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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




terça-feira, 31 de maio de 2016

BEIRA BAIXA

Promenores da nossa linda Beira Baixa  que não passam despercebidos ao mais comum dos seus visitantes

Um tear é um aparelho mecânico ou eletromecânico empregado para fins de tecelagem. Entre as variedades existentes, há o tear de pente liso e o tear de tricô (ou de pregos).
Na Beira Baixa existem ainda alguns exemplares em funcionamento em aldeias como Janeiro de Cima, Padrão. Martim Branco etc etc

QUEIJO AMARELO DA BEIRA BAIXA
Fabricado com leites crus de ovelha e de cabra, é um queijo curado, de pasta semi-dura ou semi-mole, untuosa, com alguns olhos irregulares, apresentando uma cor amarelada. A coalhada é obtida usando coalho de origem animal, aplicado ao leite cru. Para além do coalho e do leite, inclui também sal, nos seus ingredientes.
Após a obtenção da coalhada, segue-se o período de maturação, que dura entre 45 e 90 dias. Quando os 90 dias de cura são ultrapassados, passa a ser designado como queijo amarelo da Beira Baixa velho, adquirindo uma consistência mais dura e uma cor entre o alaranjado e o amarelo torrado.

Possui um aroma intenso e um sabor ligeiramente acidulado. A sua forma é cinlíndrica, com faces laterais abauladas, apresentando diâmetros de cerca de 14 cm e alturas de 5 cm. O seu peso médio é de 800 g.

As Portas de Ródão são ao mesmo tempo as portas para entrar na Beira Baixa


O património natural é um dos cartões de visita da Beira Interior. As suas paisagens bucólicas únicas atraem visitantes de todo o país. A neve, rara em Portugal mas frequente na Beira Interior, é o principal atractivo. É nesta região que se situa a maior área protegida do país, o Parque Natural da Serra da Estrela, que contém valores naturais relevantes, 


As Aldeias do Xisto são um conjunto de 27 aldeias distribuídas por 16 concelhos cujas construções são feitas de xisto. As aldeias estão situadas em 4 regiões principais; a Serra da Lousã, a Serra do Açor, o Zêzere e o Tejo-Ocreza 
Distribuidas por concelhos  aqui estão as aldeias de xisto que podem visitar na Beira Interior
No concelho de Arganil:
Benfeita
Vila Cova de Alva
No concelho de Castelo Branco:
Martim Branco
Sarzedas
No concelho da Covilhã:
Sobral de São Miguel
No concelho de Figueiró dos Vinhos:
Casal de São Simão
No concelho do Fundão:
Barroca
Janeiro de Cima
No concelho de Góis:
Aigra Nova
Aigra Velha
Comareira
Pena
No concelho da Lousã:
Candal
Casal Novo
Cerdeira
Chiqueiro
Talasnal
No concelho de Miranda do Corvo:
Gondramaz
No concelho de Oleiros:
Álvaro
No concelho de Oliveira do Hospital:
Aldeia das Dez
No concelho da Pampilhosa da Serra:
Fajão
Janeiro de Baixo
No concelho de Pedrógão Grande:
Mosteiro
No concelho de Penela:
Ferraria de São João
No concelho de Proença-a-Nova:
Figueira
No concelho da Sertã:
Pedrógão Pequeno
No concelho de Vila de Rei:
Água Formosa


Castelo Branco exibe aos seus residentes e visitantes um dos mais belos jardins existentes nas Beiras
Jardim do Paço Episcopal

Todos os anos a cereja é o ex libris do Fundão, de 15 de Maio a 15 de Julho, poderá participar nos passeios pedestres, na apanha da cereja, no festival gastronómico e na já famosa Festa da Cereja!


Em tempo de crise, a apanha da cereja vem animar a economia da Cova da Beira, no Fundão. Mas se uns esperam bons resultados económicos, Outros dizem que este vai ser um ano mau porque o fruto com o inverno rigoroso que se fez sentir por estas bandas demorou mais um mês a amadurecer  Vai haver muito menos quantidade embora a sua qualidade esteja a aumentar de  ano para ano

domingo, 15 de maio de 2016

Os Cerejais e as cerejas da nossa terra

A melhor cereja do mundo é produzida nas vertentes da Serra da Gardunha e  da Serra da Estrela naquele vale magnifico que é a Cova da Beira.


