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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Imagens que ficam para a história da nossa terra


Imagens que jamais poderemos esquecer, referentes á vida na nossa aldeia
Nuncamais poderão ser repetidas, Bogas mudou muito nos ultimos anos tanto para o bem como para o mau

Estes dois homens que podemos ver na imagem nunca mais poderão aparecer assim em publico
O Ex presidente da Camara do Fundão e o nosso saudoso Ex Presidente da Junta de Freguesia. que muito contribuiu para a inovação desta linda terra . 
Infelizmente partiu muito cedo mesmo antes de ver algumas das suas iniciativas concretizadas
O António Roque será para sempre um marco histórico para as gentes de Bogas de Baixo




Aí temos uma outra imagem que já faz parte da história
Numa terra onde infelizmente nos ultimos anos não nascem crianças, tivemos o previlégio de possuir um Jardim de Infancia que funcionou  impecavelmente com crianças de algumas aldeias vizinhas

Já nunca mais podemos ver a minha mãe que se vê nesta foto e por outro lado aquelas crianças cheias de alegria e boa disposição, aproveitavam a hora de almoço para além de se alimentarem, fazerem tambem um intervalo na sua aprendizagem no Jardim de Infancia que existiu na nossa terra, e que por motivos que  não sei, acabou, sendo agora ainda a  carrinha da Junta de Freguesia que as transporta á escola de Janeiro de Cima, sendo que teem que se levantar muito cedo nas suas aldeias como Maxial Malhada Velha, Bogas de Cima etc e onde regressam dez horas mais tarde.
Aqui eu acho que deve ter havido pouco interesse das pessoas que estão á frente das instituições de Bogas, para não terem feito todos os esforços para que  o Jardim Escola ficasse  em Bogas, onde havia todas as condições

Este parque de diversões para as crianças ficou assim ao abandono tendo sido construido para apoio ao Jardim De Infancia que entretanto Já não existe



Mais uma imagem que me traz muitas e  belas recordações
A nossa antiga escola primária chegou a ter no meu tempo de juventude mais de 60 alunos
Acabou há muitos anos dado que as pessoas mais jovens da aldeia aquelas que podiam gerar crianças, optaram por outros lugares onde os seus filhos puderam nascer, e tudo isto porque na aldeia não havia condições de vida.
Bogas de Baixo tem ainda muitos descendentes jovens em idade escolar que não vivendo cá  fizeram e  fazem os seus estudos em outras terras outras paragens


Mais uma imagem que jamais poderá ser repetida
Vemos o saudoso Antonio Roque  com o Presidente da Camara assinando o protocolo para a construção do Lar para a 3ª idade na nossa aldeia


Esta ultima imagem da me vontade de chorar, pois  estas tres irmâs que são a  minha mae  e  as minhas tias, tambem nunca mais pode ser uma realidade
 A minha mãe e  a minha tia Anuciação  já não se encontram entre nós, restando a minha tia Enilia para quem peço saude para viver mais alguns anos na noss companhia



Bogas de Baixo que eu pessoalmente acho que evoluiu muito desde o 25 de Abril, não o teria conseguido se não fossem algumas pessoas que á frente da Autarquia dedicaram muito do seu tempo para que isso pudesse ser realidade, mas muito especialmente pelos nossos conterraneos que emigraram para diversos sitios da Europa e  até  do mundo, porque com as suas economias fizeram de Bogas de Baixo uma terra mais moderna e  acolhedora

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Açor com os seus saberes e sabores


Açor, anexa da Freguesia de Castelejo, Concelho do Fundão, pequena Aldeia Serrana situada na encosta Nascente da Serra da Maúnça, a 700 metros de altitude, estando á sua frente a Serra da Estrela.

Para além de varias outras aldeias do nosso concelho, o Açor pequena aldeia situada na serra da Maunça numa das vertentes da Gardunha tem sido há varios anos uma aldeia muito dinâmica e  tem feito subir  lá ao alto da serra muita gente vinda das mais variadas regiões do País para assistir  aos muitos eventos que se realizam na terra.



É um dos eventos mais saborosos do ano, com a tradicional mostra gastronómica na aldeia de Açor,  que por estes dias, abre portas aos visitantes.

 
Algumas imagens que mostram como as gentes do Açor se esmeram na montagem das suas tasquinhas


A Festa da Castanha ou Artes e Sabores da Maúnça está cada vez maior, havendo cada vez mais cuidado na escolha de conteúdos de qualidade. 



