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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




sábado, 29 de setembro de 2012

Viagem pela Beira Baixa



Vou iniciar a minha viagem hoje, passando pelo Rosmaninhal uma freguesia pertencente ainda a este concelho de Idanha-a-Nova, com aprox. 270 km² de área e 730 habitantes. Foi vila e sede de concelho entre 1510 e 1836, quando foi suprimido e anexado ao concelho de Salvaterra do Extremo. O município era constituído por uma freguesia e tinha, em 1801, 907 habitantes. 

visitei num lugar aqui muito próximo um lagar de azeite equipado com tecnologia moderna e com a fabricação de azeite excelente Daqui partimos com a intenção de percorrer grande parte do Parque Natural do Tejo Internacional, e acabamos por entrar em Monforte da Beiraé a freguesia mais oriental que pertence ao concelho de Castelo Branco. Faz fronteira com as freguesias de Malpica do Tejo, Ladoeiro e Rosmaninhal (estas duas últimas pertencentes ao concelho de Idanha-a-Nova). A sua área é superior à de concelhos como Lisboa ou Porto. Parte da freguesia está incluída no Parque Natural do Tejo Internacional.



E já em Malpica do tejo visitámos pessoas amigas, provámos a saborosissima gastronomia da região que se coinfecciona nesta aldeia. Freguesia esta que foi crescendo até atingir, em 1960, cerca de 3500 habitantes (Malpica foi, no século XX, e ainda é, das aldeias maiores do concelho de Castelo Branco). Hoje, devido ao êxodo rural, residem em Malpica cerca de 700 habitantes (a que se junta uma população flutuante de cerca de 300 habitantes). Malpica (Malpica do Tejo a partir de inícios da década de 50) é uma feguesia muito rica a nível etnográfico e folclórico (Zeca Afonso recolheu ali muitos "cantares", como seja: Maria Faia, Moda do Entrudo, Jeremias, Oh! Que Calma!, etc.), É rica tambem em gastronomia, arquitectura e paisagem - fazendo tambem parte do Parque Natural do Tejo Internacional.


O Parque Natural do Tejo Internacional desenvolve-se a sul de Castelo Branco, durante uma extensão de várias dezenas de quilómetros de rio. Apresenta uma extraordinária riqueza botânica, com a presença de várias espécies endémicas, assim como grande variedade de aves migratórias e de rapina, que encontram aqui reunidas excelentes condições de nidificação. É o caso do abutre do Egipto, águia-cobreira, águia Bonelli, grifo e cegonha-negra, e também alguns mamíferos raros (lontra e geneta). O veado, o lobo, o javali, a águia e o falcão são outras espécies que podem ser observadas. 


beleza e riqueza natural, o Parque é também marcado pelos valores do património histórico e cultural, em que ressaltam os vestígios do neolítico e sepulturas romanas, assim como interessantes edificações da arquitectura popular perfeitamente integradas na envolvente paisagística. Só é pena que se encontre ancorado num local do rio de acesso dificil um optimo barco cuja viajem experimental foi realizada pelo então primeiro ministro António Guterres passou quase toda a sua existencia a degradar se com o passar dos anos.


De qualquer maneira resta me aconselhar um passeio por estas bandas, que nos deixa completamente extasiados sem ter que dispender muito dinheiro que nos tempos que correm tambem começou a escassear Passámos ainda pela barragem espanhola de EL Cedillo e percorremos ainda maisa lguns kms até ás Portas de Ródão

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Descobrindo o caminho




Estas aves estão já a pensar na forma de sairem deste degredo

Será que os Portugueses vão ter que pensar como elas e fujirem daqui para fora??

domingo, 23 de setembro de 2012

OUTONO

Sempre ouvi da boca de meio mundo, que a Primavera é a mais linda estação do ano.
Embora a Primavera seja uma estação do ano cheia de odores de flores, do verde do campo e de temperaturas amenas,
Parece me que o Outono, quando o por do sol nos oferece imagens deslumbrantes de tons vermelhos,rosa,azul e roxo.

a par dos tons magnificos do arvoredo de tons castanhos e dourados, caindo no chão, é sem duvida uma época lindissima.


