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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Na aldeia sente se o aroma do outono

Ora aí temos o Outono, caraterístico tempo de colheitas!
Colhem-se os cereais, as uvas, as castanhas…. É também a época em que nos apetece entrar em casa mais cedo,pois os dias estão a ficar mais pequenos, mais frios, e começa a saber bem o aconchego da lareira.


Na nossa aldeia quando passeamos pelas ruas sentimos já o aroma carateristico da uva esmagada,já em em mosto fermetando dentro das dornas das pequenas adegas particulares existentes
Depois o melhor do outono é também a beleza de todas as árvores, que contrastando com as cores da Primavera, são a meu ver ainda mais belas!!!


Podemos sentar nos num qualquer lugar da aldeia,ou em casa á janela e admirar principalmente ao cair da tarde, toda esta beleza quando o por do sol ilumina o céu


No outono temos todo o vagar do mundo para fazer tudo que não deu para fazer no verão, e planear o que vamos fazer durante o inverno


Faz me lembrar daquele tempo da minha juventude passado em Bogas, quando o frio começava a apertar pois o Verão já se tinha acabado e as primeiras chuvas a avisar nos tambem que as férias acabaram se e vinha aí o tempo da escola.
As árvores começavam a ficar despidas de folhas e a noite chegava cada vez mais cedo.


Um dia, a professora convidou a garotada para um lanche lá em casa e todos ficamos muito contentes.
O mais engraçado foi quando nos juntou á beira do lume, e nos ensinou a fazer um bolo de castanhas, pois era um fruto abundante nessa época.
Hoje infelizmente por causa dos incendios é um produto mais raro por aqui
Depois do lanche, fomos para o quintal fazer muitos jogos tradicionais a cabra cega o espeto o pião etc etc inclusivamente ela jogava conosco e ensinava nos novas tecnicas para ganhar.


Depois, e após uma carga de agua que nos surpreendeu a todos, fomos secar-nos áo quentinho da lareira da casa, aproveitando as lindas histórias que a professora nos contavada, e à janela, contemplavamos a paisagem que era muito bonita. As tonalidades acastanhadas e avermelhadas das folhas das árvores e o céu azul pincelado de nuvens cinzentas e brancas ofereciam a mais bonita pintura que se podia imaginar.
Afinal, o Outono era lindo e mágico

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Recordar Amália (diva do fado)

Abro hoje as portas do Ecos da Aldeia para evocar Amália a poucos dias da data da sua morte
No proximo dia 6 de Outubro completar se ão 12 anos após a sua morte
Não era uma Fundanense mas filha de fundanenses em cuja cidade sede do nosso concelho continua a ter familiares



Amália da Piedade Rodrigues nasceu na Rua Martim Vaz, na freguesia da Pena, próximo da Mouraria, em Lisboa. Os pais eram naturais da Beira Baixa e foram radicados em Lisboa durante alguns anos. É a quinta de nove filhos. A data certa do nascimento é desconhecida: em documentos oficiais nasceu a 23 de julho, mas Amália sempre considerou que nasceu no primeiro dia desse mês. Não é o que ficou declarado no Registo Civil. Para ela o que importava é que foi no tempo das cerejas e no signo de Leão.

Os pais de Amália, por dificuldades de subsistência, regressam para a Beira Baixa deixando Amália em Lisboa a cargo dos avós maternos. Estudou na Escola Primária da Tapada da Ajuda, em Lisboa, e numa festa da escola canta pela primeira vez em público. Os pais de Amália voltam novamente para Lisboa, mas Amália continua a viver com os avós.

Começa a trabalhar com a irmã Celeste, dois anos mais nova, numa loja de souvenirs no Cais da Rocha, acompanhadas pela mãe, vendedora de fruta. Sai na Marcha de Alcântara, depois de os seus responsáveis a ouvirem cantar na rua, como era seu hábito, cantando como solista "Fado de Alcântara". As marchas populares ficarão para sempre no reportório de Amália.
Numa festa de beneficência, Amália canta pela primeira vez em público acompanhada à guitarra pelo tio João Rebordão.

Em 1938, Amália acontece o Concurso da Rainha do Fado dos Bairros, no qual não chega a participar, porque as outras concorrentes ameaçam desistir se ela concorrer, e Amália acaba por desistir da participação. Neste concurso, conhece Francisco da Cruz, um jovem de 23 anos, torneiro mecânico e guitarrista amador, com quem se casará em 1940, casamento que dura dois anos.

Nos ensaios do Concurso da Rainha do Fado dos Bairros, Amália é notada por um assistente que a recomenda a Jorge Soriano, diretor da casa de fados Retiro da Severa. A audição foi um sucesso, mas para não contrariar a família, acaba por não aceitar o convite. Como fadista amadora exibe-se em vários locais com o nome de Amália Rebordão, devido ao seu irmão Filipe Rebordão, pugilista relativamente conhecido.

Estréia no Retiro da Severa, como fadista profissional. O êxito no Retiro como artista exclusiva é um sucesso, e espalha-se por toda a Lisboa pela boca do público. Imediatamente passa a cabeça de cartaz. Canta no Solar da Alegria, Café Mondego e Retiro da Severa, como artista exclusiva e já com repertório próprio. É no Solar da Alegria que José de Melo passa a ser seu empresário. É ele que afasta Amália da gravação de discos, com o argumento de que os discos iriam afugentar o público das casas de fado. Inicia a sua colaboração com o poeta Linhares Barbosa, e com Frederico de Brito e Gabriel de Oliveira.

Viaja pela primeira vez para o Brasil, onde atua no Cassino de Copacabana, o mais famoso cassino da América do Sul, num show para ela concebido numa Aldeia Portuguesa, em festas e na rádio. O sucesso é tão grande que a sua estada de seis semanas é prolongada por três meses, e Amália só regressa a Portugal com a promessa de voltar no ano seguinte.

Em 1945, regressa ao Brasil onde permaneceu dez meses, com a Companhia de Revistas Amália Rodrigues. No Teatro República, no Rio de Janeiro, Amália será a vedete, primeiro, da revista Boa Nova e, depois, da opereta Rosa Cantadeira.

Estréia no Teatro República, no Rio, de Boa Nova, onde Amália interpreta seis canções. É o "Fado Carioca" de Frederico Valério, mais conhecido por "Fado Xu Xu", que ficou como momento alto da revista.
Praça Amalia Rodrigues no Fundão


Amália Rodrigues morreu no dia 6 de outubro de 1999, com 79 anos.
Para quem ama realmente as musicas de Amalia pode clicar neste site e escolher o que quiser ouvir
http://letras.terra.com.br/amalia-rodrigues/