Há festa na aldeia (I)




Mais um grande evento que se realiza no próximo mês de Agosto numa  aldeia da nossa região
 Partilho convosco o programa das festas na Barroca (do Zezere), em honra de Nossa Senhora da Rocha


Há Festa na aldeia

                                          ESTREITO

Freguesia situada nas faldas da serra do Muradal, dista 13 quilómetros da sede do concelho, Oleiros.
 É a maior freguesia em extensão e a que reúne maior número de povoações. É provável que o povoamento do actual território da freguesia ascenda a tempos pré-romanos. As condições naturais de defesa que o lugar do Estreito então proporcionava eram manifestamente propícias à instalação de um qualquer povo, talvez lusitano.

Esta localidade vai estar em festa de 26 a 30 deste mês de Julho 
São festejos muito participados, dese há muitos anos
Abaixo poderão consultar mais promonorizadamente o programa das festas

É já no dia 26 que começa Festa do Estreito! Vão ser 5 dias de animação. Apareçam...

Bogas de Baixo em festa

A rapaziada da Comissão de Festas de Bogas de Baixo, acaba de divulgar o programa das festas em honra de Nossa Senhora das Dores e Jesus Adolescente a terem lugar nos dias 3, 4, e 5 de Agosto no Cabeço do Outeiro onde mora a mãe das Dores e o seu filho Jesus
 A grande quantidade de emigrantes de Bogas que estarão presentes nos festejos irão certamente dar muita animação á festa



Festas e eventos na Zona do Pinhal

                                                                  OLEIROS


A vila de Oleiros, sede de concelho, situa-se numa zona de grande beleza natural, numa zona montanhosa de xisto e argila, caracterizada pelas suas paisagens rurais de pinhais e abundantes cursos de água.
A primeira referência escrita relativa à vila de Oleiros data de 1194, não existindo muito material que possa auxiliar no posicionamento histórico desta vila, sabendo-se contudo, que durante a Idade Média, terá pertencido à Ordem do Hospital, e por ela terá sido desenvolvida.

Oleiros apresenta um interessante património religioso, como se pode observar na sua Igreja Matriz (século XVI e XVIII), na da Misericórdia datada do século XVI, ou a Capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens (século XVIII).

O Património natural da região é uma dos maiores atributos desta vila, com locais aprazíveis como a Praia Fluvial, no aproveitamento da Ribeira de Oleiros, no sítio do Açude Pinto, muito frequentada durante o verão.

Símbolo patrimonial da região são os muitos Moinhos de Água espalhados pelo concelho, espelho da importante cultura do milho na região.
O pinheiro é hoje a principal árvore do concelho, existindo algumas unidades industriais de exploração do material e de outras especializações pela região, hoje em dia bem provida de meios de comunicação.

Na gastronomia tradicional da região de Oleiros encontram-se especialidades como o Cabrito estonado à moda de Oleiros, o Coelho à Caçador, a Perdiz assada ou as Trutas grelhadas, destacando-se também o Vinho Calum, cultivado na região, ao longo das margens da ribeira da Sertã. O vinho Calum é um tipo de vinho branco, muito ligeiro, de baixo teor alcoólico.
(in Guia da Cidade)

Aqui vai  a programação da XIII Feira do Pinhal com um vasto leque de escolhas Para se sentir  bem no meio de grande diversão

Aldeias em Festa

CASEGAS

Foto: CASEGAS - SERRA da ESTRELA


A trinta quilómetros da Covilhã, sede de concelho, a freguesia de Casegas situa-se entre as ribeiras de Unhais e de Casegas. Esta nasce na freguesia de Sobral, passa nesta freguesia e vai desaguar na margem direita do rio Paúl, tendo cerca de oito quilómetros de curso. A freguesia ocupa uma vasta área entre as serras de Estrela e Açor , encontrando-se nos contrafortes da Serra da Estrela, no sul do concelho.

