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São exactamente as nossas raizes culturais, familiares e sociais que nos distinguem.




sábado, 30 de abril de 2011

Era assim a vida na aldeia

Na minha aldeia e em quase todas as aldeias desta região da Beira Baixa nos anos 50/60, a maneira de viver não tinha muitas diferenças entre elas
Vivia se ainda muito do que a terra produzia, especialmente milho, linho, batata e alguma azeitona, para além do porquinho que se criava com produtos da horta e farinha que dava para ter carne durante uma boa parte do ano


Bogas de Baixo tem a sorte de possuir ao longo da sua ribeira grandes baixas e parcelas de regadio onde produziam para além da hortaliça que se consumia em casa, muito milho, muita batata. linho e até trigo, centeio e aveia

O milho era colhido e destonado e depois de estar em grão vendia-se ao alqueire.



Em Bogas havia tres ou quatro moinhos, um deles, foi restaurado há um ou dois anos. Sei que tem duas mós, sendo que a mó de cima é movida pela força da água, quando a há, através de um rodizio instalado na parte inferior do moinho



O milho vai caindo dentro do espaço próprio na mó e vai se transformando em farinha.
Os moinhos funcionavam todos a água.

As gentes que não tinham moinho levavam o milho ou outro cereal ao moleiro que lhe fazia a farinha mediante o pagamento de uma maquia
que por sua vez iam juntando o produto da maquia e vendiam depois na aldeia
Havia tambem alguma azeitona que era transformada em azeite, que seria recolhido em recipientes de barro, a que chamavam talhas ou potes, e quem tinha mais do que o que precisava para os gastos de casa, vendia o ao litro.
Tinhamos um lagar em Bogas e havia um outro bem perto entre Bogas e o Urjeiro, que funcionavam durante algum tempo
Hoje restam apenas as ruinas


Mas hoje em dia existem na região alguns lagares modernos que mediante a retenção de uma percentagem, tranformam a azeitona de quem os procurar no saboroso azeite que vai servir para consumo próprio

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