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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




segunda-feira, 31 de março de 2014

Locais que a gente gosta

hoje vamos partilhar algumas imagens de lugares por onde passamos e que de uma maneira ou outra ficam gravadas nas nossas memórias.
Mercado Municipal de Sobral de Monte Agraço, onde a gente fazia compras para os gastos de casa, quando estivemos a viver aqui ao lado

Quando não me apetecia pegar no carro, apanhava a camioneta á porta e vinha parar aqui mesmo ao lado do Mercado municipal neste Centro Rodoviário do Sobral
Aqui mesmo ao lado da Rodoviaria situava se esta Avenida que a gente tão bem conhece, Todas as semanas passava por aqui
Esta imagem já cheira a Cova da Beira, Alpedrinha na encosta sul da serra da Gardunha

Mais uma imagem que nos mostra Alpedrinha e de onde podemos observar lá ao longe o monte onde se situa Monsanto
                                                   Sintra da Beira
Fonte de Vale Prazeres, traz me á memória os anos longinquos em que aqui paravamos para matar a sede com esta cristalina agua da Gardunha, quando iamos ou vinhamos da pesca. Alguns dos amigos que me acompanhavam infelizmente já não podem ver isto
Vale de Prazeres e a serra da Gardunha a segunda maior serra de Portugal
Deixamos Vale Prazeres para traz com vontade de cá voltar noutras viajens por montes e vales da Beira Baixa

quarta-feira, 26 de março de 2014

Matando saudades


Estando aqui tão perto de uma localidade onde vivi alguns anos, não poderia deixar de passear um pouco pela zona afim de matar saudades

Saimos de Mafra e regressámos aos Salgados uma localidade vizinha da aldeia do Sobreiro onde o artesanato é rei, pois nesta região podemos encontrar muita variedade de materiais confecionados artesanalmente por homens e mulheres do Oeste



Passámos no cruzamento da Paz e fomos até á Murgeira de onde podemos avistar belas paisagens  que a nossa visão pode alcançar que vai até á serra do Socorro 

E de repente cá estamos na entrada da Tapada Nacional de  Mafra, onde já entrei varias vezes e onde me deliciei a admirar uma série de animais selvagens, o lindo arvoredo e as correntes de água existentes numa grande área de mata bem tratada com uma flora soberba adequada para o habitat de varios animais e aves selvagens



O nosso azar foi grande porque encontramos os portões da Tapada encerrados, e embora tivessemos parado por alguns momentos dando uma vista de olhos pelas redondezas, acabámos por seguir viajem
dos animais selvagens que aqui podemos ver destaco os que conheço
Gamos, Veados Vermelhos, Javalis, Lobo Ibérico, Raposas, Doninhas e Ginetes

Rastejantes e anfiveos destaco as Salamandras, o tritão Verde, as Relas, as Osgas, Lagartixas e até Viboras
Depois neste arvoredo tambem podemos admirar o esvoaçar do Bufo Reall, Das Águias do Açor , do Peneireiro, Gaios, rouxinóis e tintinhões

No seguimento desta viagem passámos pelo Gradil, fui até Vila franca do Rosário, atravessei por cima da A8 e entrei no concelho de Sobral de Monte Agraço.
Neste Concelho repleto de coisas boas  morei durante alguns anos mais precisamente na localidade de Sapataria


Aqui nestas casinhas á entrada da Localidade tinha uma nossa amiga comércio de peças de artesanato da região

 uma fonte centenária situada da estrada principal no cruzamento para  Lizandros em cuja encosta havia alguns moinhos movidos a vento por sinal muito vistos em toda esta região
 daqui podemos ver a torre da Igreja e a minha casa situava se a 50 metros desviada da Igreja
 Uma vista da encosta da Sapataria com a serra do socorro em pano de fundo
A minha Rua
O reataurante do Becas onde quase diariamente iamos tomar a bica  e muitas vezes vinhamos cá almoçar, pois confecionava bons pratos tipicos  e não era nada careiro

E assim termina a nossa viajem, que foi muito apreciada pois acabámos por matar saudades do sitio que nos traz muitas e belas recordações

quarta-feira, 19 de março de 2014

Aldeia do pão quente

Ecos da Aldeia deixa hoje a Beira Baixa e dirige se á costa oeste de Portugal para partilhar com os seus amigos e visitantes imagens de uma outra aldeia

Antes de chegarmos á aldeia própriamente dita tivemos a oportunidade de apreciar o mar da Ericeira