Esta localidade beirã vai realizar nos próximos dias 26, 27 e 28 de Julho de 2013 Gradiosas festas de verão  com Festival de Musica Tradicional e Mostra de Gastronomia da região.
A imagem abaixo descreve ao pormenor toda a programação das festas
Será certamente um fim de semana bem passado especialmente para muitos Caseguenses que estão fora da terra durante o resto ano

E vai ser uma semana de muita azafama e divertimento porque logo a seguir vem mais um fim de semana  para abanar o capacete.
Realizam se as festas em Honra do Anjo da Guarda


Festas de Verão nas aldeias do pinhal

Estamos em Oleiros, seguimos para sul pela EN 351 e chegamos á ISNA



Um pouquinho mais abaixo encontramos a pequena povoação de Ribeira da Isna onde se irão realizar as festas de verão em honra de nossa Senhora da Confiança e São José.
Isna é um aglomerado populacional antigo, situado em terras férteis e com abundância aquífera, tendo-se desenvolvido a partir da Ribeira da Isna pela encosta de declives suaves.


Terra de forte tradição cinegética, por estas paragens andou el rei D. Carlos em caçadas, atraído pela abundância de veados e javalis. Na povoação existe uma rua com o seu nome, atestando este facto e um fontanário por ele mandado construir, a “Fonte das Mulheres”, há muito reclamado pela população feminina.




A ribeira da Isna, situada na bacia hidrográfica do Tejo, é um afluente do rio Zêzere que nasce na Serra do Cabeço da Rainha e percorre 45.5 Kms. até desaguar no Zêzere, na albufeira da Barragem de Castelo do Bode, perto da aldeia de Fernandaires no concelho de Vila de Rei.
Tem como afluentes a Ribeira Vilar, a Ribeira Tamolha, a Ribeira Bostelim e a Ribeira Salgueiro.
Podemos disfrutar de ótimas praias fluviais nesta ribeira, são elas
Praia Fluvial de Aldeia Ruiva (concelho de Proença-a-Nova)
Praia Fluvial do Malhadal (concelho de Proença-a-Nova)
Praia Fluvial de Fernandaires (concelho de Vila de Rei)
Praia Fluvial do Pego das Cancelas (concelho de Vila de Rei)
Também no seu curso se situa a barragem de Corgas.

Esta pequena postagem, para além de dar a conhecer um pouco mais da nossa região  Beira Baixa Zona do Pinhal, tinha ainda o objetivo de divulgar o programa das festas da Ribeira da Isna para o final do Mês
e para isso nada melhor que o cartaz que se segue



No Ladoeiro fala se de melancia

A Beira Baixa produz dois frutos de grande qualidade, certificados Internacionalmente


A melancia está para o Ladoeiro tal como a cereja está para Alcongosta
Estas duas localidades da Beira Baixa, uma no concelho de Idanha a Nova e a outra no concelho de Fundão, realizam festas da fruta.
No Ladoeiro é a festa da melancia  e em Alcongosta  a festa da cereja..
Hoje vou escrever algo sobre a melancia porque estamos agora na sua época de produção em Portugal.

É uma erva rastejante e trepadeira originária de Àfrica, produz  anualmente, com folhas triangulares   e flores pequenas e amareladas, gerando um fruto arredondado ou alongado, a melancia de polpa vermelha, suculenta e doce, com alto teor de água. A casca é verde e lustrosa, apresentando estrias escuras.
Pode ser considerada a rainha das frutas de Verão. Leve, antioxidante e diurética, a melancia fornece água e minerais essenciais para o correcto funcionamento do nosso organismo.

O elevado conteúdo de licopeno faz da melancia uma arma muito poderosa contra problemas cardiovasculares e contra os radicais livres, substâncias nocivas que aceleram o envelhecimento das células, fazendo com que a pele perca firmeza e elasticidade.
Atenção que o seu poder antioxidante está associado à redução do risco de alguns tipos de cancro, em particular do pâncreas, pulmão, cólon e próstata.

É portanto um fruto que devemos consumir em quantidade, produz efeitos benéficos na disfunção erétil,   as suas sementes  são oleosas e nutritivas e ajudam a preservar a saúde da próstata. Por este motivo, beber batidos de melancia com as sementes trituradas é uma excelente opção para os homens.

