quinta-feira, 3 de abril de 2014

Uma voltinha pelos meus sitios

Regresso desta forma aos sitios e locais que estão bem calcorreados por mim , pois fiz este percurso dezenas de vezes desde a juventude
Certamente que quase todo o mundo conhece, pois a Beira Baixa é local de origem de muitas ilustres figuras da  música , politica e gente boa
Mas haverá tambem muita gente que nunca passou por locais que vou mostrar




assim sendo nada melhor que iniciar a visita na capital da Beira Baixa a linda  cidade de Castelo Branco, uma cidade com dezenas de locais de interesse turistico que merecem certamente uma visita demorada aos seus jardins, aos seus monumentos não esquecendo o Castelo de onde se pode avistar uma grande e bela extenção desta Beira Baixa dos meus encantos
Metemo nos na A 23 e vamos apreciando os lindos locais á sua beira destacando se a barragem da Marateca, Soalheira, Castelo Novo e Alpedrinha 
Daqui para o Fundão temos a passagem pelo tunel da Gardunha



E quando saimos depois de termos percorrido mais ou menos 2.000 metros por baixo da serra, eis que avistamos toda a parte norte da Beira Baixa começando pelo Fundão até á Covilhã com a serra de estrela a servir de pano de fundo

Entrámos no Fundão a minha terra adotiva, pois foi aqui que eu casei foi aqui que nasceram os meus filhos e foi aqui que vivi uma grande parte da minha vida e onde residem familiares e muitos amigos. Deparámo nos com a azáfama da feira anual  onde acorrem milhares de pessoas de todo o concelho e não só
Enquanto a minha esposa passeava  a feira á procura de coisas que faziam falta, eu parei por aqui perto dos vendedores de utensilios que hoje servem quase e apenas para decoração, mas que teem um passado que a todos nós oriundos da Beira baixa , nos marcaram e trazem grandes recordações. è por exemplo o caso destas panelas de ferro em varios tamanhos que embora se utilizem ainda hoje em pequenas localidades, foram há alguns anos atras utensilios que quase todas as familias das aldeias utilizavam e onde confecionavam saborosas sopas e cozidos
Este é um outro utensilio que está quase esquecido, mas que antigamente qualquer produtor de vinho utilizava para destilar os engaços da uva e produzia a saborosa cachaça, a aguardente caseira que muita gente hoje relembra com saudade

e depois do Fundão fizemo nos de novo á estrada direitinhos ao Souto da Casa, passando pelo Castelejo com uma visitinha ao terreiro de Santa Luzia e passando pela Enxabarda subimos ao alto do Açor, onde parámos e nos deliciámos com a magnifica visão sobre a Cova da Beira.
descemos até aos Boxinnos e parámos em Malhada Velha onde habitam este maravilhoso casal, amigos do peito e com quem confraternizamos sempre que nos deslocamos á Beira Baixa
A viagem não terminava aqui e seguimos em direção ao Descoberto, sempre pela meia encosta da serra onde lá no alto da Maunça podemos ver o grande parque eólico ali existente, apreciar a flora imensa e diversificada da serra destacando os medronheiros já carregados de frutos amarelos e vermelhos
E eis nos chegados á Ladeira um local paradisiaco que pouca gente conhece e nem sabem o que perdem. Aqui a água é fria e cristalina, o ar que respiramos é puro e a paisagem que daqui avistamos é soberba.
Aqui moram familiares nossos que visitámos e algum tempo depois prosseguimos a nossa viajem até ao local que me viu nascer e onde vi pela primeira vez a luz do dia. Tenho imensa pena de não ter tirado maior partido das coisas boas da minha aldeia mas a vida dá voltas inesperadas e somos obrigados a partir

A imagem dispensa comentários, tudo o que sinto explica se na frase nela escrita
Bogas de Baixo é uma aldeia com belissimas moradias mas quase sempre desabitadas, pois os seus proprietários que como eu tambem foram obrigados a deixar a sua aldeia, e ainda assim escolheram na para investir as suas economias na esperança de um dia mais tarde virem passar os anos que lhes restarem de vida
Na aldeia existe nas instalações da antiga escola onde eu prório conclui a 4ª classe o Centro Social a servir de Centro de dia para os idosos da aldeia e aldeias limitrofes, que cada vez que faço uma visita á terra tenho por costume entrar e cumprimentar toda aquela gente boa,  familia e amigos e no tempo em que tambem tive lá a minha saudosa mãe, almoçava com eles. O Centro que está quase em fase de acabamentos para passar a Lar  da 3ª idade, serve muito bem os seus utentes, Funcionárias simpáticas muito prestativas e que adoram os seus velhinhos.
E pronto, foi para mim um prazer partilhar tudo isto convosco

3 comentários:

Lourdes disse...

Olá Luís
Podemos viajar pelo país ou pelo estrangeiro mas, por muito bonitas que sejam as localidades por onde passamos acabamos sempre com uma conclusão: Em nenhuma nos sentimos tão bem como na nossa.
Beijinhos

Luantes Luis Antunes disse...

Olá amiga
tem toda a razão
só é pena que nos sitios onde nascemos é impossivel viver sem trabalho, apenas com as couves e as batatinhas da horta

Manuel Tomaz disse...

Mesmo sem conhecer estas lindas Terras, fica-nos alguma nostalgia depois de ler os textos e ver estas bonitas paisagens e também ouvir esta linda música Portuguesa. Um bom trabalho!
Os meus cumprimentos,
Manuel Tomaz