Noticias da Região do Fundão


foto de belarmino lopes


Escola Profissional promove a iniciativa

Festival Gastronómico da Cereja de 27 a 29 no Fundão

A Escola Profissional do Fundão vai organizar, entre terça e quinta-feira, a oitava edição do Festival Gastronómico da Cereja. A iniciativa junta escolas da Bélgica, França, Alemanha e Espanha, bem como um grupo de professores e empresários da Eslováquia. Estará ainda presente o chefe de cozinha do hotel Hilton, da Escócia.

À semelhança das edições anteriores, todos os participantes serão desafiados a preparar vários tipos de iguarias à base de cereja – entradas, pratos de peixe e carne, sem esquecer as sobremesas.

Na terça à noite há jantar da cereja na Escola Profissional, confeccionado pela escola Vaguada de la Palma (Salamanca) e pelo Centre de Formation d’Apprentis (França).

No dia seguinte o jantar será da responsabilidade do Hilton Dunkeld House Hotel (Escócia) e da Elishout School (Bélgica). Para quinta-feira o jantar é servido pela escola Elisabeth Knipping (Alemanha) e a Escuela Municipal de Cocina Ciudad de Plasencia (Espanha).

2008-05-23 | O Interior

Iogurte com cereja da Cova da Beira não vingou

A Danone deixou de produzir iogurte com cereja certificada da Cova da Beira, justificando a decisão com a falta de fruta capaz de responder às exigências da marca. De acordo com o director industrial da fábrica, os produtores não possuíam cereja em metades a um preço competitivo e como a Danone não pretendia apenas puré de cereja acabou por retirar o produto.

O Puro Pedaços de cereja era um dos dois produtos com fruta da Cova da Beira que a marca colocou no mercado.

Neste momento apenas é comercializado o iogurte com pêssego da Cova da Beira, que faz parte de uma gama onde há iogurtes com ananás dos Açores ou maça de Alcobaça, entre outros.

O produto é uma ideia portuguesa que foi desenvolvida ao longo de um ano. Neste momento é líder no segmento de iogurtes com frutas.

A sua criação envolveu cooperativas de produtores e a ideia foi premiada a nível mundial pela Danone.

Texto de José Furtado

2008-05-30 | Reconquista

Beira Baixa


PORTA DE ENTRADA PARA A BEIRA BAIXA

A Beira Baixa é uma antiga província (ou região natural) portuguesa, formalmente instituída por uma reforma administrativa havida em 1936. No entanto, as províncias nunca tiveram qualquer atribuição prática, e desapareceram do vocabulário administrativo (ainda que não do vocabulário quotidiano dos portugueses) com a entrada em vigor da Constituição de 1976.

Distrito de Castelo Branco: Belmonte, Castelo Branco, Fundão, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei, Vila Velha de Ródão

"Setembro doira as maçãs, perfuma a folha das melhores peras de Portugal,
e cada melancia como bojo de cântaro de telhado, pode encher um cesto vindimo de Alcongosta"

OLHEM COMO SE CONFECCIONA UM CALDO NA PANELA Á BEIRA BAIXA


De manhã põe-se na panela à lareira ou em lume brando, com o feijão demolhado, água, o azeite, a orelheira e o focinho e a couve cortada. Tempera-se com sal e deixa-se cozer.

Ao meio dia, com uma escumadeira (localmente dá-se-lhe o nome de gadanha), retira-se o embrulho e come-se em tigelas. Dá-se-lhe o nome de berças ou beiças.

À noite, ao jantar, junta-se ao caldo o ramo de hortelã e o arroz ou a massa e come-se como sopa. Utilizando pão, este é cortado em fatias finíssimas e regado com o caldo que ferveu com a hortelã.


E UM BACALHAU Á MARGARIDA DA PRAÇA?



Demolha-se muito bem o bacalhau e assa-se na brasa ou na chapa.