No Outono encontramos Paz e Harmonia, uma natureza embalada pelos ventos e uma chuva miudinha que começa a fazer nos sentir a falta de uma bela fogueira acesa á nossa lareira convidando nos á meditação á amizade e ao amor.


Outono é tempo de castanhas assadas bem quentinhas e acompanhadas de uma boa pinga de agua pé. porque tambem é o Outono a època das vindimas o tempo de se fazer vinho novo
As vindimas são realmente um trabalho que dá prazer e que em Bogas como no resto de Portugal se fazem anualmente

Todas estas folhas de tons castanhos e dourados caem no chão em cima dos relvados ajudando a fertelizar as terras que irão produzir novas arvores e revitalizar as mesmas
No Outono é tempo de cogumelos e as belas e saborosas romãs


no Outono é tempo de começar a apanhar a zeitona que nos irá dar optimo azeite para uma boa alimentação e não esquecendo as couves com bacalhau regadas com este optimo azeite ,que é tradicional servir na noite de natal que está á porta



Esta estação do ano que é lindissima acaba dia 21 de Dezembro para dar lugar ao inverno frio e chuvoso


O que os amigos escrevem


 Teresa Catarino disse...
Caro Luis esta postagem está magnífica. Não tenho palavras para descrevê-la. As fotos, o texto e todo sentimento implícito nele estão maravilhosos. Parabéns mais uma vez e espero que tenha sempre essa sensibilidade de falar das coisas simples e que nos são tão caras de forma tão inspirada.
Abraço à todos. E um ótimo outono!



 angel disse...
Devo confessar-te que sempre fui apaixonada pela Itália, tanto que neste ano passei uns tempos por lá, mas depois que vi seus post sobre Portugal... ficou encantada com a "Terrinha" que é como chamam cá, no Brasil, este país adorável que é Portugal. Assim mesmo no diminutivo que é pra ficar mais carinhoso.
Adorei as fotos e as histórias... certamente serei uma fã e voltarei sempre para saber mais coisas daí.
Abraço
Angela





Antonio Rebordao disse...
Estimado Luís,

Parabéns pelo blogue (e fotografias) e pelo comentário deixado no meu.

Realmente o Outono é uma estação linda. Aqui no Japão é particularmente bonito.
 Convido-o a visitar
 http://rebordao.blogspot.com/search/label/Outono e http://japan.rebordao.net/nature/index.html

Cumprimentos,

António Rebordão


Olà Luis,

Estou bem de acordo com você quando diz que o outono é uma linda estaçao... Para quem é artista, é uma explosao de cores que nao hà nas outras estaçoes do ano. Continua sempre à fazer-nos viajar através do seu blog!
Beijinhos Elsa



Obrigado por me terem presenteado há anos atraz com estas lindas palavras
Eu continuo a  gostar do Outono



quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Um pouco de História sobre a aldeia


ECOS DA ALDEIA, terá publicado logo no seu inicio em  2007 dados históricos sobre Bogas de Baixo.
Essa postagem desapareceu e resolvi por isso voltar a publica la nesta data



Em 1724 já Bogas de Baixo era Paróquia , como podemos verificar na cópia do testamento de Jorge Dias o qual se encontra no livro de testamentos de Bogas pertencente ao arquivo da freguesia de Bogas e ao que parece foi levado para a Casa Paroquial por volta de 1940
O referido testamento tem o seguinte termo de abertura: Este livro ha de servir para nele se descarregarem os movimentos e visitas á Igreja Paroquial de S. Pedro no lugar de Bogas de Baixo, deste distrito da Covilhã vai rubricado com o sobrenome de FREIRE
Covilhã 19 de Setembro de 1724