Tenho acompanhado as noticias que teem surgido desde a sua floração que este ano cobriu de branco toda esta região , e venho dia a dia a saber que o mau tempo, trovoadas, chuva e granizo prejudicaram grandemente as primeiras colheitas.
Aqui bem perto de nós  em Montes da Senhora no concelho de Proença a Nova realizou se este fim de semana a Festa da Cereja  sem cerejas para mostrar.  A Camara Municipal De Proença a Nova decidiram mesmo assim manter  a tradição embora sem cereja devido á muita chuva que por aqui caiu
Os produtores não vão por isso poder comercializar  cereja  como seria seu desejo mas vão poder comercializa la nas Festas do Municipio entre os dias 9 e 13 de Junho num local expressamente criado para o efeito


Este problema acontece  por toda a Cova da Beira onde vamos ter que esperar mais alguns dias para podermos provar esta deliciosa fruta que leva o nome do Fundão a todo o mundoquinta do limite fotos 027
A Quinta do Limite situada entre Ferro e Peraboa começa agora a mostrar as primeiras cerejas já a quererem ficar avermelhadas. Esta Empresa Agricola promove Visitas Guiadas pela Quinta com prova de cereja e colheita até 1 quilo

.Cartaz 2016

As cerejas são para além de um produto de grande qualidade , proporciona ao turismo momentos de pura diversão tanto em terra como no ar. Já vem sendo hábito a realização de passeios aéreos voando em Balão de ar quente sobre as cerejeiras em flor

Depois também se  realizam varios festivais da cereja que começaram este fim de semana em Montes da Senora  e se vão prolongar  durante a produção da cereja em toda a Cova da Beira em Alcongosta, na Peraboa, no Ferro etc etc
as  fotos que vos apresento a seguir  são de produções anteriores  mas esperemos que este ano as possamos ver de novo por toda a nossa região



Estas são do amo passado e foram criadas aqui bem pertinho do Fundão nos terrenos pertencentes á aldeia de Donas

mais uma cerejeira carregada de belas cerejas em terrenos perto da Enxabarda a caminho do Açor




Estas foram vistas já num dos armazéns de um produtor de Alcongosta que ostenta já desde há alguns anos o cognome de terra rainha da cereja

A área que produz cerejas na  Cova da Beira tem aumentado e há cada vez mais investidores de diferentes sectores a apostar na produção de cereja, comprovam os projectos que já foram e continuam a ser concretizados na região



A Cercob - Associação dos Produtores de Cereja de Cova da Beira desenvolve a sua atividade com o CAE 65112 - Outras actividades complementares de segurança social.


 Localização - Fundão, Castelo Branco

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Recriação medieval da festa de Santa Cruz

MONSANTO


Monsanto é  a  Aldeia mais Portuguesa de Portugal titulo que ganhou em 1938, exibindo o Galo de Prata, troféu da autoria de Abel Pereira da Silva, cuja réplica permanece até hoje no cimo da Torre do Relógio

 Um pouco por toda a parte foram depois colocadas réplicas do Galo de Prata, quer em igrejas, torres ou outros monumentos de todo o país.

É nesta linda aldeia  na encosta de uma grande derrapagem escarpada, designada de o Pelourinho de Monsanto que realiza mais uma vez a Festa da Divina Santa Cruz
É já este fim de semana – 7 e 8 de maio .Um fim de semana que se prevê inesquecível por terras de Idanha-a- Nova, com inúmeras recriações históricas e animações.
A animação medieval é enriquecida pela oportunidade de vivenciar os festejos tradicionais da população de Monsanto, em homenagem à heróica resistência dos monsantinos no cerco ao seu imponente Castelo.

A Aldeia enche-se de teatros, cortejos, torneios, assalto ao castelo,medos, bruxas, saltimbancos, folias, passeios de burro, jogos, “cousas” de comer e beber, mercado medieval e uma convidativa Ceia Templária, na noite de sábado.
No topo granítico do monte de Monsanto, à margem direita do rio Pônsul este castelo raiano medieval domina a Aldeia Histórica, conjunto arquitectónico no qual se destacam algumas casas senhoriais brasonadas e templos, como as ruínas da Capela de São Miguel em estilo românico.
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O castelo está ligado à tradição da principal celebração de Monsanto: a Festa da Santa Cruz.
Existe a lenda que reza o seguinte:
Originalmente uma tradição profana ligada ao ciclo da Primavera, foi cristianizada e associada ao lendário cerco do castelo, segundo algumas versões pelas tropas do pretor Lúcio Emílio Paulo em fins do século II a.C., segundo outras a um ataque dos mouros por volta de 1230, ou até posteriormente durante as lutas com Castela.