Faz tambem anualmente o seu magusto comunitário, com a participação de centenas de pessoas, havendo no entanto outros magustos mais restritos a familiares e amigos, que servem tambem de pretexto para matar saudades  numa visita á aldeia das gentes que labutam em terras estranjas em busca de melhores condições de vida


Cada casa, na sua loja, na sua sala, na garagem ou no armázem, são "Restaurantes ou Lojas", onde nos podemos deliciar com os seus sabores: o coelho no azeite, a chanfana, os brulhões ou maranhos, o cabrito assado, o feijão com couves acompanhado de carne da salguadeira e enchidos fumados, servidos com muita gentileza, pão caseiro e vinho da Maúnça



Os meus amigos Manuel João e  esposa a Dona Maria são uns verdadeiros artistas na confeção dos gostosos licores á base de frutas variadas e dos doces regionais destacando as belas filhoses que a Dona Maria tão bem sabe confeccionar



Deixo vos com esta magnifica imagem da serra da maúnça com a sua flora extraordinária carregada de flores e aromas




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Barroca (aldeia de Xisto)

Barroca do Zezere, uma aldeia do concelho do Fundão «, localizada na margem esquerda do rio Zezere, para alem de ser conhecida como uma aldeia com alguma industria e comercio, tendo inclusivamente tido aqui a sede de uma grande Empresa de Camionagem, antiga Transportes do Zezere



 que era propriedade de um filho da terra e transportou pessoas e mercadorias por tudo o que era sitio em Portugal, é hoje muito mais conhecida por ser uma das principais aldeias  de Xisto

A Casa Grande, antigo solar do Séc. XVIII onde hoje funciona o Centro Dinamizador das Aldeias do Xisto, acolhe-nos e lança-nos à descoberta.

 Na Barroca continua a respirar-se um ambiente rural, pautado pelos seus ciclos agrícolas. A paisagem circundante é enquadrada pelo pinhal e pelas pirâmides dos aterros  da Lavaria do Cabeço do Pião, que já pertenceram às Minas da Panasqueira. Hoje preparam-se para albergar um Parque Temático Mineiro. A Barroca é também a Sede da Rede de Lojas das Aldeias do Xisto.


No caminho que nos transporta até ás margens do rio, descobrem-se antigos moinhos que funcionavam através da força da sua corrente .


 O espelho de água e a paisagem impõem um momento de pausa,

 antes de se atravessar a ponte pedonal para a outra margem e descobrir as gravuras rupestres que os nossos antepassados ali deixaram gravadas na rocha há milhares de anos. A Casa Grande também alberga um Centro de Interpretação deste património e desafia-nos a percorrer a Rota da Arte Rupestre do Pinhal Interior.


A Barroca do Zezere é tambem hoje como já era antigamente um ponto de passagem das gentes que se deslocam do concelho do Fundão para os concelhos limitrofes de Pampilhosa da Serra e Oleiros



Onde antigamente só se podia atravessar o rio de Barco ou a nado existem hoje obras de acessibilade mais modernas e cómodas



E assim através de belas imagens quero continuar a divulgar as nossas aldeias

sábado, 13 de outubro de 2012

Malhada Velha (aldeia de montanha)


Numa das minhas incursões  por  montes e vales da nossa bela Serra da Gardunha, eis que chego a esta simpática localidade, cheia de encanto com um povo trabalhador e capaz de reber os seus visitantes com muita amizade.
respira se ar puro por estas bandas, como podemos verificar Malhada Velha está rodeada de densa floresta   que nos faz sentir num paraiso de cores variadas que as encostas da montanha e as suas areas cultivadas e  ajardinadas nos proporcionam 




Esta  simpatica aldeia situa se numa das abas da serra da gardunha  na parte trazeira da Maunça no Concelho do Fundão,
tem varios pontos de interesse, tais como; o Lagar de vara, fábrica de azeite,

aqui é espremida a massa das azeitonas para tirar o azeite do bagaço
 e Associação Cultural e Recreativa da Malhada Velha. 


Salienta-se ainda a Casa do Cogumelo que foi implantada na antiga escola primária da aldeia.


Gastronomia; o bom maranho e cabrito assado são os principais pratos confeccionados.
Actividades económicas:
- Empreteiros de obra: Gonçalves e Irmãos, construções Lda
- Estucadores: Gessibeira
- Serviços florestais: Agreste


Padroeiro: Nº Senhora de Lurdes
A Malhada Velha é uma terra de gente genuína que saberá muito bem receber quem a visitar...