Nota: nesta data, a freguesia de Bogas de Baixo dependia da Covilhã onde era o Arciprestado
No mesmo livro ha um outro termo de Abertura que começa assim: serve este livro para nele se lançarem as Capelas (testamentos de caracter religioso como por exemplo encargos de missas)
Um tal Jorge Dias de Bogas deixou um chão na regadia a sua filha Quitéria., com a obrigação de uma missa por ano.
Este termo foi lavrado em 2 de Novembro de 1724 pelo cura Jorge Rodrigues Latadas
O mencionado Jorge Dias no seu testamento a favor de seus filhos Gaspar Dias e Quitéria Dias deixava lhes as obrigaçoes testamentarias de uma missa e um responso em sua alma, actos que se deviam cumprir todos os domingos
Sabe se tambem que o referido Gaspar Dias morreu e deixou os seus bens a sua irmã Quitéria e que após o falecimento dela, se instituisse um vinculo de capela em quadro perpétuo com a obrigação de 20 missas em cada ano por sua alma enquanto o mundo for mundo e nunca em tempo algum poderão ser vendidos, alterados ou anexados por qualquer administrador.


As propriedades mencionadas no referido testamento que toda a gente em Bogas conhece , são as seguintes: Sernadela, Oldeiros, Córguas da ribeira ( nos limites de bogas com Janeiro de Cima) ,Vale do Brejo, Vale de Pedro Mendes, Feiteiras, Lomba das Eiras, Ramalheira, Codeçal, Covão do Açor, Vale dos Cortiços,Ribeira do Descoberto, Carvalhal Novo, Casas Velhas do Urgeiro, Ladeira da Ponte, Porto Freixo, Vale da Cerejeira, Risca e Chão da Amoreira.
Obras na igreja paroquial terão sido feitas a mando de D. Quitéria acrescentando se então quase outro tanto á primitiva, como se lia na cabeceira do altar do lado da espistola. Os dois altares laterais estavam então (1908) com as frentes voltadas para o corpo da Igreja:
Por volta de 1930 estes dois altares foram colocados de esguelha no tempo do Padre Coelho . Estes altares assim como o altar mor devem ter sido feitos por volta de 1700. São de escultura barroco e já foram pintados a purpurina.Agora em 1986 pensam em Bogas douralos, o que será um bom arranjo e bem merecido.
Algo Sobre a Antiguidade da Paróquia

 Bogas de Baixo era Paróquia separada de Janeiro de Baixo como esta escrito nos testamentos de D. Quitéria
A tradição local dizia que primitivamente havia 2 capelas, uma em Bogas e outra no Maxial Ambos os lugares pertencentes á paróquia de Janeiro de Baixo e mais,que 2 bons cristãos do Maxial cada um em seu macho iam á missa dominical de Janeiro de Baixo e que o cura de lá nunca começava a missa antes que estes chegassem. Eram conhecidos pelos homens dos machinhos Daí teria derivado o nome de Maxial.

