quinta-feira, 8 de outubro de 2015

As aldeias do meu sitio 2

No seguimento da postagem anterior vou continuar a partilhar com os meus visitantes e amigos, as aldeias do meu sitio
Hoje mostro vos 3 aldeias que faziam parte da Freguesia de Bogas de Baixo, hoje União das Freguesias de Janeiro de Cima e Bogas de Baixo

Maxial
Ladeira
Urjeiro

O Maxial é esta linda aldeiaLocalizada  nas encostas do Cabeço Sobreiro á semelhança da Ladeira
Pertence á freguesia UNIÃO DE FREGUESIAS JANEIRO DE CIMA/BOGAS DE BAIXO
Concelho de FUNDÃO
Distrito de CASTELO BRANCO

Pelo que me contaram há anos ,no tempo do meu avô,  dizam que o nome da aldeia vinha de uns senhores que andavam montados em “Machos”, (animal do sexo masculino, proveniente do cruzamento de burro com égua ou de cavalo com burra) todos os Domingos era costume ir a missa a Janeiro de Baixo,e o padre antes de começar a Missa perguntava: "Ainda não estão cá os dos Machinhos?"
 O Padre esperava pelos “dos Machinhos” antes de começar a Missa






Ladeira de Nossa Senhora do Carmo

A Ladeira esteve longos anos votada ao abandono sem as infraestruturas nescessárias á sobrevivencia da sua população, sem acessos , sem cemitério, sem luz elétrica etc etc
Mas felizmente hoje apetece estar na Ladeira com alguns melhoramentos que muito vieram contribuir para a qualidade de vida da sua população embora em numero reduzido
Já tem bons acessos que a ligam ao resto do mundo

Está de parabéns a população da Ladeira por poder usufruir de uma vida cheia de ar puro com tudo o que é nescessário para preservar a saúde
Ar puro, água cristalina, produtos biológicos que cada um produz nas suas leiras bem tratadas, para além de usufruirem duma vista maravilhosa sobre o Vale do Zézere









Urjeiro
 faltava me apenas escrever algumas notas sobre o povo do Urgeiro.
Por isso mesmo e pese a impossibilidade de contar muitas coisas sobre esta aldeia, por falta de conhecimento, deixo vos no minimo algumas fotos que consegui captar com a minha objectiva
O Urgeiro situa se num local previligiado das margens do rio Zezere, junto á Foz da ribeira de Bogas.






Pena é que esta aldeia esteja tambem muito envelhecida, porque a populaqção mais jovem emigrou para outras paragens, deixando ao abandono lindos locais como O FOJO o LINTEIRO etc etc

domingo, 4 de outubro de 2015

As aldeias do meu sitio

Cá pelas nossas bandas, situam se lindas aldeias carregadas de tradições e praticamente com os mesmos usos e costumes das suas gentes

Como não podia deixar de ser  começo pela aldeia que viu nascer, que guardo sempre com muitas saudades no meu coração
                                   
                                                BOGAS DE BAIXO



Bogas de Baixo, freguesia mais a sul do concelho do Fundão, inserida já na zona abrangente do pinhal ,fazendo tambem parte da rota do Xisto, já que as suas casas mais antigas são um espelho desse mesmo Xisto Vista assim do Jesus Adolescente, da nos a sensação que está de braços abertos para receber os seus visitantes



As minhas raízes profundas a esta aldeia fazem me sentir a vontade de ve-la crescer. Acho que em qualidade isso está já bem patente aos olhos de todos, quanto ao seu crescimento populacional é que as coisas serão bem mais difíceis. Faz me recordar os meus tempos de escola em que fomos mais de 10 alunos em cada classe o que prefazia uma média de 40 a 50 alunos divididos pelas nossas professoras D Ilda Natércia e D Suzete das Neves.

O aspecto e a comodidade já existentes serão com certeza atractivo suficiente para que pelo menos os seus filhos já na reforma, possam regressar para passar dias sossegados na velhice. Entretanto em época de férias  como aconteceu este verão  Bogas contou pelo menos durante 2 meses com um movimento desusual de carros e pessoas
E ainda bem que assim é porque se por um lado se matam saudades da terra também temos a oportunidade de revermos os nossos amigos de infância.






Onde eu nasci passa um rio/
 Que passa no igual sem fim/
 Igual, sem fim, minha terra/
 Passava dentro de mim/
 Passava como se o tempo/
 Nada pudesse mudar/
 Passava como se o rio/
 Não desaguasse no mar/
 O rio deságua no mar/
 Já tanta coisa aprendi
/ Mas o que é mais meu cantar~
/ É isso que eu canto aqui/
 Hoje eu sei que o mundo é grande/
 E o mar de ondas se faz/
 Mas nasceu junto com o rio
/ O canto que eu canto mais/
 O rio só chega no mar/
Depois de andar pelo chão/
 O rio da minha terra/ Deságua em meu coração