sábado, 30 de novembro de 2013

Terra batida com muito pó

Continuamos a calcorrear a serra desta vez com um grande percurso em estradas sem asfalto, embora com boas condições de utilização têm o problema de carregar o carro de poeira


Saio do Ingarnal e subo até ao alto do Zibreiro onde começo a avistar aquela grande fila de caravelas a produzirem eletricidade á força do vento.Passámos ao lado da central elétrica pela serra da Moeda e  da Maunça e fui  encontrar o asfalto ali por cima da Paradanta, a EN 352

 descendo depois para Vale de Urso , uma pequena aldeia bastante conhecida pelos Bombeiros portugueses derivado á grande onda de incêndios que tem assolado a zona nos ultimos anos, realmente é uma dor de alma ver todas estas encostas cobertas de cinzas
 Mais abaixo em Casal Alvaro Pires virei á esquerda por uma estrada de asfalto até á capela de Santa Luzia no Castelejo 

Aldeia tipicamente serrana, localizada no sopé da Serra da Gardunha. com um património arquitetónico e etnográfico, assinaláveis destacando-se a Casa Museu "Casinha Típica da Aldeia", que retrata a arquitetura e tradições locais, a Igreja Matriz e a capela de Santa Luzia. No artesanato, são características as peças de ferraria, sapataria, almofadas, colchas, rodilhas e rendas.
Virei á direita pela N 238 e ao passar em Vale Palaio reparei nas grandes transformações
Foi construida a partir daqui uma variante ao Castelejo, existe uma rotunda simpática de onde sai a estrada que calcorreei ainda á pouco a N 352 em direção  a S Vicente da Beira e Castelo Branco.
um pouco mais acima fiz uma pequena pausa no terreiro do Senhor da Saude onde se realizam anualmente grandes festejos e muita animação
Daqui ao Souto da Casa centro da aldeia é apenas um pulinho,
 Entrei pela Rua César Pinto e João Martins Freire,  esta aldeia era conhecida pela terra dos mil e um ofícios.  Habitavam aqui,onde trabalhavam e comercializavam alguns  pastores, agricultores, alfaiates, carpinteiros, marceneiros, latoeiros, sapateiros, tecedeiras, padeiros, tanoeiros, albardeiros, ferreiros, ferradores, capadores, tosquiadores, carvoeiros, lenhadores, lagareiros, moleiros, ganhões, malhadores, canteiros, pedreiros, cesteiros, etc.
Terra de grandes tradições muito bem localizada aqui no sopé da Serra, está a pouca distancia do Fundão sede do concelho
Daqui do alto podemos apreciar esta grandeza toda que é a Cova da Beira tendo ao fundo a bonita e fria serra da estrela
De Souto da Casa para Alcongosta foi construida há anos uma estreita estrada Municipal, asfaltada que em muito veio benificiar as gentes destas duas aldeias e não só

quem tiver o previlégio de passar por aqui na altura da cereja pode regalar a vista e o estômago apreciando estas imagens magníficas das cerejeiras carregadas de fruto e comer pois estão aqui mesmo á mão de semear
estamos quase a entrar em Alcongosta conhecida como a capital da cereja  e fica situada na encosta da serra da Gardunha.

Iniciei aqui uma nova subida á serra  e um pouco acima de Alcongosta , parei  na Casa da Floresta (casa do guarda) floresta que outrora foi um um espaço de denso arvoredo que se foi esfumando ao longo dos anos porque é rarissimo não haver um ano sem que aqui ou ali se veja a serra a arder.

Hoje fico me por aqui, com a promessa de continuar viajem por essa serra acima descobrindo novos recantos e revendo outros já bastante conhecidos.
Encontramo nos por aqui na proxima narrativa


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Continuando a calcorrear a serra