Casa Senhorial Brasonada
Entrando em Bogas pela Rua da Igreja,encontra se logo ao principio uma casa toda caiada, comprida, com uma frente unica, a qual se destaca das restantes casas do povoado
Esta casa é conhecida por Casa dos Motas que a habitaram ultimanente Tem uma entrada com portado fora do vulgar larga e por cima dela está o brazão familiar carateristico dos palacios dos nobres ou titulares.
D. Eurico Nogueira (arcebispo de Braga) publicou recentemente um livro no qual se faz referencia a uma familia rica do Carregal Freguesia de Dornelas.
Esta familia foi se espalhando pelas terras vizinhas e dela destacamos um tal Manuel Dias Barata de Carvalho residente em Bogas de Baixo a quem D. Maria I outorgou o título de CAPITÂO DA ORDEM DE CRISTO ainda na menor idade de D. JOÃO VI
o direito de usar brazão
Sendo assim o que não nos oferece duvidas é que esse Manuel Dias barata de Carvalho, foi pois titular da ORDEM DE CRISTO com a categoria de capitão mercê que lhe conferiu a rainha D. Maria I
O palácio era para a época de grande categoria, bem como aquela terra. A sua construção seria de fins do século XVIII o brazão é de granito fino Quanto à heraldica não ha elementos para o especificar.
Diz ainda D. Eurico no referido livrinho que, no Carregal se distinguiram 2 familias em razão dos seus haveres e preponderancia na região. Uma dessas familias eram os MEIRELES e a outra a já mencionada dos CARVALHOS. a primeira expandiu se para a região do Fundão e Cova da Beira. A segunda expandiu se para poente e para sul como Bogas de Baixo Unhais o Velho, Vidual, Janeiro de Baixo, Janeiro de Cima, Orvalho e Cambas
Os Apelidos Barata, Dias e Carvalho todos devem ter ascendencia nesta familia 
Destas familias terão derivado alguns homens ilustres como o Dr Teodoro Meireles e o Visconde de Tinalhas e ainda um padre do Carregal Dr Bento Dias de Carvalho formado em direito canónico na universidade de Coimbra em 1771.
Foi pois Manuel Dias Barata de Carvalho que terá mandado construir a casa dos Motas em Bogas de Baixo, afixando sobre a entrada nobre do palácio, a pedra titular com as suas armas que ainda lá estão

Havia sido aberto um caminho estrada desde a Guarda e Covilhã até Lisboa por onde se faziam os transportes da época
Por esta estrada terá vindo S PAULA FRASSINETI (Isaura) quando veio fundar casa ou visitar a já existente na Covilhã 
por este caminho terá viajado tambem o dramaturgo GIL VICENTE que era da Beira Baixa.

A paróquia de Bogas de Baixo ja existia antes de D. Quiteria e por conseguinte antes do testamento feito por seu pai Jorge Dias a seu favor.
Em 1320 ja existia Cambas como paróquia seu cura o Padre Henrique, seguiu se lhe Janeiro de Baixo e depois Bogas de Baixo mais tarde Bogas de Cima e Orvalho.Junto das talhas dos altares laterais da Igreja de Bogas havia inscrições indicando D. Quiteria como remodeladora ou benfeitora.


N.B. Todos os elementos atras descritos foram extraidos de um caderno de APONTAMENTOS SOBRE BOGAS DE BAIXO escrito pelo Rev. Padre Luis Gonzaga Martins Gama
e gentilmente cedidos por um conterrâneo
AS COISAS QUE VIM A DESCOBRIR TAMBEM ATRAVÈS DE PESQUISA NA NET: Em 11 de Janeiro de 1567 realizou-se em Janeiro de Baixo o casamento de Bartolomeu João, filho de João Luís "do Porto da Balsa, termo de Vila Cova", com Maria João, filha de João Anes, de Bogas de Baixo, localidade então pertencente à freguesia de Janeiro de Baixo.


Este registo é tão antigo que corresponderá a um casamento da geração dos pais ou mesmo dos avós de Domingos João e Maria Francisca.
DOMINGOS JOÃO c. c. (Fajão 26.08.1646) ISABEL SIMÃO, ou SIMÕES, da Pampilhosa da Serra, filha de Francisco Fernandes e Margarida ... . Tiveram:
----- 3. Manuel Simão, ou Simões, c. c. (I) Maria Manuel, filha de João Rodrigues e Ana Manuel, c. c. (II) (Fajão 12.09.1693) Catarina Francisca, de Fajão, filha de Simão Fernandes e Catarina Francisca. Com geração.
o nascimento de João Luís do Porto da Balsa e de João Anes de Bogas de Baixo deve ter acontecido cerca de 1520, situa-se no reinado de D. João III.


segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Recordações que o tempo não apaga



A segunda imagem que podemos ver mais abaixo é uma panoramica geral da linda aldeia da Ladeira de Nossa Senhora do Carmo, pertencente á Freguesia de Bogas de Baixo Concelho do Fundão e do Distrito de Castelo Branco
Sobre a  sua capela existe uma história que já uma vez publiquei e que me foi contada por  um amigo, o  José Martins que sendo do Ingarnal tinha tambem aqui a sua descendencia paterna

