda que não do vocabulário quotidiano dos portugueses) com a entrada em vigor da Constituição de 1976.

Distrito de Castelo Branco: Belmonte, Castelo Branco, Fundão, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei, Vila Velha de Ródão

"Setembro doira as maçãs, perfuma a folha das melhores peras de Portugal,
e cada melancia como bojo de cântaro de telhado, pode encher um cesto vindimo de Alcongosta"

OLHEM COMO SE CONFECCIONA UM CALDO NA PANELA Á BEIRA BAIXA


De manhã põe-se na panela à lareira ou em lume brando, com o feijão demolhado, água, o azeite, a orelheira e o focinho e a couve cortada. Tempera-se com sal e deixa-se cozer.

Ao meio dia, com uma escumadeira (localmente dá-se-lhe o nome de gadanha), retira-se o embrulho e come-se em tigelas. Dá-se-lhe o nome de berças ou beiças.

À noite, ao jantar, junta-se ao caldo o ramo de hortelã e o arroz ou a massa e come-se como sopa. Utilizando pão, este é cortado em fatias finíssimas e regado com o caldo que ferveu com a hortelã.


E UM BACALHAU Á MARGARIDA DA PRAÇA?



Demolha-se muito bem o bacalhau e assa-se na brasa ou na chapa.

Tem-se ao lume um tacho com água na qual se dá uma fervura rápida ao bacalhau.

Entretanto, já se tem preparada uma cebolada feita com as cebolas cortadas às rodelas finíssimas, o dente de alho muito bem picado e o azeite.

Cozem-se as batatas com a pele, pelam-se, cortam-se às rodelas e dispõem-se no fundo da travessa.

Coloca-se o bacalhau por cima e cobre-se tudo com a cebolada.

Serve-se bem quente.


AGORA UM DOCINHO para SOBREMESA
estas saborosas TEJELADAS á moda o Ingarnal


Untam-se tachinhos de barro vidrado vermelho com azeite e metem-se em forno bem quente.

Batem-se muito bem os ovos com o açúcar, o mel e casca de limão. Esta fase da receita é normalmente manual para ser batida com força. Em seguida adiciona-se a farinha e dissolve-se tudo com o leite.

Sem retirar os tachinhos do forno e com a ajuda de uma concha, deita-se a mistura nos tachos. Deixa-se cozer até ficar com a consistência de pudim.

Servem-se as tigeladas nos próprios tachos.


AGORA.... BOM PROVEITO A TODOS DEPOIS DIGAM ME SE NÃO É UMA DELICIA ESTE ALMOÇO....

Bogas de Baixo

onde é que eu ja vi isto?



Pedras que mais parecem madeira, texturas surpreendentes estas do xistos de Bogas de Baixo e Maxial da Ladeira.
Bogas de Baixo, para quem a vê da capela da Nossa Senhora das Dores. Parece ali colocada para aquecer ao sol nos dias de Inverno, onde reina a calma. Conserva rico património xistoso.


Como seria bom ouvir a banda de música de Bogas de Baixo! Contaram-me que: durante uma procissão, a banda de Bogas de Baixo, mudou de partitura, passou a tocar o raspa. Nunca o viajante confirmou a história e ainda bem.


A casa brasonada junto da igreja em Bogas de Baixo, (Recebeu Brasão de Armas, atribuído por: D. João VI o Clemente, a 21.06.1802, o Capitão Manuel Dias de Carvalho. Unico nas redondezas, foi pertença do Capitão Manuel Dias de Carvalho.
Entretanto lembro me de morar nesta casa o ti Manuel Belchior com o seu torno de marceneiro era o encanto da rapaziada pq fazia os pioes com que na altura jogavamos



Manuel Dias de Carvalho, capitão auxiliar da comarca da Guarda, cavaleiro professo na ordem de Cristo. Baptizado em Bogas de Baixo 29.7.1745, foi seu padrinho: Rodrigo Vaz de Carvalho, do Fundão.