Saí de Malhada Velha bem cedo, tomando a Estrada Municipal 517 com destino ao Açor, tenho que passar obrigatoriamente pela aldeia de BOXINOS. Recordo me neste momento como era também muito dificil chegar aqui.Estava um pouco afastada da civilização mas a partir dos anos 80 esta parte da serra  começou a ser benificiada com uma estrada que inicialmente era em terra batida mas que hoje tem um asfalto razoável
Este local era conhecido antigamente como o  Vale do Abutre, talvez por terem por aqui andado  e nidificado estas aves de rapina em extinção
esta é uma imagem do meu amigo Joaquim Antunes natural daqui mas a viver no exterior e mostra nos uma  antiga colmeia encimada por um vaso tipico de mangerico feito da panela de ferro que aqui era utilizada para confeccionar a sopa. e que bela sopa, recheada de tudo o que é bom 
Quando ainda havia alguma vida na aldeia havia aqui 2 comércios mistos taberna e mercearia, que foram meus clientes, hoje tudo isso faz parte da historia da aldeia
Num ápice chegamos ao alto do Açor de onde podemos ver uma grande extensão de Portugal, uma paisagem deslumbrante, para a  esquerda vemos uma enorme quantidade de aldeias . tantas que nem vou  nomear, mas que vão de Lavacolhos até ao Casal da Lapa  barragem de Santa Luzia. Se olharmos em frente temos o  previlégio de apreciar toda a Cova da Beira desde Souto da Casa  á serra da Estrela
Á  minha esquerda deparo me com esta visão espectacular o cabeço do Açor e a serra da Maunça  que faz parte da Gardunha. com um parque eólico de grandes dimensóes percorrem toda a serra
é para aqui que me dirijo e inicio aquela descida muito vagarosamente para me deliciar com tudo o que a minha vista alcança. Pouco depois entro nesta bela aldeia do Açor onde tive tempo para rever e cumprimentar velhos amigos e seguido depois em direção ao alto da serra

Depois de passar pelo Açor  encontro me com estradas ainda em  terra batida, ultrapasso  o alto da serra  e desço para a Ribeira de Eiras e aqui encontro já uma ótima via de comunicação que é a estrada que liga  a aldeia á  São Vicente da Beira para o lado esquerdo e em frente para Almaceda para onde me dirijo
e vou olhando para trás apreciando a serra que vai ficando distante  passei por Rochas de Cima e cheguei a  Almaceda uma aldeia sede de freguesia onde dá gosto cavaquear com estas gentes. Almaceda tem quase tudo o que uma aldeia nescessita para viver. Um lar da 3ª idade um Clube Recreativo e correios sede de Junta de Freguesia com salão de festas e ainda  um belissino e confortável parque de recreio e lazer com uma ótima piscina fluvial
passei pela igreja Mariz e fui visitar um amigo,  voltei atrás e dirigi me ao Ingarnal onde hoje pretendo finalizar esta viajem

Enquanto ia subindo pela estreita e sinuosa estrada que me levava até ao Ingarnal, os meus pensamentos recuavam no tempo recordando o  meu tempo de criança quando aqui  passava grandes temporadas na companhia dos meus avós, tios e primos


O meu pai nasceu aqui e viveu cá até uns meses antes do meu nascimento, tenho por isso esta pequena aldeia no coração
aqui á direita é a casa da ti Neves e á esquerda existia uma pequena habitação que era a dos meus avós
Hoje  habitam a aldeia meia duzia de moradores e quase todos de idade avançada, mesmo assim os Ingarnalenses dispersos pelo País e estrangeiro ainda não esqueceram o caminho e veem varias vezes matar saudades á terra
Vejam só uma parte da maravilhosa paisagem que podemos apreciar a partir do Ingarnal, e como será de calcular, respira se ar puro, bebe se agua cristalina e comem se os produtos naturais da terra biológicamente tratados por mãos calejadas
Aqui era  a casa dos meus  avós Maria Joaquina Esteves e António Antunes onde há muitos anos passei momentos para não mais esquecer
E hoje  fico me por aqui com a promessa de nos encontrar mos novamente noutros  locais noutras viajens

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Calcorreando a serra

É o regresso a casa e a partir daqui subo as encostas da Gardunha. e deparo me como habitualmente com lugares de uma paisagem deslumbrante misturada de casario, terras de cultivo e muito arvoredo com tons de rara beleza, onde impera o pinheiro, o castanheiro, o ervideiro, e muitas outras arvores sejam elas selvagens ou de fruto. Pelos montes da zona poente da Serra,o cenário é encantador

.

 Fala se e escreve se muito sobre a Gardunha mas quase sempre das suas saidas a norte pelo Fundão ou a Sul por Alpedrinha, esquecem se da sua saida por Silvares onde a gardunha tem um encanto maior por ser uma zona de pinhal e bem povoada 
Temos o caso das aldeias de  Malhada Velha, Bogas do Meio , Ladeira e Descoberto indo mesmo até á Panegral



 agora abandonada Em todas estas aldeias há um património rico que muita gente desconhece Venham passar um fim de semana de carro Jipe ou mesmo de bicicleta e sintam o quanto é bela esta encosta da serra.
 Partilho com todos vós algumas imagens que nos mostram como esta região é bela e calma onde podemos respirar ainda algum ar puro e estarmos em permanente contacto com a natureza