Na Malhada Velha bem como em muitas aldeias desta região ainda existem os velhos fornos onde se cozem os gostosos pães caseiros para além de uma enorme variedade de doces, e carnes 





Estas foram algumas das imagens que consegui recolher sobre a Malhada Velha, 
Espero continuar a levar a todos os cantos do mundo as nossas aldeias através das belas imagens que delas podemos captar
para além disso deixo vos ainda a possibilidade de conhecerem um pouco mais desta aldeia se visitarem as páginas que sugiro
são elas
https://www.facebook.com/acrmv.malhadavelha?fref=ts

https://www.facebook.com/groups/112957612069192/?fref=ts

terça-feira, 9 de outubro de 2012

As fotos que eu gosto

Hoje partilho com todos visitantes e amigos do ECOS DA ALDEIA, imagens que me deslumbram e me fazem crer que Portugal é mesmo um pequeno jardim á beira mar plantado


Portugal é lindo, Começando pela Beira Baixa  derivando para Norte para as serras transmontanas e para sul até ás calidas aguas da costa Algarvia com as suas fantasticas praias das melhores da Europa




E as suas lindas belissimas amendoeiras floridas, espectáculo impar em toda a região Algarvia




São imagens do Algarve

Faro é a minha terra de adopção, pois vivo cá há vários anos e para onde vim pela primeira vez quando tinha 10 anos


~
O rio Zezere tem mais encanto quando atravessa a Beira Baixa desde Belmonte até Janeiro de Cima no concelho do Fundão









delissimas imagens da minha aldeia natal Bogas de Baixo situada no extremo do concelho do Fundão ali mesmo paredes meias com Orvalho e o Miradouro do Mosqueiro de onde se pode admirar uma vasta região de rara beleza com o rio Zezere serpenteando por montes e vales



BOGAS DE BAIXO


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Uma carta que me marcou bastante


Ecos da aldeia publica hoje um texto que me fez refletir muito na vida precária que muitas familias portuguesas especialmente aquelas que se sentem abandonadas nas aldeias perdidas no Centro deste nosso Portugal
Esta carta poderia muito bem ter sido escrita por mim ou por muitos dos meus amigos que passaram e estão a passar por situações identicas á figura central deste texto

Esta é uma partilha da publicação inserida em https://www.facebook.com/AldeiasPortugal


"Mãe escrevo-lhe para lhe pedir perdão. Perdoe-me mãe. Perdoe-me. 
Minha querida mãe desculpe a letra, mas choro tanto que mal consigo escrever. A Isabel e os meninos estão na sala e estão bem. Não consigo deixar de pensar em si mãe, rezando todos os dias de joelhos, com toda a minha fé, pedindo a Deus que nada lhe aconteça. Ainda não sei falar alemão, mas na fábrica também não é preciso, estou na secção de cortar chapa e com gestos lá me vou desenrascando. A nossa casinha aqui é pequena, mas dá para nós os cinco. Os meninos estão agora num infantário social e a Isabel já começou a trabalhar para uns senhores que têm uma Quinta. Ela não arranjou emprego na área dela mas está nas limpezas e como fala bem inglês e os donos da Quinta também, está a dar-se bem, melhor do que eu. Minha querida mãe sei que está aí sozinha e que não tem medo, mas perceber que está sozinha e sem apoio tritura-me o coração. Queria tanto estar aí mãe, tanto! A fazer o que quer que fosse, mas a senhora sabe bem que vim por causa dos meninos. Já não aguentava ver os armários vazios e os meninos a chorar para comer. Não aguentava ver a Inês a precisar de medicamentos e a ter de pedir dinheiro aos amigos. Minha mãe desculpe, por favor! Sei que me disse para vir, mas sei também que chora dia e noite. Desculpe mãe! Esta vida é tão curta que não deveríamos estar assim tão separados, não deveria ter a coragem de a deixar sozinha, não deveria ser tão cobarde assim. Choro, choro, choro muito minha querida mãe, pois amo-a tanto e não a consigo sequer ouvir! Se ganhar dinheiro juro que lhe compro um telefone em Agosto. Ouve mal, eu sei, mas basta atender e dizer "estou". Se ouvir a sua voz irei sofrer menos um bocadinho. Mãe desculpe, amo-a tanto. As lágrimas caem-me pelo rosto, as mãos tremem-me, as pernas quase perdem a força... mas sei que compreende o meu esforço, pelas crianças. Como gostava de ter um trabalho qualquer aí perto de si, dava tudo, poderia ser um trabalho duro, mas que desse para viver. Não aguentava mais a situação de desespero minha querida mãe e por isso vim, mas não sei se vou aguentar. Imagino-a sozinha, sem mim, a pensar no pai e a rezar para partir. Mas peço-lhe mãezinha, por favor, não parta já, aguente, deixe-me ganhar algum dinheiro para ir para ao pé de si. E prometo que nunca mais a deixo, prometo. É tão linda mãe e tenho-a no meu coração, a todo o instante. Amo-a tanto mãe. Estou aqui mas nunca saí daí do seu lado mãe, sente, não sente? Perdoe-me!"

Foto: Rui Pires
Texto: Paulo Costa