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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




sexta-feira, 2 de setembro de 2016

QUANDO AS FÉRIAS SE ACABAM

Depois das férias quase toda a gente que encheu de movimento e animação as ruas das nossas aldeias foram embora carregados se saudades
Acabou se o mês de Agosto as aldeias da Gardunha voltam a sentir e ter o silêncio como companhia

.Tanta casa nova daquelas tipo maison com janelas tipo fenetre onde agora vemos. portas e janelas fechadas
 O Verão. está.se a acabar, estamos já em Setembro com  prenúncios outonais, e  odores das primeiras chuvas que caiem sobre as terras secas .Por estas estradas que  rasgam os nossos montes, fica apenas a lembrança dos que partiram, e dos que continuarão a partir.

Não podem ser muitos mais, porque já poucos restam , apenas e quase só os mais velhos na maior parte destas aldeias perdidas no coração de Portugal
 Por estas estradas  muitas delas em mau estado partiram os nossos emigrantes que, ingloriamente,as aldeias não conseguiram segurar por falta de meios de subsistência e que puderam encontrar noutras paragens



. Partiram como sempre quando Agosto acaba, perto do ocaso do Verão.
Alguns ainda o fazem de combóio e acho que deve ser uma viagem diferente pela tranquilidade sossego e pela paisagem que se pode disfrutar
Eles foram com Agosto. e deixaram para trás semanas de alegria reafirmada no reencontro com família e amigos.

 De ano para ano cumpre-­se o ritual: aldeias cheias de vida,durante um ou dois meses. mas o final de Agosto marca novo ritmo  Ficam os velhos”, como alguém me disse um dia.  O amor é tramado um duelo de sentimentos que se fica sentindo em Bogas de Baixo, esta linda aldeia no coração do pinhal do concelho do Fundão.

. As nossas gentes já abandonaram a aldeia, deixando para trás as saudades da familia e dos amigos
há dias que não se vê ningêm, Portas fechadas. Janelas cerradas. Apenas as hortas tratadas são testemunhas de vida que por cá ficou


Mas o importante mesmo é estar em Bogas com muita ou pouca gente, é sempre uma forma de reviver tempos passados e  que não voltam mais





.Estaciono o carro no Relveiro  e desloco me para o Centro Social onde hoje existe um Lar para os nossos idosos com muita qualidade onde as pessoas se sentem bem como afirmam os seus utentes.


Seguindo o meu percurso, atravesso a Rua Nova e vou até ao café do Alfredo. sempre que venho a Bogas este é o meu Ponto de Encontro, foi aqui que nasci numa casinha que fazia parte da familia Aqui posso encontrar alguns velhos amigos, poucos e conversar um pouco sobre outros tempos e outras formas de vida

 Cada vez que vimos especialmente no Verão porque há muito mais gente amigos e familiares, e em que o clima é propício para estas visitas, ficamos sempre cheios de saudades na partida


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