Dizia ele:

Os meus avós moravam ao fundo daquelas escadas que dão para a capela.
A minha tia e madrinha Maria Martins quando era miúda (tinha para aí 8 ou 9 anos) começou a dizer que quando ia à capela a Srª do Carmo estendia os braços para ela e lhe queria pegar ao colo.
Claro que aquilo provocou alarido na população.As pessoas chamavam-lhe maluca, os meus avós ralhavam com ela, mas ela teimava é verdade,não me importo que me chamem maluca.
Um dia quando o padre de Bogas veio lá dar as Boas-Festas, o meu avô pediu-lhe; ó Sr. prior a minha garota anda aí com uma cisma e contou-lhe a situação.
A gente ralha com ela mas ela não tem emenda, se o sr padre lhe passase um raspanete talvez ela se calasse com aquilo.
O padre chamou-a e disse-lhe olha minha menina os santos não gostam de meninas mentirosas, se continuas a dizer isso a Srª do Carmo vai deixar de gostar de ti. Mas sr. padre eu não sou mentirosa, o que eu digo é verdade.
Então o padre disse: o caso é mais sério do que voces pensam.
Vamos lá à capela ver o que se passa.
Quando lá chegaram o padre disse afinal a miúda não está tão maluca como voces dizem.
Então a santa está quase a cair do altar, inclinada para a frente, é isso que provoca na garota a ilusão que a srª do Carmo lhe quer pegar ao colo.
O que se passou afinal?
Então os homens tiraram a santa e o que é que verificaram?
A tal cerejeira tinha desenvolvido uma raiz atraves da parede que é de pedras e barro (acho que tem mais barro do que pedras) e foi alojar-se aos pés da santa, possivelmente atraída pela humidade resultante da água que caía dos vasos das flores ali existentes.
O lugar onde está a santa é um nicho na própria parede da capela.
A raíz foi crescendo e vai de empurrar a santa do altar.
Claro que nessa altura cortaram a raíz, puseram a srª do Carmo na sua posição vertical e assim a srª do Carmo se livrou de cair do altar
Vejam só os problemas que uma cerejeira arranja.



Aqui nós podemos ver como realmente as gentes da Ladeira disfrutam de ar puro e lidas paisagens
Entretanto no outro lado do monte existe tambem uma pequena aldeia que é o INGARNAL
Por isso na minha adolescencia muitas vezes subi este monte e desci de um lado para o outro, umas vezes a caminho do Ingarnal e  outas no sentido inverso a  caminho de Bogas de  Baixo
O Ingarnal é  a terra do meu pai, dos meus avós paternos  e de uma vasta familia que foram desaparecendo com o tempo restando hoje  apenas amigos e  alguns familiares já afastados
Nem por  isso o Ingarnal deixa de ter um lugar no meu coração e me traz recordações que o tempo dificilmente apagará.
 Na minha tenra juventude ali passei varias temporadas na companhia dos meus avós, dos meus tios e primos 





Quem muito raramente passa por  aqui,  parece lhe uma aldeia perdida no tempo. Hoje terá menos de trinta pessoas a  morarem na aldeia.
 Muitos Ingarnalenses emigraram para varios paises e deixaram de investir  aqui, para o fazerem compreensivelmente nos meios mais desenvolvidos servindo se apenas da aldeia para passarem por cá durante meia duzia de dias para matar saudades
Esta pequena aldeia chegou em tempos a ter uma grande azáfama , Havia lojas de  comércio, tavernas, alfaiate , sapateiro etc  etc

Como todas as aldeias vizinhas situadas nas abas da serra da Gardunha, o Ingarnal possui tradições e costumes muito comuns entre elas

No que diz respeito ao artesanato, no Ingarnal existiam os teares onde se confecionavam 
bordados de tear e mantas de trapos


