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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ribeira de Eiras

Ribeira de Eiras é mais uma das pequenas aldeias perdidas nas montanhas.
Recordo me quando era ainda garoto, ter partido de Bogas de Baixo a pé com um primo que tinha o irmão a servir numa casa que nesse tempo se chamava casa abastada Se a memória não me engana seria a casa Morgado.
Ora bem, subimos todo aquele cabeço do Zibreiro, passando pela Ladeira e Fernão Coelha. Depois sempre no cimo  do monte que pertence á serra da Gardunha seguimos até á Panegral, e ali pelas bandas da Maunça viramos á direita e descemos até  Ribeira de Eiras.

Ainda não existiam essas grandes caravelas a produzir energia que hoje existem

Ficámos lá essa  noite, dormimos no meio da palha que eram as camas mais vulgares daquele tempo, e no dia seguinte o dono ou dona da casa deu nos autorização de colhermos algumas laranjas das laranjeiras que tinham ali perto de casa. Foi o que fizemos, enchemos dois sacos que pusemos ás costas e lá fomos nós repetir o percurso desta vez ao contrario.
S. Vicente da Beira
Hoje  Ribeira de Eiras embora continuando a estar perdida nas encostas da Gardunha é já uma localidade mais moderna, derivado ás suas gentes terem procurado em terras da estranja trabalho e melhores remunerações com que fizeram as suas casas, aliás á semelhança do que aconteceu em milhares de aldeias do nosso País
                                                       
Para se chegar á Ribeira de Eiras hoje é muito fácil sempre por estrada com ótimo asfalto
Partindo de São Vicente da Beira o viajante pode ainda antes de chegar a Casal da Fraga, reparar nas antiguidades da terra.
                                                                               Ribeira em Casal da Fraga
Depois de Casal da Fraga seguindo pela N352 encontrará  mais á frente a Estrada Municipal 525 e vai direitinho aos Pereiros
Dos Pereiros  seguindo pela mesma estrada chegará em pouco tempo a uma outra aldeia esta um pouco maior que é a  PARTIDA
PARTIDA - LADO POENTE
Aqui virando pela Rua dos Alamos no final da povoação pode seguir uma estrada asfaltada e verá uma pequena aldeia pitoresca que Vale Figueira,
Volta atrás e retoma a mesma estrada 525 e vai em direção do Violeiro, que se encontra num cruzamento que poderá levar o Viajante  até Almaceda  e daqui a Castelo Branco
Mas o nosso destino é Ribeira de Eiras, pelo que viramos á direita e seguimos até Rochas de Cima  e daqui até ao nosso destino
Para Noroeste.
Hoje  Ribeira de Eiras muito por causa do grande parque eólico da Gardunha, tem já acesso ao alto da serra onde se pode apreciar estas grandes caravelas a produzir energia á força do vento, e depois descer até á aldeia do Açor  e daqui até ao Fundão.
E ficámos assim a conhecer uma região montanhosa da nossa Beira Baixa que possui grandes recursos paisagisticos, culturais e carregados de tradições

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