quinta-feira, 6 de março de 2014

De novo em Almaceda



Depois deste belo circuito por aldeias mais ou menos situadas nas margens das ribeiras do Tripeiro e da Almaceda, eis nos de volta a esta aldeia que eu prezo muito não só porque faz parte das lindas aldeias da nossa Beira Baixa mas tambem por ter sido aqui que o meu pai passou a maior parte do tempo da sua mocidade.
Embora ele tenha nascido numa das anexas ali quase no alto da serra  O Ingarnal, veio para aqui muito jovem, porque no tempo dele  e  até ainda no meu, era hábito em vez de mandar os filhos á escola punham nos a servir em casas mais abastadas da região. Ele teve sorte que veio para casa do padrinho onde sempre foi tratado como sendo da familia.
Neste Comércio que hoje é do meu primo e amigo Mnuel Mascarenhas, funcionou há muitos anos uma oficina que era propriedade de um Senhor do Padrão que era meu cliente. Era o homem dos 7 oficios Ainda não há muitos anos estive com ele na sua casa no Cruzamento do Padrão e já não o encontrei nas melhores condições de saude

E posto isto vamos lá escrever algo sobre esta simpática localidade pertencente ao concvelho de Castelo Branco, sede de Freguesia com uma área considerável e bastantes anexas.
Começando pelo Ingarnal é ainda composta pelas seguintes povoações, Ribeira de Eiras, Rochas de Cima, Rochas de Baixo, Lameirinha, Valbom, Paiágua, Padrão e Martim Branco.
É uma terra de grandes tradições culturais e religiosas,

Celebram se aqui varias festividades, começando por São Sebastião cuja capela podemos ver nesta página que se situa quase na entrada da povoação, que se realiza normalmente no penultimo fim de semada de Janeiro, há depois  Santo António no Domingo de Páscoa, Nossa Senhora da Saude duas semanas depois, Espirito Santo Domingo de Pentecostes e Sra da Graça na segunda feira de Pentecostes.
As tradições gastronómicas desta aldeia baseiam se principalmente em Maranhos que eu já cá comi e são uma delicia, enchidos e cabrito no forno que não são o meu forte


Depois temos os doces e aí sim eu entro de imediato a começar pelas tigeladas que comi nas Rochas de Baixo e são as melhores do mundo, depois há as tradicionais filhós, os fintos ou bolos de páscoa, borrachões, biscoitos de azeite etc etc.
Como podemos ver através de algumas imagens, aqui predomina ainda a construção antiga  de xisto e barro, o mesmo acontecendo em todas as anexas sendo inclusivamente a Martim Branco muito conhecida entre as terras de Xisto.
Esta região já era povoada em tempos longinquos mesmo muito tempo antes dos romanos verificado pelos achados arqueológicos, tais como funerárias, cabanas, queijarias redondas, restos de um castro luso-romano, vestígios romanos, ara dedicada a Evara,…
Do período  mourisco (levadas ou canais, minas abandonadas e grande diversidade toponímica). As levadas ou canais para rega dos campos e minas abandonadas comprovam que a passagem dos mouros pela freguesia trouxe importantes benefícios para os seus habitantes.
è também uma terra de artesãos onde se trabalha  com o tear e se fabricam bordados de tear e mantas de farrapos
Tem um Grupo de Bombos, os Bombos da Almaceda são sobejamente conhecidos em toda a região

Junta de Freguesia

A sede da Junta de Freguesia
Possui ainda um Lar de Apoio á 3ª idade muito acolhedor com serviço esmerado e construção moderna, normalmente não há espaço dado que a procura é muita




e por aqui me fico, prometendo de voltar brevemente com novas viajens  novas corridas, por  aqui ou outro lugar mas sempre dentro da minha querida Beira Baixa

fiquem ainda a apreciar outras imagens da Almaceda











14 comentários:

António Luís Oliveira disse...

Amigo Luís anda não há muitos estive em Almaceda onde visitei o Lar e soube que O Sr. Cardoso e o Sr. Dr. António Machaz (tio de minha mulher) ,tinham contribuido para a construção do mesmo, assim como empregaram muitas pessoas da zona no Hotel Tivoli em Lisboa, de que eram proprietários Ainda me lembro da história que inventaram do aparecimento dum ovni na zona de Almaceda e que tinha sido uma forma de chamarem a atenção dos órgãos de comunicação social para a zona. Gosto da zona, até porque uma das minhas cunhadas é do Padrão, onde ainda viva a mãe.

Henrique Joaquim disse...

Obrigado Amigo Luis Godinho por Divular a minha Sede de Freguesia,é pena ter parado ai.
Amigo não Pare passe por Rochas de Baixo cá acima na estrada para e Complente a Paisagem que se avista de lá
Muito Obrigado por divulgar a Beira Baixa esquecida,por muito...

Luantes Luis Antunes disse...

Amigo Henrique Joaquim

a minha postagem anterior foi precisamente tambem sobre as Rochas de Baixo e lá pode ver a minha foto lá do alto perto do cruzamento onde pode ver a sua terra e arredores
Abraço

Jaime Simões disse...


Boa noite amigo Luís Godinho Antunes. Na minha maneira de comentar construtivamente ; penso que os nossos arquitectos deveriam criarem e preservar projectos de habitação conforme as regiões. Este é o meu pensamento .Um abraço.

Jaime Simões disse...


Boa noite amigo Luís Godinho Antunes. Na minha maneira de comentar construtivamente ; penso que os nossos arquitectos deveriam criarem e preservar projectos de habitação conforme as regiões. Este é o meu pensamento .Um abraço.

Agostinho Afonso disse...



A minha vizinha freguesia, com as duas aldeias Srª da Graça e Espirito Stº e muitos belos recantos

Marta Duarte disse...

Para próxima dê um saltinho a outra aldeia da freguesia de Almaceda, Paiágua: Fica a sugestão

Luantes Luis Antunes disse...

pela Paiágua já passei algum tempo antes
a caminho da Silvosa Vinha e Cardosa
Mas fica a promessa de voltar com mais tempo para escrever sobre a Paiágua
pode ver neste endereço

http://bogasdebaixo.blogspot.pt/2013/04/serra-do-moradal.html

Manuela Pires disse...

Gostei imenso da viagem e a capela que o sr se refere é no MOURELO. Não esta abandonada somente um pouco desleixada no exterior

Antonio Roxo V az disse...

Mourelo ... uma terra onde estive em tempos diversas vezes, e de que gosto.

Manuela Pires disse...

Manuela Pires ja somos dois Sr ANTONIO é verdade que muitas das aldeias ou lugares ficaram despovoados e deu origem a um abandono muita vezes sem intenção mas porque a vida assim o quis e as pessoas tiveram que sair das suas terras para melhorar a sua condição de vida. Já tive o prazer de falar com o Sr há algum tempo atrás

manuela Pires disse...

apesar de não ser do Mourelo adoro aquela terra

Luantes Luis Antunes disse...

Tambem não sou do Mourelo mas passei por lá muitas vezes onde tinha familia e amigos que tambem debandaram para outros lugares á procura de melhores oportunidades

MAM disse...

Amei todo o artigo. Grande reportagem. Os meus Parabéns.
Criei no Facebook um grupo chamado "Era uma vez...Almaceda", e tive que partilhar esta sua prestação no nosso grupo. Peço desculpa pela ousadia mas é também uma homenagem à sua iniciativa. Bem haja! :-)