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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




sexta-feira, 13 de maio de 2011

A minha juventude á rasca



Era complicado.
Foi minha Professora a D. Ilda Natércia Serra e Silva,
no entanto na 3ª classse lecionei com a Professora D. Suzete
Eramos realmente muitos alunos a frequentar a escola da minha aldeia Bogas de Baixo
O exame da 4ª classe era realizado na sede do concelho Fundão
Ainda me lembro do meu e dos professores que nos examinavam na altura
Tinhamos que pernoitar no Fundão e era na quinta conhecida pela quinta
do Zé Maria das Máquinas e que pertenceu ao Padre Zé Maria.

Estes professores com os quais começámos a aprender a ser alguém,.eram rigorosos
tanto no ensino como na disciplina. Levei algumas vezes e com razão.
Lembro-me perfeitamente de um facto com a D. Suzete, a minha professora da 3ª
classe. Por qualquer motivo ela deve ter me perguntado algo que eu não sabia
e devo ter me zangado ao ponto de lhe chamar nomes feios
Ela chamou lá o meu avô á escola porque nessa altura vivia com o meu avô
Eh pá, levei tantas que até me levantou pelas orelhas e me colocou em cima da secretária
Reconheceram que teria havido algum exagero mas não vergaram e diziam que todas,
foram poucas as que levei
Era completamente diferente nda escola de hoje. mas era bom e nós aprendíamos.
Eu quando saí da escola, com a quarta classe, sabia a matéria toda. Depois ingressei
no Seminário onde não me aguentei muito tempo não sendo aquela a forma d e vida que sonhava


O pouco tempo livre que tínhamos, quando éramos novos, passávamos na
brincadeira e, às vezes, até a fazer tropelias. indo inclusivamente roubar fruta
por aquelas hortas que todos sabiamos a quem pertenciam. Os meus pais por exemplo,
tinham algumas hortas com fruta , mas íamos roubar ao vizinho porque a do vizinho era
melhor que a nossa. Enfim, era outra maneira d e viver e de estar na vida
Quando nos tornámos mais crescidos já rapazotes, procuravamos todos os lugares
onde sabiamos que ia haver bailarico, principalmente aos fins-de-semana.
No nosso tempo o fim d e semana era só o Domingo porque no Sábado
trabalhava-se de manhã à noite como nos outros dias
Já se comia peixe lá na aldeia, mas para o comermos tinhamos que esperar pelo peixeiro
que com as caixas de sardinha em cima do seu burro tinha que percorrer grandes distancias a pé
Lembro me de um peixeiro natural do Armadouro que nunca nos deixava ficar sem podermos
comer ao menos uma sardinha por semana (verdade)
Havia no entanto aqueles saborosos peixinhos que iamos pescar na ribeira de Bogas
e esses sim eram um manjar
Quanto á carne a gente tinha sempre alguma na salgadeira proviniente da matança do porquito.
A matança do porquito era dia de festa, dia de alegria.Com todos os familiares reunidos

8 comentários:

Joaquim Angelo disse...

Desabafo da nossa juventude!..Um abraço amigo Luís,e bom fim de semana!..

Anónimo disse...

Quem não se lembra desses tempos maravilhosos?
Só quem tiver menos de 40 anos
Gostei tambem d e ver esta imagem da Ladeira, linda terrinha na encosta do cabeço do Zibreiro vigiando toda aquela região da ribeira de Bogas
Gostei
Um velhote que nasceu nestas encostas da serra

Luis Antunes disse...

É verdade
Quem tenha mais de 40 anos e seja oriundo destes belos recantos de Portugal, lembra se certamente da nossa juventude á rasca
Amigo Joaquim bom fim de semana tambem para si e para todos os visitantes desta pagina
Um abraço
Luis Antunes

Anónimo disse...

É verdade era assim na escola havia diciplina hoje inverteu-se a situaça. Se agora acontece-se um caso idéntico ao seu o responsável por esse aluno também se apresentava na escola; mas aí sim para para malhar o professor mesmo se foi o aluno que tratou mal o professor. Se nao é assim peço disculpa pelo comentário.
Com os meus cumprimentos
Mário Martins

Anónimo disse...

Ò amigo Luis esta sua postagem levou á minha memória tambem as trupelias que eu fiz e ajudei a fazer por exemplo quando abdavamos no alambique a fazer a aguardente iamos á capoeira do visinho robar um galo ou uma galinha para a partir da meia noite fazermos uma petiscada normalmente era ao fim de semana quanto á sardinha eu foi um perveligiado a minha santa Mãe era a sardinheira da terra e terras visinhas de caixa á cabeça comi tanta sardinha que confeço hoje só de vez em quando ou seja talvez uma ou duas vezes por ano.
Um abraço amigo.
Voz do Goulinho
ALA Poemas
António Assunção

Luis Antunes disse...

Ola amigo e senhor Mario Martins
Este espaço está aberto a todo tipo de comentarios e o seu é pertinente porque hoje em dia realmente a vida escolar é uma bandalheira em muitos casos e até vejo doutores e engenheiros modernos não saberem onde nasce o rio Zezere por exemplo
Para não falar de outras coisas piores
Volte sempre amigo
um abraço

Luis Antunes disse...

Olá meu caro amigo António
Já notei que o amigo foi realmente um preveligiado no toca á boa sardinha assada.
Mas tem que concordar que nessa altura comer uma boa sardinha era memso um manjar do Marquês.
E quando a minha mae ou a minha avó coziam a broa e me faziam uma bolinha mais pequena com uma sardinha dentro? Beloa tempos
Um abraço amigo

cristina simao disse...

Tempos maravilhosos esses...eu um pouco mais nova mas tambem passei a infancia em Bogas e nao trocaria por nada no mundo!!!Beijos a todos