Á mesa podiamos saborear uma otima gastronomia que ainda hoje em tempo de convivios familiares e  de amigos se podem ver á mesa, tais como:  Maranhos, Enchidos e Cabrito no Forno de Lenha 
Tijeladas, Filhós fintas e Biscoitos de Azeite


Celebrava se antigamente a festa em honra de Santa Ana - no segundo Domingo de Outubro, passando para o primeiro Domingo de Agosto no auge da emigração. entretanto ficaram apenas as recordações dos bons momentos que este evento nos proporcionava porque há muitos anos não se realiza mais





No cimo do monte para a direita fica o Ingarnal e para a esquerda  a Ladeira, Maxial, Bogas etc 
 Existe tambem hoje, um grande parque eólico que veio no minimo dar alguma vida a estas aldeias




quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Para quem como eu, gosta de viajar


Quando visito a minha terra natal  Bogas de Baixo, aproveito sempre  deliciar me  com a visão de belas paisagens e ficar com mais alguns conhecimentos  sobre Portugal
Um dos itinerários que utilizo varias vezes é o seguinte:de FARO por auto estrada até CASTRO VERDE


Castro Verde
O Concelho de Castro Verde está situado no coração do chamado “Campo Branco”, nas longas e extensas planícies do sul de Portugal, no distrito de Beja, Baixo Alentejo. É limitado a Norte pelos concelhos de Beja e Aljustrel, a Sul pelo concelho de Almodôvar, a Este pelo concelho de Mértola e a Oeste pelo concelho de Ourique



Com uma área de 567,2 Km2 e uma população de 7603 habitantes, distribuída em cerca de uma vintena de localidades de pequena e média dimensão, o concelho está dividido administrativamente em cinco freguesias: Casével, Castro Verde, Entradas, São Marcos da Atabueira e Santa Bárbara de Padrões, cuja a população activa se distribui pelos seguintes sectores de actividade: 
- Sector Primário: 18,9% 
- Sector Secundário: 34,4% 
- Sector Terciário: 46,7% 



A partir daqui vamos pelo IP 2 até BEJA percorrendo esta vasta planície no baixo alentejo> 
Castelo de Beja

A cidade de Beja implanta-se num morro com 277m de altitude, dominando a vasta planície envolvente. O campo surge, assim, como uma fronteira natural entre a vida urbana e a vida rural. Esta realidade marca a vida deste povoado desde a sua fundação, algures na Idade do Ferro. Prova cabal desse momento é o troço de muralha proto-histórica descoberta no decurso das escavações da Rua do Sembrano.Achado da maior importância, dissiparia todas as dúvidas sobre a pré-existência de um povoado anterior à ocupação romana; contudo, continuamos sem saber que povo aqui estaria nem tampouco possuímos qualquer informação sobre a forma como se organizava o espaço pré-urbano 
Fotos de Évora
Essa foto de Évora é cortesia do TripAdvisor



A partir daqui iniciamos um percurso sempre pelo IP2 mas já com outras pequenas caracteristicas no terreno .Passamos por S.Matias onde aproveitamos para petiscar, depois já em S. Manços começamos a ver grandes vinhas de ondem saiem as boas castas alentejanas como o Vidigueira o borba o regengos e os bons vinhos de PORTEL uma Vila encantadora ao lado do Alqueva 

Templo de Diana  em Evora
A cidade de Évora, com cerca de 50.000 habitantes, um importante Centro Histórico, delimitado pela Muralhas Medievais 
O núcleo mais antigo é rodeado pela muralhas romanas e contém alguns dos mais importantes monumentos da cidade e o seu ex-libris – o Templo Romano. 
cidade de Évora situa-se no coração de uma vasta região ao Sul de Portugal - o Alentejo. 
A peneplanície alentejana faz parte da sub-meseta meridional do Maciço Antigo peninsular. Docemente ondulada, a uma cota média de 240 metros, é pontuada por alguns relevos de fraca altitude. É cortada por 3 grandes bacias hidrográficas – a do Tejo, a do Guadiana e a do Sado, na cabeceira dos quais se situa a cidade de Évora 



