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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Calcorreando a serra

Tinhamos ficado na Casa do Guarda  no Parque Florestal da gardunha
e pensei sériamente na hipótese de subir até á Senhora da Penha e foi o que fiz 

Passei ali ao lado das antenas e segui serra fora, o caminho é terra batida mas transitável e depois dá nos a oportunidade de usufruirmos de uma paisagem de perder o folego tanto virados para norte como para sul.
Dificil era  encontrar o melhor trajeto porque lá no alto da serra é um labirinto
Caminhos que vão certamente sair a Castelo Novo, um outro em direção á Soalheira, ainda outros que nos levariam certamente até ao Souto da casa ou á Paradanta
                                                                       Lado sul
, escolhi o que me parecia melhor e depois de passar o cume da serra, comecei a descer sempre muito devagar estes caminhos estão certamente destinados a veículos 4x4 o que não era o meu caso, mas continuo a afirmar que valeu a pena. 
                                                                  lado norte
olhar em frente e ver aquela paisagem magnifica da transição da Beira para o Alentejo, 
Daqui a visão vai até Monsanto e Espanha por outro lado avistamos Castelo Branco e toda a extensão até ao Tejo  em Malpica  na fronteira com Espanha. 


passei aqui ao lado da casa florestal do Louriçal que me parece meio abandonada. a foto foi pesquisa google.


Aqui ao lado uma imagem de Jaime Gama  á beira da barragem do Penedo Redondo vendo se mais ao longe a Barragem da Marateca ao lado da A23 entre Lardosa e Soalheira

Mais uma etapa e eis nos a entrar na aldeia de Casal da Serra, uma pequena aldeia escondida cá no meio da montanha de onde era oriundo o meu tio Lourenço José infelizmente já falecido. É uma aldeia muito simpática, como em todas as aldeias da serra as pessoas ainda ficam admiradas por verem estranhos nas suas aldeias, mas a simpatia é uma realidade
Daqui até São Vicente da Beira já usufruimos de uma estrada asfaltada a Estrada Municipal 1224. 
Continuámos serra fora  entramos em São Vicente e dirijo me de emidiato para o lugar da Nossa Senhora da Orada.
 A Capela  é um templo simples do início do século XVIII, mas cujo culto remota ao século XV. No seu interior encontra-se uma pia manuelina e baixos-relevos de escola de Coimbra de finais do século XVI. O espaço do santuário foi recentemente recuperado, como reza uma placa à entrada: "Inauguração/ 

Electrificação do recinto e recuperação da capela, por sua Excelência o Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Joaquim Mourão./ 25-5-2003. Obras só possíveis devido ao seu grande empenho." Nestas obras inclui-se o arranjo de um parque de merendas à sombra de jovens amoreiras e a construção de assadores para churrascos, muito procurados nos fins-de-semana de Verão e durante o dia da romaria. 
Ao fundo do parque de merendas encontra-se a Fonte Santa, onde a água cai de duas bicas incrustadas num penedo, sendo a nascente a 50m a montante no ribeiro. Sobre a bica um painel de azulejos com o seguinte dizer: 
"Nossa Senhora da Orada
vossa água tem virtude:
Com ela tantos doentes 
recuperam a saúde"


E hoje acabo a esta viajem aqui na Senhora da Orada onde aproveito para beber um copo de agua fresca e cristalina da fonte da Orada, a mesma água que podemos beber em todo o país se comprarmos nos hipermercados as sobejamente conhecidas Aguas Fonte da Fraga Esta é a empresa que explora as aguas
e prontos despeço me de todos com aquele abraço até á proxima viajem

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