Tem-se ao lume um tacho com água na qual se dá uma fervura rápida ao bacalhau.

Entretanto, já se tem preparada uma cebolada feita com as cebolas cortadas às rodelas finíssimas, o dente de alho muito bem picado e o azeite.

Cozem-se as batatas com a pele, pelam-se, cortam-se às rodelas e dispõem-se no fundo da travessa.

Coloca-se o bacalhau por cima e cobre-se tudo com a cebolada.

Serve-se bem quente.


AGORA UM DOCINHO para SOBREMESA
estas saborosas TEJELADAS á moda o Ingarnal


Untam-se tachinhos de barro vidrado vermelho com azeite e metem-se em forno bem quente.

Batem-se muito bem os ovos com o açúcar, o mel e casca de limão. Esta fase da receita é normalmente manual para ser batida com força. Em seguida adiciona-se a farinha e dissolve-se tudo com o leite.

Sem retirar os tachinhos do forno e com a ajuda de uma concha, deita-se a mistura nos tachos. Deixa-se cozer até ficar com a consistência de pudim.

Servem-se as tigeladas nos próprios tachos.


AGORA.... BOM PROVEITO A TODOS DEPOIS DIGAM ME SE NÃO É UMA DELICIA ESTE ALMOÇO....

Bogas de Baixo

onde é que eu ja vi isto?



Pedras que mais parecem madeira, texturas surpreendentes estas do xistos de Bogas de Baixo e Maxial da Ladeira.
Bogas de Baixo, para quem a vê da capela da Nossa Senhora das Dores. Parece ali colocada para aquecer ao sol nos dias de Inverno, onde reina a calma. Conserva rico património xistoso.


Como seria bom ouvir a banda de música de Bogas de Baixo! Contaram-me que: durante uma procissão, a banda de Bogas de Baixo, mudou de partitura, passou a tocar o raspa. Nunca o viajante confirmou a história e ainda bem.


A casa brasonada junto da igreja em Bogas de Baixo, (Recebeu Brasão de Armas, atribuído por: D. João VI o Clemente, a 21.06.1802, o Capitão Manuel Dias de Carvalho. Unico nas redondezas, foi pertença do Capitão Manuel Dias de Carvalho.
Entretanto lembro me de morar nesta casa o ti Manuel Belchior com o seu torno de marceneiro era o encanto da rapaziada pq fazia os pioes com que na altura jogavamos



Manuel Dias de Carvalho, capitão auxiliar da comarca da Guarda, cavaleiro professo na ordem de Cristo. Baptizado em Bogas de Baixo 29.7.1745, foi seu padrinho: Rodrigo Vaz de Carvalho, do Fundão.

POIS FOI AQUI Á BEIRA DESTE ZEZERE MARAVILHOSO AO FUNDO DA SARNADELA QUE EU VI PELA PRIMEIRA VEZ A LUZ DO SOL


UMA LINDA TERRA PERDIDA NO MEIO DOS PINHEIROS PITORESCA E MUITO SIMPATICA

ESTE ANO EM AGOSTO QUERO IR Á FESTA DA SRA DAS DORES

REVIVER TEMPOS PASSADOS COM OS AMIGOS E FAMILIA

Produtos da nossa Região a Cova da Beira


Segundo noticiou o Jornal do Fundão, a produção de cereja na nossa região pode ultrapassar as 11 mil toneladas este ano de 2008.
Diz se que poderá ser; porque estarão os produtores de cereja dependentes do tempo que se vai fazer sentir.
Se as condições metereológicas o premitirem este ano vai ser um dos melhores em termos produtivos e tambem com muita qualidade.