Castelo de Evoramonte
Passando po Evoramonte com o seu garboso castelo altaneiro visivel a muitos kms e os seus mercados e feiras, Damos conosco a entrar ás portas de EstremozO concelho de Estremoz insere-se numa região denominada por Zona dos Mármores. Este concelho ocupa uma área total de 514 Km2 e tem uma população de 15 657 habitantes. 
Da responsabilidade da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, foram erigidas em inícios do século XVIII. Inicialmente cinco, desapareceu, na década de 1950, a que estava junto da extinta Igreja de Santo André. As cinco acompanhariam exactamente o percurso da já então existente Procissão do Senhor dos Passos. 
 


Vista Parcial sobre Estremoz
Situada no local onde a lenda diz terem-se situado os aposentos da Rainha Santa Isabel, deve a sua construção à Rainha D. Luisa de Gusmão, mulher de D. João IV e devota da Rainha Santa Isabel, como cumprimento de uma promessa na sequência da vitória portuguesa na Batalha das Linhas de Elvas em 1659. Em 1669 o príncipe regente D. Pedro autoriza a fundação de um convento da Ordem dos Agostinhos Descalços em Estremoz, que aqui chegam em 1671. 
 


Daqui até Portalegre é um saltinho com pasagem Por Veiros 
aqui com a sua vistosa igreja e logo depois Monforte 
- 
Igreja de Veiros
O Concelho de Portalegre fica situado no Norte Alentejano, em pleno coração do Parque Natural da Serra de S. Mamede. É constituído por dez freguesias, duas urbanas (Sé e S. Lourenço) e oito rurais (Alagoa, Alegrete, Carreiras, Fortios, Reguengo, Ribeira de Nisa, S. Julião e Urra). Tem uma superfície de 464 Km2 e cerca de 26 mil habitantes. 
A urbe, com cerca de 16 mil habitantes, desenvolveu-se principalmente a partir do século XVI, época em que foi elevada a sede de Bispado e à categoria de cidade, o que, conjuntamente com o progresso económico decorrente da agricultura, do comércio e também da industria, levou à existência de famílias nobres e burguesas que mandaram construir residências com uma certa grandiosidade. Por esse facto, Portalegre possui um dos melhores conjuntos de casas solarengas do país. 

Monforte
A cidade tem uma forte tradição industrial. O fabrico de panos de lã data da Idade Média, mas conheceu um notável desenvolvimento a partir do século XVII e, no seguinte, com a fundação da Real Fábrica de Lanifícios, por iniciativa do Marquês de Pombal. No século XIX surgiu a Fábrica Robinson, dedicada à preparação e transformação de cortiça, que é parte integrante da memória de Portalegre e que possui um valioso espólio de arqueologia industrial. Em 1947 surge a Manufactura de Tapeçarias, que, pela originalidade e valor artístico dos seus trabalhos, depressa se tornou no “ex- líbris“ da cidade. 
Daqui costumo fazer um pequeno desvio para passar em FLOR DA ROSA e admirar os seus monumentos 
 
Igreja de Flor da Rosa

Flor da Rosa é uma freguesia portuguesa do concelho do Crato, com 10.4 km² de área e 328 habitantes (2001). Densidade: 33,2 hab/km². 
Os populares atribuem a Flor da Rosa e ao seu Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, o local de nascimento do Santo Condestável, D. Nuno Álvares Pereira, por seu pai, D. Álvaro Gonçalves Pereira, ali ter residido aquando Prior do Crato, tendo sido erguida naquela localidade uma estátua em homenagem ao Santo Condestável. 

