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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




sábado, 15 de fevereiro de 2014

Janeiro de Cima e o rio Zezere

Continuando com esta partilha de imagens de grande beleza de uma aldeia situada na margem esquerda do rio Zêzere, vou valer me de uma amiga por sinal uma fotógrafa de se lhe tirar o chapéu que é  Odete Gama natural desta aldeia, porque sou fã das belas imagens que ela tem tirado e postado na Internet

A proximidade do Rio Zêzere é um dos maiores atractivos de Janeiro de Cima. Um passeio até às margens, por entre uma bucólica paisagem rural, desagua num amplo parque fluvial, zona de lazer que se enche de gente nos dias

Janeiro de Cima uma das mais conhecidas aldeias de Xisto, foi extinta como freguesia aquando da Reorganização do território e faz hoje parte da União de Freguesias de Janeiro de Cima e Bogas de Baixo.

Das duas ex-freguesias  Janeiro de Cima é a mais populosa  não ultrapassando muito os 500 habitantes  entre as duas. Mas no Verão este numero quadriplica com a vinda dos emigrantes e outros que vivem um pouco por todo o País  e escolhem os meses de Vrão para tirar umas férias e vir matar saudades  da familia dos amigos e da aldeia , aproveitando a magnifica  praia Fluvial para se refrescarem, já que por aqui a temperatura atinge numeros elevados no pico do Verão

Por Janeiro de Cima muito calcorreei onde tenho varios amigos e ainda alguns familiares, nos meus tempos de vendedor tive aqui uma boa carteira de clientes que a bem dizer eram todos os comerciantes e industriais da terra.

 Já não posso ouvir mais o trinar da guitarra do meu saudoso amigo António Brito Cardoso com quem tive o prazer de dividir bons momentos musicais  com o meu saxo fone e ele na sua afinada guitarra , cantava se o fado bebiam se uns copos  e comiam se bons petiscos . Estou a lembrar me particularmente dos peixinhos do rio

Reza a lenda que cerca de 1757 a população de Janeiro de Cima foi assolada por uma forte epidemia que fez sucumbir grande parte do número de habitantes e que só foi travada pela divina interferência de S. Sebastião. Pela dádiva recebida, os janeirenses construíram-lhe uma capela, compraram a imagem do santo, e celebram a 20 de Janeiro de cada ano a sua festa. Na celebração, 16 janeirenses nomeados oferecem um bodo constituído por 100 pães e 5 litros de vinho a quem se encontra na aldeia.

Conheço muito bem esta terra desde os meus tempos de criança  em que vinha a Janeiro de Cima buscar uma ou outra receita de Medicamentos caseiros, para a cura de uma ou outra ferida, ou simplesmente arrancar um dente pelo então conhecido em toda a zona limitrofe de Janeiro, barbeiro Joaquim Matias

Se for até Janeiro de Cima tem tambem a oportunidade de  degustar uma saborosa refeição bem preparada á moda da gastronomia tradicional cá da terra no Restaurante O FIADO
Situado no coração de Janeiro de Cima, o Fiado Restaurante deve o seu nome à atividade tradicional da preparação do linho  praticada na região que depois seria fiado transformando se em, belas toalhas, lençóis etc etc

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Para dormir tem  A casa de Janeiro. Um espaço entre paredes de xisto e pedra rolada aliadas ao conforto de um interior totalmente renovado. Desfrute de um pequeno almoço cheio de pequenos prazeres, saia para descobrir os meandros do rio Zêzere e as pessoas que aqui habitam.
Este é o local perfeito para uns dias de descanso e lazer, em pleno interior de Portugal.


mas para falar e escrever sobre esta terra cheia de tradições, dos seus usos e costumes e das suas gentes, ninguem mais apto do que os Janeirenses, com mais conhecimentos para o fazer.
De Janeiro de Cima me despeço, por agora não estando posta de parte  a  hipótese de cá voltar. Á Odete Gama Martins  o meu muito obrigado por estas fotos que partilhei com os meus leitores



Amanhã iremos até Bogas do Meio e quem sabe? Bogas de Cima e Malhada Velha
Fiquem bem
 e não se esqueçam de comentar digam de vossa justiça, especialmente os meus leitores de Janeiro de Cima terão a oportunidade de falar mais da sua terra  e corrigir algo que tenha escrito erradamente


3 comentários:

Maria Leitao disse...

Olá amigo, estive a ver as fotos e estou ainda a ouvir a musica gostei muito, como são maravilhosas as nossas aldeias, é pena serem tão pouco divulgadas, mas penso que o seu pontapé de saida vai alertar muitos dos que ainda não conhecem
Muito bom

Manuel Tomaz disse...

É bem certo que "Um Portugal desconhecido espera por si". Só falta mesmo tomar a decisão e partir... Estou certo, vale a pena. A música da Idanha é um espanto! Um bom post. Parabéns!
Cumprimentos,
Manuel Tomaz

isilda cortes disse...

adorei tudo o ke vi e li e com esta musica de fundo e uma maravilha