POIS FOI AQUI Á BEIRA DESTE ZEZERE MARAVILHOSO AO FUNDO DA SARNADELA QUE EU VI PELA PRIMEIRA VEZ A LUZ DO SOL


UMA LINDA TERRA PERDIDA NO MEIO DOS PINHEIROS PITORESCA E MUITO SIMPATICA

ESTE ANO EM AGOSTO QUERO IR Á FESTA DA SRA DAS DORES

REVIVER TEMPOS PASSADOS COM OS AMIGOS E FAMILIA

Produtos da nossa Região a Cova da Beira


Segundo noticiou o Jornal do Fundão, a produção de cereja na nossa região pode ultrapassar as 11 mil toneladas este ano de 2008.
Diz se que poderá ser; porque estarão os produtores de cereja dependentes do tempo que se vai fazer sentir.
Se as condições metereológicas o premitirem este ano vai ser um dos melhores em termos produtivos e tambem com muita qualidade.

Já começou a colheita da cereja e alguma vai para bem longe. Sabe se por exemplo que além dos contratos assegurados com a rede de hipermercados Continente, Pingo Doce e Jumbo no nosso País, está tambem asegurado o fornecimento a duas redes de supermercados estrangeiras uma na Inglaterra e outra na Alemanha
Mais uma vez nome do Fundão volta a ser projectado para o exterior graças á sua grande qualidade de cereja
Aqui vai poder provar-se a melhor cereja do mundo , diz se em Alcongosta dado que será nesta localidade grande produtora desta fruta e não só , que este ano se realizará a festa da cereja no próximo dia 13 de Junho. Já o ano passado esta festa reuniu milhares e milhares de pessoas nas ruas de Alcongosta localidade simbolo da produção de cereja no Concelho do Fundão
Diz se em Alcongosta que este ano estão garantidas tanto a qualidade como a quantidade nos pomares.
Se a chuva não estragar a campanha, este vai ser um excepcional ano de cereja.





Mais um evento de grande importancia e de resultados muito bons, realizou se este ano na Soalheira. FEIRA DO QUEIJO DA SOALHEIRA que reuniu milhares de visitantes para apreciarem o maravilhoso queijo que aqui se fabrica
Queijo Mistura, Ovelha, Cabreiro, Amarelo da Beira Baixa e Picante as varias qualidades expostas e vendidas neste certame ao preço que variou entre os 8 e os 13 euros por kilo
A Feira que tambem foi organizada pela Empresa Municipal de turismo do Fundão, contou ainda com Enchidos de Valverde e de Atalaia do Campo bem como os vinhos da Quinta dos Currais da Capinha
além de vario artesanato da região
Segundo noticiou o Jornal do Fundão, os Queijeiros venderam uma média de 50 kilos por dia


.
PS: Á falta de noticias da nossa aldeia estarei atento ao que se passa em redor e darei a conhecer não só aos meus conterraneos como a todos os visitantes e leitores do blogue espalhados pelos 5 cantos do mundo algumas noticias da nossa região
Contem comigo

NEM TUDO ERAM ROSAS


Quando a gente se lembra da nossa infância há sempre uma data que consideramos mais especial e que trás à nossa memória alguns momentos maravilhosos e outros menos bons, mas sempre com aquela irreverência própria da ingenuidade.
Desses verdes anos os que realmente mais nos marcam, são os tempos passados na escola primária que eram necessários para concluir a 4ª classe para depois podermos ingressar no ensino secundario, que em abono da verdade poucos tinham esse previlégio. Viviamos muito longe dos grandes centros, dos liceus e das escolas secundarias e muito mais das universidades.Poucas eram as familias que podiam dar se ao luxo de proporcionar aos seus filhos a frequencia desses estudos.
As Escolas nessa data eram bem mais desconfortaveis que as que existem´agora,dotadas de ar condicionado, apetecivel pelo fresco no verão e o calor no inverno, para além de condições de aprendizagem e conforto nada comparaveis.

Agora até teem internet nas escolas
Desses tempos, 1952-1956, recordo alguns amigos como o Jorge,o Fernando Marcelo, o João, o Pedro, a Suzete, a Otilia,a Herminia, a Lurdes o Ilidio, o Elisio e muitos mais que comigo viveram algumas estórias dignas de registo.