Aldeia miniatura  situada dentro de outra aldeia que se chama Sobreiro.
Milhares de Portugueses de norte a Sul já aqui se deslocaram no minimo uma vez, mas muitos  repetiram a visita diversas vezes.
A aldeia do Sobreiro mais conhecida pela terra do pão quente é também sobejamente conhecida por ter no centro da povoação uma aldeia miniatura onde se podem observar as profissões mais antigas com predominancia do barro, já que o seu autor era um artista nessa matéria. 
Foi pessoa que tive o previlégio de conhecer e conversar com ele enquanto se ocupava na confeção de uma qualquer peça  sm barro. normalmente figuras ao mesmo tempo que ia dando algumas explicações.
Também o vi e ouvi algumas vezes tocando no seu acordeão
Ainda hoje a musica ambiente que podemos escutar em toda a mini aldeia saiu dos seus dedos pisando as teclas da concertina.
O mestre José Franco era uma pessoa afável sempre disposto a tirar nos qualquer duvida

 José Franco, artista do barro e da vida - um grande homem do povo - um português que nasceu com o dom misterioso da beleza e a distribui como  um bem de todos...

Tendo dedicado uma boa parte  da seu talento  à arte-sacra, José Franco, escultor e mestre oleiro  reconhecido em todo o mundo - até no Vaticano se encontram obras suas

 A Aldeia saloia é a concretização de um sonho e visitá-la é, um pouco também, sonhar!


Ao terminar a visita  depois de termos saboreado uma ótima fartura e ter comprado um pão de Mafra que aqui na aldeia não têm mãos a medir para satisfazer os pedidos, fomos andando e tivemos ainda tempo suficiente para parar em Mafra e admirar aquele grande Convento
Convento de Mafra
                                                                        Convento de Mafra

Mas não ficámos completamente satisfeitos e prometemos voltar para ver e partilhar algus recantos da Tapada de Mafra

terça-feira, 11 de março de 2014

Venham conhecer o Ingarnal

Estando eu em Almaceda, tenho o maior prazer em subir o cabeço Zibreiro nas faldas da Serra da Gardunha, e ir até ao Ingarnal, terra onde nasceram os meus avós e o meu pai  e onde passei grandes e bons momentos quando ainda era criança. Depois ao longo dos anos sempre que tinha oportunidade cá estava eu a subir a serra para visitar familiares e amigos
O Ingarnal é uma minuscula aldeia e cada vez mais minuscula porque as pessoas já são muito poucas.
A juventude  a partir dos anos 70 entraram na corrida ás grandes cidades e até ao estrangeiro com a unica intenção de ganhar mais dinheiro para um dia poder voltar e ter aqui uma vida mais próspera e tranquila.
Isso não tem acontecido porque cada um fez das suas terras de acolhemento, o local para trabalhar viver e até investir
Assim sendo, salvo raras exeç~pes quando um ou outro ingarnalense  aqui se desloca para ver e abraçar os poucos famiiares que ainda por aqui continuam, a aldeia está meia desertificada.
 Conforme as pessoas mais idosas vão sucumbindo por velhice  e solidão o Ingarnal está a desaparecer aos poucos. Mas se assim for será uma pena já que aqui ainda se respira ar puro, podemos alimentar nos com os produtos biológicos aqui produzidos para além da paz  do sossego que aqui podemos sentir
Há muitos anos atrás ainda conheci algumas lojas de comércio nesta aldeia., muitas mulheres que para além de tratarem das hortas e da vida caseira tinham ainda tempo para tecer linho e trabalhar em teares onde faziam belas peças de artesanato especialmente toalhas de linho ou lençois  e ainda as belas mantas de farrapos.
Comia  se aqui a melhor gastronomia que se confecionava em quase todas as aldeias da região tal como o maranho sempre com aquele gostinho especial, os enchidos e Cabrito no Forno de Lenha, para a sobremesa  a apetitosa Tijelada,depois  ao pequeno almoço e ao lanche presenteavam nos quase sempre com belas e saborosas Filhós fintas, Biscoitos de Azeite
Situada cá no cima da Serra oferece nos uma magnifica vista  para a Serra da Gardunha.
Como todas as pequenas aldeias do interior, o Ingarnal mantem a genuinidade de outros tempos. hoje já não tem comércios , nem a agitação do dia a dia, as poucas pessoas que ainda cá vivem, passam os dias entre a sua casa e as pequenas hortas para onde ainda levam as cabritas e tratam das batatas das cebolas couves etc etc com que fazem a sopa normalmente até há bem pouco tempo utilizavam ainsa as panelas de ferro que tão saborosa comida se podia confecionar nelas.
e pronto, podia ficar aqui eternamente a escrever sobre o Ingarnal mas para não ser maçador fico me por aqui deixando uma série de imagens para comprovarem aquilo que atrás escrevi