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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




segunda-feira, 4 de julho de 2011

Aldeias sem comércio local


Bogas de Baixo é hoje uma aldeia desprovida de comércio
Os seus habitantes vão ter que fazer mais ou menos grandes percursos para se abastecerem de mantimentos para o governo da casa, a não ser que um qualquer vendedor ambulante passe por cá e ofereça alguns artigos que normalmente não chegam para sa nescessidades.
Aproxima se a época de férias dos´nossos emigrantes e vai ser ainda mais dificil, poder repousar tranquilamente em Bogas sem terem que fazer as suas deslocações para se abastecerem ou até para outras diversões que Bogas não lhes poderá oferecer.


Tenho a impressão que o Ponto de Encontro (café do Alfredo) ainda resiste á crise da falta de clientes
O Ponto de Encontro servirá tambem de loja onde se vendem alguns mantimentos essenciais.
Antigamente havia de tudo tudo, lojas ,tavernas,cafés, mas agora não há mais, devido ao despovoamento.
Ainda assim, Bogas de Baixo nunca será uma aldeia isolada, uma vez que está situada perto de uma estrada Nacional que a liga á sede de concelho por um lado e á sede Distrital pelo outro
Tem ainda acessos faceis a Oleiros Sertã ou mesmo Coimbra
Conta com este povo laborioso que aquece a alma no Inverno, e aquece o coração no Verão, quando por algumas semanas ou meses se torna o ponto de encontro daqueles que tiveram que viver longe.


Falar-se-á de Bem estar para resumir a situação daqueles para quem a emigração se traduziu por um melhoramento das condições de vida com a aquisição de uma casa decente,com conforto, economias que permitam fazer frente à compra de terrenos agrícolas que assegurem a existência duma policultura que seja a subsitencia familiar
Bogas de Baixo vai ter que albergar nos próximos meses uma enorme quantidade de emigrantes e não vai ter através do comércio, maneira de os prender á terra muito tempo, partindo muitos para outros lugares onde a vida é mais mexida e onde teem de tudo para se divertir


Embora Bogas de Baixo conte hoje com uma piscina optima para passar umas belissimas férias com banhos para miudos e graudos, isso só, não chega
Vou terminar por hoje começando por desejar umas optimas férias a todos os meus conterrâneos e amigos que vão chegando

6 comentários:

luis roque disse...

Boa noite amigos,cumpre-me informar que sobre este tema e com muita pena que vejo a nossa aldeia a ficar deserta e sem comercio local. Desafio os poucos jovens residentes a tentarem a sua sorte para uma loja e cafe.

Luis Antunes disse...

concordo plenamente com o Luis.
os jovens que ainda fazem da nossa terra o seu domicilio e o seu ponto de encontro, podiam muito bem puxar pela cabeça e tentar qualquer coisa rentável e que fizesse com que Bogas de Baixo oferecesse algo mais aos seus moradores e visitantes
Força juventude.....

Anónimo disse...

Eu defensor acerrimo da vivencia das nossas Aldeias faço um apelo á juventude de Bogas de Baixo e a outras Aldeias como a vossa e como a minha sejam audazes saibam correr riscos engenhosos criem na vossa terra algo atrativo para os residentes e para os visitantes um café sim um café porque não um pouco mais atrevido onde á noite se possa ouvir musica mesmo só que seja ao fim de semana para aguçar o apetite a outros jovens e ás gentes da terra com mais idade se juntem para ouvir alguem que gosta de mustrar os seus dotes musicais e até gratuitamente com essas atuações ginhariam fama na região e com isso partir para outros vouos esperimentem que vão ter sucesso sai um café sai uma imperial uns caracóis uns pipis umas sandes umas gambas e por ai adiante para um casal jovem é uma tentação eu falo assim porque conheço um caso com sucesso um casal que saio de lisboa e hoje vive maravilhosamente perto da minha aldeia em Avô.
Nos dias de hoje temos que arriscar por nós as ajudas acabaram se os jovens tem medo que arrisque um reformado com genica e dem a bogas o que ela merece.
Voz do Goulinho
António Assunção

Anónimo disse...

Olà Luis,

é verdade que faz falta uma mercearia em Bogas, mas em dia de hoje, todos temos um carro para nos deslocar à cidade e quem nao tem, tambem pode pedir à quem tem carro para lhe trazer algo essencial, nao é ? tambem faz bem sair da aldeia para ver o mundo que hà em volta.
é mais chato para as pessoas de idade, mas qual remedio podemos dar à isso !
Elsa Rodrigues

Anónimo disse...

A desertificação...mal crónico de que sofrem as aldeias do interior, onde os jovens não vêm futuro e os idosos vivem em solidão.
Não haverá remédio para estes males? Parece que as politicas actuais são a favor do encerramento das aldeias como já o foram pelo encerramento das escolas, dos postos médicos e outros que mais.
Cada vez se está tornando menos fácil viver nas aldeias,nestes locais que a gente nova vem visitar uma ou duas semanos por ano,enquanto ainda cá vivem os pais,mas que a pouco e pouco estão esquecendo e afirmando a quem quer ouvir «vir prá qui viver? Nem pensar».
Assim as aldeias vão morrendo

Luis Antunes disse...

Tem toda a razão meu caro
Mas deixe me dir lhe uma coisa:
A juventude nem toda vai ter futuro na cidade
Como temos vindoa constactar muitos jovens fizeram os seus cursos, doutoraram se iclusivamente e nem por isso conseguem o seu emprego.
É por isso que devem cada vez mais pensar nas suas aldeias na sua casa e nas suas hortinas
Porque uma coisa é certa, temos computadores e robots para efectuar quase todo o tipo de serviço mas ainda não conseguiram fazer produzir as culturas nas nossas terras sem a mão do homem
No meu tempo embora com muitas dificuldades as terras estavam todas cultivadas