sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Voltando ás Serras da Pampilhosa

Evidentemente que não passa de recordações  mas é  sempre bom recordar, faz nos parecer mais jovens  e eu calcorreei muitas vezes serpenteando estas serras de terra  em terra

Hoje começo em Alvares
Uma aldeia  pertencente ao concelho de Gois
 Foi vila e sede de concelho até 1855.Era constituído pelas freguesias de Alvares e de Portela do Fojo


Embora não tenha mudado muito tem hoje algums regalias que nas viajens do meu tempo eu não via. Como por exemplo esta ótima praia fluvial ,mas o ribeiro do Sinhal já lá existia

A partir de Alvares costumava descer á Telhada que na altura nos oferecia a oportunidade de ver grandes paisagens em tons verdes  amarelas e castanhos
tem uma linda capela que é a residencia oficial de Nossa Senhora da Boa Viajem (a foto é do Victor Santos)


Tinha varias casas rústicas completamente construidas em pedra e havia um que se destacava por ter 32 degraus para chegar até ela

Passava ainda por Pessegueiro, uma freguesia  do concelho de Pampilhosa da Serra, e tambem por Coelhal, Ramalheira , Carvoeiro etc. pertencentes á mesma freguesia

No alto da serra onde o vento por vezes soprava forte  e em dias de chuva  havia ainda por vezes muito nevoeiro, mas nem sempre isso acontecia e  aí sim podia desfrutar de paisagens de grande beleza


e onde  podiamos descansar e tratar do estômago.. Havia por aqui algumas tavernas que embora muito isoladas eram um alivio para quem por  aqui viajava


este é o entroncamento com a estrada que vem da Pampilhosa a N112 para quem como eu vinha de Pessegueiro de Cima



E logo adiante  aproveitava para respirar um pouco enquanto  olhava para esta mancha verde de pinhal  neste local que se chamava Catraia do Pépio

Prosseguindo o meu caminho chegava ao terminus da estrada N112 e passava a  ser N2 e daqui onde  como em todos os outros lugares por onde passava olhava o horizonte e era só beleza e ar puro para encher os pulmões, lá em baixo no meio da serra existe esta aldeia chamada Simantorta Existe uma história sobre o nome da povoação que pertence ao concelho de Góis


 esta povoação de Simantorta que antes se chamava Simão-Torta, foi fundada, tal como a maioria das povoações da freguesia de Alvares, por pessoas que trabalhavam na herdade de Alvarinhos, depois Alvares, por conta do Mosteiro de Folques. As pessoas trabalhavam na agricultura e dedicavam-se à plantação de castanheiros, que a partir de Alvares se fez nas ribeiras de Roda e de Simantorta. Com o crescimento, os castanheiros começaram a dar trabalho quase todo o ano, o que levou as pessoas a fixarem-se nos vales mais produtivos. O primeiro homem que se fixou na actual Simantorta chamava-se Simão e a sua companheira era conhecida pela Torta, daí que a pessoa que recebia os dízimos, se referisse aos produtos recebidos daquele casal como sendo do Simão e da Torta. A relação dos nomes que constavam na dizimaria serviram naquele tempo para identificar as localidades e, assim, aquele vale ficou conhecido como Simão-Torta.


Visitava ainda outras aldeias tais como Amieiros, Barroca da Fonte do Sapo etc etc.  Daqui podia já avistar parte da serra da Lousã


E daqui seguia para Cerdeira, Cantoneiros, Esporão e outras aldeias, seguindo depois para Góis. Mas desta outra viajem darei conta numa próxima publicação..
Até lá fiquem bem e divirtam se revivendo o passado como  eu se por aqui passaram

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