Já começou a colheita da cereja e alguma vai para bem longe. Sabe se por exemplo que além dos contratos assegurados com a rede de hipermercados Continente, Pingo Doce e Jumbo no nosso País, está tambem asegurado o fornecimento a duas redes de supermercados estrangeiras uma na Inglaterra e outra na Alemanha
Mais uma vez nome do Fundão volta a ser projectado para o exterior graças á sua grande qualidade de cereja
Aqui vai poder provar-se a melhor cereja do mundo , diz se em Alcongosta dado que será nesta localidade grande produtora desta fruta e não só , que este ano se realizará a festa da cereja no próximo dia 13 de Junho. Já o ano passado esta festa reuniu milhares e milhares de pessoas nas ruas de Alcongosta localidade simbolo da produção de cereja no Concelho do Fundão
Diz se em Alcongosta que este ano estão garantidas tanto a qualidade como a quantidade nos pomares.
Se a chuva não estragar a campanha, este vai ser um excepcional ano de cereja.





Mais um evento de grande importancia e de resultados muito bons, realizou se este ano na Soalheira. FEIRA DO QUEIJO DA SOALHEIRA que reuniu milhares de visitantes para apreciarem o maravilhoso queijo que aqui se fabrica
Queijo Mistura, Ovelha, Cabreiro, Amarelo da Beira Baixa e Picante as varias qualidades expostas e vendidas neste certame ao preço que variou entre os 8 e os 13 euros por kilo
A Feira que tambem foi organizada pela Empresa Municipal de turismo do Fundão, contou ainda com Enchidos de Valverde e de Atalaia do Campo bem como os vinhos da Quinta dos Currais da Capinha
além de vario artesanato da região
Segundo noticiou o Jornal do Fundão, os Queijeiros venderam uma média de 50 kilos por dia


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PS: Á falta de noticias da nossa aldeia estarei atento ao que se passa em redor e darei a conhecer não só aos meus conterraneos como a todos os visitantes e leitores do blogue espalhados pelos 5 cantos do mundo algumas noticias da nossa região
Contem comigo

NEM TUDO ERAM ROSAS


Quando a gente se lembra da nossa infância há sempre uma data que consideramos mais especial e que trás à nossa memória alguns momentos maravilhosos e outros menos bons, mas sempre com aquela irreverência própria da ingenuidade.
Desses verdes anos os que realmente mais nos marcam, são os tempos passados na escola primária que eram necessários para concluir a 4ª classe para depois podermos ingressar no ensino secundario, que em abono da verdade poucos tinham esse previlégio. Viviamos muito longe dos grandes centros, dos liceus e das escolas secundarias e muito mais das universidades.Poucas eram as familias que podiam dar se ao luxo de proporcionar aos seus filhos a frequencia desses estudos.
As Escolas nessa data eram bem mais desconfortaveis que as que existem´agora,dotadas de ar condicionado, apetecivel pelo fresco no verão e o calor no inverno, para além de condições de aprendizagem e conforto nada comparaveis.

Agora até teem internet nas escolas
Desses tempos, 1952-1956, recordo alguns amigos como o Jorge,o Fernando Marcelo, o João, o Pedro, a Suzete, a Otilia,a Herminia, a Lurdes o Ilidio, o Elisio e muitos mais que comigo viveram algumas estórias dignas de registo.

Dos pneus de automóvel retiravamos os aros de arame e borracha que com uma vareta de ferro moldada faziamos girar e assim percorriamos grandes distancias.
Alem do jogo do pião inventamos tambem o espeto que com um pau afiado cada um procuravamos espetar no chão tentando derrubar o do parceiro