Em qualquer hipótese, os inimigos sitiantes procuraram vencer pela fome os defensores do castelo. A tradição refere que o cerco se prolongava já por sete longos anos, quando intramuros restavam apenas uma vitela magra e um alqueire de trigo. Uma das mulheres sugeriu então um estratagema desesperado para iludir o inimigo: alimentaram a vitela com o último trigo, lançando-a com alarde por sobre os muros do castelo, na direção dos sitiantes. Despedaçando-se contra as rochas, do ventre da vitela espalhou-se o trigo, abundantemente. Com essa manobra, o inimigo entendeu que os defensores ainda se encontravam milagrosamente providos de alimento, protegidos pela providência divina, levantando o cerco e se retirando da região.

O episódio é atribuído a um dia 3 de Maio (dia da Santa Cruz), razão pela qual nesta data, anualmente, as mulheres do povoado se vestem com as suas melhores roupas e, ao som de adufes e canções populares, agitando marafonas (bonecas coloridas com armação em cruz), algumas com potes caiados de branco, decorados e cheios de flores à cabeça, partem da povoação em direção ao castelo. No interior do castelo, do alto das muralhas, os potes brancos, simbolizando a vitela, são lançados em direção ao exterior, revivendo simbolicamente o episódio da salvação da vila.


domingo, 1 de maio de 2016

Ser Beirão é sobretudo ser Português

As Portas de Ródão são ao mesmo tempo as portas para entrar na Beira Baixa

A Beira Baixa é uma antiga província (ou região natural) portuguesa, formalmente instituída por uma reforma administrativa havida em 1936. No entanto, as províncias nunca tiveram qualquer atribuição prática, e desapareceram do vocabulário administrativo (ainda que não do vocabulário quotidiano dos portugueses) com a entrada em vigor da Constituição de 1976.

Distrito de Castelo Branco: Belmonte, Castelo Branco, Fundão, Idanha-a-Nova, Oleiros, Penamacor, Proença-a-Nova, Sertã, Vila de Rei, Vila Velha de Ródão

A fruta da Beira  começa agora o seu ciclo de vida, sendo a cereja  a rainha  e a primeira a ficar vermelhinha pronta para comer  depois virá Setembro que  doira as maçãs, perfuma a folha das melhores peras de Portugal,
e cada melancia como bojo de cântaro do Telhado, pode encher um cesto vindimo de Alcongosta"

Mas  a nossa Beira é tambem riquissima em gastronomia com inumeros e saborosos pratos regionais e doces de comer e chorar por mais
Vou apenas destacar um produto que foi consumido por milhares de pessoas diáriamente na nossa região

O CALDO NA PANELA Á BEIRA BAIXA com esta belissima foto da amiga
Olga Baptista Barreiros que nos garante que esta sopa é feita todos os anos em Monforte da Beira no dia da Festa da Bica e do Azeite,


Era assim confeccionado pelas mulheres das nossas aldeias havendo algumas (poucas) onde essa tradição ainda pressiste como acontece em Monforte da Beira
De manhã põe-se na panela à lareira ou em lume brando, com o feijão demolhado, água, o azeite, a orelheira e o focinho e a couve cortada. Tempera-se com sal e deixa-se cozer.

Ao meio dia, com uma escumadeira (localmente dá-se-lhe o nome de gadanha), retira-se o embrulho e come-se em tigelas. Dá-se-lhe o nome de berças ou beiças.

À noite, ao jantar, junta-se ao caldo o ramo de hortelã e o arroz ou a massa e come-se como sopa. Utilizando pão, este é cortado em fatias finíssimas e regado com o caldo que ferveu com a hortelã.


E UM BACALHAU Á MARGARIDA DA PRAÇA?



Demolha-se muito bem o bacalhau e assa-se na brasa ou na chapa.

Tem-se ao lume um tacho com água na qual se dá uma fervura rápida ao bacalhau.

Entretanto, já se tem preparada uma cebolada feita com as cebolas cortadas às rodelas finíssimas, o dente de alho muito bem picado e o azeite.

Cozem-se as batatas com a pele, pelam-se, cortam-se às rodelas e dispõem-se no fundo da travessa.

Coloca-se o bacalhau por cima e cobre-se tudo com a cebolada.

Serve-se bem quente.


AGORA UM DOCINHO para SOBREMESA

estas saborosas TEJELADAS á moda o Ingarnal



Untam-se tachinhos de barro vidrado vermelho com azeite e metem-se em forno bem quente.

Batem-se muito bem os ovos com o açúcar, o mel e casca de limão. Esta fase da receita é normalmente manual para ser batida com força. Em seguida adiciona-se a farinha e dissolve-se tudo com o leite.

Sem retirar os tachinhos do forno e com a ajuda de uma concha, deita-se a mistura nos tachos. Deixa-se cozer até ficar com a consistência de pudim.

Servem-se as tigeladas nos próprios tachos.


                                                             
                                                            ENTÂO  BOM APETITE