A Ladeira de Nossa Senhora do Carmo é um pequeno lugar a fazer nos lembrar de outros lugares espalhados pela serra da Lousã como por exemplo as pequenas aldeias de xisto espalhadas por toda a serra. A Ladeira foi uma aldeia isolada mas hoje possui uma estrada de qualidade que a liga ao resto do mundo, para além de possuir algumas infraestruturas para benificio da sua população
esta pequena aldeia que ha pouco tempo era anexa da Freguesia de Bogas de Baixo, pertence agora á união de freguesias de Janeiro de Cima e Bogas de Baixo


Descoberto

Sai da Ladeira passei ao Lado do Maxial e entro nesta pitoresca aldeia da serra , com um casario bastante recuperado muito por causa da emigração que não vivendo cá teem muito gosto e prazer em ter uma casa condigna para virem passar alguns dias durante o ano principalmente em Agosto e no Natal.
Os poucos habitantes que ainda por cá estão são pessoas humildes  de uma simpatia extraordinaria , oferecendo o que teem de melhor a quem os visita.



Seguindo caminho para a Malhada Velha deparamo nos com uma outra aldeia  situada  na margem da Ribeira de Bogas   e  a qual é uma das Bogas que deu nome á ribeira
Trata de Bogas do Meio onde passei muitas vezes na minha juventude possuindo por cá muitos amigos



E eis me chegado á Malhada Velha, uma localidade que me é muito querida, onde tenho grandes amigos do peito.
Por  aqui andei ainda nos tempos em que não havia estradas e muitas vezes era nescessário pedir ajuda  aos Malhadenses que com as suas juntas de bois me tiravam dos atoleiros onde o carro se atascava



A serra aqui tem outro encanto, na Primavera é uma mistura de cores amarelas verdes e vermelhas que nos deixam com vontade de ficar por ali a contempla la. Por outro lado no outono as cores são igualmente de uma beleza rara com os seus tons acastanhados, folhas amarelecidas a contrastar 
com o solo que é verde



Tambem esta linda aldeia tem a correr a seu lado as  aguas cristalinas da ribeira de Bogas cuja nascente não fica muito distante daqui


e cujas águas servem para regar s hortas no verão e  moverem as maquinas do Lagar de Azeite  moderno que existe na aldeia.
Fiquei por  aqui, aceitei o convite de um grande amigo para passar o fim de semana na aldeia, e fiquei aqui como um rei.
 Gente boa , muito hospitaleira e trabalhadora com quem dá gosto conviver

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Aldeias de trás de serra



Hoje vou percorrer um pouco das margens da ribeira do Tripeiro, que nasce na serra da Gardunha  ali nas bandas de Ribeira de Eiras passando ao lado da Partida até ao Tripeiro terra que lhe deu o nome, 
A partir daqui o seu caudal começa a aumentar por força da ribeira da Almaceda que tem a sua foz um pouco a sul da Martim Branco.
Um pouco mais abaixo volta a encontrar se com outra ribeira desta vez  a ribeira do Barbaído o que ao passar debaixo da ponte do Chão da Vã na estrada Nacional 112. podemos já ver alguns poços mais fundos e  agua normalmente todo o ano.
A ribeira do Tripeiro irá depois encontrar se com outros caudais como a ribeira da liria, etc  indo desaguar ao rio Ocreza ali mesmo ao lado da Taberna Seca um pouco antes de passar sob a ponte na estrada nacional 233 que liga Castelo Branco a Sobreira Formosa indo encontrar o IC8 um pouco antes de Proença a Nova
A ribeira do tripeiro tem ao longo do seu percurso algumas praias fluviais para gaudio das populações das suas margens, sendo a mais importante  a Praia fluvial do Muro
 porque pode benificiar um maior numero de aldeias  como Salgueiro do Campo, Palvarinho e Chão da Vã. e é nesta belissima localidade que me vou quedar hoje


Chão da Vã é uma pequena aldeia mas tem  bons acessos a partir da N112 que fica a 2 Kms
Há muitos anos atrás a Banda Filarmónica de Bogas de Baixo vinha a esta localidade abrilhantar a festa De Nossa Senhora da Guia
Eu fazia parte do elenco da Banda que há alguns anos deixou de existir.