Alguns dias apesar de sairmos da escola cerca do meio dia, a hora da chegada, muitas vezes, era quando iamos esperar a camioneta da carreira á feiteira ou mesmo mais perto na volta para o ramal de Bogas que seria por volra das 17 ou 18 horas. Hora a que chegavamos a casa muitas vezes com a mãe ou o pai á espea para nos dar umas belas bofetadas..
Havia ainda outros devertimentos a que não estavam alheios os ninhos de primavera. Procuravamos nas arvores os ninhos de diversos passarinhos ás vezes apenas para poderfmos acompanhar o seu nascimento e desenvolvimento até voarem. Alguns tais como os pintassilgos criavamo los nós em gaiolas para os podermos ouvir cantar e ver as suas brincadeiras
Também nessa época, embora não houvesse verdadeiramente fome, o comer não era de todo abundante!Havia inclusivamente uma ração de queijo amarelo açucar farinha e leite em pó, que vindo da América servia para atenuar a escassez de alimentação que excistia no seio de muitas familias por esse Portugal a dentro
Assim, toda a fruta existente nas arvores existentes na rota das nossas caminhadas e que estivesse ao noso alcance, não perdoavamos.
Estas cenas davam azo a que que depois da queixa dos donos à nossa professora, não nos livrasemos de uns bons pares de réguadas', porque no meu tempo de escola a régua e a vara ou cana existiam na realidade
Lembro me que quando iamos para a ribeira nadar aproveitavamos a zona do açude por termos melancias uvas e pessegos por perto. havia até quem fosse aos galinheiros rapinar ovos que bebiam através de um furo deixando depois as cascas para enganar o dono.
O meu avô tinha á feiteira uma cerejeira que dava cerejas optimas e antes de todas as outras, mas quando iamos por elas ja outros mais velhos e mais espertalhões as tinham comido


Tambem nos dava um certo gozo, partir os pucaros que serviam para recolher a resina dos pinheiros, quando iamos pelos pinhais fora buscar mato ou mesmo pedaços de lenha para as lareiras
EU e João Abilio iamos guardar as ovelhas e cabritas na pastagem e costumavamos roubar maçãs ainda verdes que depois de fazermos uma cova na terra as depositavamos la dentro cobrindo as depois e deixando uma marca para mais tarde as irmos retirar ja maduras

Acredito que este texto ja está a ser comprido mas gostaria ainda e deixar um repto aos meus companheiros de então e que me conhecem, não deixem de escrever algo sobre o tempo em que tudo nas nossas vidas eram rosas apesar dos tempos de fome que se viviam nessa data, que apesar dos sacrificios e das privações, se recorda sempre com saúdade.
(Neste texto queria ainda recordar com saudade a minha professora Dona Ilda Natércia e homenagear tambem a minha professora Suzete e ainda os meus antigos companheiros que comigo concluiram o ensino basico antiga 4ª classe

O FUNDÃO EM PARIS (Nanterre)

Através do Jornal do Fundão todos ficamos a saber que se realizou uma feira de produtos portugueses em Nanterre e onde o Fundão nem chegou a estar representado.
Nanterre é uma terra onde habitam muitos portugueses e alguns oriundos da Cova da Beira, sendo que muitos naturais de Bogas de Baixo residem na região de Paris e certamente juntaram se nesta feira não só para matar saudades dos nossos optimos sabores mas tambem na esperança de verem alguns dos nossos empresarios e até mesmo artesãos representarem a nossa cidade o nosso concelho.
Certamente para o ano haverá mais e talvez nessa altura ja se tenha chegado á conclusão que o FUNDÂO é imprescindivel neste certame.
Os organizadores conforme relata o Jornal do Fundão esperam para o ano terem a Camara municipal do Fundão representada no certame
cerrtamente que sim.
A nossa região tem realmente muitos productos excelentes que os franceses tambem iriam adorar. Tais como:
>
AS CÉLEBRES FARINHEIRAS

O QUEIJO AMARELO DA BEIRA BAIXA AS NOSSAS MORCELAS DE ASSAR E DE ARROZ PARA COZER AS NOSSAS CHOURIÇAS DE CARNE
O NOSSO REQUEIJÂO

E COMO NÃO PODIAM FALTAR AS NOSSAS DELICIOSAS CEREJAS

Produtores e artesãos na internet

Produtores e artesãos na Internet a partir de amanhã
Quarta-Feira, 30 de Abril de 2008