Dos pneus de automóvel retiravamos os aros de arame e borracha que com uma vareta de ferro moldada faziamos girar e assim percorriamos grandes distancias.
Alem do jogo do pião inventamos tambem o espeto que com um pau afiado cada um procuravamos espetar no chão tentando derrubar o do parceiro

Alguns dias apesar de sairmos da escola cerca do meio dia, a hora da chegada, muitas vezes, era quando iamos esperar a camioneta da carreira á feiteira ou mesmo mais perto na volta para o ramal de Bogas que seria por volra das 17 ou 18 horas. Hora a que chegavamos a casa muitas vezes com a mãe ou o pai á espea para nos dar umas belas bofetadas..
Havia ainda outros devertimentos a que não estavam alheios os ninhos de primavera. Procuravamos nas arvores os ninhos de diversos passarinhos ás vezes apenas para poderfmos acompanhar o seu nascimento e desenvolvimento até voarem. Alguns tais como os pintassilgos criavamo los nós em gaiolas para os podermos ouvir cantar e ver as suas brincadeiras
Também nessa época, embora não houvesse verdadeiramente fome, o comer não era de todo abundante!Havia inclusivamente uma ração de queijo amarelo açucar farinha e leite em pó, que vindo da América servia para atenuar a escassez de alimentação que excistia no seio de muitas familias por esse Portugal a dentro
Assim, toda a fruta existente nas arvores existentes na rota das nossas caminhadas e que estivesse ao noso alcance, não perdoavamos.
Estas cenas davam azo a que que depois da queixa dos donos à nossa professora, não nos livrasemos de uns bons pares de réguadas', porque no meu tempo de escola a régua e a vara ou cana existiam na realidade
Lembro me que quando iamos para a ribeira nadar aproveitavamos a zona do açude por termos melancias uvas e pessegos por perto. havia até quem fosse aos galinheiros rapinar ovos que bebiam através de um furo deixando depois as cascas para enganar o dono.
O meu avô tinha á feiteira uma cerejeira que dava cerejas optimas e antes de todas as outras, mas quando iamos por elas ja outros mais velhos e mais espertalhões as tinham comido


Tambem nos dava um certo gozo, partir os pucaros que serviam para recolher a resina dos pinheiros, quando iamos pelos pinhais fora buscar mato ou mesmo pedaços de lenha para as lareiras
EU e João Abilio iamos guardar as ovelhas e cabritas na pastagem e costumavamos roubar maçãs ainda verdes que depois de fazermos uma cova na terra as depositavamos la dentro cobrindo as depois e deixando uma marca para mais tarde as irmos retirar ja maduras

Acredito que este texto ja está a ser comprido mas gostaria ainda e deixar um repto aos meus companheiros de então e que me conhecem, não deixem de escrever algo sobre o tempo em que tudo nas nossas vidas eram rosas apesar dos tempos de fome que se viviam nessa data, que apesar dos sacrificios e das privações, se recorda sempre com saúdade.
(Neste texto queria ainda recordar com saudade a minha professora Dona Ilda Natércia e homenagear tambem a minha professora Suzete e ainda os meus antigos companheiros que comigo concluiram o ensino basico antiga 4ª classe

O FUNDÃO EM PARIS (Nanterre)

Através do Jornal do Fundão todos ficamos a saber que se realizou uma feira de produtos portugueses em Nanterre e onde o Fundão nem chegou a estar representado.
Nanterre é uma terra onde habitam muitos portugueses e alguns oriundos da Cova da Beira, sendo que muitos naturais de Bogas de Baixo residem na região de Paris e certamente juntaram se nesta feira não só para matar saudades dos nossos optimos sabores mas tambem na esperança de verem alguns dos nossos empresarios e até mesmo artesãos representarem a nossa cidade o nosso concelho.
Certamente para o ano haverá mais e talvez nessa altura ja se tenha chegado á conclusão que o FUNDÂO é imprescindivel neste certame.
Os organizadores conforme relata o Jornal do Fundão esperam para o ano terem a Camara municipal do Fundão representada no certame
cerrtamente que sim.
A nossa região tem realmente muitos productos excelentes que os franceses tambem iriam adorar. Tais como:
>
AS CÉLEBRES FARINHEIRAS

O QUEIJO AMARELO DA BEIRA BAIXA AS NOSSAS MORCELAS DE ASSAR E DE ARROZ PARA COZER AS NOSSAS CHOURIÇAS DE CARNE
O NOSSO REQUEIJÂO

E COMO NÃO PODIAM FALTAR AS NOSSAS DELICIOSAS CEREJAS