Aqui nesta aldeia tive uma quinta á venda  e foi um sucesso porque o negócio acabou por se realizar bem como um outro pedaço de terra  com casa para reconstruir no outro lado da ribeira e que foi adquirido por um residente em Lisboa, certamente para vir passar alguns dias longe do rebuliço da cidade



Ainda dei um saltinho aqui perto a Camões, pequeno povoado que dá o nome a uma outra ribeira, a ribeira 
de Camões 
Ribeira - Camões

que vai desaguar á ribeira do tripeiro já perto da Praia Fluvial do Muro

Hoje fico me por aqui mas brevemente publicarei outras recordações, não saiam dos vossos lugares pois eu vou voltar

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Aldeias de trás de serra


Depois de deixar para trás o Armadouro rumei a  casa, mas a minha profissão de vendedor (caixeiro viajante), permitiu-me ficar a conhecer muitos e belos recantos deste lindo País  que é o nosso Portugal, Quando eu vivia  em Castelo Branco e colaborei com uma Imobiliária sediada na cidade, percorri quase todas as aldeias da Beira Baixa na angariação de imóveis para venda
Hoje estou a recordar uma dessas minhas incursões ali p'rós lados da Serra do Muradal e comecei por Cardosa,



 Uma terra que me é bastante familiar por ter lá bons amigos e por ter já por aqui passado muitas vezes anteriormente.
 Estas são imagens de algumas artérias da aldeia que são quase todas bastante acentuadas porque a localidade fica situada numa encosta da serra
 Mas como quase todas as aldeias da Beira Baixa apresenta se sempre muito limpa tendo os seus habitantes o cuidado de depositarem o lixo nos contentores modernos para que o lixo possa ser depositado separadamente conforme o seu tipo
 em quase todas estas aldeias angariei imóveis para venda sendo quase todos ou muito velhos nescessitando uma restruturação total, ou parcelas de terreno com palheiro, onde se poderia construir uma habitação, mas isso só interessaria a gentes da cidade, para poderem ter uma casa onde passar férias tranquilas ou mesmo apenas alguns fins de semana
Daqui da Cardosa podemos seguir em tres direções, uma subindo até á estrada Nacional que liga Castelo Branco a Oleiros, sede do concelho e passado antes por Sarnadas de S  Simão que é a sede de Freguesia
Uma outra saída desce em direção á Vinha, Silvosa, Paiagua ligando á estrada N112 que liga Castelo Branco a Coimbra
há depois uma outra que liga á Sarzedas, descendo a montanha chegamos a Pé da Serra

Pé da Serra
Parei junto deste local e aqui está um dos imóveis que se vendiam na altura, alguns tinham facil recuperação mas eram heranças quase sempre com muita dificuldade em fazerem se escrituras


Pé da Serra é uma aldeia gira com gentes muito acolhedoras, tive aqui alguns clientes quando vendia materiais de construção, com quem fiz amizade, bebiam se belos copos no inverno sentados ao calor da brasa
No meu percurso segui estrada fora e chego a
Azenha de Cima
Aqui parei para ver um antigo lagar que o proprietario queria por  em venda, não aceitei porque o valor que ele pedia não teria qualquer hipótese de venda
Mas isso não impediu de termos entrado na adega e provar o tinto e degustando um bom bogado de presunto pendurado no teto e era só passar a faca, Só nestas terras a gente encontra gente com esta maneira de receber as visitas


Magueija
depois passei aqui na Magueija aldeia que não difere em nada das anteriores


e cheguei á linda aldeia de Maria Dona, localizada nesta estrada Municipal que liga  Azenha de Cima  ao Padrão tambem conhecida por estrada de Santa Clara. nunca soube porque tinha esse nome

Vale Maria Dona


Aqui  é a Grade que liga quase com Pousafoles e onde algumas vezes abastecia o carro numa area de serviço que havia, não sei se ainda existe aqui do lado direito da estrada
Quando eu trabalhava na área dos materiais de construção, já tinha aqui um cliente que  mesmo aqui numa localidade perdida no coração da Beira, tinha uma boa clientela
São naturais daqui  o padrinho de casamento da minha mulher, o Anibal Henriques que foi cunhado e sócio do Pereira Nunes do Fundão onde eu tambem trabalhei no ramo alimentar, e o seu irmão Moisés  meu amigo antigo colega que habita em Alpedrinha
este cruzamento onde vemos alguns contentores de lixo já a abarrotar dá acesso ao Pousafoles, onde vivem gentes da minha terra

Hoje paro por aqui com a promessa que irei recordar e partilhar mais algumas aldeias e recantos da Beira Baixa por onde passei algumas muitas vezes  e outras nem por isso