Eis a composição nutricional de 100g de melancia, de acordo com a Tabela da Composição de Alimentos, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge:

Calorias: 24
Hidratos de carbono: 5,5 g
Fósforo: 5 mg
Cálcio: 10 mg
Potássio: 100 mg
Vitamina A: 50 ug
Magnésio: 12 mg

É bom lembrar para quem puder estar presente, vai realizar se no Ladoeiro no próximo fim de semana, 20 e 21 de Julho o Festival da Melancia do Ladoeiro  
O fruto será naturalmente  o centro das atenções pelo meio de um vasto programa que se reveste de animação cultural, demonstrações e venda direta do fruto havendo ainda o já tradicional concurso de melancia.
Aconselho todos os meus amigos visitantes e leitores a procurarem saber das variadíssimas   qualidades da melancia para bem da nossa  saude e  vão ver que vale a pena comer     

Lenda da origem do Monte Fidalgo

Lembro me perfeitamente de uma das muitas vezes que visitei Monte Fidalgo, ter descido com o meu carro até á beira da barragem de onde os pescadores partiam á pesca da lampreia (belos tempos) e por azar esse dia choveu a potes, a estrada para além de ser muito inclinada tambem era de terra batida. ora o carrito patinava, patinava e não saia do mesmo lugar
Não havia vivalma nas redondezas a quem pedisse ajuda.
Já transpirava por todos os poros  e eis que um homem chega de motorizada, conversamos um pouco e ele disse que ia buscar uma ajuda.
E assim foi, ao fim de algum tempo aparece com um macho pela trela, uma corda que ligámos ao carro e com a ajuda do macho e do motor ao mesmo tempo lá consegui sair do fundo da ravina

_Hoje pra transcrever a lenda da origem da aldeia, aproveitei algumas fotos para que possamos tambem recordar alguns locais de Monte Fidalgo


De geração em geração vem-se dizendo que a fundação da povoação de Monte Fidalgo, se deve à fixação de três irmãos fidalgos que, por incompatibilidades entre eles, acabaram por fixar-se cada um em seu lado, não muito distanciados uns dos outros.

 Dos locais escolhidos pelos três irmãos, só dois é que permaneceram, formando-se assim a que é hoje denominada povoação de Monte Fidalgo, ficando esta a dever-se ao facto de eles terem vindo para ali desterrados.
 Um dos irmãos ao morrer deixou toda a área que lhe pertencia, assim como a primitiva casa, ao povo de Monte Fidalgo, ficando esta obrigada a pagar todos os anos 13 alqueires de forro, trigo, à Nossa Senhora do Rosário de Castelo Branco, ou seja cada habitante da altura teria que pagar todos os anos um alqueire. Só que a dada altura alguns habitantes foram a Castelo Branco, sem conhecimento dos outros, e compraram o forro, alegando que era para evitar a maçada de terem de lá ir todos os anos.
 Quando chegaram à aldeia disseram aos outros que aquilo lhes pertencia, pois haviam-no comprado e começaram a construir coimas para o gado.
 A restante população não se conformou com tal e foram a um advogado. O caso foi a tribunal mas eles perderam a causa, pois o advogado havia-lhes dito que aquilo não era legal e aconselhou-os a actuarem. Assim em 1906, sensivelmente, a população evadira a propriedade, destruindo coimas, destruindo o trigo e levando à frente os animais.
 Mas não satisfeitos com tal decisão, por perderem a causa e ainda terem de pagar 100 mil réis de multa, voltaram a apelar ao Supremo Tribunal, desta vez ganhando a causa.
 Assim, ainda hoje, todo aquele que resida lá, no fim de seis meses, tem direito à pastagem.
 Pensa-se que o nome advém em honra desse Fidalgo, que generosamente legou à população o seu monte.

Fonte Biblio HENRIQUES, Francisco Contos Populares e Lendas dos Cortelhões e dos Plingacheiros Vila Velha de Ródão, Associação de Estudos do Alto Tejo, 2001 , p.287-289