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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Imagens do meu Sitio (continuação)

A minha terra é o meu sitio
O sitio onde nasci, onde passeia  minha infancia, brinquei com os amigos, eramos muitos nessa altura, e todos frequentavamos a escola do ensino primário
Ajudava os meus pais  nas horas em que não tinha escola
Ia ao pinhal arranjar lenha e pinhas para  acender o lume que nos aquecia no Inverno
Ia por  a cabrinha  a pastar
Enfim foi uma infancia que me dá um prazer enorme recordar, tempos que foram e não voltam mais
E para acompanhar as imagens do meu sitio  aproveitei para partilhar um lindo poema de (António Gedeão)  e  acompanhar a musica da nossa Beira Baixa  como sempre

Minha aldeia é todo o mundo.
Todo o mundo me pertence.
Aqui me encontro e confundo
com gente de todo o mundo
que a todo o mundo pertence.

Bate o sol na minha aldeia
com várias inclinações.
ângulo novo, nova ideia;
outros graus, outras razões.
Que os homens da minha aldeia
são centenas de milhões.



Os homens da minha aldeia
divergem por natureza.
O mesmo sonho os separa,
a mesma fria certeza
os afasta e desampara,
rumorejante seara
onde se odeia em beleza


Os homens da minha aldeia
formigam raivosamente
com os pés colados ao chão.
Nessa prisão permanente
cada qual é seu irmão.


Valências de fora e dentro
ligam tudo ao mesmo centro
numa inquebrável cadeia.
Longas raízes que imergem,
todos os homens convergem
no centro da minha aldeia.


António Gedeão

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