Portal regional da Cova da Beira


Francisco Cardona

A empresa ConsisPro e a Rude – Associação de Desenvolvimento Rural – criaram, em parceria, o portal regional da Cova da Beira [www.covadabeira.eu] um plataforma de divulgação de artesãos e produtores locais que será apresentada amanhã na I Feira de Actividades Económicas de Belmonte. Na fase inicial, o portal permite a divulgação de informação sobre os agentes económicos, mas poderá evoluir para uma loja on-line criada para cada produtor e artesão. José Carlos Correia, sócio gerente da ConsisPro, disse ao Diário XXI que o objectivo é “incentivar uma dinâmica constante de procura/oferta do que se faz e do que temos, dando a conhecer mais e melhor a Cova da Beira”. O portal, alojado em domínio europeu (.EU) irá conter uma descrição de cada agente económico com contacto pessoal, morada, fotografia, apresentação dos trabalhos ou produtos acompanhado de imagens e fotografias.

DE OLHOS POSTOS NA EUROPA
“Com este projecto estamos a abrir outras portas a quem aqui trabalha”, afirmou José Carlos Correia. A opção pelo domínio europeu .EU em vez do tradicional domínio português .PT para alojar o portal é justificada com o maior potencial do mercado europeu. ”Acreditamos que a procura será maior por parte dos cidadãos europeus do que dos cidadãos nacionais”, acrescentou o sócio gerente da ConsisPro.
O portal vai arrancar com a presença de dois pintores, um marceneiro, um carpinteiro, um artesão de barro e outro de bordados e um produtor de maçãs. As inscrições no portal são gratuitas. As imagens que ilustram o portal resultam de fotografias obtidas pela empresa a partir de trabalhos realizados por crianças que frequentam o ateliê do Centro do Tempo, na Covilhã. A construção da plataforma tecnológica foi financiada por fundos comunitários.



A noticia foi retirada do Diario XXl
as fotos são minhas e dão nos a imagem de um lagar de azeite
Achei a noticia interessante para as gentes das nossas aldeias e resolvi da la a conhecer aos meus conterraneos e leitores

MENSAGEM DE ABRIL



Há os que se dizem donos de um território, fecham-no, chamam-lhe pátria.
Proclamam que estão prontos para expulsar todos os que a não amam.
Mas o que é gostar da pátria?
E neste 25 de ABRIL, da comemoração da Revolução dos Cravos feriado nacional em Portugal e no meu coração,que se comemorou ontem com festas e salvas de foguetes por todos os lados,ouvi os discursos na sessão solene e não gostei nada do discurso do Sr Presidente da Republica.
Pergunto-me o que será isso de "amar a pátria?"
Será que é amá-la a qualquer preço...
Lembrei-me das primeiras frases do livro de Albert Camus "Lettres à un ami allemand" escritas durante a 2º guerra mundial:

..."je voudrais pouvoir aimer mon pays tout en aimant la justice. Je ne veux pas pour lui de n'importe quelle grandeur...
...Vous m'avez dit: Allons, vous n'aimez pas votre pays...
..Non, je ne l'aimais pas, si c'est ne pas aimer que de dénoncer ce qui n'est pas juste dans ce que nous aimons, si c'est ne pas aimer que d'exiger que l'être aimé s'égale à la plus belle image que nous avons de lui... on n'est pas justifié par n'importe quel amour.

de qualquer maneira amo muito a minha terra gosto de viver no meu país apesar de todas as controvérsias, apesar de a lguma politica desastrosa, vive se bem em Portugal
VIVA O 25 DE ABRIL SEMPRE

FILHOS DA TERRA


Meus caros conterraneos e leitores do blogue.
Sei que muitos boguenses ja vieram espreitar este blogue, e sempre pensei receber sujestões e criticas ao que nele escrevo, ainda assim parece me que não consegui dar lhe o impacto que pretendia no sentido de o tornar mais participativo~.
Quero no entanto deixar o meu agradecimento aqueles que teem deixado alguns comentarios e imagens Continuem a fazer os possiveis para não pararmos.