Pousada de Flor da Rosa

Povoação com grande tradição na feitura de peças de barro, possui 14 peças certificadas como peças de Flor da Rosa e ainda em funcionamento uma escola de olaria. 
Muito rica em patrimonio arquitectónico, possui para além do Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, duas fontes do século XV e dois solares barrocos. 
Agora entramos numa zonda de pastorio de onde saem os belissimos quéijos de Tolosa o queijo de Nisa e ja em zona montanhosa cabos por chegar a Portas de Ródão 
 
Portas de Ródão


onde o Alentejo acaba e a Beira começa 
entro neste momento no meu distrito CASTELO BRANCO 


Museu Tavares Proença

 
Jardim do Paço

PAÇO EPISCOPAL (Museu Tavares Proença Júnior)-M.N. 

Foi mandado construir pelo Bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha, entre 1596 e 1598, como no-lo atesta uma inscrição que "encima" o portal da entrada no pátio. Não se conhecem outras notícias concretas de obras que o mesmo edifício sofreu, à excepção de uma profunda intervenção, já no século XVIII, levada a cabo pelo Bispo da Guarda D. João de Mendonça. A partir de 1771, depois de Castelo Branco ter sido erigida em sede de Bispado, o mesmo edifício foi adoptado como paço de residência dos Bispos de Castelo Branco (como o tinha sido para os da Guarda). Durante o reinado eclesiástico de D. Vicente Ferrer da Rocha (1782-1814), procedeu-se a grandes transformações, nomeadamente no interior e na reconstrução do peristilo que se situa na banda norte. A partir de 1831, após a Diocese Albicastrense ter ficado "sede vacante", instalaram-se no edifício vários serviços públicos que muito contribuíram para a danificação do imóvel. No século XX, de 1911, até 1946, serviu de Liceu Central (que ainda tomaria o nome de Nun'Álvares, por proposta do Dr. Augusto Sousa Tavares); também aí funcionou a Escola Normal e a Escola Comercial; abriu as portas como Museu F. Tavares Proença Júnior em 1971 e assim se mantém. O edifício do Paço Episcopal é de ponta rectangular, formado por dois corpos alinhados em ângulo recto, com ressalto no ângulo norte, formado pelo peristilo. A fachada principal é virada a norte, ínsitas nela vêem-se dez janelas de sacada de lintel recto rematadas por frontão curvilíneo, oito janelas de frontão recto e moldura simples. O acesso ao peristilo é feito por uma escadaria, de dois lanços, de 22 degraus de cantaria. O alpendre é sustentado por sete colunas jónicas unidas pelas pela balaustrada. O telhado é de cinco águas. 

 
LARGO DE S. JOÃO - M.N., Avista-se deste largo um magnífico cruzeiro de estilo manuelino, que constitui um belo exemplar de trabalho no granito da região. Assente numa base octogonal decorada com elementos vegetalistas, tem um fuste espiralado onde assenta um anel, decorado com uma corda e plantas estilizadas que serve de base à cruz, a qual por sua vez ostenta Cristo crucificado. 

 


ERMIDA DE NOSSA SENHORA DE MÉRCOLES - I.P.P. 
A Ermida de Nossa Senhora de Mércoles está situada nos arredores da cidade de Castelo Branco. Não se sabe quem a construiu, mas a tradição atribuiu a sua edificação aos freires da Ordem do Templo. Embora haja autores que sustentam a existência de um Templo do período Romano. O portal da entrada e dois portais laterais são ogivais. O pavimento da capela está em plano inferior ao do terreno, sendo, por isso, necessário cinco degraus para se descer, também há vestígios de frescos no interior. É constituída por uma só nave e uma capela absidal. Sofreu obras de relevo nos séculos XVII, XVIII e XIX. 

Cabeço Sobreiro e o seu parque Eólico

Daqui a Bogas é só mais um saltinho pela estrada de Coimbra até ao Orvalho estrada 
esta bastante melhorada nos ultimos anos. 
Bogas de Baixo  ao lado passa  a  ribeira
Chegados á nossa terra teremos sempre aquele caloroso acolhimento de toda esta gente que sabe como tratar bem os seus conterraneos e seus visitantes 
Passe por Bogas de Baixo e admire as lindas paisagens envolventes