quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Com a minha aldeia no coração



A saudade é palavra que perdura  através dos tempos
E cá longe vou sentido em caca dia que passa a saudade e a recordação de um dia ter lá nascido, ter passado lá uma adolescencia feliz com muitas crianças da minha idade
E por ver a desertificação da minha aldeia e a falta de gente nova pois crianças não há
Já nem escola temos e lembro me de termos sido em tempos que já vão longe, mais de sessenta alunos.
A minha vontade e desejo era poder visita la muitas vezes para rever toda  aquela paisagem envolvente onde os pinheiros marcam forte presença
A ribeira com a agua a correr e o chilriar dos passarinhos que habitam nas suas margens e tambem muito especialmente ver  as pessoas amigas e  extraordinárias que continuam a cumprimentar com um bom dia e uma boa tarde, toda a gente, mesmo os desconhecidos...

Podem acreditar que é bem verdade, pelo menos as pessoas mais idosas (a maioria que habita na aldeia...), incapaz de se renderem aos tempos modernos dos telemóveis e computadores.

Eu sei que estamos num outro tempo, mas conversar continua a ser das melhores coisas que podem acontecer entre seres humanos...

Em cada dia que passa
lembro a pequena aldeia,
 no coração de Portugal
 nas abas da serra da gardunha
concelho do Fundão
São recordações sem igual
quando nas ruas jogava,e saltava
eram jogos muito antigos
mas eram para nós um gozo
Porque eramos todos amigos
As festas eram uma loucura
com foguetes a estoirar
as procissões sobre a verdura
que punham nas ruas a enfeitar
Naquele mês de Agosto
Com a nossa banda a tocar,
a animação era um sucesso
e para sempre vou lembrar
até ao dia do meu regresso
a minha  querida aldeia. impar



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