Bogas de Baixó merece isto e tudo o mais que pudermos fazer para que a possamos ver no mapa de Portugal todos os dias.
Aqui e além fronteiras
Se quiserem contribuir para o engrandecimento desta pagina no sentido de promover mos a nossa terra, enviem me o que souberem de interessante sobre ela, pois verão de certeza publicados os vossos relatos.
Podem deixar os vossos comentarios nesta postagem

MENSAGEM DE TERRAS DISTANTES mais uma vez

Ola amigos de Bogas de Baixo e arredores

ja estamos no final mes de abril
as ferias aproximam se a grandes passos e os filhos desta bela regiao vâo entâo voltar a terra para passar umas ferias bem merecidas

Era bom que essas pessoas que irâo as nossas terras por la deixassem uma messagem

dizendo aos familiares que la estao a viver que atraves deste blog nao os esquecemos


E ja agora se forem as nossas Bogas de Baixo nâo se esqueçam de parar no ponto de encontro e dar la um abraço ao alfredo e pais da parte deste filho da terra e digam lhes que o Pedro sempre se lembra deles

Linda terra que é a minha Bogas de Baixo

FRASES COM SENTIMENTOS

As frases que vou escrever aqui, não são mais que sentimentos que tenho da aldeia, onde nasci.
Desta aldeia sinto-me filho, e esse sentimento não se deve perceber como inútil; é bom conhecermos onde e quem nos criou, e isto não é mais do que uma tentativa de transcrição do que me parece existir neste meu meio criador.

A aldeia de Bogas de Baixo é a sede da freguesia rural mais a sul do Concelho de Fundão.
Tradicionalmente a principal ocupação das suas gentes ligava-se aos trabalhos no campo; na agricultura.
Nota se a ausência de muitos que aqui nasceram e no estrangeiro procuraram encontrar melhores condições de vida


Seria mesmo impossível ficar por aqui, pela escassa saída profissional.
Nos ultimos vinte anos, tem se notado uma relativa melhoria, nas condições de vida, mas não se conseguiram as pretenções para que seus filhos permanecessem na terra e continuassem a aprender as primeiras letras na escola que em tempos teve um grande numero de alunos dos quais eu fiz parte. De cá, mesmo ultrapassando todos os entraves que o sistema educativo nos oferecia, foram ainda assim ,saindo alguns doutores, engenheiros, vários técnicos também, e demais profissionais que espalhados pelo País e estrangeiro fazem com que Bogas de Baixo não esteja de todo esquecida. .

Desde há muito, que as gentes, ou o povo, de Bogas de Baixo labutam pelo estrangeiro e estão associados à imagem de bons operarios e bons profissionais. Da actividade comercial que em tempos Bogas possuia , lembro me da loja do Sr Jose Martins, a loja do Sr Anibal,a loja do Sr Alberto, as tabernas do ti Zé Antònio o café do Sebastião Tomas e mais 3 ou 4 que não me lembro o nome, restam-nos apenas dois cafés O Ponto de Encontro e o Central que se queixam de estar ás moscas.
Com os melhoramentos que se teem feito tanto em obras de raiz como na preservação das nossas casas antigas, mesmo assim, a autenticidade, tipicidade ou simpatia ainda não conseguem cativar turistas e forasteiros à Aldeia.

