Mais uma lista de recordações


Em Bogas de Baixo minha terra natal não vivem actualmente mais de 80 ou 100 habitantes, mas é lá que mora um pedaço importante da minha vida e da minha família.

Hoje não é nada dificil chegar até Bogas comparadamente com o tempo da minha infancia quando não havia acessos nem transportes para nos podermos deslocar á sede do nosso concelho  o Fundão ou á capital de Distrito Castelo Branco que ficam as duas cidades  a iguais distancias da aldeia mais ou menos entre 45 e 50 kms. era nescessário um dia ou mais para os percorrer, ainda me lembro de os ter percorrido a pé ida e volta

 Quem passava nas redondezas facilmente se distraia e não reparava que Bogas existia e era ali mesmo onde ainda hoje se encontra muito mais vistosa  embora cada vez mais desertificada.

Mas nos meses de Verão especialmente em Agosto as suas ruas ficam com pouco espaço para estacionar mais um carro,
pois são  ás dezenas quase todos de matricula estrangeira especialmente francesas para onde as gentes da minha aldeia começaram a emigrar nos anos 60.

No inicio iam os homens, mais tarde  levavam as familias os filhos acabaram por frequentar as escolas francesas. constituiram familia os netos nasceram por lá em diversas cidades onde normalmente havia comunidades de emigrantes

E hoje Bogas de Baixo embora tenha realmente pouca atividade durante o ano, nos meses de Férias, datas festivas como o Natal, Páscoa e férias de Verão fica como já atrás referi a fervilhar de gente  jovem e idosos
porque em Bogas podem usufruir hoje de oportunidades diversas, como Piscinas publicas,

 Complexo Desportivo bem equipado assim como um Centro de Dia e Lar de idosos

Depois existe  o Café do Alfredo onde as caixas de minis já se amontoam á espera dos amantes da cerveja

A minha aldeia tem igreja Matriz com muitos anos de existencia uma capela onde mora Nossa Senhora das Dores
nossa Padroeira e um lindo monumento  em honra de Jesus Adolescente cujas festas se realizam no mês de Agosto de cada ano
Este pequeno pedaço de terra, no meio da natureza, é o local onde eu nasci e viveram os meus pais, os meus avós e bisavós,
 e muitos dos que lhes antecederam. E é também, em simultâneo, o local onde muitos deles ficaram
 fazendo questão de perpetuar a sua existencia no cemitério da aldeia, até hoje.


É lá que eu guardo memórias da minha infância. Da minha avó sentada, ao final da tarde, num banquinho de cortiça,

 com o sol a dar-lhe na cara, e com as suas mãos enrugadas, a remendar roupa ou a fazer uns  queijinhos frescos,
 cujo sabor ainda hoje recordo

 Quando a família se reunia, e as brincadeiras com os primos não tinham fim. faziam nos sentir um prazer enorme


A minha aldeia é o local onde não me desloco tantas vezes como aquelas que deveria e gostava,

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