Tradições e outros acontecimentos.
Lembro me dos grandes festejos de entrudo com cantadas a partir do cabeço da volta, da festa dos chouriços com um belissimo ramo bem recheado do apetitoso fumeiro e outros artigos de fazer crescer agua na boca que se vendia por leilão no adro da igreja, dos nossos teatrinhos , da banda filarmónica, e de muitas outras tradições da nossa terra. Agora resta nos a festa de verão em honra de Nossa Senhora das Dores se houver carolas que com o seu trabalho a possam realizar.
O POVO
A gente de Bogas de Baixo é simpática, acolhedora e capaz do mais claro sorriso, ou do desejar fácil de "bom dia".
Enquanto virada para a sua vida, vive fechada nas suas mais intimas preocupações, e abstraída do viver alheio.
Claro que, em situação de carência de tema de conversa , a gente de Bogas, também é capaz de dar azo a contos muito imaginativos,e a historias verdadeiras tal como eu estou a fazer, e pelo que sei, esta não é uma face exclusiva das gentes desta terra

A inércia que resulta deste aconchego, esperemos que va desaparecendo aos poucos, como normalmente acontece com tudo o que se descobre que não vai bem, vai dissolver-se com a injecção de novo sangue dos nossos emigrantes e de outras gentes que se adivinha chegarem cá e a quem acho se dever pedir o melhor interesse pelo que de bom há por aqui; o que está à vista e todo o resto que ainda existe para descobrir.

MUDAM SE AS VONTADES


Windows Live Spaces

Os tempos mudam-se, todos se esforçam para que essa mudança seja benéfica
Sabemos no entanto que esta é uma meta dificil de alcançar.
Os grandes centros evoluiram.
O litoral está sempre em expansão. Se não vejamos o litoral sul onde o betão não para de crescer
O Algarve faz realmente a diferença. Parece me uma região diferente para onde se canaliza todo o turismo que se faz no nosso país
Será que o algarve é nosso? Embora me lembre daquela velha maxima que aprendemos no ensino basico em que portugal era portugal e depois existia os algarves
Se tivessemos o azar de ter aqui alguns dirigentes politicos que conheço, certamente ja seria uma região independente.
Mas vamos ao que mais interessa na minha opinião, divulgar o meu interior profundo e esquecido.
Muito tenho feito através deste blogue, para dar a conhecer aos cinco cantos do mundo, a minha região e muito especialmente a minha aldeia
.Deixemos um pouco o litoral e os algarves e debrucemo nos um pouco mais sobre estas terras maravilhosas que tambem evoluiram mas ficaram mais sós
As suas gentes a proposito de aspirarem a uma vida melhor, foram desertando uns para fora do país outros para os diversos pontos de Portugal onde tinham hipóteses de trabalhar e ganhar dinheiro.
Muitos conseguiram os seus intentos, e tiveram a oportunidade de construir a sua casa. Contribuiram para a modernização da nossa aldeia, mas só aparentemente, porque as casas estão vazias.
Vamos a Bogas e não vemos actividade. Não temos escola por não ser nescessaria, temos agora jardim de infancia mas não há crianças na terra para desfrutarem desse bem nescessario. Temos um lar da 3ª idade em boa hora pensado porque é na minha opinião o melhor beneficio para a população cada vez mais envelhecida
Temos um optimo parque desportivo, mas quem é que se serve dele?
O comercio desapareceu e agora estas gentes teem que comprar os bens nescessarios para a sua alimentação noutras localidades.
Os cafés e as tabernas estão a dar as ultimas.
É por isso que me lembro da minha juventude em Bogas, Não tinhamos parque desportivo mas divirtiamo nos imenso a jogar o pião o espeto e muitos outros jogos como o berlinde etc etc.
Faziamo nos os nossos proprios espectaculos que todos podiam ver na casa do povo e garanto vos que era lotação esgotada. Assistimos a grandes espectaculos para a época, na rua do quelho com o palco montado na entrada para a rua do comercio. parecia um anfiteatro
Nesse tempo havia duas escolas em bogas infelizmente sem as condições de agora, mas agora reclamamos daquilo que temos.
Realmente esta tudo muito mudado com comodidades impensadas quando nescessitava mos delas
Mas onde está o povo?
Para bem da nossa região não vamos deixar de insistir na divugação das nossas raizes, dizendo sempre ao povo
HÁ SEMPRE UM PORTUGAL DESCONHECIDO QUE ESPERA POR SI